O Lado Negro de Mandela

Nelson Mandela é hoje uma da figura políticas mais simbólicas ainda vivas. O seu papel na transição da África do Sul, no início dos anos 90, é inegável. Durante as duas décadas que passaram desde que o regime do Apartheid caíu de podre, o papel de Mandela no apaziguamento das tensões raciais foi decisivo. Ainda hoje não tenho dúvidas que é ele a fronteira entre o actual Estado de paz frágil e uma situação previsível que se pode vir a comparar a de alguns países vizinhos – se algum dia a ala radical do ANC chegar ao poder. Hoje Nelson Mandela é um símbolo de paz. Mas até os Santos têm o seu lado negro. O Mandela enaltecido nas TVs, um homem que segundo os jornalistas dedicou toda a sua vida à paz, não bate certo com o homem que no final dos anos 50 defendia acerrimamente a luta armada a fim de conduzir África à via marxista. Muito menos condiz com o estratega que liderou durante anos o Umkhonto we Sizwe, braço armado do ANC e parceiro do Partido Comunista da África do Sul. Mas, goste-se ou não, o senhor carismático e sorridente que hoje vemos na TV foi o responsável por numerosos atentados de uma violência semelhante ou superior à da maioria dos grupos terroristas que aprendemos a temer neste século XXI. Não deve também ser descorada a afeição de Mandela por ditadores como Castro ou Gaddafi, que sempre apoiou ou os seus laços com o PLO e Arafat. Para terminar, as suspeitas de corrupção ainda do perseguem, assim como o inexplicável enriquecimento dos seus colegas de partidos. Quanto à África do Sul, se é verdade que a linha que separava brancos e negros se foi apagando, a linha que separa a pobreza e a fome dos luxos dos oligarcas e dos funcionários do partido apresenta-se a cada dia mais carregada. Não obstante a minha admiração por alguns dos feitos de Mandela, não há aura de messias que apague o seu passado.

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51 thoughts on “O Lado Negro de Mandela

  1. Já o Pinochet, o presidente da Geórgia e o primeiro-ministro de Singapura são verdadeiros santos…
    É preciso ser verdadeiramente liberal para tentar dizer mal de alguém como Mandela no dia do seu aniversário. Alguém que trouxe a democracia, a liberdade e a prosperidade a um dos maiores países de África, e um dos poucos países livres do continente. Mas com certeza que o Insurgente preferiria que o regime racista tivesse continuado no poder e que Mandela tivesse sido enforcado como terrorista, como defendeu o Partido Conservador inglês nos anos 80. Tristeza.

  2. A única crítica que lerá sobre Pinochet, proveniente de certos “liberais” cá da casa, é que ele não foi suficientemente corajoso para “aprofundar” as reformas liberais à custa e contra a maioria dos governados chilenos.

  3. Carlos M. Fernandes

    O que é que são umas violaçõezinhas dos direitos humanos quando no final chega a democracia, a liberdade e o pão fatiado.

  4. ruicarmo

    Quando li o comunista arrependido Sérgio Lavos a escrever sobre “a democracia, a liberdade e a prosperidade a um dos maiores países de África, e um dos poucos países livres do continente” julguei que se estivesse a referir ao Botswana. Mas não, o Botswana não é, nem será tão do agrado progressista. Não há heróis com um mau passado.

  5. Não admira que para um blogue que põe a tag “socialismo” a muitas medidas do Governo mais à direita desde o 25 de Abril qualquer pessoa de esquerda seja rotulada de “comunista”, mesmo sem conhecerem o percurso ou as ideias dessa pessoa. Tudo o que está à esquerda do extremismo neoliberal é socialista ou “comuna”. Estão bem para outro tipo de extremismos, e assim até se compreende melhor a piadinha com o “lado negro de Mandela”.

  6. O Sérgio Lavos devia começar a escrever no Insurgente, porque discordo de tudo o que ele escreve no Arrastão e cada vez mais concordo com aquilo que ele escreve no Insurgente. Quanto ao post, um redondo LOL.

  7. ruicarmo

    Vá lá, camarada Sérgio Lavos és capaz de muito melhor, pá. Não te inquietes, pá que o blogue é fássista. Eles são robots controlados por uma entidade secreta e sinistra que quer destruir e/ou reeducar tudo o que não caiba dentro do “extremismo neoliberal”.
    A propósito pá, queres apresentar-te para ficarmos – repara que falo no plural; estou no modo de máquiina diabólica a passar-me por pessoa – a conhecer-te melhor e sem parecer estranho?

  8. Espero um dia vê-lo a escrever o mesmo sobre o Ben Gurion.

    1) espero que saiba que ao catalogar o ANC como terrorista está apenas a reproduzir integralmente o principal argumento do Estado Sul-Africano como argumento contra os boicotes e embargos que não só os estados socialistas apoiaram.
    2) A dimensão dos atentados está a ser claramente exagerada. O número de mortos do Umkhonto we Sizwe foi relativamente baixo.
    3) Não percebo uma coisa. Pôs aqui há uns tempos um post em que admitia que a violência do Pinochet era justificável porque tinha evitado um mal maior, a saber, o comunismo (não vou discutir a proposição). Explique-me então de que maneira censura a violência do ANC? Especialmente quando se sabe que o ANC só muito tarde enveredou pela luta armada, tentando quase até ao fim manter-se fiel à inspiração da freedom charter.
    4) Sabe muito pouco da história do ANC. O Mandela foi quase sempre um moderado.
    5) O principal problema, já se sabe, é a aliança com o PCAS e com os sindicatos. Que sempre tiveram uma posição moderada. Mas pelos vistos, para o Ricardo Lima, alianças conjunturais por um objectivo comum conspurcam tudo. Muito melhor era o “desenvolvimento separado”.
    6) Quanto à realidade pós 1994, é impressionante que a impute aos “luxos dos oligarcas e dos funcionários do partido” e não tenha nem uma palavrinha para a persistência das desigualdades fundadas na raça, que se mantiveram, a bem da transição democrática e sobre a amnistia geral em relação aos funcionários do apartheid (Juízes, polícias, etc…).

    Espero sinceramente receber uma resposta, porque sempre que aqui tento discutir qualquer coisinha, ficam-se pelas primeiras linhas

  9. Euro2cent

    Hoje em dia não se pode “descorar” nada, a lixívia está proibida como arma química.

  10. O Ricardo Lima é a favor da abolição dos exércitos e das polícias?

    Se não for, não estou a ver qual possa ser o seu problema com a “luta armada”.

  11. Pingback: Ponto de ordem « O Insurgente

  12. A. R

    Mandela á um terrorista reciclado assim como Arafat. Pinochet era um homem bom que amava o seu povo e detestava traidores.

  13. ruicarmo: gosto tanto de ser chamado de “comunista arrependido” como seria se me chamassem “fascista reciclado”. Duas doutrinas políticas que nunca me disseram nada e identicamente detestáveis. Nem todos o que estão à esquerda do “libertarian party”, esse reduto do socialismo puro, são comunistas.

  14. ruicarmo

    Sérgio Lavos, olhe que as diferenças doutrinais são ténues. Mais do que o PC (politicamente correcto) tem mediaticamente feito passar ao longo do século XX e XXI.
    Como não o conheço, também desconheço os seus gostos.

  15. Mário Amorim Lopes

    Oh Sérgio Lavos, perdoe-me interromper a sua prosa esclarecidíssima, mas faça-nos o enorme favor de não usar uma palavra que não tem qualquer sentido. Neoliberalismo. O neo aplica-se a uma reformulação de uma teoria ou princípio, e tal não acontece no liberalismo, enquanto filosofia. Continua a ser o mesmo liberalismo de Locke, Voltaire ou Smith, possibilitado, também, pelos trabalhos de Hume. A teoria económica, essa sim, é que sofreu remodelações, daí a referência aos neoclássicos e aos neokeynesianos.

    Seu neosocialista!

  16. «ruicarmo: gosto tanto de ser chamado de “comunista arrependido” como seria se me chamassem “fascista reciclado”. Duas doutrinas políticas que nunca me disseram nada e identicamente detestáveis. Nem todos o que estão à esquerda do “libertarian party”, esse reduto do socialismo puro, são comunistas.»

    Sérgio Lavos, não minta. É feio. E um dia ainda lhe cai um dentinho.
    R.

  17. Ricardo Lima

    Sérgio, não há Santos. E qualquer pessoa que justifique que os ataques terroristas eram justos, está a justificar a acção do Pinochet. Pinochet foi em parte um ditador brutal, em parte um bom estadista. Mandela foi em parte um lutador pelo fim do Apartheid, mas também não deixa de ter sido um terrorista.

    E meus caros, se o indivíduo foi membro do PC, querem que eu diga que na altura ele era o quê ? Um infiltrado a soldo da CIA ?

  18. e insiste no terrorista. ou seja, todo o movimento que recorra à violência sem ser sancionado pelo poder estatal é terrorista? A resistência francesa era terrorista? A maior parte dos alvos do braço armado do ANC, já foi dito mil e uma vezes, eram infra-estruturas do Estado e quanto muito agentes do aparelho repressivo do Apartheid. Deram-se mortes de civis, mas em que movimento político que recorreu à violência não houve baixas civis? A diferença, pelos vistos subtil, entre o ANC e os movimentos terroristas de que fala, é em dois planos. O primeiro, pelos objectivos e resultados, o segundo, pela legitimidade do Estado que enfrentam.

  19. Ricardo Lima

    A Resistência Francesa era terrorista, os Contras eram terroristas. Movimentos que usam o terror são terroristas. Agora se concordamos ou não com os fins e os meios, isso já é outra história.

  20. eu sei que a definição de terrorismo é vaga. mas usar o terror ou recorrer à força armada são coisas diferentes. um movimento que destrói infra-estruturas ou assassina dirigentes políticos não é a mesma coisa que um movimento que assassina civis para atingir os seus fins. pela sua definição qualquer movimento político que recorra à violência (e violência não é o mesmo que terror) é terrorista, é isso?

  21. Jpm: «A resistência francesa era terrorista?»
    Não. Era lá agora.
    Nem a FLN na Argélia. Nada.
    É tudo preconceito nosso.
    Francamente os tipos que comentam estas caixas de comentários são uns bonecos…
    R.

  22. O Pinichet usou o “terror do Estado” e dos militares para implementar uma doutrina económica nunca sufragada e completamente contrária aos resultados das eleições democráticas que derrubou. Portanto, e em conclusão, o Pinochet não é e nunca foi um “bom estadista”. O terrorista não é compatível com um “bom estadista”, basta pensar que ele usou táticas terroristas para implementar políticas que o autor do post considera de “bom estadismo”.

  23. Rogério, não é preconceito, é só mesmo ignorância, minha claro. Porque o Rogério já resolveu o problema de não sei quantos gajos que não sabem definir terrorismo. A sorte é que para o Rogério, terrorista, guerrilheiro, partisan, é tudo a mesma coisa. O Ben Gurion também era um terrorista? O MPLA era terrorista?

  24. Virgínia Silva

    Acho lamentável denigrir a imagem de um ser humano como Nelson Mandela. É sabido e ÓBVIO que não existem santos e demónios e ainda bem que é assim. É sabido também que Mandela cometeu erros, como muitos cometem, agora comparar Mandela a Pinochet e a violência do ANC com a de muitos grupos terroristas de hoje é francamente exagerado e chega a ser um disparate, um desconhecimento de questões mundiais complexas. Além disso, ainda bem que ao longo da nossa vida podemos mudar algumas atitudes que não nos ajudaram, nem ajudaram a resolver conflitos, como Mandela fez. Falo de alguém que passou mais de um quarto de século preso, logo teve muito tempo para a reflexão e, o mais extraordinário, para o perdão e para um caminho mais inteligente. Poucos o conseguem. Poucos conseguem transformar o sofrimento, a humilhação e a violência em conciliação, e sentimentos mais nobres.

  25. «O Pinichet usou o “terror do Estado” e dos militares para implementar uma doutrina económica nunca sufragada e completamente contrária aos resultados das eleições democráticas que derrubou.»

    É preciso muita paciência para ter de ouvir imbecilidades deste calibre. Pinochet usou a força para manter-se no poder, encher os bolsos e livrar-se de adversários que fossem obstáculo a esses objectivos. A sugestão de que a motivação de Pinochet era “implementar uma doutrina económica” é a fantasia de uma mente paranóica e ignorante. Nos primeiros anos de Pinochet a economia afundou-se como sempre acontece quando pessoas que acham que sabem o que é melhor para as outras adquirem o poder. Com Allende não foi diferente. Talvez pior, porque enquanto Pinochet era um “bruto”, Allende achava-se um iluminado, como todos os líderes marxistas. A diferença com Pinochet é que a certa altura apercebeu-se do descalabro e ouviu os conselhos de outros para tentar melhorar a coisa. Nisso é parecido com a abertura da China.

    Já agora um ponto importante que parece não entrar na cabeça do “Zé”: Allende ganhou as eleições com apenas 36% dos votos e exerceu o poder de forma ilegal desrespeitando as decisões da assembleia legislativa, onde tinha minoria, e dos tribunais. Era tão pouco recomendável como Pinochet…

  26. «A Resistência Francesa era terrorista, os Contras eram terroristas. Movimentos que usam o terror são terroristas. Agora se concordamos ou não com os fins e os meios, isso já é outra história.»

    Isso não é bem assim. A conotação pejorativa do termo “terrorista” é inegável. O uso da violência não é necessariamente “terror”. O terrorismo tem subjacente uma violência arbitrária e imprevisível, com o objectivo de amendrontar as populações no sentido de cederem às exigências dos terroristas. Uma resistência armada a um poder opressor, baseada em sabotagem e ataques às forças opressoras, evitando civis e ataques arbitrários não pode ser chamada de “terrorista” no sentido que se dá hoje em dia ao termo.

  27. 1.É preciso muita paciência para ter de ouvir imbecilidades deste calibre.
    2.
    é a fantasia de uma mente paranóica e ignorante.
    3.Era tão pouco recomendável como [Allende = ] Pinochet
    4. The main objective of the US-supported military coup in Chile was ultimately to impose the neoliberal economic agenda. The latter, in the case of Chile, was not imposed by external creditors under the guidance of IMF. “Regime change” was enforced through a covert military intelligence operation, which laid the groundwork for the military coup. Sweeping macro-economic reforms (including privatization, price liberalization and the freeze of wages) were implemented in early October 1973. (more ) by Michel Chossudovsky (professor of economics (emeritus) at the University of Ottawa).

    p.s. moderação no trato @Miguel Moniz, as suas “leituras históricas” sobre acontecimentos passados podem divergir de outras “leituras históricas” sobre os mesmos acontecimentos, mas isto não é um motivo para o insulto nem para falta de cortesia.

  28. Miguel Botelho Moniz, “Allende ganhou as eleições com apenas 36% dos votos e exerceu o poder de forma ilegal desrespeitando as decisões da assembleia legislativa, onde tinha minoria, e dos tribunais. Era tão pouco recomendável como Pinochet”. Era questão de ir ver, mas o sistema eleitoral chileno não proporcionava maiorias absolutas. A maior parte dos Presidentes chilenos, entre eles o Frei pai, governou sem maioria absoluta. Concordando com quase tudo o que escreve aqui, não percebo a equivalência entre os dois. O Allende, apesar de não ter respeitado algumas decisões dos tribunais cumpriu no essencial a constituição, manteve eleições e uma assinalável respeito pela “democracia burguesa” como diziam os militantes do MIR que exigiam a distribuição de armas pelo povo, numa situação política em que a possibilidade de um golpe esteve sempre presente, mesmo antes da tomada de posse de Allende. O Allende não ordenou uma única execução, não baniu nenhum partido, permitiu que jornais como o El Mercurio continuassem a funcionar mesmo quando estes apelavam à solução golpista. O mesmo não se poderá dizer do Pinochet. Que a dimensão que o Pinochet ganhou em meios internacionais contrasta com a de ditadores com registos tão ou mais censuráveis, parece-me verdade. Equivalê-lo num juízo político é passar para a história contra-factual, parece-me

  29. 39 – Penso que a essência das acusações a Allende era de que os seus apoiantes estavam a proceder a ocupações selvagens e a criar órgãos de “poder paralelo” (similares às “Comissões de Moradores”, “Comissões de Trabalhadores” e “Assembleias Populares” do “nosso” PREC) e que o faziam com a cumplicidade do governo, que impediria a policia de manter a ordem pública (nomeadamente de expulsar os ocupantes de fábricas e terras)

    Até certo ponto era verdade (e da perspectiva de um defensor da auto-organização dos trabalhadores contra o capitalismo e o Estado, conta como um “+” para Allende; da perspectiva das pessoas normais, provavelmente contará como um “-“)

  30. Caro jpm,

    Tem razão. A minha comparação entre os dois é de facto injusta, pois é influenciada pela minha visão do caminho que Allende se preparava para seguir, mas, factualmente, ainda não tinha seguido. Podemos especular que o caminho de Allende, apoiado por Moscovo e Cuba, inevitavelmente iria desbocar em algo parecido com esta última. Mas é isso mesmo: especulação. Factualmente, Allende não chegou a dar todos os passos repressivos que o tornariam equivalente a Pinochet. Face aos seus aliados e às suas acções, bem como ao historial de outros regimes de inspiração marxista, creio que seria inevitável, mas é uma questão de opinião.

  31. Caro Zé 😆

    Em primeiro lugar, não devo especial cortesia a quem começa a sua participação neste debate com o comentário #3.
    Em segundo lugar, se não quer ser julgado como paranóico não devia justificar as suas posições com “argumentos de autoridade” que recorrem à opinião de um professor maluquinho conhecido pelas suas teorias de conspiração absurdas, nomeadamente que os ataques de 11 de Setembro foram orquestrados pelo Bush para justificar a sua previamente planeada invasão do Afeganistão 😆
    Por fim, acho lindamente que faça as suas leituras históricas alternativas. Lutarei até à morte pelo seu direito ao disparate. Estou solidário.

    Deixo-lhe algumas recomendações de leitura para enriquecer a o seu arsenal: Naomi Klein, David Icke, Slavoj Zizek. Imagino que já conheça a obra cinematrogáfica do Michael Moore.

  32. “Em primeiro lugar, não devo especial cortesia a quem começa a sua participação neste debate com o comentário #3”
    Bem se não deve cortesia devido ao comentário #3, então o que faria se alguém se dirigisse a si nos termos em que se dirigiu a mim no comentário #35. Não peço um pedido de desculpas, mas reconhecer que foi rude e insultoso era um passo, digamos, vertical.

    “teorias de conspiração absurdas, nomeadamente que os ataques de 11 de Setembro foram orquestrados pelo Bush para justificar a sua previamente planeada invasão do Afeganistão”

    Você ainda pensa que foi um grupo de fanáticos despenteados que a partir de uma gruta afegã encenou o maior ataque torrorista “dentro de portas” feito na história americana? E o maluquinho é o outro?

    “Deixo-lhe algumas recomendações de leitura para enriquecer a o seu arsenal: Naomi Klein, David Icke, Slavoj Zizek. Imagino que já conheça a obra cinematrogáfica do Michael Moore”

    Que susto, quando li o nome Naomi Klein, pensei que ia dissertar sobre a “Doutrina do Choque”, e como a repressão foi usada para implementar e sustentar um determinado modelo económico numa determinada ditatura sul-americana. Mas logo depreendi que o maluquinho era o outro!

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  34. th

    “Você ainda pensa que foi um grupo de fanáticos despenteados que a partir de uma gruta afegã encenou o maior ataque torrorista “dentro de portas” feito na história americana?”

    Isto não é um tanto ou quanto racista?

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  38. Diogo V

    Sim. Ter ideais marxistas nos anos 50 era algo altamente incomum (não sei porquê, por acaso agora estou aqui a lembrar-me do liberal Durão Barroso…). Quanto a se foi terrorista não sei, mas sei que as pessoas e regimes autoritários costumam chamar coisas semelhantes a todos os que se lhes opõem…

  39. Miguel Noronha

    “não sei porquê, por acaso agora estou aqui a lembrar-me do liberal Durão Barroso…). ”
    Não sei onde foi buscar essa do “liberal” mas Durão Barroso nasceu em 1956. Duvido que até aos 4 anos fosse marxista.

  40. Roberto

    Se isso é verdade, fez uma grande merda mas depois realizou um grande benefício à humanidade. Não há mais o que dizer, o resto é enfeite de bolo. Vamos em frente!

  41. rubens

    Muitos dos que estão aqui comentando precisam voltar pra escola e estudar interpretação de texto. O autor não escreveu esse artigo para justificar Pinochet ou qualquer outro ditador neoliberal assassino. Ele quer demonstrar que Mandela, o pivô da luta contra a desigualdade racial na Africa do Sul e santificado pela mídia e historiografia, é também responsável por atos dignos de terroristas ou ditadores sedentos por sangue. Como a morte é um momento de canonização, é muito interessante que alguém apareça e demonstre que o morto também foi ser humano e que podia cometer atrocidades.

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