A quem serve a escola pública

Crato dá ordem às escolas para evitar horários zero
Depois de ter sido acusado de estarem a recusar a autorização para abrir cursos profissionais nas escolas, o MEC estabelece nesta circular a possiblilidade de “desdobramento de turmas no ensino profissional na vertente de formação específica técnica. Na circular, a tutela autoriza ainda as escolas a abrir turmas do ensino profissional “caso complementem a rede pública e privada local”. Se isto não for suficiente para acabar com os horários zero, a circular define ainda uma longa lista de actividades que “podem ser distribuídas aos professores com ausência de componente lectiva”. Apoio à biblioteca, activades de orientação escolar para alunos do 8º e 9º anos, programas de tutoria, actividades de apoio pedaógico acrescido, ou actividades de aprofundamento da língua portuguesa que facilitem a integração de alunos oriundos de países estrangeiros, são algumas das medidas previstas.

Não há alunos para alimentar a corporação dos professores, pois então inventem-se actividades, afinal o objectivo da escola pública é mesmo esse: empregar professores. Os contribuintes que paguem a factura.

10 pensamentos sobre “A quem serve a escola pública

  1. João Branco

    Comparar este post com o post anterior onde se diz que o “estado já não é o director nas escolas” e que estas tem a partir de agora autonomia para definir o que oferecer com o seu corpo docente…

  2. Miguel Noronha

    Não são incompatíveis. O que o AHC diz é que agora há mais autonomia. O que este diz é que o ME continua a interferir na escolas.

  3. pc

    Não deviam essas atividades ter sido sujeitas a negociação coletiva com os sindicatos? Esses professores foram contratados para leccionar, não para dar apoio escolar…. è aqui que eu entendo que os sindicatos poderiam ter um papel importante para as politicas de desnvolvimento e reforça do ensino designadamente através de um mecanismo grandemente utilizado por outra carreira especial – a dos médicos – sob a forma de acordos coletivos de carreira especial. Espicassem esses sindicatos que já deram provas de pretenderem servir a dois senhores….

  4. Miguel Noronha

    É claro que ainda estamos muito longe do desejável. A situação em que o estado deixe de intefeir não só na gestão mas também a nível pedagógico actuando apenas de forma subsisdiaria aos privados.

  5. Álvaro Oliveira

    Pelo que leio, agora é tudo especialistas.
    As actividades (…)”Apoio à biblioteca, activades de orientação escolar para alunos do 8º e 9º anos, programas de tutoria, actividades de apoio pedaógico acrescido, ou actividades de aprofundamento da língua portuguesa que facilitem a integração de alunos oriundos de países estrangeiros,”(…) são de outro foro da educação e de âmbito extra qualquer coisa, tudo menos actividades no âmbito escolar, no interesse do desenvolvimento e formação das crianças.
    Para estas actividades tem que contratar outros quaisquer, mas os Professores não.
    Acho muito bem deixai andar as crianças à solta sem regras e horários que é muito melhor, assim podem fumar o que quiserem e arriar o que quiserem, onde lhes apetecer.
    Só visto.

  6. Ricardo Dias de Sousa

    Não sendo eu o que se pode chamar um Keynesiano, nao seria melhor por os professores a abrir valas e fechar valas? Pelo menos libertavam-se os bens de capital que eles utilizam.

  7. #5
    Concordo. Mas gostaria de acrescentar que, para não ser totalmente inútil esse trabalho, deviam aproveitar as valas abertas para lá deitarem todos os imbecis que pudessem ser encontrados por aí, anestesiados com uma mocada na parte onde lhe provova menos danos – a cabeça – e só depois voltar a fechar as ditas valas. Boa ideia, hein?

  8. Tortulho no estômago

    O relatório da Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência respeitante ao ano letivo 2010/2011, o último que tem dados conhecidos, dá conta de que no ano letivo passado o número de docentes do ensino público (pré-escolar, básico e secundário) que estavam no quadro rondava os 97 mil. No ano letivo de 2008/09 eram 119 776.

  9. Paulo Pereira

    Mais simples seria reduzir as turmas para um máximo de 20 alunos de forma a melhorar a qualidade de ensino e aumentar o nivel de exigencia do ensino publico.

    Sem um ensino básico de qualidade um país não progride.

  10. Pingback: Top posts da semana « O Insurgente

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.