A evolução política de Daniel Oliveira

No seguimento do que já escreveu o Carlos Guimarães Pinto, julgo importante acentuar que, no caso do Daniel Oliveira, mais importante que o curriculum académico é o seu percurso político: de militante do PCP para o BE. Se no primeiro não sabemos quem escolhe o líder, no segundo desconhece-se como se o substitui. Na sua adolescência, o Daniel Oliveira acha que percebeu umas coisas sobre o comunismo. Agora, na idade adulta, no mundo dos crescidos (como ele o define), parece que já não.

8 pensamentos sobre “A evolução política de Daniel Oliveira

  1. “no segundo desconhece-se como se o substitui”

    Substitui-se exactamente da mesma maneira como se substituiam os lideres dos outros partidos portugueses (antes da generalização das directas) – apresentando uma lista para a “Mesa Nacional” com um cabeça-de-lista que não seja o actual líder e tendo mais votos.

    Sinceramente, não vejo de onde vem o desconhecimento do AAAmaral (ou melhor, até desconfio – como nos estatutos do BE não há lider/presidente/secretário-geral/coordenador em lado nenhum, não dá para ir ler aos estatutos ver como se substitui o coordenador; mas bastava observar para ver que há uma tradição não-escrita de o nº 1 da lista mais votada para a “mesa nacional” ficar como coordenador).

  2. Joaquim Amado Lopes

    Miguel Madeira,
    Se “nos estatutos do BE não há lider/presidente/secretário-geral/coordenador em lado nenhum” então esses cargos não existem. Assim, Francisco Louçã não é coordenador de coisa alguma.

  3. JoaoMiranda

    A coisa é mais simples: o BE é o Francisco Louçã. Se ele sair aquilo esfrangalha-se.

  4. 3 – Se calhar não é assim tão fantástico nem dificil de imaginar… em termos de preferir os “usos e costumes” às leis formais como “cola” da sociedade, uma certa esquerda radical (e sobretudo, talvez paradoxalmente, a esquerda radical mais entusiasta do “fracturantismo” nos costumes) se calhar não é muito diferente da direita conservadora ou tradicionalista.

    Mas isso já seria entrar numa divagação que não teria nada a ver com o tema original do post

  5. Miguel Noronha

    Não digo que não existam certas franjas que pensem assim mas quer-me parecer que no BE a generalidade é mais normativa e construtivista.

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