2016 Obama’s America

Trailer do filme sobre Obama (outros vídeos, como o discurso no CPAC, podem ser vistos carregando no nome do utilizador):

Ver o site do filme. Ler sobre o autor Dinesh D’Souza. Ler sobre a estreia (ABC News).

O filme para conhecer Obama e as suas raízes. A tese de D’Souza é que ele nasceu no Hawaii, mas que os seus tempos na Indonésia e as suas visitas a África – e mais concretamente ao túmulo do seu pai – tiveram um impacto profundo no seu pensamento e na sua determinação em seguir a carreira política. O Indiano D’Souza vê em Obama o que viu na sua família Indiana: uma opinião fortemente Anti-Colonialista que a maioria dos Americanos não conseguem identificar mas que ele ajuda a conhecer com este filme.

20 pensamentos sobre “2016 Obama’s America

  1. Tu andas a percorrer uma linha muito ténue. Este filme parece-me a mim uma gigantesca teoria da conspiração e depois de ver o video do D’Souza vejo muita coisa mas mesmo muita a ser tratada com enorme ignorância.

    Justificar as nossas crenças com teorias da conspiração é querer justificar seja o que for.

  2. O autor, independentemente das suas opções, justifica tudo com entrevistas e fontes. E se procurares informações sobre o Dinesh, não é assim uma pessoa para ser rapidamente posta de lado como adepto de “uma gigantesca teoria da conspiração” ou tratar assuntos “com enorme ignorância”.
    Acho que não combina muito bem é com o que tu pensavas antes de ver o clip e não estás disposto a considerar uma narrativa diferente da tua, seja ela qual for. (Qual é a tua opinião sobre como o Obama desenvolveu as suas ideais? Conhecias assim tão bem o indivíduo?)

  3. Sem ver o video, diria que Obama, para anti-colonialista, não está mau (neste momento eles já têm quantas guerras ocultas, entre Iémens, Ugandas, Somálias, Paquistões, etc?).

  4. pmm

    Entretanto nos EUA de 2012: http://www.economicpolicyjournal.com/2012/08/welcome-to-united-soviet-states-of.html
    “A day more significant than 9-11-01 should be marked in the history books: 8-16-12. On that day an American, minding his own business, outside of ranting on his Facebook page, was forcibly taken without charge from his home. (…) The police also claim Raub is not under arrest, even though he was led away in handcuffs and is not permitted to leave the psychiatric ward of a hospital—even though it appears that Raub is not in any way in need of psychological care.”

    E outro caso: http://www.canadafreepress.com/index.php/article/48845
    “The officer told Jason that he had to go with them based on a mental health complaint that originated solely from his friend, the physical therapist assistant in New York, who claimed that he was worried for Jason’s safety. At this point, Jason was under the control of the officers, and was not permitted to be alone as he entered his house to shut things down for the trip he was about to take. The officers took Jason to the local hospital psychiatric ward for “evaluation.” For the next 18 hours, he was subjected to some of the most humiliating searches, probes, and questions by hospital personnel.”

  5. Pisca

    A seguir vem um post sobre a “legitima violação” é isso ? Note-se não gosto do Obama e afins detesto gajo tem pinta de chulo mas amanhado

  6. Samuel

    Não vi o vídeo, daí que não me possa pronunciar sobre o que o D’Souza diz.
    O que achei curioso é a frase: “O Indiano D’Souza vê em Obama o que viu na sua família Indiana: uma opinião fortemente Anti-Colonialista que a maioria dos Americanos não conseguem identificar mas que ele ajuda a conhecer com este filme.” Sendo “O Insurgente” um blog que à partida está contra o Obama, das 3 uma: 1. O autor do texto não está nessa categoria; 2. A frase não é suposto ter propriamente um alcance, caiu do céu; 3. O autor está a criticar Obama por alegadamente ser anti-colonialista.
    Espero que seja uma das 2 primeiras “opções”, se for a terceira é verdadeiramente preocupante. Porque ser anti-colonialista devia ser uma qualidade para toda a gente, tirando os fascistas. Violar, roubar, matar para espalhar a boa moral cristã e o “liberalismo”…

  7. Pisca,
    Antes demais, não escrevo sobre o aborto (ok, já escrevi… mas não é tema que me interesse)
    E depois se fosse a escrever era a gozar aquele congressista. Aqui foi uma cena risível.

    Samuel,
    Já lhe disse como adoro pessoas que comentam sem ver o material e escrevem a 1ª coisa que lhes vem à cabeça? Não? Adoro esses comentadores…
    Bem, mas quanto ao ponto:
    1. Declaro aqui que não gosto do Obama, me custa a engolir o Romney (marginalmente melhor) e que sempre torci por Ron Paul.
    2. Eu estou a criticar Obama por ser anti-colonialista.
    3. O Samuel não sabe o que é ser anti-colonialista, não viu o vídeo, e ficava a ganhar em ver o material anexo antes de comentar.
    Vou desde já lhe adiantando o seguinte, para que quando comece a ver os vídeos do Dinesh não vá em branco ou, pior ainda, com preconceitos errados: ser anti-colonialista não tem nada a haver com defender um regresso Europeu a África ou à Ásia. O Liberal que certamente defende menos estado não iria defender mais Estado aí. Não sejamos ridículos.
    O que está aqui em causa é o sentimento de culpa que existe que o Branco/Ocidental/ é mau e só se desenvolveu à custa de recursos roubados… e que agora tem de “pagar” de uma forma ou de outra.

    Nunca esteve em causa agora regredirmos um século. Está em causa o Presidente dos EUA ter um certo ódio aos EUA e ter jurado na campa do pai que iria cumprir o sonho dele de vingança pelo colonialismo. Algo que o Obama deixou escrito no livro “Dreams from my father”.
    Eu acho isso estranho. Um Americano deverá ficar algo alarmado, digamos.

  8. Ricardo,

    Não é uma questão de combinar ou não, simplesmente fico de pé atrás quando vejo o autor que tu queres pintar de objectivo, a discursar no CPAC sobre as ideias de Obama.
    Há uma narrativa de incitamento ao medo de Obama e das suas políticas que é simplesmente ignorante e parece-me que o facto de o filme ter sido apresentado no CPAC é muito suspeito.

    Eu prefiro apoiar a minha análise nas acções dos individuos e não em pseudo agendas secretas, que niguém pode verificar porque ninguém está dentro da cabeça do Obama.
    Devo dizer que não me surpreende nada que Obama seja anti-colonialista, aliás isso faz infelizmente parte da mentalidade Americana. Digo infelizmente porque o anticolonialismo e o terceiro-mundismo são perspectivas marxistas e hiper hipócritas.

    Dito isto, acho FRANCAMENTE POSITIVO que Obama não considere os EUA excepcional, porque isso é uma atitude sensata depois dos anos Bush. Tu há pouco tempo também criticavas o excepcionalismo americano… mudaste de opinião?
    Porque olha que para aquele público conservador essa observação não foi propriamente boas notícias…

    Aquilo que me preocupa nas tuas críticas ao Obama, é que recorras a personalidades e teorias que são extremamente marginais e são-no por uma razão: porque normalmente são fruto de ignorância e preconceito.
    Uma coisa é ser-se libertário, outra é ser-se preconceituoso. Portanto, aconselho-te muito cuidado porque segues uma linha muito ténue entre o pensamento crítico e o fanatismo. Já te tenho avisado contra crenças injustificadas e posts destes arrepiam-me um pouco…

  9. Miguel,
    1. Tu idolatras fontes tão questionáveis e “biased” como a CPAC
    2. O filme foi apresentado em muitos locais e muito bem recebido em Nova Iorque. Isso conta na tua contabilidade de “vamos valorizar um filme de acordo com o nível de progressismo de onde é apresentado”?
    3. As acções? Quais? A falta de transparência? A total promiscuidade com os lobistas de Washington (até tem a Goldman Sachs como maior doadora!)? A manutenção do Sec. da Defesa quando todos esperávamos mudança neste ponto (manteve o anterior, por amor de Deus…)? O fim do apoio à banca? O fim das isenções aos ricos (concorde-se ou não, era uma promessa)? O fim do Patriot Act? O fechar de Guantanamo (outra vez: concorde-se ou não, era uma promessa)? A mudança de política em relação à NAFTA (idem no parêntesis)? Mas estás a gozar Miguel?
    4. A mentalidade americana, no sentido que é implicado pelo Dinesh, é profundamente contra a posição “anti-colonialista”. Ouve o vídeo antes de comentares este ponto. Note-se que com esta resposta provaste que nem ouviste o discurso do Dinesh antes de comentares.
    5. Eu continuo a criticar o excepcionalismo Americano. Ou qualquer excepcionalismo. Não me parece verosímil que vá mudar de opinião. Mas isso em nada afecta o meu ataque ao sentimento de culpa que me querem impor (como branco/caucasiano) e ao respectivo desejo de vingança do pai de Obama.
    6. Eu não me considero preconceituoso, mas é claro que nisso não sou o juíz mais isento. Em 2007 simpatizei com a retórica de Obama nos 1os discursos que dele vi. Em certos pontos, comparava-o com o Ron Paul: anti-guerra, pelas oportunidades para todos… A ter algum preconceito, esse até seria positivo. Mas a falta de concretização das suas ideias (deixava tudo muito no ar, votava muitas vezes presente, era vago,… e no fim até as fugas de informação, como aquela para com o Canadá) mostrou-me que ao chegar à presidência não se saberia o que iria fazer. Fui mudando a minha percepção e hoje ela é completamente negativa. Respeito que queira cumprir os “Dreams from my father”. Mas acho tolo é quem lhe queira colocar nas mãos os meios para os concretizar.
    E de um “hawk” como tu, não esperava uma defesa assim.
    E claro, esperava que tivesses visto os vídeos antes (trailer e discurso na CPAC). São 15 minutos no agregado, ok. Mas se queres comentar, tens de ver primeiro.

    Vá, vê e depois diz de tua justiça.

  10. 1. Tu idolatras fontes tão questionáveis e “biased” como a CPAC

    Não sei ao que te referes mas adiante: o CPAC não é uma fonte… o CPAC é espectáculo e tem um público. Desde quando é que festas de propaganda são fonte de conhecimento?…
    Até podemos dizer o mesmo do PSD ou de outros partidos nacionais. Se vais a uma festa política sabes que vais ouvir falar bem dos teus líderes e mal dos outros… é a dinâmica da coisa, não?…

    2. O filme foi apresentado em muitos locais e muito bem recebido em Nova Iorque. Isso conta na tua contabilidade de “vamos valorizar um filme de acordo com o nível de progressismo de onde é apresentado”?

    Tu saberás, eu não porque só tomei conhecimento da obra prima hoje e por fontes tuas…
    Mais uma vez vejo que não percebeste a minha crítica. Não se trata de haver ou não haver progressismo (achas que sou progressista?) mas sim que tipo de objectividade podemos esperar de um tal ‘documentário’ que é apresentado num festival de propaganda…

    3. As acções? Quais? A falta de transparência? A total promiscuidade com os lobistas de Washington (até tem a Goldman Sachs como maior doadora!)? A manutenção do Sec. da Defesa quando todos esperávamos mudança neste ponto (manteve o anterior, por amor de Deus…)? O fim do apoio à banca? O fim das isenções aos ricos (concorde-se ou não, era uma promessa)? O fim do Patriot Act? O fechar de Guantanamo (outra vez: concorde-se ou não, era uma promessa)? A mudança de política em relação à NAFTA (idem no parêntesis)? Mas estás a gozar Miguel?

    Como apresentas os mesmos argumentos que apresentaste no Psico dou-lhes a mesma repsosta:

    sic
    “- transparência – todos os políticos a prometem. Ficas espantado que ESTE não a cumpra?…
    – ausência de lobistas – para sermos justos ele foi contra o Citizens United não foi?…
    – mudança de políticas militares – então não mudou? A saída do Iraque foi o quê? Cortes nas forças armadas foram o quê?
    – manteve o da Defesa de Bush for crying out loud!!!” – e ainda bem. Só é pena que não saibas do que falas. Robert Gates era das pessoas menos beligerantes na administração Bush (escolhido no 2º mandato e não 1º…) e altamento pragmático. Foi contra a intervenção na Líbia e promoveu grandes cortes nas Forças armadas.
    – o não fi das isenções parece-te muito anti-colonialista, é?…
    – A Goldman Sachs tem por costume apoiar radicais?…”

    Em relação ao Patriot Act, sim: ele mudou muita coisa a começar pelo fim das interrogações especiais.
    Em relação a Guantanamo, não fechou porque percebeu a estupidez legal em que se envolveria se o tentasse. e aqui sim vale a pena criticá-lo por ter falado contra Bush sem realmente ter pensado a coisa com sensatez.

    4. A mentalidade americana, no sentido que é implicado pelo Dinesh, é profundamente contra a posição “anti-colonialista”. Ouve o vídeo antes de comentares este ponto. Note-se que com esta resposta provaste que nem ouviste o discurso do Dinesh antes de comentares.

    Eu vi o trailer, se é a isso que te referes… mas se eu percebi mal, por favor sê mais específico…

    5. Eu continuo a criticar o excepcionalismo Americano. Ou qualquer excepcionalismo. Não me parece verosímil que vá mudar de opinião. Mas isso em nada afecta o meu ataque ao sentimento de culpa que me querem impor (como branco/caucasiano) e ao respectivo desejo de vingança do pai de Obama.

    lol, Para já nunca ninguém entrevistou o pai de Obama. Depois ainda não vi o Obama a querer impôr qualquer sentimento de culpa. Até votou contra a adesão da palestina à ONU e tudo. Então isso é porventura anticolonialista?
    E se ele é anti-excepcionalista, não podes por uma vez na vida largar a retórica de campanha redneck dos republicanos e admitir que pelo nem tudo o que ele fez ou disse foi diabólico?…

    6. Eu não me considero preconceituoso, mas é claro que nisso não sou o juíz mais isento. Em 2007 simpatizei com a retórica de Obama nos 1os discursos que dele vi. Em certos pontos, comparava-o com o Ron Paul: anti-guerra, pelas oportunidades para todos… A ter algum preconceito, esse até seria positivo. Mas a falta de concretização das suas ideias (deixava tudo muito no ar, votava muitas vezes presente, era vago,… e no fim até as fugas de informação, como aquela para com o Canadá) mostrou-me que ao chegar à presidência não se saberia o que iria fazer. Fui mudando a minha percepção e hoje ela é completamente negativa. Respeito que queira cumprir os “Dreams from my father”. Mas acho tolo é quem lhe queira colocar nas mãos os meios para os concretizar.

    OK, isto já me parece mais sensato do que a teoria da conspiração que ele é um louco socialista com uma agenda secreta…

  11. Uma coisa que me ocorre é a aparente influência que os “nativos da Commwealth” parecem ter entre a ala intelectual do moderno conservadorismo americano – o D’Souza, o historiador escocês, uma carrada de canadianos…

    Onde eu quero chegar – será que um norte-americano de raízes culturais tipicamente EUA-enses iria usar a expressão “anticolonialista” para designar o que D’Souza quer referir (provocando os equívocos interpretativos em que, pelo vistos, eu e o Samuel caímos), ou (para não manchar o bom nome do anticolonialismo) iria procurar outra expressão para designar isso?

    E nem deveria ser difícil arranjar outra expressão, já que a mentalidade “o Ocidente imperialista é o culpado de quase todos os problemas do mundo” até é bastante generalizada em certos meios – tanto entre filhos de “anticolonialistas” como entre filhos de “colonialistas” – e até ao D’souza suponho que nenhum dos seus críticos – os defensores sim – a havia chamado de “anticolonialismo”.

  12. Miguel
    1. Se vou a uma festa política já sei que vou ouvir falar bem dos meus e mal dos outros. Mas isso não quer dizer que o que lá seja dito seja manchado para sempre com a nódoa da falta de rigor para sempre e APENAS por essa palestra.
    Repara, ambos fomos às Univ. de formação política do Carlos Coelho.
    Numa delas, o líder do PP Espanhol foi lá fazer um discurso. Noutra, o Mário Soares foi lá falar também.
    As Univ. do Carclos Coelho também são locais onde “sabes que vais ouvir falar bem dos teus líderes e mal dos outros… é a dinâmica da coisa, não?”.
    Isso quer dizer que aquelas 2 figuras perderam credibilidade por isso?
    Ou quer sequer dizer que são automaticamente “biased” para a direita?

    2. Sei que não és progressista. Daí estranhar este teu fervor Obamista ultimamente. Mas siga.
    Mais uma vez, que credibilidade têm o líder do PP Espanhol, o Mário Soares, e o Durão Barroso, que participaram num evento político que cumpre o critério de “sabes que vais ouvir falar bem dos teus líderes e mal dos outros… é a dinâmica da coisa, não?”

  13. 3. Por acaso aqui copiei a resposta mas depois expandi-a. Mas siga.
    – Se é para dizer uma coisa e depois se deve esperar sempre o oposto, então não sei para que serve a democracia.
    – Transparência não era uma promessa qualquer: fazia parte do tema central do “change” e da mística do Obama. E ele não só não cumpriu como piorou significativamente.
    – O governo dele está carregado de lobistas. Não nomeies este ou aquele grupo pois não vamos entrar aqui em discussão se ele beneficia mais o grupo A ou B. Mas que o governo dele está carregado de lobistas está. Já viste os diagramas do geek.us? Aterrador.
    – Ele manteve o gajo da defesa. Ele mantém uma presença fortíssima no Iraque. Quantas tropas Chineses estão no Iraque e quantas Americanas estão? Não brinques, vá. Ele deixa os Iraquianos gerir o dia a dia, mas mantém tudo muito controlado com uma forte presença militar. Muito depois dos famosos 16 meses terem passado.
    – Por tu achares “ainda bem” o ponto interior (seu hawkista!), não é isso que está em discussão: foi “change” ou não?
    – “Cortes nas Forças armadas”? Ou transferências de uma zona do orçamento para outra?
    – O fim das isenções é o quê? O que tem isso a ver com o pai do Obama?!? Bem, para mim, o Obama deveria ter mantido o corte aos ricos e estendido o corte aos pobres e à classe média. Isso era “change”. Isso era apoio à actividade económica. Isso era igualdade de oportunidades. Mas isso era o que eu queria: agora o que ele prometeu era que iria igualizar por cima, subindo os impostos aos ricos. Pergunto: cumpriu ou não? Não dês voltas, não desvies a atenção: cumpriu ou não a mudança que prometeu? NÃO!
    – Depende da definição de radicais, mas não entremos por aí. A Goldman Sachs apoia sempre quem lhe garantir o retorno em favores. Obama não pode dizer ser o candidato da mudança e da classe baixa e ter como maior doador a GS. E tem. E portanto mais uma vez está a trair a sua base e a fazer “business as usual”.
    Em relação ao Patriot Act, sim: ele mudou muita coisa a começar pelo fim das interrogações especiais, mas acrecentou muitas outras. Sobretudo com a aprovação (na Passagem de ano) do NDAA.
    Em relação a Guantanamo, tinha a obrigação de como professor de direito já saber tudo isso antes. Que credibilidade tem ele agora de prometer o que quer que seja, se depois pode alegar que só depois “percebeu a estupidez legal em que se envolveria se o tentasse”?

    4. Peço mesmo para veres o vídeo do CPAC. Senão vou gastar os 15 min a responder só a esse ponto (e esta resposta já vai longa…)

    5. O pai do Obama é muito abordado no livro dele “Dreams from my father”. Escrito pelo próprio Obama.
    Isso da Palestina nem sei o que tem a haver com o “anti-colonialismo” no sentido que aqui é dado. Só no sentido normal do termo.
    Nem tudo o que ele diz é diabólico. Sobretudo antes de ser eleito. Eu não sou um redneck, e tu sabes isso.

    6. Obama tem muitos tiques de Socialista/Marxista e muitas posições semelhantes… mas a mim também nunca me soou Marxista.
    Sempre me pareceu mais opções comuns do que propriamente ele ter lido e seguir aquela linha.
    No fundo, ele e os sindicatos estão alinhados, os sindicatos votam nele (certamente não vão votar McCain ou Romney…), mas ele nunca parece ter sido criado (intelectualmente) por aquela malta.
    Como diz num vídeo (outro, que eu ouvi antes de publicar o post), ele não vem dos vermelhos, vem do movimento dos “Civil Rights”.
    Creio que isso vê-se bem nos seus discursos, e agora este indiano reforçou algumas suspeitas minhas (se quiseres procuro o vídeo… mas se ouvires o do CPAC e mais 2 ou 3 acabas por ver o vídeo).
    Mas isso ainda é matéria para eu pesquisar mais na net antes de publicar algo sobre o assunto.
    Até porque com a saída deste filme, deverá vir ao de cima algum bom material nesse particular.

  14. Samuel

    Vamos por partes. Quem é o senhor para me dizer que não sei o que é ser anti-colonialista? “Anticolonialista é o termo utilizado para designar aqueles pessoas ou instituições que defendiam o direito de auto-determinação das populações, sobretudo das populações das antigas colónias europeias. Com o fim dos impérios coloniais na segunda metade do século XX, o termo caiu um pouco em desuso, contudo ainda é algumas vezes utilizado no contexto da colonização económica.” (Wikipédia, pode procurar noutros lados que encontra o mesmo, boa pesquisa). Portanto, acho que entender o anti-colonialismo como eu o referi na minha observação está correcto.

    “ser anti-colonialista não tem nada a haver com defender um regresso Europeu a África ou à Ásia” Ou queria dizer “não ser anti-colonialista” ou a sua mente funciona de modo no mínimo estranho.
    “O Liberal que certamente defende menos estado não iria defender mais Estado aí. Não sejamos ridículos.” A questão aqui não o tamanho Estado, mas quem controla esse Estado, se os legítimos “donos” (as pessoas do país em causa) ou membros de outro país (colonialistas). E convenhamos que por exemplo os EUA ainda controlam uma parte considerável do mundo, se não têm colónias no papel têm-nas na prática; mesmo quando não as têm, fazem por as ter, o Salvador Allende que o diga.

    Parto do princípio então que para si anti-colonialista é “alguém que tem um ódio aos (descendentes dos) colonizadores”. Duvido que o Obama seja anti-Ocidente. E não vou ver essa documentação toda, porque a vida é curta e para perder tempo com tipos com o gabarito intelectual que o D’Souza aparenta ter, parecendo ser daqueles que deturpa tudo para fazer prevalecer o seu ponto de vista, é melhor estar quieto. Posso estar a perder muito, mas corro o risco.

    Até considero que para o mundo era preferível que o Obama questionasse os “valores americanos” em vez de os tomar como dados. Uns milhões de pessoas que morrem de fome para que as empresas americanas prosperem (utilizando o que por direito é delas) eram capazes de agradecer.

  15. Samuel,
    O autor usa aquele termo noutro sentido. Que conheça o outro sentido, acredito. Que conheça aquele usado pelo autor… parece que não.
    Mas não é nada que não resolva se quiser ver os diversos vídeos sobre este assunto.
    Depois vai ver que o “Duvido que o Obama seja anti-Ocidente.”… é mesmo a tese aqui do nosso D’Souza.

  16. 1.
    Aqui é que está o teu erro: eu não tenho nenhum fervor pro-Obama tal como não tenho nenhum fervor anti-Obama mas questiono quem tenha!!!
    Sim, uma universidade de verão continua a não ser um comício político………………………

    3.

    – Se é para dizer uma coisa e depois se deve esperar sempre o oposto, então não sei para que serve a democracia.

    Hahahaha. Por favor, a democracia é o mais populista dos sistemas políticos. Se não esperas que pessoas que estão recorrentemente sob pressão para ganharem eleições mintam, então não sei que livros andaste a ler.
    Disse, mantenho e noto que não me contra-disseste: O Obama não é muito pior que todos os outros políticos. A única diferença é a expectativa idiota que foi gerada pelos mainstream media. Mas nós não devíamos ser afectados da mm maneira que o povinho não é Ricardo…

    – Transparência não era uma promessa qualquer: fazia parte do tema central do “change” e da mística do Obama. E ele não só não cumpriu como piorou significativamente.

    [ver minha resposta anterior]

    – O governo dele está carregado de lobistas. Não nomeies este ou aquele grupo pois não vamos entrar aqui em discussão se ele beneficia mais o grupo A ou B. Mas que o governo dele está carregado de lobistas está. Já viste os diagramas do geek.us? Aterrador.

    Continuo a não estar espantado. O gajo não tinha experiência governativa nenhuma, quando se viu a braços com um governo gigantesco viu-se obrigado a recorrer a quem sabia e a elite de Washington moonlights como lobistas. C’est la vie. Isto para mim não é aterrador em comparação ao que tem sido feito no passado.
    Ricardo, tu fazes parecer que só começaste a seguir política americana a partir de 2008…

    – Ele manteve o gajo da defesa. Ele mantém uma presença fortíssima no Iraque. Quantas tropas Chineses estão no Iraque e quantas Americanas estão? Não brinques, vá. Ele deixa os Iraquianos gerir o dia a dia, mas mantém tudo muito controlado com uma forte presença militar. Muito depois dos famosos 16 meses terem passado.

    Ricardo, é assim…. Isto é pura ignorância e não dá para debater com quem não sabe do que fala MAS pretende saber.
    NÃO HÁ TROPAS AMERICANAS NO IRAQUE! Os últimos 13 000 foram retirados o ano passado.
    Mas a parte mais absurda daquilo que escreveste foi o dizer que os Americanos mantêm tudo muito fortemente controlado. Deve ser por isso então que os ataques da Al-Qaeda estão a recrudescer no Iraque, deve ser por isso que Baghdad está a ameaçar exploração Turco-Americana de petróleo no Curdistão, deve ser então por isso que o Iraque está a apoiar Bashar al Assad.

    É demais, é demais, não dá Ricardo. Assim não dá para ter uma discussão minimamente racional…

    – Por tu achares “ainda bem” o ponto interior (seu hawkista!), não é isso que está em discussão: foi “change” ou não?

    Aí é que está o problema. Foi SUPER-CHANGE em comparação com o 1º mandato Bush e só maniqueístas mal-informados e teóricos da conspiração é que não percebem que houve uma mudança importante de paradigma no segundo mandato Bush em que ele começou a tentar corrigir muita da porcaria que fez durante o 1º. O Obama foi inteligente o suficiente para não interromper o varrer do lixo. Mais nada.

    – “Cortes nas Forças armadas”? Ou transferências de uma zona do orçamento para outra?

    Cortes. Programa F-22 cancelado, programas de construção naval acabados, etc etc

    – O fim das isenções é o quê? O que tem isso a ver com o pai do Obama?!? Bem, para mim, o Obama deveria ter mantido o corte aos ricos e estendido o corte aos pobres e à classe média. Isso era “change”. Isso era apoio à actividade económica. Isso era igualdade de oportunidades. Mas isso era o que eu queria: agora o que ele prometeu era que iria igualizar por cima, subindo os impostos aos ricos. Pergunto: cumpriu ou não? Não dês voltas, não desvies a atenção: cumpriu ou não a mudança que prometeu? NÃO!

    Não. Mas não tens o direito de estar furioso quando o que ele fez vai na direcção do que tu defendes. Isso é que é ridiculo.

    – Depende da definição de radicais, mas não entremos por aí. A Goldman Sachs apoia sempre quem lhe garantir o retorno em favores. Obama não pode dizer ser o candidato da mudança e da classe baixa e ter como maior doador a GS. E tem. E portanto mais uma vez está a trair a sua base e a fazer “business as usual”.
    Em relação ao Patriot Act, sim: ele mudou muita coisa a começar pelo fim das interrogações especiais, mas acrecentou muitas outras. Sobretudo com a aprovação (na Passagem de ano) do NDAA.
    Em relação a Guantanamo, tinha a obrigação de como professor de direito já saber tudo isso antes. Que credibilidade tem ele agora de prometer o que quer que seja, se depois pode alegar que só depois “percebeu a estupidez legal em que se envolveria se o tentasse”?

    Sim, ok, tudo bem. Só tenho isto a dizer: tu foste na corrente de opinião que achava o Obama a segunda vinda de Cristo à Terra e agora estás desiludido. Eu como sempre achei o hype à volta dele uma parvalhice mediático aceito as coisas com mais naturalidade…

  17. 4.
    Sim, já tinha visto o video…
    Diz-me lá então qual é que é o sentido que o D’Souza dá ao anti-colonialismo.
    Aquilo que ele descreve é o terceiro-mundismo marxista, que era do que eu falava.
    E até podia concordar que ele tem laivos de 3ºmundista mas o que não aceito é que o Obama tem uma agenda secreta para destruir os EUA por dentro e que ele acha que os EUA têm que pagar por pecados etc etc. Isso para mim é pura retórica eleitoralista republicana…

    5. O pai do Obama é muito abordado no livro dele “Dreams from my father”. Escrito pelo próprio Obama.
    Isso da Palestina nem sei o que tem a haver com o “anti-colonialismo” no sentido que aqui é dado. Só no sentido normal do termo.
    Nem tudo o que ele diz é diabólico. Sobretudo antes de ser eleito. Eu não sou um redneck, e tu sabes isso.

    Mas o Obama mal conheceu o pai portanto o que nós conhecemos é talvez a perspectiva do Obama mas não a própria visão do homem,
    Os anticolonialistas adoram a Palestina e o Obama fez pouco ou nada para os beneficiar, só isso.
    Não és mas às vezes pareces ter o mesmo espirito crítico (or lack there of).

    6. Obama tem muitos tiques de Socialista/Marxista e muitas posições semelhantes… mas a mim também nunca me soou Marxista.
    Sempre me pareceu mais opções comuns do que propriamente ele ter lido e seguir aquela linha.
    No fundo, ele e os sindicatos estão alinhados, os sindicatos votam nele (certamente não vão votar McCain ou Romney…), mas ele nunca parece ter sido criado (intelectualmente) por aquela malta.
    Como diz num vídeo (outro, que eu ouvi antes de publicar o post), ele não vem dos vermelhos, vem do movimento dos “Civil Rights”.
    Creio que isso vê-se bem nos seus discursos, e agora este indiano reforçou algumas suspeitas minhas (se quiseres procuro o vídeo… mas se ouvires o do CPAC e mais 2 ou 3 acabas por ver o vídeo).
    Mas isso ainda é matéria para eu pesquisar mais na net antes de publicar algo sobre o assunto.
    Até porque com a saída deste filme, deverá vir ao de cima algum bom material nesse particular.

    Sim, isso parece-me tudo muito plausivel. Mas nada radical…

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