Chove em Santiago e em Atenas

Se isto se verificar e se a Esquerda tentar aplicar este programa, temo que a Grécia vai necessitar de medidas drásticas.

Ditaduras, relativismo moral e a necessidade de métodos brutais para se atingir o socialismo

Chile: Socialism, Dictatorship, and Liberalism

14 pensamentos sobre “Chove em Santiago e em Atenas

  1. neotonto

    Estes insurgentes estao feitos uns vagos redomados, inclassificaveis e dispostos a bom vivir das rendas e dos contos. Olha que nao podiam traer a colaçao qualquer uma image com algum coronel de por medio.
    Pois tinha de ser a de um geral. O que eu digo, manias de grandeça…

  2. Paulo Pereira

    O programa eleitoral do Syriza é completamente irrealista e destruirá aina mais a economia Grega.

    Um programa macroeconómico Keynesiano sério teria as seguintes medidas :

    a) Criação de uma nova moeda emitida todos os meses pelo valor do deficit público.

    b) Aumento do IVA sobre produtos não essenciais como automóveis, barcos de recreio, perfumes, bebidas espirituosas, gasolina, tabaco, etc.

    c) Redução do IRC em 50% nos sectores transacionáveis.

    d) Fusão e extinção de pelo menos 30% das entidades publicas, departamentos e chefias

    e) Redução da TSU em 50% na agricultura

    f) Proibição de aumento do endividamento em Euros, quer pelo sector publico quer pelo sector privado, excepto para compras de matérias primas para a industria, agricultura e combustiveis.

    g) Congelamento da despesa publica e proibição de admissão de qualquer funcionário publico , e redução dos FSE’e e compras finais do estado em 0,5% ao mês.

  3. tric

    não se preocupe que em Portugal vai suceder o mesmo ! e quanto mais cedo melhor…o liberalismo vai falhar, bem como a sua versão da esquerda, o Bloco de Esquerda!

  4. Ricardo C

    Este tipo de propostas incompreensíveis para mentes liberais e europeias como as nossas, recolhem apenas os favores de quem já nada tem a perder. O que é o caso de um crescente número de Gregos.

    Vão ver as propostas de Hitler antes de vencer as eleições e também pendiam entre o cântico de sereias, a agressividade e o irrealismo.
    O resto da história é conhecida…

  5. “Um programa macroeconómico Keynesiano sério teria as seguintes medidas :”

    Não percebo muito bem se essas medidas são para Grécia ou para Portugal, mas

    “a) Criação de uma nova moeda emitida todos os meses pelo valor do deficit público. ”

    Ao fim de algum tempo, isso poderia desembocar em hiperinflação

    “b) Aumento do IVA sobre produtos não essenciais como automóveis, barcos de recreio, perfumes, bebidas espirituosas, gasolina, tabaco, etc.”

    Numa economia em depressão aumentar impostos significaria aina mais depressão.

    “c) Redução do IRC em 50% nos sectores transacionáveis.”

    Já começo a ficar farto dessa conversa dos “transacionáveis”, ainda mais aplicada a países como Portugal ou a Grécia em que é quase impossivel desenhar politicas especificas para cada sector (em economias em que a principal “exportação” é o turismo, muitos sectores que à partida seriam não-transacionáveis são transacionáveis)

    “d) Fusão e extinção de pelo menos 30% das entidades publicas, departamentos e chefias”

    Mais ou menos o mesmo que escrevi em b)

    “e) Redução da TSU em 50% na agricultura ”

    Porquê na agricultura?

  6. hcl

    Já não há pachorra para a conversa sobre as indemnizações de guerra.

    Só para informação dos defensores da ideia:
    – Os vencedores impõem indemnizações aos vencidos (independentemente de quem é “bom” ou “mau”). É o perde -> paga.

    Houve um chefe gaulês (Breno acho eu, é verem na wikipedia) que, quando cobrava a “indemnização” aos romanos atirou a espada para a balança para aumentar a o valor a pagar e disse a frase que define perfeitamente uma indemnização de guerra “Ai dos vencidos”.

    Indemnizações de guerra só servem para criar mais guerras (aliás a II GG é em parte resultado disso), exacerbar nacionalismos, criar divisão.

  7. Paulo Pereira

    Miguel Madeira,

    “Não percebo muito bem se essas medidas são para Grécia ou para Portugal,2

    São medidas para a Grécia .

    a) “Ao fim de algum tempo, isso poderia desembocar em hiperinflação”

    Com as restantes medidas poderia não desembocar em hiperinflação e evitaria uma revolução.
    Se o câmbio da nova moeda for flutuante contra o Euro e com um mercado de futuros os especuladores poderiam ajudar a estabilizar a moeda caso a balança corrente tivesse uma tendência positiva.

    b) “Numa economia em depressão aumentar impostos significaria aina mais depressão. ”

    A recessão seria evitada pela manutenção de um deficit á volta dos 6%

    c) “Já começo a ficar farto dessa conversa dos “transacionáveis”, ainda mais aplicada a países como Portugal ou a Grécia ”

    O óptimo é inimigo do bom.
    A redução do IRC inicial nos sectores transacionáveis daria um impulso à economia privada sem grande aumento do deficit publico

    d) “Mais ou menos o mesmo que escrevi em b)”

    A recessão seria evitada pela manutenção de um deficit á volta dos 6%

    e) “Porquê na agricultura?”

    Porque seria um sinal para os empreendedores internos ou externos e que poderia ter um efeito relativamente rápido na balança corrente e no emprego, premiando quem sai das grandes cidades .

  8. Pingback: Um “liberal” chama os coronéis – Aventar

  9. Pingback: Alexis Tsipras e o Syriza: a última esperança da zona euro ? (2) « O Insurgente

  10. Miguel

    Deve haver muita gente que não saba que os armadores gregos (os maiores milionários lá) NEM SEQUER PAGAM IMPOSTOS! Estão isentos.

    Em relação á despesa em defesa, os senhores também não devem saber que a Grécia comprou um par de submarinos topo de gama à Alemanha à uns anos. Para quê? para ficarem lá a enfeitar.

    À semelhantes dos submarinos do queuezinho Paulo Portes, muito primoroso dos meninos daqui. E ainda aproveitou para meter uns milhares de euro ao bolso

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