rampa de lançamento

“CHARTRES, France—For decades, when this medieval town wanted to borrow for a building project, officials just needed to walk into one of the many banks between city hall and the nearby 13th-century cathedral. This year, they have had to look farther afield. Unable to raise the money to keep city construction projects on track, Mayor Jean-Pierre Gorges has dispatched aides to Beijing in hopes of negotiating a loan from China Development Bank. (…) A few large local governments, including the regions of Paris and Lyon, are able to tap financial markets directly by selling bonds. Marseille, France’s third-largest city, is planning to raise €150 million this way. “But for most local governments, the bond market will long remain out of reach,” said Bernard du Boislouveau, managing director at Crédit Agricole’s Corporate and Investment Bank. Unlike in the U.S., where municipal-bond interest is often tax-free, there are no tax advantages to spur a municipal-bond market in most European countries. For Chartres’ projects, Mr. Gorges decided to look beyond French borders. “Money is a commodity like any other. I don’t care whether it comes from China or Deutsche Bank,” he said.”, no Wall Street Journal.

O dinheiro chinês é cada vez mais apelativo, como temos visto em Portugal, e com a economica chinesa em claro arrefecimento, todos os yuans que por aí circulam têm de encontrar destino. E imaginem só o que poderia ser de Portugal se, dada a sua condição de país intervencionado a precisar de crescimento, conseguíssemos negociar junto de Bruxelas um qualquer regime alargado de isenções fiscais para investimentos, sobretudo na área industrial, nesta nossa economia moribunda…

3 pensamentos sobre “rampa de lançamento

  1. Fernando S

    Que autarquias se possam financiar nos mercados, internamente ou no exterior, não é novidade e é, à partida, algo de normal e até desejavel. Em particular, numa perspectiva de descentralização e autonomia administrativa e financeira.
    O que não é aceitavel é que tal aconteça num contexto de desresponsabilização das autarquias. Ou seja, que quando estas se encontram em dificuldades para cumprir os compromissos assumidos, peçam ajuda aos governos centrais. Tem sido quase sempre assim e é o que actualmente explica e justifica que, em varios paises com dificuldades nas finanças publicas, como em Portugal, esteja em curso um retomar do controlo da politica de endividamento das autarquias por parte dos governos centrais.

    Outra questão é a da possibilidade e do interesse em conceder vantagens fiscais (ou outras) a investidores externos. Tanto no plano nacional como local.
    Uma primeira dificuldade, porventura inultrapassavel nos proximos tempos, é precisamente o ser muito pouco provavel que a UE e a Troika concordem com medidas de desfiscalização numa altura em que Portugal esta a ser ajudado financeiramente para poder fazer uma consolidação orçamental.
    Mas, para além desta dificuldade, que se poderia sempre tentar ultrapassar argumentando com as diversas vantagens directas que poderiam resultar dos investimentos externo, sera que este tipo de politica de discriminação fiscal tem alguma eficacia imediata e a prazo ?
    Em Portugal, ja aconteceu no passado.
    Existiram certamente alguns beneficios imediatos, na entrada de dinheiro, nos impactos na economia, no emprego criado, na riqueza gerada, nas eventuais exportações ou substituição de importações, etc.
    Mas, se porventura os investimentos externos em questão veem principalmente por causa dos beneficios conseguidos, o que tem acontecido e aconteceu muitas vezes é que, a partir do momento em que esses beneficios são diminuidos ou retirados, os investidores pura e simplesmente fecham as portas e vão-se embora. O que, para além de ser um desinvestimento, traz normalmente consequencias graves em termos de emprego e de actividade economica.
    Ou seja, este tipo de medidas, para além de custar sempre o dinheiro que não é arrecadado em impostos, acaba por ter ganhos limitados e por ter a prazo resultados que são contraproducentes e preversos (por exemplo, é preverso activar a vida economica de uma zona por uns anos sem condições de sustentabilidade a prazo).
    Os investidores dão certamente importancia a beneficios fiscais especificos.
    Mas ainda mais importante é a perspectiva de longo prazo quanto à fiscalidade e a outros factores de contexto. De um modo geral, muitos dos investidores, sobretudo os que teem uma visão de longo prazo, e é normalmente o caso dos investidores externos, preferem uma fiscalidade menos generosa mas que seja estavel e duradoura no tempo. Acontece que uma das melhores garantias de estabilidade é o facto de o regime fiscal de uma empresa ou projecto não ser um privilégio mas sim geral para toda a economia, para todos os sectores, para todas as empresas.
    A melhor contribuição que um governo pode dar para a promoção do investimento, interno como externo, não é a de utilizar o dinheiro dos contribuintes para dar beneficios a uns à custo do esforço de outros, mas antes o de criar condições para que o ambiente geral de negocios melhore para todos.
    Assim sendo, quanto mais depressa o governo portugues conseguir ultrapassar a actual crise das finanças publicas, inclusivé evitando os “presentes” fiscais a uns e a ouros, por melhores que pareçam ser as razões imediatas, mais depressa podera ganhar margem financeira para começar a rezuzir a carga fiscal sobre o conjunto da economia e dos agentes economicos, e mais rapidamente o pais se pode tornar um destino atractivo e seguro para investimentos externos. Chineses ou outros.

  2. vivendipt

    Ricardo,

    Não são yuans são dólars, essa moeda valiosíssima, visto que os chineses são os principais credores do tio Sam. Quanto mais os americanos imprimem mais os chineses vão comprando pelo mundo… Get it?

  3. Paulo Pereira

    Não concordo com privilegios ao capital estrangeiro.

    O que deve ser feito é uma redução drástica do IRC e da TSU nos sectores transacionáveis de forma a possibilitar uma melhoria significativa da balança comercial , a criação de emprego e por consequência a redução do deficit publico.

    A longo prazo todos os sectores económicos deverão beneficiar de uma redução do IRC e da TSU de forma a que também o consumo interno possa crescer.

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