Acerca da greve dos médicos e da “terceirização” nos serviços do estado

Olga Ferreira não vê motivos para negar o protesto. “Antes não tivéssemos de a fazer”, desabafa. Os concursos que abrem a porta dos hospitais às empresas de prestação de serviços são o principal alvo das críticas. Uma medida que, acredita, vai colocar em causa a qualidade da prestação de cuidados de saúde e que “é uma ofensa ao Serviço Nacional de Saúde [SNS]”. A bandeira que Olga levanta é essa: “A defesa do SNS de qualidade”.

Talvez não seja claro para toda a gente. A “terceirização” no SNS assim como noutros serviços do estado é uma forma engenhosa que os pol´ticos arranjaram para contornar os encargos da legislaçãoaque eles próprios criaram e os “direitos adquiridos” que não tem coragem de retirar. Evitam ter de assumir publicamente que criaram um monstro financeiramente insustentável e continuar com a fantasia que o estado pode dar tudo a todos apenas porque assim está consagrado na lei.

Para terminar queria referir que, contrariamente ao Ricardo, não acho que a greve dos médicos seja comparável à dos controladores aeros pelo que neste caso o estado não se deve imiscuir no direito a greve. Eu é que não devia obrigado a pagar por algo com este tipo de quebras no serviço.

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