Megalomanias, PIN’s e (mais) uma excelente razão para se privatizar a CGD

“Build it, they will come” de João Miranda (Blasfémias)

Um empresário que se propunha gastar 1000 milhões de euros pára tudo antes de investir 3% desse valor alegando que não está interessado em em arriscar o seu próprio dinheiro e que quem deve arriscar deve ser a banca. Felizmente, a banca está ela própria confrontada com as suas próprias limitações pelo que este tipo de loucuras deixaram de ser possíveis. Note-se que o empresário abandona o projecto a partir do momento em que a CGD lhe exige garantias pessoais, não se dando sequer ao trabalho de procurar outros financiadores, provavelmente por ter consciência que só um banco politizado é que lhe ofereceria um empréstimo nas condições que ele quer.(…)

O que nos leva à questão fundamental: os PINs são projectos políticos que servem interesses partidários e figuras bem relacionadas. Desviam crédito e fundos do QREN de empresas funcionais e com provas dadas para projectos que não conseguem desenvolver-se por si próprios. Não é por acaso que muitos destes projectos têm uma componente megalómana. A megalomania não seria possível fora dos negócios politizados e até serve como um elemento de marketing junto da classe política e jornalística.

7 pensamentos sobre “Megalomanias, PIN’s e (mais) uma excelente razão para se privatizar a CGD

  1. Pisca

    Quem pia é privatizado, mai nada, ainda me aparece aqui um em casa a dizer que me privatizaram as gatas

  2. vivendipt

    Talvez seja tempo de pensar mais à terra, ou seja, deixar-se de megalomanias e pensar nos milhares e milhares de negócios que poderiam eventualmente ser criados pelo país fora, bastando para isso permitir que os empreendedores possam aparecer naturalmente com as suas ideias.

    O que eles precisam?

    Impostos baixos, desburocratizar e bancos responsáveis.

  3. JS

    Bom post de JM. Será que a época de “investir” -lucrando sempre- com o dinheiro e o risco dos Contribuintes está a acabar?

  4. Miguel Noronha

    Gostava de pensar que si. Embora suspeite que seja apenas resultado da presente falta de liquidez.

  5. lucklucky

    Ora bem.

    Já agora sobre o caso do Barão Vermelho ninguém fala da Solyndra e do que nós escapámos. Será porque os jornais tugas fazem censura sobre os desastres da administração Obama e ninguém sabe?

  6. professor

    A tacanhez lusitana expressa na tão danosa “comunicação social” , em particular , um “artigo de opinião” do M.D. Director-Adjunto do Correio da Manhã (“O dinheiro dos outros” –Eduardo Damaso) .Na verdade , bem pelo contrário , p.e. o grande mas infelizmente não único êrro de P.P.C.
    foi não ter logo promovido a constituição de um Banco de Fomento (para utilizar o dinheiro dos outros…) a par de uma Sociedade de Seguro de Crédito .
    Mas sobretudo depois dos contratos leoninos feitos pelo Estado com as P.P.P. e quejandos , onde , após a corrupção , os decisores estatais aparecem nas Administrações das empresas beneficiadas . Tudo não criminalizado !… Dois grandes projectos (Abrantes e Reguengos de Monsaraz) , aliás , relativamente a dois empresários objectiva e subjectivamente diferentes , foram agora abandonados não obstante os milhões de euros já gastos !… Desconhecemos os projectos e portanto não sabemos se existe ou não uma viabilidade económico-financeira , e
    muito menos os seus tão necessários beneficios sociais , mas apenas se analisa o que lhe está objectivamente subjacente .
    Um capitalista , sobretudo numa economia de mercado , aplica legitimamente e sem riscos , os seus capitais e em proveito próprio e do Estado… Não é contudo legitimo exigir-lhe que sobretudo com riscos aplique os seus capitais , havendo elevados beneficios sociais ora tragicamente inexistentes e de que tanto carecemos .
    E a racionalidadce económica versus um necessário e urgente crescimento económico , aconselha a que a “Sociedade” assuma racionalmente tais riscos e para isto existem os “bancos de fomento” a par das “sociedades de seguro de credito” a que os empresários-empreendedores recorrem , apenas sendo de lhes exigir no máximo um
    “Projecto Rentável” e no minimo um adequado “fundo de maneio” …
    No resto , é esta tacanhez que não nos salva , com uma danosa “comunicação social” , a ignorância de um P.M. ,um M.F. merceeiro ,
    um M.Economia fala-barato e uma C.G.D. que não passa de uma Agência de Colocação de Empregos pró-partidários !… Ainda , uma C.G.D. que apenas escandalosamente financia operações especulativas em Bolsa !…
    E a nossa História “abrilista” repete-se : 1º . Com as sucessivas politicas socialistas (caça votos) um País politica e socialmente voltado do avesso,
    onde as escalas de valores mudaram de sinal ou já são nulas v.g. milhares de filhos já batem nos pais (e nos professores…) . Tudo isto permitido com uma “abrilista” Constituição da Republica financeiramente insustentável e que foi elaborada por meia duzia de “cabeças de ovo” e que levou o País ao caos em que ele se encontra ;
    2º Um País economica e fraudulentamente delapitado pelas sucessivas e corruptas politicas do P.S.D. v.g. Cavaco Silva , Oliveira e Costa , Dias Loureiro , Valentim Loureiro , Isaltino Morais e quejandos …
    http://www.tabusdecavaco.blogspot.com/

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