Sobre ideologias assassinas, estamos falados

Kim Il-Sung, 1.6 milhões de mortos; Pol Pot, 1.7milhões de mortos; Stalin, 6 milhões de mortos; Mao Ze-Dong, 50 milhões de mortos. Com um currículo destes, ainda há quem à esquerda tenha a lata de utilizar como arma de arremesso ideológico os 4 mil mortos de Pinochet, ainda para mais quando o único ponto de contacto entre a direita liberal e o regime de Pinochet é exactamente o único aspecto positivo da sua actuação: a economia. Isto vai muito para além da questão dos telhados de vidro: é a mais pura falta de vergonha e ignorância histórica.

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63 pensamentos sobre “Sobre ideologias assassinas, estamos falados

  1. tric

    “Liberdade, Igualdade e Fraternidade ” , a Ideologia que Napoleão, o Grande Libertador dos Judeus e que hoje esse cão é venerado em Portugal, mesmo tendo chacinado o povo Cristão de Portugal…actualmente esses tempos tem um paralelo com o que se passa no Médio-Oriente…Liberdade…Primavera Franco-Sunita-Judaica…os Semitas e os Sunitas a atacarem os Cristãos e Alaoitas, com a cobertura do Ocidente!! O Ocidente está num estado lastimoso…
    .

  2. A. R

    Stalin: 6 milhões? 6 milhões foram as purgas! Falta o Hologrom! Os mortos do comunismo são sempre culpados .. é importante não esquecer

  3. pois

    Não querendo defender nenhuma ditadura, nem comunista nem de qualquer outro género, pois não defendo nenhuma, o Carlos também não pode branquear as vítimas do liberalismo.
    Ou considera o “farol da liberdade” “fascista-comunista”?
    Ou o “farol da liberdade” nunca fez vítimas?

    “Isto vai muito para além da questão dos telhados de vidro: é a mais pura falta de vergonha e ignorância histórica.”

  4. Cfe

    A melhor comparação é Chile com Cuba. O número de habitantes é semelhante e aí vê-se a diferença brutal nas mortes. Alem disso Pinochet saiu por sua própria iniciativa ao perder um referendo após a queda do muro de Berlim. Ainda de lembrar que a mais de metade das mortes do regime chileno deu-se no calor da confusão dos primeiros dia, dando conta que o assassínio foi utilizado como ultimo recurso ao contrario de outras ditaduras onde a regra era a eliminação física como meio de calar os opositores.

  5. lucklucky

    E temos o mfc a demonstrar a sua barbárie moral: “Uma morte é uma tragédia, milhões de mortos são uma estatística.” Estaline

    Não há comparação possível.
    Os assassínios do regime de Pinochet estão ligados ao Anti-Liberalismo Político de Pinochet.
    A Pinochet só interessou uma parte do liberalismo económico, mais nada.

    Os assassínios das dezenas de regimes Comunistas estão directamente ligados ao Comunismo, uma ideologia que tudo quer controlar por isso tem de matar, porque milhões de pessoas querem coisas diferentes. E o Comunismo não tolera a diferença. É o sistema mais aperfeiçoado de Tribalismo. A intelectualização do Tribalismo.

  6. Cfe

    Que eu saiba Pinochet era anti-socialista. Como Allende manobrou a democracia nessa direção só lhe restou a opção do regime igual aos vizinhos, alem disso saiu pelo próprio pé.

  7. A. R

    4 mil mortos de Pinochet? Ui … que fantoches. Não está provado nem um. Carrillo fez isso em dois dias e é um herói da esquerdalha. O tirano Castro fez 15 000, vai fazendo e é um herói da esquerdalha e tem uma ilha na miséria absoluta. Tito fez uma chacina na Jugoslávia e foi agraciado por países da Europa.

    Pinochet deu um golpe de Estado? Era um dever moral … colocar a nação ao serviço do povo e não de ideologias. A esquerda e Allende tinham arruinado em apenas ano e meio um país próspero. Allende já tinha recebido ordens de Castro para distribuir as armas que tinha à sua guarda (violação flagrante da Constituição) num avião no aeroporto de Santiago pelas milícias de idiotas úteis.

    Pinochet pôs um carimbo: Allende caiu na Rua. O Povo clamava pelo fim do pesadelo. Assim aconteceu com Franco. Foi recebido com glória na Catalunha.

  8. lucklucky

    Os assassínios de Pinochet acontecem onde Pinochet se assemelha ao Comunismo: Anti-Liberalismo Político.

    As mortes do Comunismo extravasam Pinochet, porque a anti-liberdade do Comunismo vai a muito mais aspectos da vida humana chegando mesmo ao absurdo.

  9. Mariana

    Mais uma prova da inconsistência do liberalismo insurgente. Enchem a boca com o indivíduo, mas são incapazes de olhar o mundo através dele. Preferem as ideologias. Vou dar-vos uma ajuda. Nunca foi avistada nenhuma ideologia armada com uma granada na mão. Na realidade, nunca foi avistada a mão de uma ideologia. Entretanto, eles seguem como que dizendo: vêem, os nossos queridos mataram muitos, mas outros há que mataram muito mais; por isso, ainda podemos levar a cabo algumas traquinices para dar cabo de mais uns quantos, só para restabelecer o empate. Os fascizóides no seu melhor.

  10. “Assim aconteceu com Franco. Foi recebido com glória na Catalunha.”

    Reconheço que este ponto já pouco ou nada tem a ver com o tema original do post, mas a ideia de que Franco terá tomado o poder com grande apoio popular (o A.R. não diz exactamente assim, mas acho que está implícito no que escreve) parece-me puro delírio – se assim o fosse, como é que um golpe militar que praticamente tinha o apoio ou a neutralidade de quase todo o exército regular precisou de uns 3 anos para triunfar, com o apoio dos exércitos italiano e alemão, contra milícias desorganizadas de voluntários (que ainda por cima eram sabotadas de dentro pelo Partido Comunista)?

  11. Mas, de qualquer maneira, também me interrogo se a contagem de Estaline não estará deflacionada.

    Até porque tenho a ideia que há uma polémica sobre se o maior assassino do século XX foi Hitler, Estaline ou Mao – assim, acho estranho que a diferença entre as estimativas para Mao e Estaline seja tão grande.

  12. Well…

    Perante o Rei Leopoldo II da Bélgica, Pol Pot, Estaline, Pinochet, Hitler, etc., fazem um mero papel de aprendizes.
    Leopoldo II da Bélgica em, poucos anos, eliminou mais de metade da população do Congo, os cálculos de mortos andam entre 8 milhões e mais de vinte milhões. É obra, principalmente tendo em conta que, na altura, a população mundial andava por uns 1.600 milhões, isto é, Sua Majestade, o Rei dos Belgas, deve ter limpo para aí 1% da população mundial! (se fosse agora limparia uns 73 milhões!!!).

    Mas, curiosamente, o governo belga da altura agradeceu ao Rei os “sacrifícios” que tinha feito pelo Congo e até lhe deu, a título de indemnização pelos tais sacrifícios a bonita soma de 45,5 milhões de Francos que não sei bem quanto seria em dinheiro actual mas que foi certamente muito.

    É puro cinismo virmos chorar lágrimas de crocodilo sobre números de mortos inflacionados quer de esquerda quer de direita e esquecermos sua Majestade Leopoldo II, cujos crimes ainda actualmente não são reconhecidos pelo governo belga!

    (ver http://cabalas.blogspot.pt/2004/12/armnia-e-o-congo.html)

  13. Bob Loblaw

    Se bem percebo discute-se qualquer coisa como «o meu (?) mau é menos mau que o teu»? Mas isso não implica algum grau de adesão a qualquer um dos «maus»? Mas que raio de arremesso é esse?É tudo gentinha que mandou matar, ou incentivou, ou facilitou a morte de pessoas que estavam do lado errado dos seus interesses. E ainda existe gentinha dessa. E vai existir sempre. Em todo o lado e a coberto de todas as ideologias e, já agora, religiões.

  14. Cfe

    “Eu sou anti-socialista. Isso faz de mim um Pinochet?”

    Eu não disse isso em lado algum tampouco sugiro idéia que passa sua pergunta. A questão é que Pinochet é perseguido pela esquerda como figura destruidora de vidas humanas devido a sua insensibilidade e antidemocracia. Embora para os esquerdistas o verdadeiro pecado dele foi ter ido contra seu projeto, eles acusam-no de fazer em pequena escala e duma forma marginal aquilo que eles próprios fazem sistematicamente.: matar.

    Quer se queira quer não temos de ter em conta que o acontecido é como resposta a dois fatos: i) a falência da democracia chilena , ii) sua transformação num projeto rumo ao socialismo. Numa situação em que o sistema já não fornece bases legais para atuar de uma maneira liberal como chama o Luckylucky o que fazer? Sentar e esperar com tanto poder nas mão?

    Não, ele agiu implodindo o edifício que estava com os alicerces condenados e que iria cair de qualquer maneira. muito difícil fazer futurologia do que teria acontecido sem seu golpe mas o regime de Cuba está o até hoje aí para lembrar.

  15. paam

    Em Intervencionismo, uma Análise Econômica (1940), Ludwig von Mises escreveu:

    “ A terminologia usual da linguagem política é estúpida. O que é esquerda e o que é direita? Por que Hitler é de ‘direita’ e Stalin, seu amigo e contemporâneo, de ‘esquerda’? Quem é ‘reacionário’ e quem é ‘progressista’? Reação contra políticas pouco inteligentes não deve ser condenada. E progresso em direção ao caos não deve ser elogiado. Nada deve ser aceito apenas por ser novo, radical, e estar na moda. ‘Ortodoxia’ não é um mal se a doutrina em que o ortodoxo se baseia é válida. Quem é antitrabalhista, aqueles que querem rebaixar o trabalho ao nível da Rússia, ou aqueles que querem para o trabalho o padrão de vida capitalista dos Estados Unidos? Quem é ‘nacionalista,’ aqueles que querem colocar seu país sob os calcanhares dos Nazistas ou os que querem preservar sua independência?

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Ludvig_von_Mises

  16. Já que os insurgentes populistas pensam que “as ideologias têm granadas nas mãos”, pergunto: quantas mortes o capitalismo já provocou? Ignorantes!

  17. Pingback: As ditaduras de A a Z – Aventar

  18. EMS

    “Não, ele agiu implodindo o edifício que estava com os alicerces condenados e que iria cair de qualquer maneira.”
    Comentário por Cfe — Agosto 5, 2012 @ 10:50
    .
    Com estas mesmas palavras poder-se-ia defender a revolução Bolchevique que transformou um pais medieval numa super-potencia. Ou a China de Mao. Bastante diferente do aglomerado de tiranetes feudais que a constituia.
    Mas não, os Bolcheviques e o Mao eram beras. O Pinochet, esse matou poucochinho. Matou por uma boa causa, mas só matou um bocadinho. Era um fofinho.
    Meus meninos, a questão é simples. Enquanto uma parte da população acreditar que há uns tipos porreiros, cheios de boas intenções, capazes de fazer maravilhas em troca das vidas dos membros da outra parte da população. Iremos sempre ter ditadores, torcionarios, e todo o tipo de sacanas, amados por outros sacanas que sabem que não seriam eles os alvos.

  19. lucklucky

    “as ideologias têm granadas nas mãos”

    Não sei qual a dúvida. Há ideologias que precisam de granada na mão e no caso do Comunismo não chega pois o Comunismo todos os aspectos da vida da pessoa quer controlar.

    Para o Comunismo respeitar os outros teria de ser um Comunismo digamos liberal onde só entra quem quer.
    Se o PCP e Álvaro Cunhal quisessem apenas fazer uma comuna onde estariam todos os que quisessem e estivessem de acordo não teria problema nenhum com os Comunistas.
    Eles respeitavam a minha liberdade e eu a deles. Não obriga, não prende, não assassina quem está em desacordo.. Não precisa de granadas.

    Como o Comunismo se desenvolveu no sentido totalitário, ou seja anti-liberal tornou-se no movimento que matou mais o povo, o povo dos próprios países, e também o movimento que matou mais entre si. Os próprios aderentes.
    É o que dá o desejo de controlo totalitário sobre tudo e todos.

  20. pois

    “Sobre ideologias assassinas, estamos falados ”
    “26 comments and counting.”
    Afinal ainda há muito para falar Carlos.

  21. Lobo Ibérico

    @jhb,

    ““tem uma ilha na miséria absoluta”

    Não esqueçamos o embargo americano a Cuba.”

    O embargo é apenas da parte dos EUA. Nós até lá vamos buscar médicos e vamos lá beber mojitos na praia.
    Um mercado do tamanho do Mundo e basta não poder comprar/vender nada ao vizinho para um país cair na miséria e forçar os cidadãos a abdicarem da sua liberdade individual? I see what you did there…

    Bitch please.

  22. Lobo Ibérico

    @Zé,

    “Já que os insurgentes populistas pensam que “as ideologias têm granadas nas mãos”, pergunto: quantas mortes o capitalismo já provocou? Ignorantes!”

    Pode elaborar? Ou é só trolling?

  23. lucklucky

    “Não esqueçamos o embargo americano a Cuba.”

    Esta é daquelas opiniões que me fazem pensar se uma parte da esquerda é estruturalmente idiota, burra. Se sequer pensa sobre aquilo que diz ou apenas são umas cópias do que ouvem desde que critique EUA mesmo que seja uns tiros nos próprios pés.

    Então Cuba Socialista precisa dos malvados capitalistas exploradores dos EUA para a sua prosperidade?

    É claro que o embargo do Governo Comunista Cubano aos próprios Cubanos que ainda não há pouco tempo não tinham sequer direito a ter um computador já não conta para a mesma esquerda.

    E note-se que o embargo até é parcialmente falso. Cuba importa a maior parte do que come,à volta de 80% se não estou em erro e uma boa parte vem dos EUA…

  24. pois

    A questão dos números parece importante para algumas pessoas, mas os números não dizem tudo.
    As vítimas do capitalismo/liberalismo não estão contabilizadas.
    Colocando-se a hipótese de o número de vítimas ser inferior ao do comunismo, é uma questão de tempo.
    Se o comunismo já deixou de matar esses milhões, o capitalismo/liberalismo segue e soma.
    Já se preparam para mais uma chacina no Irão.

  25. pois

    Continuando com este comportamento, as probabilidades matemáticas de o capitalismo/liberalismo atingir e ultrapassar o número de vítimas do comunismo são de 100%

  26. jojoratazana

    O bom trabalho das centrais da contra informação está bem à vista.
    Na falência do capitalismo nada como diabolizar o comunismo.
    Não esquecer que eles até comiam criancinhas ao pequeno almoço, e que matavam os velhinhos com injecções atrás da orelha.
    Gente doente.

  27. Lobo Ibérico

    Ladies and gentlemen, grab your tinfoil hats.

    É só mujahideens do teclado a espumar de raiva. ROTFL

    O Comunismo é diabolizado porque o merece inteiramente – convive mal com a mole de indivíduos com vontades e mundividências divergentes – para além de maltratar a inteligência de quem quer que o contradiga.

    Podia ser um diálogo dos Monty Python mas é um argumentário que se ouve frequentemente vindo de… you know who…

    URSS? Ah, isso não é comunismo!
    Coreia do Norte? Ah, isso não é comunismo!
    China? Ah, isso não é comunismo!
    Vietname? Ah, isso não é comunismo!
    Etiópia? Ah, isso não é comunismo!

    Cuba? Err… a culpa é do embargo.
    Angola? *cri…cri…cri…cri*

    *shrug*

  28. jhb

    @Bitch

    Basicamente ninguém quer ter laço económicos com Cuba para não chatear os Americanos. Bitch.

  29. lucklucky

    Parece que o meu comentário sobre Cuba ficou censurado. Belo. Já sabemos qual a palavra proibida não é? começa por S…
    Aos esquerdistas como jhb os EUA estão entre os 10 parceiros comerciais de Cuba.

    “Já se preparam para mais uma chacina no Irão.”

    Assim se vê a mais abjecta inversão de valores. O Irão ameaçar outros países não tem nada que ver com Capitalismo. Tem que ver com racismo e a outra ideologia totalitária que mais se assemelha ao Comunismo: Fanatismo Islâmico.
    Por isso é que tal como os Comunistas os Islamistas Radicais dedicam-se também a matar o próprio povo e entre si .

    “nada como diabolizar o comunismo.”

    Não é preciso diabolizar, o comunismo ao querer controlar tudo na vida dos outros quer o poder do demo.

  30. Lobo Ibérico

    @jhb,

    “Basicamente ninguém quer ter laço económicos com Cuba para não chatear os Americanos. Bitch.”

    Consulte o seguinte documento: [trade.ec.europa.eu/doclib/html/122460.htm] .
    Pela observação dos gráficos no quadro ‘Trade in Goods’, não diria tal. Aliás, só com a UE o volume de exportações aumenta 200 milhões de euros por ano (desde 2009).
    Ergo, não procede.

    Para ser a sua bitch, tem de me levar a jantar, pelo menos.

    Urban Dictionary: Bitch Please
    [www.urbandictionary.com/define.php?term=Bitch%20Please]

  31. Miguel Noronha

    “Parece que o meu comentário sobre Cuba ficou censurado. Belo”
    Estava apenas retido pelo sistema automático. Mas já está aprovado.

  32. Rodrigo

    Desde que li Hayek deixei de argumentar com a esquerdalhada sobre socialismo e seus derivados….é pura perca de tempo, pois são pessoas que querem ser ignorantes e eu não sou nem politico nem professor !

  33. pois

    “Assim se vê a mais abjecta inversão de valores. O Irão ameaçar outros países não tem nada que ver com Capitalismo. Tem que ver com racismo e a outra ideologia totalitária que mais se assemelha ao Comunismo: Fanatismo Islâmico.
    Por isso é que tal como os Comunistas os Islamistas Radicais dedicam-se também a matar o próprio povo e entre si .”

    Um dos problemas deste modelo de liberalismo, é exactamente o seu, vê inimigos em todo o lado, e são todos sanguinários.
    Assim a meio caminho entre o quixotismo e a paranóia.
    Aposto que o lucky ainda tem no seu relicário algumas das WMD’s do Saddam guardadas. Talvez seja por isso que nunca as encontraram.

  34. Cfe

    EMS,

    A realidade…meu caro, a Sra. Realidade. Os bolcheviques e os Maoistas, tinham um projeto de poder: a instituição de um regime ditatorial em si e para sempre com a eliminação física constante dos “inimigos do povo”. Comunista quando tendo chance derruba qualquer um, democrata, ditador, rei, presidente e mata tudo que lhe faz frente.

    Pinochet fez carreira no exercito e agiu no comando duma instituição, tradicional, coesa e fez frente a uma onda de interferências estrangeiras que desejavam apoiar a instituição de um regime socialista. Pinochet não tinha projeto de poder, mas estando num lugar de poder e responsabilidade uso-o. São situações distintas.Outra coisinha que eu já disse antes: saiu do poder pelo próprio pé.

  35. Cfe

    Sabe que é engraçado nessa situação? É supor que se alguem repara na diferença do número de mortos então este apoia o regime que sai beneficiado na comparação.

    Não pelo contrário: a contagem faz todo sentido para ver que existe constância nas mortes nos regimes comunistas muito superior a de qualquer outro regime. Qualquer que seja o método constata-se que socialista mata muito e mata sempre: a morte, expectável nos momentos de tensão, aí não é uma exceção é a regra.

  36. Cfe

    Durante os protestos do “solidariedade” na Polonia, o Papa foi informado de que Jaruzelsky iria impor a lei marcial. O motivo: evitar que os Soviéticos interviessem no país. Jaruzelsky era um ditador? Tinha um projeto de poder? Não. Tanto que o Vaticano, que apoiava claramente a contestação aos comunistas, compreendeu o perigo maior duma intervenção.

    Há pessoas que não percebem que temos de olhar a geografia, o tempo e a situação em concreto.

  37. Cfe

    A democracia no Chile era tão boa e recomendava-se que Castro presenteou Allende com uma submetralhadora. Os seguranças do presidente chileno eram, como é agora com Chavez, de nacionalidade cubana.

  38. lucklucky

    “Um dos problemas deste modelo de liberalismo, é exactamente o seu, vê inimigos em todo o lado, e são todos sanguinários.”

    Não acredita quando os outros dizem que odeiam e prometem destruir? Além de o tentarem fazer…

    E que raio tem que ver com o Liberalismo?
    Não é preciso de ideologia alguma para perceber que quando alguém lhe diz que o vai fazer desaparecer o está ameaçar…quando alguém coloca bombas…
    É o básico dos básicos muito antes da ideologia.

    “Aposto que o lucky ainda tem no seu relicário algumas das WMD’s do Saddam guardadas.”

    Fresquinha, tem 8 dias… : http://news.yahoo.com/uk-experts-help-iraq-destroy-chemical-residues-144204378.html

  39. th

    Este lucklucky consegue ser genial e,ao mesmo tempo, um perfeito idiota.

    Então resíduos de armas químicas que já nem estavam em estado utilizável são WMDs.

  40. pois

    “Não acredita quando os outros dizem que odeiam e prometem destruir? Além de o tentarem fazer…”
    Está a falar do Bush e do “eixo do mal”?

    Epá, se ainda estava “Fresquinha”, guardava-se para usar no Irão, não era preciso mandar para o lixo.

  41. Mário Amorim Lopes

    Tanto comentário desprovido de factos e objectivismo. E por falar em objectivismo, em nenhum lugar na cartilha liberal se fala de guerra ou invasão. O motto do liberalismo, seja este descrito por Locke, Voltaire, Ayn Rand ou o diabo de 4, é “Individual Liberty, Free Markets and Peace”. Nem os ultra-neo-pop-fashion-whatever liberais advogam guerras ou intervenções externas, o que contrasta com a pretensa ordem mundial do comunismo, que exige revolução. “Patria o muerte!”, exigia o sanguinário do Ernesto, que ainda muita gente empola ao peito ou então na bóina. Patetas.

    Querem elevar esta conversa? Falemos de princípios e de factos objectivos. Dizer que “capitalismo matou milhões” é desprovido de substância. Fear, Uncertainty and Doubt. Nenhum regime económico deu tanta prosperidade e tirou tanta gente da miséria quanto o capitalismo. E isto é um facto.

  42. pois

    “Dizer que “capitalismo matou milhões” é desprovido de substância.”
    Deixe-me ver se percebi, o comunismo é um sistema repressivo que mata milhões, o liberalismo é um sistema livre que permite a morte de milhões. É isso?
    Sendo assim prefiro ser morto por um país livre, afinal sou contra as ditaduras.

  43. “Nenhum regime económico deu tanta prosperidade e tirou tanta gente da miséria quanto o capitalismo. E isto é um facto.”
    Que outros regimes económicos (tirando a fugaz tentativa comunista), após o século XIII, forma implementados na mesma escala do que o capitalismo?

  44. pois

    “Nenhum regime económico deu tanta prosperidade e tirou tanta gente da miséria quanto o capitalismo. E isto é um facto.”
    Se considerar de capitalismo todo o sistema que usa moeda, eu arriscava-me a dizer que todo o mundo é capitalista.

  45. lucklucky

    “Então resíduos de armas químicas que já nem estavam em estado utilizável são WMDs.”

    ? Uma granada de artilharia tem um vida de décadas. E vários sistemas WMD só são montados/cheios nas “vésperas” do uso. Para não falar de bombas “sujas”.

    Já agora pode experimentar o contacto com o interior de uma granada de gás mostarda daquelas que ainda por vezes se encontram hoje nos campos de batalha da França. Têm quase 100 anos e nem sequer foram acondicionadas. Os Franceses construíram uma instalação especifica só para tal coisa após ter sido proibido nos anos 70 ou 80 o despejo no oceano.
    No Baltico mais de 30 anos depois das granadas nazis terem sido despejadas os pescadores tinham de ser tratados por entrarem em contacto com elas.

    “tirando a fugaz tentativa comunista”

    É significativo que uma fugaz tentativa tenha morto tantos.
    E ainda não falámos dos mortos da Guerra Fria. Só falámos dos mortos que os Comunistas provocaram nos próprios povos.
    A Guerra Fria que matou milhões só existiu por causa do Comunismo. Por cá é bom lembrar tínhamos SS-20 apontados à cabeça.

    Tudo porque havia e há gente que se arroga de controlar os mais ínfimos pormenores da vida dos outros.
    Por isso é que a primeira coisa que fazem é controlar a informação e implementam a censura em larga escala, a liberdade de ajuntamento e organização é proibida a não ser sobre supervisão do partido único ou autorizado etc etc…

    “Deixe-me ver se percebi, o comunismo é um sistema repressivo que mata milhões, o liberalismo é um sistema livre que permite a morte de milhões. É isso?”

    Quando duas tribos no meio de Amazónia se matam a culpa é do liberalismo. As tribos leram Hayek. Uma vez que não foi o comunismo teve de ser o liberalismo.

    É mesmo este o nível que pretende para si?

  46. O autor deste post incorre na falácia de “uma morte é uma tragédia, um milhão de mortes uma estatística” frase assaz atribuída a Estaline, embora nunca comprovada historicamente. Em todo o caso, a frase exprime bem a lógica estalinista. Ora, o autor do post sucumbe ao logro de medir a bondade ou a maldade dos regimes pelo maior ou menor número de mortes provocadas.
    Tais exercícios são a meu ver espúrios. A questão deve ser colocada no plano dos princípios. E qualquer regime que prenda, torture e assassine é a todos títulos igualmente condenável! Prender, torturar e matar o “outro”, só porque este outro ousa pensar e exprimir a sua dissidência.

  47. pois

    ““Individual Liberty, Free Markets and Peace””
    Já a cartilha comunista diz (verbatum): “matar milhões”

    “”…and Peace””
    Já falta pouco ou ainda falta atacar muitos países?

    “? Uma granada de artilharia tem um vida de décadas. E vários sistemas WMD só são montados/cheios nas “vésperas” do uso. Para não falar de bombas “sujas”.”
    Rápido, avisem já o George Bush que ele ainda não sabe. Até já teve que admitir que não existiam, coitado.

    “a liberdade de ajuntamento e organização” ao menos o liberalismo não precisa de forças de repressão.

    “Quando duas tribos no meio de Amazónia se matam a culpa é do liberalismo. As tribos leram Hayek. Uma vez que não foi o comunismo teve de ser o liberalismo.”
    Não meu amigo, essas também são vítimas do comunismo, afinal viviam num sistema comunitário. A sanha assassina comunista é tão implacável que não precisa de ler Marx.

    “É mesmo este o nível que pretende para si?”
    Mas qual nível? Afinal eu já recebi um “merecido prémio troll do dia”. tenho uma reputação a manter.

    O liberalismo é única solução, tudo o resto são ditaduras comunistas sanguinárias. Pronto, já subi para o nível d’o insurgente.

  48. pois

    Rodrigo
    “Desde que li Hayek deixei de argumentar com a esquerdalhada sobre socialismo e seus derivados….é pura perca de tempo, pois são pessoas que querem ser ignorantes e eu não sou nem politico nem professor !”
    Os dogmas são sempre reconfortantes.

  49. Pingback: Top posts da semana « O Insurgente

  50. Ramone

    E esse grande país, esse grande farol da liberdade, os EUA, quanto actos de genocídio cometeram sobre os índios? quandos negros escravisados foram gastos, explorados até ao tutano, mortos de trabalho e pura arbitariedade dos senhores, para erguer a maior nação capitalista do planeta? E a Inglaterra, a mãezinha dos EUA, quantas colonias explorou, de quantos povos abusou, para alimentar a revolução industrial? E a grande fome Irlandesa que fez cair a população da Irlanda em cerca de 25%? E na Índia?

    http://en.wikipedia.org/wiki/Timeline_of_major_famines_in_India_during_British_rule

    E ainda:

    “There will probably never be a full account of the robbery this country [Inglaterra] organised, but there are a few snapshots. In his book Capitalism and Colonial Production, Hamza Alavi estimates that the resource flow from India to Britain between 1793 and 1803 was in the order of £2m a year, the equivalent of many billions today. The economic drain from India, he notes, “has not only been a major factor in India’s impoverishment … it has also been a very significant factor in the industrial revolution in Britain”.

    (…)

    “Colonial plunder permitted the British state to balance its resource deficits as well. For some 200 years a river of food flowed into this country from such places as Ireland, India and the Caribbean. In The Blood Never Dried, John Newsinger reveals that in 1748 Jamaica alone sent 17,400 tons of sugar to Britain; by 1815 this had risen to 73,800. It was all produced by stolen labour.

    Just as grain was sucked out of Ireland at the height of its great famine, so Britain continued to drain India of food during its catastrophic hungers. In Late Victorian Holocausts, Mike Davis shows that between 1876 and 1877 wheat exports to the UK from India doubled as subsistence there collapsed, and several million died of starvation. In the North-Western provinces famine was wholly engineered by British policy, as good harvests were exported to offset poor English production in 1876 and 1877.”

    http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2009/jun/08/british-empire-colonies-banks-reform

  51. Ramone

    Leia-se, algures no comentário 61, “escravizados” em vez de “escravisados”.

    Obrigado e desculpem.

  52. jojoratazana

    Não esquecer este genocídio comunista.
    Parvalhões.
    Havia mais de 25 milhões de índios na América do Norte e cerca de 2 mil idiomas diferentes. Ao fim das chamadas “guerras indígenas”, restavam 2 milhões, menos de 10% do total. Para o etnólogo americano Ward Churchill, da Universidade do Colorado, esses três séculos de extermínio e, particularmente, o ritmo com que isso ocorreu no século XIX, caracterizaram-se “como um enorme genocídio, o mais prolongado que a humanidade registra”.
    O genocídio nos EUA foi um processo claramente controlado e impulsionado pelo governo dos EUA, com o apoio declarado dos setores que deslumbravam a possibilidade de lucros com o extermínio generalizado dos índios e sua substituição por áreas integradas ao sistema de comércio, que renderia dividendos a banqueiros, fazendeiros, industriais das ferrovias e implementos agrícolas e outros capitalistas.

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