Porreiro, pá!

Há cerca de 4 anos, no rescaldo da subida vertigionosa do preço do petróleo, o governo socialista decidiu que os concessionários dos postos de abastecimento nas autoestradas fossem obrigados a colocar paineis informativos que permitssem aos automobilistas comparar os preços nas 3 alternativas mais próximas. Não sei se os próprios governantes acreditaram na eficácia da medida mas pelo menos venderam-na ao país como uma medida que iria fazer baixar os preços de venda. Passados 4 anos um estudo da Autoridade da Concorrência chega à conclusão que o efeito foi exactamente o oposto.

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10 pensamentos sobre “Porreiro, pá!

  1. EMS

    Pá!! Tava-se a ver que isso de dar informação ao consumidor só podia dar barraca. A mão invisível, coitadinha, é muito tímidazinha. Quando se sente observada começa a disparatar.
    Isto não tem nada a ver com cartelizações nem com combinações de preços. Afinal temos a Autoridade da Concorrência liderada por Manuel Sebastião para impedir que tal aconteça.
    Toda a gente sabe que num mercado com livre concorrência a tendência é nivelar os preços por cima.

  2. Miguel Noronha

    Pelos vistos não leu as recomendações da AdC. Refere precisamente que o problema está na falta de concorrência do mercado. Mas sendo um mercado altamente regulado e cuja entrada de novos competidores é administrativamente restringida acho que o problema é mesmo o excesso de intervenção do estado.

  3. Henrique Gama Pinto

    Mas porque será que os vários postos de abastecimento não tentam ganhar consumidores baixando os seus preços, nem que seja por centimos, como fazem fora das auto-estradas? Mas pelo contrário, combinam entre si colocar um preço mais alto?
    Devem ser os sindicatos dos trabalhadores dos postos de abastecimento e os comunistas administradores das petroliferas que não deixam… esses malandros…

  4. Miguel Noronha

    Convém também ter em conta que numa autoestrada as alternativas ao abastecimento poderáo ser inviáveis dada a distância entre os postos de abastecimento (pode haver casos em que são menores mas julgo que por regra estarão a 30-40 Km de distância umas das outras) funcionando como pequenos monopólios locais.

  5. Henrique Gama Pinto

    30-40 Km de distância entre postos de abastecimento não torna inviável em termos de alternativas a abastecimentos. Não é nenhum monopólio local mas sim um cartel. Os preços SAO combinados entre empresas ditas concorrentes. A mão invisível é bem invisível… se calhar é porque não existe!

  6. Miguel Noronha

    “Não é nenhum monopólio local mas sim um cartel”
    Está a falar de duas questões distintas.

  7. hcl

    Um produto com 50% a 60% de impostos nunca estará sujeito a leis de mercado “normais”.

    Admitindo que eu compro 100€ de gasolina a divisão é mais ou menos:
    – Estado : 55€
    – Vendedor: 45€

    Supondo uma margem líquida de 10% o vendedor fica com 4,5€
    – Estado : 55€
    – Custos : 40,5€
    – vendedor: 4,5€

    O vendedor pode aplicar descontos sobre os 4,5€

    Supondo que decide aplicar um desconto de ~25% na sua margem(~1€) . Isto traduz-se num desconto de 1% no produto final.
    Para ter o mesmo rendimento teria aumentar o nº de clientes em 25%.

    Why bother? Faz-se o preço dos outros e que se lixe. Ninguém tem margem para ter impacto real no preço final.

    A localização, mais do que o preço, dita o sucesso. Nas autoestradas, para mim, é a comida. Quando faço Lx Porto é pequeno almoço na AS de Santarém e uma sandes de leitão na AS da Mealhada à volta.

    Nota: Num litro de gasolina 1% é menos de 2centimos.

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