Eu acho que já conseguia duas licenciaturas e uma pós-graduação

Relvas licenciou-se com quatro exames e 32 equivalência

De acordo com o documento a que o “i” teve acesso, a avaliação das “competências adquiridas ao longo da vida” teve em conta nove cargos que o ministro ocupou desde os 26 anos, como é o caso de membro da delegação portuguesa da Nato entre 1999 e 2002 ou a de secretario da direcção do grupo parlamentar do PSD, entre 1987 e 2001. Aqui, encaixou 14 equivalências. Os cargos políticos que desempenhou valeram-lhe mais quatro disciplinas, e as funções privadas que desempenhou valeram-lhe mais 15 disciplinas.

As quatro disciplinas feitas por Miguel Relvas foram Quadros Institucionais da Vida Económico-Politico-Administrativo do 3º ano, concluída com 12 valores; Introdução ao Pensamento Contemporâneo, do 1º ano, com 18 valores; Teoria do Estado, da Democracia e da Revolução, do 2º ano, com 14 valores; e Geoestratégia, Geopolítica e Relações Internacionais II do 3º ano, com 15 valores

Posto isto, queria apenas dizer que acho muitissimo estranho o chinfrim que os “abrantinos” estão a fazer. Acaso estão contra o reconhecimento, validação e certificação de competências? Acham que a Miguel Relvas devem privado Novas Oportunidades?

9 pensamentos sobre “Eu acho que já conseguia duas licenciaturas e uma pós-graduação

  1. p D s

    No meu caso concreto, posso-lhe dizer que :

    – Tenho o 2º ano da Licenciatura de Informatica, da UniversidadeLusofona, quase concluido.
    – dos 2 primeiros anos, fiz todas as cadeiras, com media 15 valores, á excepção de : analise matematica I e II.
    – Frenquentei a UniversidadeLusofona em 93..95.

    Juntando a isto, trabalho como Analista/Ptogramador, ininterruptamente, há 23 anos.
    Passei por varios projectos em empresas de nomeada. (PT, Enatur, Fidelidade, etc etc)

    Seguindo o seu raciocinio, e o exemplo do Miguel Relvas, resta-me perguntar:

    – Tenho ou não tenho direito a um canudo de Engenheiro Informatico ?
    – Comprataivamente, se Relvas obteve equivalencia a 32 cadeiras, eu deverei obter equivalencias que me asseguram já meio Mestrado.

    É isto não é ?

    É isto que o Nuno Crato chama rigor e exigencia ???

    (P.S – só mais um promenor q talvez seja importante: Não sou deputado nem passei por nenhuma “jota”…será q terá influencia ? )

  2. Miguel Noronha

    “É isto que o Nuno Crato chama rigor e exigencia ???”
    Duvido. Mas também não foi ele o responsável por esta lei e sempre foi bastante critico do RVCC

  3. Joaquim Amado Lopes

    pDs (2),
    “Tenho ou não tenho direito a um canudo de Engenheiro Informatico?”
    Não acha que deve colocar essa questão à Universidade Lusófona?

  4. Pedro Martins

    Nuno Crato e situações ocorridas entre 2006 e 2007 não “conduzem”!
    Mas…como em Portugal tudo é possível, transformou-se um processo de Bolonha num Novas Oportunidades Universitárias! Mas isto, só não viu quem não quis!
    Relvas: Resolve depressa as questões das privatizações, ou melhor, desiste de tudo! Vais ver que a paz regressa!

  5. p D s

    Joaquim, pode ter a certeza que irei perguntar á Lusofona que equivalencias terei direito. Já há algum tempo ando tentado a concluir a Licenciatura – mas as proprinas elevadas e a gestão dos timmings familiares – mas tenho deixado a ideia em banho maria.

    Mas agora com o exemplo do Dr. Relvas, irei expor a minha situação e solicitar á Lusofona as equivalencias respectivas.

    (no entanto á medida que se conhecem os promenores, já fico na duvida se uma “Licenciatura by: Lusofona” é uma mais valia…ou antes um desprimor!)

  6. Floriano Mongo

    O ministro Miguel Relvas demorou 6 anos a perceber que afinal era menos estudado do que informara à A.R. “Um lapso”, disse, afinal só conhecia a Universidade de vista.

    Mais tarde a Lusófona conferiu-lhe o diploma por 1 ano de estudo.

    Em países sérios, o “doutor” seria imediatamente demitido. Na nossa classe política, este assassinato da verdade corre o risco de virar crime em série. Frequentar uma universidade como qualquer cidadão, concluir o curso sem recorrer a expedientes não é para gente q aspira aos mais altos cargos da Nação.

    Os políticos que odeiam estudar mas dispostos a tudo por um canudo, desfilam com a desfaçatez dos condenados à impunidade.

    A história informa que mundo afora, titulares de altos cargos políticos não necessitaram de “Dr” a preceder o nome para honrar o cargo e assegurar uma competente carreira.

    Necessitaram sim, de carácter.

    Os donos do poder farão a difícil travessia lidando simultaneamente com a herança maldita, a crise na Europa, a reforma do país, a verdade e a ética.
    Não é pouca coisa. Por isso a verdade merece respeito. Não pode ser transformada em instrumento retórico ou mercadoria a barganhar.
    Relvas, começou mal. A aula de ética a que faltou ensiná-lo-ia que, a expectativa de quem começa assim é a de q o reportório de trapaças fique muito maior.
    E fatalmente fique cada vez mais parecido com José Sócrates.

  7. Muito agradecido pela atenção dispensada. Quanto a perguntas sobre as “Novas Oportunidades” parece-me que, nesta altura, v. deve dirigi-las ao Relvas, ao Passos/Coelho, passando por outros “génios” que tanto mal têm dito delas, acabando pela sua não menos ilustre pessoa que, suponho, não deve ser grande fã das ditas cujas. Se estou enganado a este respeito, desde já as minhas desculpas. Renovo os agradecimentos, com os melhores cumprimentos.

  8. A p D s,

    Sinceramente não recomendo que vá perguntar o que quer que seja à Lusófona pois um diploma da Lusófona parece não contribuir para o currículo mas antes para o cadastro…

    Quanto ao Miguel Relvas parece ter concluído o curso com uns brilhantes 11 valores.

    Se realmente obteve nas quatro cadeiras que fez as notas indicadas e partindo do princípio de que a nota final é a média aritmética de todas as cadeiras feitas, um cálculo simples dá que como para obter uma média final de 11 valores teve no máximo uma média de 11,4, então teve uma média de 10,98 nas tais 32 cadeiras a que lhe foi dada equivalência, um valor anormalmente baixo.

    A única explicação que encontro é que o Conselho Científico acabou tendo um rebate de consciência e, apesar de dar as equivalências, cortou nas notas.

    Em resumo, não considerou o currículo do Relvas lá muito brilhante…

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