Transportem-me, s.f.f.

O meu texto de hoje no Diário Económico:

Transportem-me, s.f.f.

Para alcançar os objectivos das políticas de mobilidade e transporte (a rede de infra-estruturas viárias e ferroviárias; o acesso das populações de zonas remotas ou de menores rendimentos a prestadores de cuidados de saúde, autarquias, forças de segurança, escolas; a unidade territorial; entre outros) várias vias são possíveis.

 Não sendo o descalabro orçamental uma inevitabilidade (apesar da aparente certeza do contrário que traz a política portuguesa), um estado pode escolher uma política de mobilidade e transportes moderada, respeitadora do dinheiro dos contribuintes e sustentável. Deixar o mercado de transporte de pessoas funcionar e agir apenas nas rotas não rentáveis que o mercado por si só não tem incentivo em explorar (pagando, por exemplo, um prémio por passageiro transportado). Não tornar algumas zonas do país em novelos de auto-estradas. Todas são opções. Ajuda, ainda, não confundir soberania nacional com a propriedade pública de uma transportadora aérea.

O resto pode ser lido aqui.

29 pensamentos sobre “Transportem-me, s.f.f.

  1. Mariana

    É mesmo ridículo o preço dos transportes públicos em portugal. Estão tão baratos que até dói. Se se subisse devidamente os preços, talvez as pessoas perdessem esta mania pacóvia de andar de um lado para o outro e aproveitava-se para acabar de vez com outro grande problema nacional: o deficit energético.

  2. jhb

    “Através da política de transportes decidiu-se subsidiar o transporte de todos para todo o lado”…

    Eh pá, realmente, que coisa tao comunista isto do pessoal andar de um lado para o outro…

  3. Maria João Marques

    Nada impede que as pessoas andem de um lado para o outro pagando elas próprias o valor do transporte desse lado para esse outro lado. Esperar que sejam outros a pagar o nosso transporte é, de facto, uma ideia comunista. E, como tal, bastante totalitária. E que esbarra na parede, como todas as ideias comunistas, quando acabam os outros para pagar o transporte dos que querem ir de um lado para o outro (praticamente) sem pagar.

  4. Pisca

    A Maria João descobriu a polvora sem fumo, quem não tiver “guito”, fica onde está, nasce e morre sem se abeirar da porta de casa, se tiver casa onde morar é claro, cretinice é algo incrivel, enfiam a cabeça nos conceitos que lhes meteram na cabecinha à martelada e são incapazes de olhar para outro lado

  5. jhb

    Suponho entao que deveríamos começar a pagar para andar pelos passeios pagos com o dinheiro dos outros. Uma bilheteira em cada porta de casa para retirar um bilhete antes de
    pisar a calçada…
    Sim, isso seria o modelo capitalista liberal para a mobilidade dos cidadaos. Comprar a rua (passeios e faixas de circulaçao) e depois cobrar aos que quisessem lá passar.
    E é que nem seria necessário manter a rua em boas condiçoes, porque os utilizadores-pagadores ou pagam para pisar o passeio ou tratem de abrir uma nova porta que dê para outra rua.

  6. Todo o ser humano nasce com o direito inalienável de ser transportado de um lado para o outro de forma gratuíta, cómoda e expedita. E sendo este direito inalienável, dever ser satisfeito independentemente das circunstâncias. Na eventualidade de os contribuintes líquidos deste serviço gratuito se recusarem a pagar, devemos recorda-los da existência deste direito inalienável. Caso mantenham a sua recusa perante a evidência dos benefícios do Socialismo devemos persuadi-los através da ameaça de penhora de rendimentos, patromónio ou até liberdade. Afinal, quem não entende os benefícios do Socialismo deve efectivamente ser expropriado e até arredado da sociedade, por não saber viver no seio desta. Se ainda assim não for possível reunir os factores de produção necessários para a concretização deste direito devemos avançar sobre os fabricantes do meio de transporte para que estes os forneçam de forma gratuita. Afinal, também eles poderão usufruir da “gratuitidade” dos transportes que eles fabricaram. Idem para os fabricantes de pneus, fornecedores de combustível e todos os outros capitalistas vendedores de consumíveis. E caso ainda seja um problema financiar o salário do capitalista que conduz ou maneja o meio de transporte, devemos incentivá-lo a trabalhar de forma gratuíta. Afinal, também ele poderá beneficiar da possibilidade de se deslocar livremente e de forma “gratuíta” e ainda manter um posto de trabalho.

    A irracionalidade com que se vende o Comu(perdão) Socialismo é gritante. Há certas verdades sobre a condição humana que são de forma completamente utópica ignoradas.

    O ser humano não nasce com direito algum. Nasce para o mundo e é cuidado e alimentado pelos seus progenitores (ou na falta destes por quem seja mais próximo). Quando falta quem cuide dele, há, assim as condições o permitam, voluntarismo suficiente para o fazer chegar á idade adulta são e salvo. Há muito frequentemente uma inversão da lógica e somos levados a crer que foi uma evolução na sociedade que permitiu que as crianças deixassem de morrer á fome e deixassem de trabalhar. É falso. Foi o avanço do capitalismo que permitiu criar as condições para que estas benesses surgissem. O avanço económico dos últimos 200 anos permitiu acabar milénios de tradição. A falácia Socialista é de que acredita que pode comer o fruto do capitalismo ao mesmo tempo que cospe na semente. Plasmam-se leis e artigos constitucionais assentes apenas no fruto da economia de mercado. Se faltasse este fruto não havia artigo na constituição que resistisse á evidência da escassez.

    Não tenho tempo para acabar isto, mas fica a ideia…

  7. paam

    Nada melhor do que apresentar alguns dados concretos à discussão. Como tal vamos comparar a oferta de serviços de transporte que existe entre um operador privado e um operador público para o percurso entre Coimbra e Lisboa:

    COIMBRA —-» LISBOA

    Rodonorte
    Partida: 19:00 Chegada: 21:05 Duração: 02:05 Preço: 14.00 €

    CP
    Coimbra-b Partida: 16:47 Lisboa Entrecampos Chegada: 18:30 Duração: 01:43 € 32,50

    De carro (Segundo o Via Michelin)
    Custo estimativo: 39.70 EUR
    Portagem 13.05 EUR | Combustível 26.65 EUR
    Tempo
    02h42 com 01h59 de auto-estradas

    Maldita empresa privada da Rodonorte! Consegue oferecer um serviço semelhante por menos de metade do preço do que um operador publico subsidiado.

    E esta, heim?

  8. paam

    Só alguns comentários adicionais:

    – A Rodonorte, uma empresa privada, consegue oferecer serviços mais baratos que uma empresa de transportes subsidiada pelos contribuintes.
    – Apesar de oferecer preços mais baratos não só se mantém no mercado como se tem expandido.
    – As empresas de transportes do Estado oferecem cada vez menos serviços que são cada vez mais caros. São incapazes de apresentar lucros estando o seu passivo a aumentar de ano para ano.
    – Apesar das companhias de transporte do Estado serem subsidiadas por todos os contribuintes muitos não usufruem destes serviços na sua área de residência, como acontece no interior.
    – Os utentes dos transportes publicos subsidiados são frequentemente confrontados com inumeras greves que, por vezes, os impedem de usar serviços que já pagaram (passes).
    – No sector privado, após um breve pesquisa, encontrei uma noticia sobre a Greve do sector privado de passageiros, em 2001, que era “…a primeira greve que os condutores da Rodonorte fazem após a revolução do 25 de Abril.”

    Ainda gostava de saber quais são os argumentos de quem defende os transportes públicos nos modelos actuais.

    Ps: Não tenho qualquer vincúlo com a empresa Rodonorte, esta apenas serviu de exemplo.

  9. Paulo Pereira

    Todos os países desenvolvidos têm transportes públicos subsidiados, essencialmente ferroviários.

    O transporte público ferroviário reduz as importações de petróleo, melhorando a balança corrente.

    Em Portugal a gestão do transporte público ferroviário é feita normalmente por boys e girls dos partidos e não por pessoas experientes e competentes.

    Uma forma de ultrapassar a incapacidade do estado em nomear pessoas competentes para as empresas de transportes públicas , é concessionar a exploração dos serviços a várias empresas diferentes com contratos de médio prazo (5 anos), tal como se faz no Metro do Porto, com bons resultados.

    Não vale a pena inventar a roda !

  10. paam

    “É só impressao minha ou está a comparar um bilhete de autocarro com um bilhete de comboio?”

    É impressão sua. Estou a comparar os diferentes serviços de transporte existentes para um determinado itinerário.

  11. pedro

    Sendo eu a favor da liberalização total dos transportes, não concordo com a parte em que afirma:

    “o actual governo, sensatamente, aumentou o preço dos bilhetes dos transportes e reduziu o universo que tem acesso ao passe social aos de facto disso necessitados.”

    Medidas que visam promover a eficiência do Estado visam também promover a continuação do Estado em assuntos que não lhe dizem respeito. Essas medidas têm também o problema de originar consequencias nefastas imprevisíveis.

    O transporte público é mau, não por questões de gestão, mas por questões conceptuais: a crença de que um sistema centralizado pode satisfazer a procura orgânica da sociedade pela mobilidade. Quando a argumentação incide nesse lado “utilitarista” da eficiência comete o erro de achar que o sistema centralizado pode de algum modo responder um problema espontâneo. Por outro lado, perde-se tempo em questões de “eficiência”. Por exemplo, o aumento do bilhete do passageiro não significa necessariamente uma redução do défice dos transportes públicos. No entanto, pode significar o empobrecimento maior de uma população que paga um serviço mau.
    Por fim, a prestação de serviços mínimos como os passes sociais é de facto benéfico para a população mais pobre? Imaginemos que existia um subsidio para as pessoas mais pobres para ter acesso a mobilia, avião ou telemóvel. Será que teríamos ikea, ryanair ou telemoveis baratíssimos que realmente prestam um serviço importante para as pessoas mais pobres?

  12. Mariana

    “Nada impede que as pessoas andem de um lado para o outro pagando elas próprias o valor do transporte desse lado para esse outro lado. Esperar que sejam outros a pagar o nosso transporte é, de facto, uma ideia comunista. E, como tal, bastante totalitária. E que esbarra na parede, como todas as ideias comunistas, quando acabam os outros para pagar o transporte dos que querem ir de um lado para o outro (praticamente) sem pagar.”

    É mesmo surpreendente esta resposta. O neo-liberal tuga não engoliu nenhuma cassete, não confunde autocarros com comboios e baseia todo o seu raciocínio numa lógica-dedutiva, ao bom estilo de euclides: incontestável. Para além disso são muito pragmáticos e comprovam as suas teorias com a observação e a partir da realidade. Um ET não faria melhor.

    Força Maria João, coragem paam, não desista pedro, o que faz falta é animar a malta, o que faz falta, o que faz falta é animar a malta, o que faz falta.

  13. paam

    Para a Mariana está tudo perfeito. A única coisa no mundo que a aflige é o facto de haver outras pessoas que têm uma opinião diferente. E ainda por cima pessoas que “…são muito pragmáticos e comprovam as suas teorias com a observação e a partir da realidade.” Como é que se atrevem? Se alguém tem uma opinião diferente da Mariana esta pensa logo que ganhou o direito a insultar. Fascizóides, neo-liberais tugas, vale tudo, não é Mariana?

  14. Mariana

    Caro paam, para mim está tudo longe de ser perfeito. Sobre o pragmatismo e a realidade, é obviamente ironia. Quanto aos insultos e à diferença, meu caro paam, você costuma ler os posts e os comentários que por aqui vão? Em Roma sê romano. Finalmente, fascizóide não é assim tão mau. Podia ser pior.

  15. paam

    Se está tudo longe de ser perfeito porque não expõe as suas ideias sobre aquilo que acredita estar errado ou sobre o que pode ser melhorado? Certamente que não é o receio da critica que a impede. Já agora poderia explicar-me a ironia? Onde é que a minha análise erra? Quanto ao “Em Roma sê romano.” a Mariana deveria saber que esta expressão significa que devemos respeitar os hábitos, valores e a cultura da sociedade/lugar que nos recebe. Neste caso a Mariana está a fazer exactamente o contrário.

  16. Lobo Ibérico

    @Mariana,

    até agora só a vi cascar em tudo o que lê neste blog e chamar ‘fascizóide’ (um protozoário?) a tudo o que mexe. Não a vi oferecer uma única alternativa, por mais absurda que fosse… zero.

    Numa resposta a um comentário meu, se se recorda, disse que havia locais bem mais interessantes para discutir o que por aqui se abordava.

    Não leve a mal mas…
    .
    .
    .
    .
    .
    .
    .
    algum dos autores do blog lhe deu uma tampa ou assim? =p

    * começa a correr *

  17. Mariana

    Caro Lobo, descobriu-me a careca, Tenho um fraquinho pela Maria João Marques, Conhecemo-nos no metro, à hora de ponta. Quando vi o preço do bilhete, achei tão barato que comprei dois, por uma questão ética. Ela, que estava atrás de mim na fila, percebeu logo o meu gesto e a partir daí nunca mais fui a mesma. “O mais sensato seria aumentar o preço do bilhete e assim poderiamos ficar com uma carruagem só para nós duas” disse ela. “Vamos privatizar isto tudo, já, mesmo aqui, no meio deste cheiro a sovaco”, disse eu. O resto não posso contar.

  18. jhb

    “O ser humano não nasce com direito algum.”

    O ser humano nasce com os direitos que a sociedade decidi que ele tem ao nascer.

    “Há muito frequentemente uma inversão da lógica e somos levados a crer que foi uma evolução na sociedade que permitiu que as crianças deixassem de morrer á fome e deixassem de trabalhar. É falso. Foi o avanço do capitalismo que permitiu criar as condições para que estas benesses surgissem.”

    “During the Industrial Revolution, children as young as four were employed in production factories with dangerous, and often fatal, working conditions.[16] Based on this understanding of the use of children as labourers, it is now considered by wealthy countries to be a human rights violation, and is outlawed, while some poorer countries may allow or tolerate child labour. Child labour can also be defined as the full-time employment of children who are under a minimum legal age.”

    The Victorian era became notorious for employing young children in factories and mines and as chimney sweeps.[17] Child labour played an important role in the Industrial Revolution from its outset, often brought about by economic hardship, Charles Dickens for example worked at the age of 12 in a blacking factory, with his family in debtor’s prison. The children of the poor were expected to help towards the family budget, often working long hours in dangerous jobs for low pay,[18] earning 10-20% of an adult male’s wage. In England and Scotland in 1788, two-thirds of the workers in 143 water-powered cotton mills were described as children.[19] In 19th-century Great Britain, one-third of poor families were without a breadwinner, as a result of death or abandonment, obliging many children to work from a young age.
    Children working in home-based assembly operations in United States (1923).
    Two girls protesting child labour (by calling it child slavery) in the 1909 New York City Labor Day parade.

    In coal mines, children would crawl through tunnels too narrow and low for adults.[20]

    In the early 1900s, thousands of boys were employed in glass making industries. Glass making was a dangerous and tough job especially without the current technologies. The process of making glass includes intense heat to melt glass (3133°F). When the boys are at work, they are exposed to this heat. This could cause eye trouble, lung aliments, heat exhaustion, cut, and burns. Since workers were paid by the piece, they had to work productively for hours without a break. Since furnaces had to be constantly burning, there were night shifts from 5:00 P.M. to 3:00 A.M. Many factory owners preferred boys under 16 years of age.[21]

    Children as young as three were put to work. A high number of children also worked as prostitutes.[22] Many children (and adults) worked 16 hour days. As early as 1802 and 1819 Factory Acts were passed to regulate the working hours of workhouse children in factories and cotton mills to 12 hours per day. These acts were largely ineffective and after radical agitation, by for example the “Short Time Committees” in 1831, a Royal Commission recommended in 1833 that children aged 11–18 should work a maximum of 12 hours per day, children aged 9–11 a maximum of eight hours, and children under the age of nine were no longer permitted to work. This act however only applied to the textile industry, and further agitation led to another act in 1847 limiting both adults and children to 10 hour working days.

    roposals to regulate child labor began as early as 1786.[41]”

    http://en.wikipedia.org/wiki/Child_labour#Historical

    Sim, tá bem. Foi o capitalismo que acabou com o trabalho infantil.

  19. @jhb

    Curioso como a vida das crianças antes da Revolução Industrial era maravilhosa. Levantavam-se ao meio-dia para brincar ou ir á praia. Os mauzões dos papás delas é que decidiram, com a sua ganância, que agora que havia fabricas para elas trabalharem, tinham que deixar a vida maravilhosa que tinham para ser escravizadas.
    Falando em escravos, também foi por culpa do capitalismo industrial que estes apareceram. Antes viviam no paraíso, mas depois do aparecimento de industrias tiveram que ser afastados de suas casas para sustentar as máquinas capitalistas.

    Não adiantaria de nada limitar o trabalho infantil ou a jornada a 10 horas de trabalho se não existissem condições e níveis de produtividade (possíveis graças ao maldito capitalismo) que o permitissem. Publicar estas leis antes apenas seria condenar as pessoas á morte por fome.

    Antes do capitalismo tivemos 6 mil anos de história em que não existiu direito a férias, a jornadas de 10 ou 8 horas ou sequer a fins de semana na maioria das culturas. Trabalhavam todos (crianças incluídas) todos os dias até que houvesse suficiente para comer, quer isso representasse 8, 10, 12 ou 20 horas de trabalho diário. As únicas civilizações que ofereceram algumas benesses aos seus cidadãos apenas o fizeram á custa da escravatura de outros.

    Repito: O Socialismo quer comer o fruto do capitalismo ao mesmo tempo que cospe na semente.

  20. @jhb

    “É só impressao minha ou está a comparar um bilhete de autocarro com um bilhete de comboio?”

    É mesmo desonestidade sua paam. Podia muito bem ter comparado os bilhetes de comboio dos vários concorrentes que há no mercado! LOL

  21. jhb

    Caro Ricardo Batista,

    Creio que você se equivoca (com todo o respeito) ao pensar que há algo no Capitalismo que determine que a partir de um certo nível de prosperidade, as crianças devam automaticamente deixar de
    trabalhar e os trabalhadores tenham direito a férias.
    Na realidade, ao capitalismo interessa-lhe apenas o capital como ferramenta de produçao de bens e serviços e quanto menos capital investido para o mesmo retorno, melhor. Como vê, tanto os limites ao trabalho infantil como as férias pagas dos trabalhadores sao contrários a este propósito, pelo que dizer que foi o capitalismo que acabou com o trabalho infantil ou deu o direito de férias pagas aos trabalhadores é dizer que o capitalismo actuou contra os seus próprios interesses.

    Pelo contrário, as leis que determinaram o direiro a férias pagas, por exemplo, foram criadas pelos políticos de esquerda. Contra os capitalistas.

  22. pedro

    “Pelo contrário, as leis que determinaram o direiro a férias pagas, por exemplo, foram criadas pelos políticos de esquerda. Contra os capitalistas.”

    contra os capitalistas, depois da prosperidade. As pessoas eram pobres, chegou o direito a férias e pum!

  23. pedro

    a pobreza para os socialistas é uma coisa anómala. Não percebem que a prosperidade é que é uma coisa anormal na história humana. Por isso criam mundos fantásticos a explicar como as pessoas passam da prosperidade para a miséria, normalmente por culpa da livre troca entre pessoas e pelos direitos de propriedade

  24. Caro jhb

    Obrigado pelo respeitoso comentário.

    Em relação ao capitalismo, a sua afirmação está correctíssima. O capitalismo de facto preocupa-se com retorno. Tal como qualquer ser humano. Eu, se puder ganhar mais trabalhando (investindo menos) também o faço. Isto é do mais humano que há.

    Todavia falta ao amigo jhb o passo seguinte. O amigo está a avaliar o capitalismo pelas suas intenções ao invés de o avaliar pelos seus resultados. O resultado do capitalismo é prosperidade, paz e progresso.

    O Socialismo avalia-se a si próprio muitas vezes também desta forma. Avalia-se pelas suas intenções ao invés de se avaliar pelos seus resultados. Do Socialismo resulta miséria, guerra e retrocesso (civilizacional se quiser).

    Isto já foi provado infinitas vezes. Na verdade, até Lenine admitiu o seu erro quando lançou a NEP. Pena que tenho morrido tão pouco depois do seu lançamento (pena para o povo Russo que teve que levar com 60 anos de boas intenções e péssimos resultados).

    Quanto ás leis que determinam o direito a férias pagas, há um erro na sua análise. As primeiras férias pagas do mundo pós Revolução Industrial (férias pagas por capitalistas a explorados) aparecem bem antes de Marx publicar “Das Kapital” (1867). E em 1925 já 25% da população do Reino Unido tinha férias pagas sem existir lei que a tal o força-se.

    As férias pagas surgem espontâneamente como forma de atrair trabalhadores para algumas industrias. Mas já antes disto existia direito a férias não pagas (para os chamados feriados religiosos).

    O capitalismo não actua contra os seus próprios interesses. Actua sempre a favor dos seus interesses. Mas a dinâmica da sociedade (e não de uma corja de políticos) cria equilibrios entre o egoísmo de capitalismo e o egoísmo dos indivíduos. Sobre isto ler Hayek é sempre óptimo para aclarar ideias (Von Mises também, mas é mais demorado).

    Sobre a história de esquerda e direita digo-lhe sinceramente que não me identifico com nenhum. São apenas 2 faces da mesma moeda. Mas há que dar o mérito onde é devido e neste ponto é importante relembrar que foi Otto Von Bismark quem criou a Segurança Social como hoje a conhecemos.

    Cumps

  25. jhb

    “E em 1925 já 25% da população do Reino Unido tinha férias pagas sem existir lei que a tal o força-se”

    Isto a mim diz-me que 25% da populaçao do RU recebia uma compensaçao sob a forma de férias pagas. Um atractivo para os trabalhadores, que muito provavelmente, dependeria das condiçoes
    do mercado, como tudo o resto no capitalismo.

    Eu falava no direito a ter férias pagas, usufruído pela generalidade da populaçao empregada.
    E para além das férias pagas, pode-se falar também do horário de trabalho que desde cedo começou a ser regulado, em especial o horário de trabalho infantil, por necessidade de proteger os trabalhadores.

  26. Paulo Pereira

    O sistema politico económico dual capitalismo / estado social (social democracia moderna) é o mais eficaz de sempre , porque alia a alta produtividade e inovação continua do capitalismo à existencia de uma sociedade saudável, educada e altamente consumidora.

    Este sistema só existe por força da lei.

  27. @jhb
    “Um atractivo para os trabalhadores, que muito provavelmente, dependeria das condiçoes do mercado, como tudo o resto no capitalismo.”

    Ora precisamente. Julgo que esta afirmação resume muito bem a minha ideia.

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