Sustentabilidade da União

Aqui fica o meu artigo de hoje para o jornal Diário Económico sobre a (in)sustentabilidade da União Europeia: Sustentabilidade da União.

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3 pensamentos sobre “Sustentabilidade da União

  1. 1. “A única forma de evitar desigualdades regionais numa Europa culturalmente tão diversa seria através da redistribuição massiva das zonas mais produtivas para as menos produtivas”
    Não será isso que está a acontecer a nível global: um nivelamento, ainda que demasiado lento, do nível de vida dos povos? Mais, não será isso justo e, portanto, desejável?

    2. Quanto à consequência dessa redistribuição, “uma sobrecarga fiscal a norte”: então e no sul, não há sobrecarga fiscal? Embora por razões diferentes, ela existe nos dois lados, não? E não será antes tudo isto uma consequência da desindustrialização da Europa (e dos EUA)? É que o grande “boom” económico da Humanidade foi consequência da industrialização e aquilo a que assistimos há mais de vinte anos é à deslocalização das empresas para a China, Índia e, duma forma geral, para os países com salários mais baixos, a fim de aumentar os lucros. Ou não?

    3. “Para que exista esta “solidariedade”, é preciso que exista pelo menos a mesma afinidade entre povos como a que existe dentro dos povos, ou seja, que exista um demos europeu. Tal não existe e dificilmente existirá”
    Em primeiro lugar, acho que a palavra solidariedade deve ser utilizada sem aspas. Bem bastam outras, como “camaradagem”, “imperialismo” “capitalismo selvagem”, etc., que acabaram queimadas, não pelo seu significado, mas pelo seu uso e abuso por parte da extrema-esquerda.
    Quanto ao essencial, a existência de um demos europeu, claro que não existe, como não existe dentro dos próprios países. Então dentro no Reino Unido, da Alemanha, da França, da Itália ou da Espanha, para referir apenas os mais fortes, há um só demos? Ou houve inicialmente uma superiorização de um dos povos sobre os demais, seguida, gradualmente, de uma afiliação (para usar uma palavra sua) dos povos subjugados às bandeiras nacionais impostas pelos vencedores? Porque não poderá suceder o mesmo na Europa? Por se tratar de um processo pacífico, ou seja, que não teve na sua origem uma guerra?

    4. “A história mostra-nos como os impérios heterogéneos acabam por cair como um castelo de cartas perante as afiliações etno-territoriais. Resta saber porque é que alguém acreditou que desta vez seria diferente…”
    Pode ser que tenha razão, mas eu diria simplesmente que os impérios acabam por cair. Todos eles, qualquer que seja a sua origem. É a lei da vida, tudo nasce, cresce e morre…

  2. Paulo Pereira

    Qualquer tentativa de união monetária sem união fiscal é insustentável .

    A invenção de uma pseudo-moeda única sem divida única só poderia dar mau resultado.

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