Ainda há por aí algum imbecil com ideias de apelidar esta gente de liberais ?

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Estado injecta 4,3 mil milhões no BCP e BPI e nomeia gestores :

Bancos terão três representantes do Estado nos órgãos sociais. No BPI, o gestor público entra só para o conselho fiscal. BCP terá também um administrador.

O BCP e o BPI já têm o Estado à porta. O plano de capitalização dos dois bancos privados que têm de cumprir o ‘core capital’ de 9% em Junho já está aprovado. O BCP é quem têm mais necessidade de dinheiro do Estado.

Ao todo o Estado empresta, da linha de 12 mil milhões de euros do dinheiro da ‘troika’, 4,3 mil milhões ao BCP e ao BPI, ao subscrever obrigações de conversão contingente (Coco´s), consideradas instrumentos elegíveis para ‘core tier 1′. No caso do BCP, o Estado, através do Ministério das Finanças, compromete-se a subscrever três mil milhões de euros até ao final deste mês, o que implicará um aumento do rácio ‘core tier 1′ do BCP para um valor que ultrapassará significativamente os requisitos da EBA- que prevê um rácio de 9% ‘core tier 1′, adicionado da criação de um ‘buffer’ temporário de capital. Em relação ao BPI, o Estado começa por subscrever 1,5 mil milhões de euros de obrigações CoCo´s, mas o banco liderado por Fernando Ulrich vai reembolsar o Estado em 200 milhões de euros até Setembro.

Assim no conjunto das duas instituições, o empréstimo do Estado a ser reembolsado em cinco anos é de 4,3 mil milhões. Para isso o BCP e o BPI tiveram que aceitar representantes do Ministério das Finanças nos seus órgãos sociais.Segundo sabe o Diário Económico, o BCP terá um administrador não executivo, tal como já tinha sido avançado em edição anterior, e terá ainda um representante na comissão de auditoria. O BPI terá apenas um gestor público no seu conselho fiscal. 

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9 pensamentos sobre “Ainda há por aí algum imbecil com ideias de apelidar esta gente de liberais ?

  1. CN

    Na Banca, a única forma de evitar as falências técnicas cíclicas (obrigando a intervenções para evitar a falência e deflação quantitativa) é passar a defender outro sistema monetário onde a expansão de crédito com criação monetária não possa ocorrer (reservas de 100% e moeda-mercadoria ou seja ouro e prata).

    Sem isso os liberais vão com frequência ter de decidir entre defender ver o sistema bancário destruir-se ou aceitar relutantemente intervenções de Estados e Bancos Centrais.

  2. oscar maximo

    Não serve para nada, sem crescimento vão sempre falir. Pode ser que quando a maioria seja pobre apareça um partido, não colectivista, que defenda os seus interesses, mas é dificil.

  3. Ricardo

    Seria interessante um debate que esclarecesse estes equívocos
    1º – economia – finanças;
    2º – liberal – corporativo;
    3º – distinção cultural esquerda – direita.

    A desmontagem dos equívocos tem de ser séria e baseada em factos, números, estatísticas, não sendo admissíveis truques comparativos de dados que não se podem comparar.

    Posso contribuir modestamente com algumas questões?

    – Esta subordinação significativa, este condicionamento e constrangimento da economia às finanças, tem, ainda que remotamente, alguma relação com a perspectiva liberal?
    – Monopólios a operar no mercado, protegidos pelo Estado, enquadra-se numa perspectiva liberal?
    – Existiu alguma vez no nosso país uma economia saudável, de livre concorrência com respeito pelas regras do jogo?
    – Uma economia pequena, sufocada com impostos e taxas para manter uma organização corporativa Estado-finanças, e a enfrentar os desafios das perturbações da zona euro, e os desafios de uma economia global, pode sobreviver?
    – A lógica do conselheiro económico que quer salários baixos para os seus concidadãos não estará a preparar a opinião pública para aceitar os constrangimentos de uma economia anémica que se deve subordinar à organização corporativa Estado-finanças?
    – Esta perspectiva de organização social não será mais cultural do que política?, uma vez que nada tem a ver com uma perspectiva liberal, nem com possíveis distinções esquerda-direita?
    – Pelas questões anteriores, a fase que atravessamos não será de uma transição muito mais profunda do que os gestores políticos e financeiros, mais os seus conselheiros económicos, imaginam? E aqui refiro-me também à Europa.

    Obrigada pela paciência.
    Ana

  4. neotonto

    A lógica do conselheiro económico que quer salários baixos para os seus concidadãos não estará a preparar a opinião pública para aceitar os constrangimentos de uma economia anémica que se deve subordinar à organização corporativa Estado-finanças?

    hehehe
    E que estes nao-neoliberais sao de rir a vontade. Finalmente vao copiar aquela “barbaridade” do Krugman dos salarios baixos…Barbaridade do keynesiano krugman?
    Pois parece ser que nao era tal!

  5. Paulo Pereira

    Qual é o problema da U.E. através do Estado emprestar dinheiro aos bancos a um juro razoável ?

    Se a U.E. impões medidas idiotas de reforço dos capitais dos bancos numa recessão que temos de cumprir, então lá terá de ser !

    Nem sequer soubemos explicar à U.E., BCE e FMI a estupidez destas medidas pro-ciclicas !

  6. tric

    são liberais, sim senhor…basta vêr o silêncio liberal sobre o assunto ! é tipo a do PCP quando da compra do estado Chinês de interesses estratégicos de Portugal…aliás, neste negócio, o comportamento liberal foi mesmo…

  7. ricardo saramago

    Vai ser fartar vilanagem. Agora dentro dos bancos, donos do carcanhol, os partidos finalmente controlar o cidadão em detalhe e mandar os esbirros a casa de quem não se submeter ou tiver alguma veleidade.
    O dinheiro dos cidadãos finalmente passou a ser dinheiro do Estado. Com a mão no dinheiro e armados com os sistemas informáticos um mundo de oportunidades se abre.
    Os pequenos inquisidores já devem estar a esfregar as mãos.Dos carros caros, vão passar aos livros desaconselháveis, às comidas indigestas, aos hábitos retrógrados.

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