Uma sociedade pacífica, solidária, ecológica, reciclável e sustentável*

(…) La discusión que sigue tras el silencio -ha durado cinco segundos de reloj- es estupenda. Tengo la transcripción literal, pero la soslayo por larga. Resumiré consignando que una madre sugiere comprar espaditas de plástico en el chino de la esquina, pero otras se oponen. «No, que luego se pegan con ellas», dice una. «Hagámoslas entonces de cartón -responde otra-, en plan atrezzo». Pero surgen discrepancias. «Me niego a que los niños vayan armados», dice alguien. Un padre allí presente propone recortar pistolas de cartulina y que las lleven en la faja, pero otro se manifiesta en contra de cualquier arma de fuego, real o figurada. «De todas formas -interviene una madre-, un pirata sin espada no es un pirata». Otro silencio perplejo. Al fin, un padre sugiere que en vez de espadas los niños lleven catalejos. Podrían hacerse con tubos de papel higiénico, propone. «Entonces los niños irán disfrazados de marinos, no de piratas», apunta alguien. «O de astrónomos», tercia otro padre, guasón, al que dos o tres miran mal y alguien llama fascista por lo bajini. (…)

Arturo Pérez-Reverte

*Tradução: uma sociedade “amariconada”.

6 pensamentos sobre “Uma sociedade pacífica, solidária, ecológica, reciclável e sustentável*

  1. jhb

    Vamos, vamos… que isto está a ficar cada vez mais surreal.
    Agora, segundo a direita, os astrónomos são todos uns maricas…

  2. Carlos M. Fernandes

    Surreal? Eu chamar-lhe-ia: deficiente interpretação de textos; ou: dificuldades com o castelhano.

  3. jhb

    Além disso, o Carlos M. Fernandes está a perder a fé na natureza humana, que a direita tanto sublima.
    Mesmo num sociedade pacífica, solidária, ecológica, reciclável e sustentável (uma sociedade de maricas por tanto) haveria sempre alguém que bate na mulher, cospe para o chão, diz palavrões, anda armado para proteger a sua liberdade (e a dos outros também) e reclama contra o roubo que é pagar impostos. Assim, a direita sempre poderia dizer que ainda há homens nesta terra, pá!

  4. Carlos M. Fernandes

    Vejo que numa “sociedade pacífica, solidária, ecológica, reciclável e sustentável” também há muita desonestidade intelectual.

  5. jhb

    Uma sociedade de machos, como a direita gosta:

    “On Sunday, Rep. Todd Akin (R-Mo.), who is challenging Sen. Claire McCaskill in the Missouri Senate race, used an interview with a local television station to defend his belief that abortion should be illegal even in cases of rape: He claimed that women who are the victims of “legitimate rape” are unlikely to become pregnant. Akin said that the female body has “biological defenses” that prevent rape victims from getting pregnant. (That’s not true.) The implication of his position is that if you were raped and became pregnant, you must have actually wanted it—it wasn’t really rape.”

    http://www.motherjones.com/mojo/2012/08/todd-akin-paul-ryan-redefining-rape

  6. jsp

    A herança dos Bambi , Pepiño, Moratinos e das Aído, Pajin, Trini , etc .
    Uma Espanha efeminada , mas muito “progre” – e, não esqueçamos , promotora dessa radiosa “Aliança das Civilizações” , recebida de braços abertos pela máfia da o”n”u, e cujas actividades decorrem en hermético silêncio mas cujo organigrama se encontra impecàvelmente preenchido com as nulidades “internacionais” do costume…

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