Euro trash

A disfuncionalidade europeia criou, primeiro, o cogumelo do Syriza, e agora faz chantagem para as eleições de domingo. Seria cómico se não fosse trágico:

A União Europeia está de olhos postos nas eleições gregas, que se realizam no próximo domingo. E poderá melhorar as medidas impostas ao país no caso de o vencedor ser Antonis Samaras, líder do partido conservador Nova Democracia.

15 pensamentos sobre “Euro trash

  1. hcl

    Pessoalmente acho que a grécia deve sair do Euro, porque:

    – A irresponsabilidade política não foi exclusiva do PS, inclui a Nova Democracia (Samaras = Papendreus).
    – Das declarações dos partidos gregos existe uma total cegueira/negação quanto a responsabilidades próprias.
    – Se ficarem será um cancro/problema/sorvedouro permanente. Nunca cumpriram e não cumprirão.
    – É preciso os povos verem um Syriza no governo.
    – É preciso ter medo dos gastos irresponsáveis e da dívida pública.
    – Os gregos têm que se livrar dos políticos que têm.
    – Os gregos têm que reformar o Estado que têm.

    Portugal tem exactamente os mesmos problemas.

    Quem vai sofrer é a classe média grega, os empresários competentes, toda a sociedade funcional.

  2. Paulo Pereira

    Os outros partidos têm sido tão maus que o Syriza poderá fácilmente supreender.

    Engraçado que os mercados financeiros parecem ser desta opinião na ultima semana !

    Será também uma boa lição para que os liberais se livrem do neotontismo militante

  3. hcl

    Espero que se o Syriza ganhar o Paulo Pereira invista as suas poupanças em títulos da dívida grega. Vai ficar surpreendido de certeza.

    Os mercados estão muito entusiamados com o Syriza no poder, senão vejamos:

    A grécia não produz suficiente riqueza para cobrir as despesas => Vai ter que pedir dinheiro emprestado => o Paulo Pereira vai emprestar (mais ninguém é suficientemente louco para o fazer) => O Paulo Pereira é “os mercados”. => “os mercados” estão muito entusiamados com o Syriza no poder.

  4. Paulo Pereira

    HCL,

    Não acha interessante os mercados financeiros não estarem muito preocupados com as eleições gregas .

    Ainda não entendeu que o BCE pode resolver o problema do Euro sem poucas semanas , sem necessidade de mercados nenhuns ?

    Acha que os mercados ainda acreditam nas lengalengas neotontas , depois de 4 anos que demonstram claramente a falsidade do neotontismo?

    Ainda não entendeu que a Grécia tem um deficit comercial de pouco mais de 3% e que simples politicas fiscais podem transformar o deficit comercial em superavit, como aumentar os impostos sobre produtos importados e reduzi-los sobre os produtos produzidos na Grécia.

    Será isto muito dificil de entender ?

  5. Vasco Jesus

    Paulo Pereira,
    Os mercados entusiasmaram-se esta semana, por o FED, o Bank of England e o ECB terem indiciado a sua disposição para novo Quantitative Easing.
    Nada teve a ver com a situação grega.

  6. Paulo Pereira

    Pois, o wild card é o ECB , é isso mesmo que eu disse.

    A inrevenção do FED e do BoE é irrelevante dado os juros nesses países serem já historicamente baixos

  7. lucklucky

    Parece que o Paulo Pereira ainda não notou o comportamento dos mercados sempre que o FED ou o BCE promovem a utilização da impressora.
    O lema é BTFD – buy the fuc*ing dip . Os Governos não deixam os mercados e o sistema descer, consequência há sempre intervencionismo, logo compra-se quando começa a descer e vende-se logo após um novo grande programa de QE…

  8. Paulo Pereira

    Por acaso já notei,LL.

    Hoje mesmo estou a vender uma parte do meu portfolio para beneficiar deste pequeno rally.

    O que eu tentei explicar, e que é uma tese que está a correr desde há uns 4 ou 5 dias no mercados, é que a vitoria do Syrizia poderá obrigar o BCE a intervir a U.E. a abandonar o neotontismo, também conhecido por austerismo histerico,

  9. Jaques Towaki

    “Neste blog, já alguém defendeu antes uma intervenção à la Pinochet caso o Syrizia ganhe…”

    O meu entender sobre esse post foi que entre a espada e a parede é preferivel a parede…ou melhor dizendo entre a espada e a parede “venha o exército todo”!

    Em condições de normalidade, não creio que neste blog encontrará quem defenda qualquer tipo de ditador ou ditadura…nem ditador áspero, nem um ditador dócil ou meigo que prometa as mil maravilhas para curar todos os males.

    A austeridade é, no meu ver, uma espécie de ditadura económica auto-imposta para voltarmos à realidade económica e podermos construir sobre rocha sólida e não sobre as areias keynesianas onde os almoços grátis são MESMO grátis e nunca terão que ser pagos.

    Notem a minha opção deliberada da palavra “auto-imposta”, pois como já referi noutras intervenções, a condição sine qua non da liberdade é o “locus de controlo interno”. Quando esse mecanismo falha e as pessoas abandonam a razão pela ditadura da emoção acontecem as grandes desgraças: as grandes bolhas (desde as túlipas, às acções de 1929, aos dot-coms, ao imobiliário). A salvação nessa hora para quem não tem estômago para se auto-purgar é a intervenção do nosso grande amigo: o estado. Troca-se a liberdade pelo facilitismo e a ficção económica. Troca-se a contrição do controlo interno pelo perdão rápido e o controlo EXTERNO. Entre a espada e a parede…por ser mais fácil…nem se dá conta que se optou pela espada!

    E os liberais é que são “tontos”!

  10. th

    As ditaduras não costumam surgir a patir de condições de normalidade… e suspeito é quando se arrastam por décadas para resolver uns problemas de um par de anos. Infelizemente, há quem faça sempre o papel de idiota útil.

    De resto, agradeço a lição. Sobre o “tontos”, não gosto de me auto-insultar.

  11. Jaques Towakí

    th

    Peço desculpa se ofendi, não foi, de todo, essa a minha intenção…nem sequer para dar quaisquer lições, afinal de contas venho aqui para aprender e trocar impressões…e tenho aprendido MUITO e espero que também tenha contribuido de alguma forma por pouco que seja!

    Esta observação: “As ditaduras não costumam surgir a patir de condições de normalidade” é excelente. As ditaduras realmente tendem a aparecer em momentos de crise para oferecerem uma solução forte e relativamente rápida para que a crise não se estenda indefinitivamente e tome contornos ainda mais graves. Isto pode parecer óbvio, mas por vezes o mais óbvio é o que nos passa mais despercebido.

    O problema, então, é quando uma vez instalado o poder para resolver a tal crise…deixa-se ficar a tal ditadura, tornando-se numa nova “normalidade”. Daí concordo 100% com outra sua observação astuta ” suspeito é quando se arrastam por décadas para resolver uns problemas de um par de anos”. Mais uma vez, pode até parecer mais ou menos óbvio…mas…

    Já agora gostaria de referir que há casos, que me parecem BASTANTE raros, em que este ciclo não se apresenta. Tenho estado a ler e a ver algo sobre o caso da Botswana, um dia o 3º país mais pobre do mundo que em 40 anos se colocou ao nível de rendimentos da Grécia, com um conjunto de prespectivas que nada têm a ver com a Grécia (!!!) numa zona do mundo que habitualmente não dá propriamente exemplos de crescimento económico e boa governação. Antes pelo contrário, dá grandes exemplos do perigo das ditaduras e do poder instalado…como é o caso, por exemplo, do seu vizinho Zimbabwe…O Botswana conseguiu superar a sua situação SEM recorrer a qualquer ditadura, em plena democracia e uma boa dose de liberdade económica! Talvez por ser um caso de sucesso, não se ouve falar muito, parece que gostamos mais de ver o negativo, quando o que precisamos são mais exemplos positivos!

    Se houver interesse: http://www.youtube.com/watch?v=7071wstBp1k

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