“Ensaio sobre a Inveja” …

… ou como na silly season há quem esteja obcecado com o que se passa na casa da vizinha.

Quem tenha lido “Os Lusíadas” até ao fim sabe que a última palavra deste poema épico é “inveja”, sentimento muito comum entre os portugueses e outros povos onde se impôs o igualitarismo medíocre. Há quem considere que a inveja se acentuou entre os igualitaristas com o triunfo do capitalismo e de um suposto darwinismo social (haveria muito a dizer sobre isto) nas nações mais prósperas, precisamente aquelas onde se consolidaram os princípios básicos da autonomia individual, da liberdade, e da democracia liberal; curiosamente, as sociedades mais liberais são aquelas onde os hábitos de leitura, de estudo, da academia e da cultura estão mais enraizados e são mais valorizados como alavancas para a mobilidade social.

Em qualquer caso, nas minhas limitações brutais, não sou capaz de usar “Os Lusíadas” como base para as minhas dissertações. Adepto de uma cultura de massas pequeno-burguesa, recomendo ao Carlos Botelho que relaxe um pouco – o mundo não vai acabar amanhã – e ouça uma das músicas preferidas aqui do povão, de rimas fáceis que mesmo assim agradariam ao boémio Camões, um hit de Agosto entre as camadas menos iluminadas da população, onde se inclui com orgulho a puta analfabeta da direita liberal que vai com todos:

O Insurgente no Diário Económico

A partir de amanhã, e durante todo o mês de Agosto, o Insurgente irá colaborar com o Diário Económico, com uma coluna de opinião diária. Todos os dias, um tema será abordado simultaneamente por um insurgente e um outro comentador mais à esquerda. Por isso, caro leitor, compre o jornal, comente os artigos no site do Diário Económico, e diga o quão extraordinários nós somos (ou se não estiver para aí inclinado, critique-nos violentamente). De amanhã a 31 de Agosto, haverá sempre assunto.

CGTP defende Desemprego de 20%

CGTP defende salário mínimo de 515 euros ainda em 2012.

Piada tem o erro do jornalista que motivou a correcção:

Notícia corrigida às 22h13: a CGTP defende subida do salário mínimo para 515 euros e não 500 como estava escrito”.

Até o jornalista ficou surpreendido.

A mim, o que me surpreende, é porquê um salário mínimo inferior ao de “nuestros hermanos”. Somos menos que eles?
Os Portugueses por acaso serão Ibéricos de 2ª?!? Em Espanha ganham 641,4 Euros!
Igualdade, já!

Ficávamos todos com desemprego de 25% e depois era fácil: os 3 com salário contribuíam para o 4º!

Porquê 515 Euros e 20% de Desemprego?!? Este engravatadinho já aprendia alguma coisa sobre Igualdade e Fraternidade

Refugiados Políticos Americanos – O Caso do Poker

Com a crescente regulamentação Americana, começam a surgir pessoas que saem dos EUA para poderem ter actividades que, apesar de não prejudicarem ninguém, o governo Americano considera ilegais. Como é o caso do Poker. Fica aqui a reportagem:

Costa Rica’s Poker Refugees.

“Forrester, who grew up in Dillon, Mont., is one of probably 150 American professional online-poker players who flooded Costa Rica after Black Friday: April 15, 2011, when U.S. federal prosecutors went after the founders of the three largest online-poker companies, slamming a lid on the surging business.

Many of the Americans – who are generally male and in their 20s – aren’t happy about leaving their U.S. homes. Unlike Forrester, they voice anger at being denied the chance to earn a living in their home country even while paying taxes there.”

Por fim, fica aqui o vídeo da Reason sobre esta temática:

E pensar que os EUA já foram um dos países mais liberais, ao ponto de terem sido chamados “A Terra das Oportunidades”…

Uma medida para combater o desemprego

Em 2003 o chanceler Gerhard Schroeder (um conhecido “neoliberal”) propôs a criação dos “mini-jobs”. Empregos a tempo parcial cujo salário máximo seria 400 euros, isentos de impostos sobre o rendimento e cujas contribuições para a segurança social seriam voluntários. Foi duramente criticado mas parece que a ideia resultou em pleno. Mas há que ache que é preferível manter as pessoal no desemprego.