A propósito das greves na NAV e na TAP

O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, está a pensar em recorrer à requisição civil para combater os previsíveis prejuízos das novas paralisações anunciadas pela NAV e o Sindicato de Pilotos de Aviação Civil

À semelhança do que fez Reagan nos início dos anos 80, faz algum sentido decretar a requisição civil dos controladores areos. Justificar-se-ia até que fosse aprovada legislação que impedisse ou condicionasse as greves dos controladores à manutenção da navegação em segurança no espaço aereo nacional.

Já quanto à greve dos pilotos da TAP não faz qualquer sentido nem estou a ver que motivos poderia alegar o governo para impedir a greve. Aliás, a questão só toma uma dimensão nacional e de estado porque teimosamente e contra qualquer tipo de racionalidade económica e bom senso os sucessivos governos têm adiado a privatização companhia aérea. À custa dos contribuintes, é necessário recordar. Em suma, a solução para a TAP não é a requisição civil mas a sua rápida privatização. Quem deseja manter “companhias de bandeira” que o pague do seu bolso e não com o dinheiro dos contribuintes.

15 pensamentos sobre “A propósito das greves na NAV e na TAP

  1. Luis franco

    O direito à greve é universal.

    Em alguns escalões do IRS é só embaraçoso.

    PS. defender grevistas destes é como tirar o pão da boca dos desempregados e dos precários!

  2. Luís Lavoura

    Mas o trabalho dos controladores aéreos é assim tão essencial? Tenho as mais sérias dúvidas.
    Quero dizer, os aviões fazem serviços essenciais, como, digamos, transportar alimentos? Será que o transporte de turistas pode ser considerado um serviço essencial ao país, que justifique a requisição civil?
    Compreendo que se faça requisição civil de, digamos, os camionistas que transportam gasolina ou alimentos. Ou de ferroviários. Já de controladores aéreos…

  3. Miguel Noronha

    O espaço aereo português é uma via de abastecimento e de passagem não apenas de turistas (há quem o utilize apenas como meio para chegar a outros destinos). Os controladores são umas especie de “polícias de trânsito”.

  4. “Mas o trabalho dos controladores aéreos é assim tão essencial? Tenho as mais sérias dúvidas.”

    Bolas é impressionante esta dúvida!…

    O nosso espaço aério é uma fonte de receita.

    Se não sabe porquê vá estudar.
    .

  5. Caro Miguel

    Eu não sei se o Reagan podia fazer requisições civis, mas podia despedir os funcionários federais que lhe apetecesse.
    Acho que o assunto foi resolvido com os militares e com a falência do sindicato dos controladores aérios.
    E claro, que quem resolveu obdecer ao sindicato. em vez de ao Presidente, foi para a rua.
    .

  6. A TAP já nem é uma empresa de Bandeira, porque se os seus funcionários se comportam assim, não merecem esse titulo.
    Privatize-se ou deixe-se falir, e não se roube ao povo mais dinheiro para sustentar aquela gentinha.
    .

  7. Miguel Noronha

    “Eu não sei se o Reagan podia fazer requisições civis…”
    Não me recordo ao certo. Mas no vídeo que linko está a história resumida.

  8. ” têm adiado a privatização companhia aérea. À custa dos contribuintes,”

    Bom, por imposição da Comissão Europeia os Estados Membros estão proibidos de dar (ou emprestar) dinheiro às companhias aéreas. Bom, o governo francês, à revelia, lá ajudou a Air France… e foi uma ilegalidade.

    Mas o governo português não. A TAP não custa um tostão, i.e., um cêntimo, ao Estado português.

    Só traz é dinheiro, na forma de impostos e lucros e não é pouco.

  9. ruicarmo

    O Universo deve ser nacionalizado. Os lucros e os impostos apurados até devem enjoar e não custaria um cêntimo a quem quer que fosse.

  10. “Quero dizer, os aviões fazem serviços essenciais, como, digamos, transportar alimentos?”
    Santa ignorância! Quando opinamos sobre o que não conhecemos só pode sair disparate. Pergunte à divisão de carga de qualquer companhia aérea e verá o que eles transportam.

  11. Pingback: Acerca da greve dos médicos e da “terceirização” nos serviços do estado « O Insurgente

  12. Pingback: Acerca da requisição civil e do serviço público | O Insurgente

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.