Dívida Oficial e Dívida Contabilística na América

Estes dias publiquei os Défice Oficial (1.3 Triliões) e o Défice Contabilístico (5 Triliões) Americanos em 2011.

Hoje publico aqui a Dívida Oficial (15 Triliões) e a Dívida Contabilística (114.5 Triliões) Americanas em 2011.

O bónus do outro artigo foi o de publicar a assunção por um funcionário de que a dívida da Segurança Social não é mesmo uma dívida pois as promessas políticas podem ser quebradas a qualquer momento.

O bónus de hoje é a publicação de imagens para ajudar a visualizar a dimensão dos números. Fica aqui a principal e de seguida deixo as ligações para encontrar o resto da colecção:

Visualização das Dívidas Oficial e Contabilística 2011.

Outras visualizações:
– Orçamento Financiado e baseado em Défice;
– Exposição Bancária aos Derivados;
– Custo das Guerras Iraquiana e Afegã;
– As maiores dívidas mundiais;
– Quem emprestou dinheiro à Grécia;
– Dívidas Europeias;
– Visualização das Dívidas Oficial e Contabilística 2012.

Leituras Recomendadas: Défices Oficial e Contabilístico AmericanosQuanto é 1 Bilião?

24 pensamentos sobre “Dívida Oficial e Dívida Contabilística na América

  1. Paulo Pereira

    Lá vem a conversa fiada de que os EUA não vão conseguir cobrar impostos nos anos próximos !!

    Como se alguém pudesse acreditar nisso , ainda para mais com o crescimento do aparelho militar e de segurança interna !

  2. APC

    Acho que os políticos de hoje têm toda a legitimidade de gastar o que os seus netos vão pagar. Faz todo o sentido.

  3. Paulo Pereira

    APC,

    se os EUA não gastarem hoje, os pais das crianças de hoje não vão ter dinheiro para as escolas de hoje, para os brinquedos de hoje para a saude de hoje, para a segurança de hoje, para as guerras de hojes, para os tribunais de hoje, para a gasolina de hoje.

    O dinheiro não se gasta, circula. Poderia começar por ler Shumpeter . 1911

  4. APC

    Pois pois, infelizmente circula sempre para os mesmos bolsos. A leviandade como a malta keynesiana, neo-keynesiana, krugmanita e afins, trata o dinheiro não me deixa de surpreender.

    Mas claro, eu sou um “neo-liberal”, “neotonto” e quiçá até “bacoco”, não percebo nada de economia e o Paulo Pereira é uma autoridade na matéria.

  5. Paulo Pereira

    APC e RCM,

    De onde vem o dinheiro que os pais das crianças de hoje têm nos bolsos ?

    então não vamos gastar hoje e privamos as crianças dos bens e serviços que necessitam hoje ?

    Vocês são contra que os ricos ganhem mais dinheiro ?

    Estes vossos moralismos são um bocadinho confusos não são ?

  6. Pingback: Pequena Paródia para Paulo Pereira « O Insurgente

  7. loooooool
    Muito boa a inversão que o Paulo Pereira faz.
    Peço desculpa pelo novo post Paulo, mas não me contive. A palavra Paródia começa por “P”, mas a ideia é só brincar, não é ofender, ok?
    Aqui todos gostamos muito do Paulo e só estou a dar-lhe um local por excelência para responder aos críticos.

  8. dervich

    “gastar o que se tem” foi precisamente o que ninguém andou a fazer durante todos estes anos…todos, mas principalmente os bancos privados, aqueles que supostamente deveriam saber o que faziam e ser bem geridos:

    “European Super Highway of Debt”

    Dívida Pública – 560 Biliões
    Dívida Privada – 2.91 Triliões

  9. neotonto

    Dívida Pública – 560 Biliões
    Dívida Privada – 2.91 Triliões

    Lá os europeus que se f… safem como bem puder !

  10. Jaques Towaki

    Gostaria de contribuir um breve vídeo (3,5 min.) sobre este tema, não é tão engraçado como o de Steve Martin, nem pouco mais ou menos…mas gostei porque explica que o dinheiro não vem das minas mas sim dos bens e serviços que produzimos…

  11. Engraçada a Pequena PPP em resposta ao sr professor! Curioso como algumas vozes da “esquerda liberal” passam tanto tempo no insurgente a provocar os jovens libertários talentosos! Continuem a tertúlia que ainda os convertem – lá diz o famoso ditado popular: “quem desdenha quer comprar”…Lol

  12. Joaquim Amado Lopes

    Jacques Towaki (13),
    O conceito “dinheiro” é demasiado básico para o Paulo Pereira. Ele só entende coisas muito complicadas, daquelas que mais ninguém entende.

  13. vivendipt

    Até as crianças já percebem!

    Não se deve criar dinheiro a partir do nada seja lá quem controle o sistema.

    A função do dinheiro é apenas facilitar a troca.

  14. Paulo Pereira

    Joaquim Amado Lopes,

    Explique lá à malta o que é o dinheiro, de onde vem e para onde vai ?

    Será que é apenas um registo entre os gastos do estado e os impostos cobrados ?

    Será que isto é muito complicado para o Joaquim perceber ?

    Será que o Joaquim Amado Lopes percebe como fixa um banco central as taxas de juro de curto prazo, ou é muito complicado para perceber ?

  15. Paulo Pereira

    manel z,

    Era bom que o Joaquim Amado Lopes explicasse uma coisa tão simples que é a origem do dinheiro, uma coisa simples , como por exemplo escreveu um gigante :

    Here is Adam Smith on the tax basis of state money:

    A prince, who should enact that a certain proportion of his taxes should be paid in a paper money of a certain kind, might thereby give a certain value to this paper money; even though the term of its final discharge and redemption should depend altogether on the will of the prince. (Smith, 1776, Wealth of Nations, p. 312.)

    Sobre o funcionamento das taxas de juro e dos bancos centrais :

    a) estado gasta e emite divida em simultaneo (a origem da state-money é o state por definição lógica) , os juros para cada prazo são determinados pelo preferencia do mercado (Liquidity preference ), que depende as expectativas da inflação e do risco ao longo do tempo

    b) O estado cobra impostos, que retira dinheiro de circulação e faz subir os juros.

    c) banco central compra divida até os juros desses titulos de curto prazo atingiram o nivel predeterminado (1% por exemplo)

    d) estado gasta mais, o que faz baixar os juros, e o banco central vende titulos que comprou até a taxa subir para 1% .

    Mas parece que este mecanismo é muito complexo para o Joaquim Amado Lopes, por isso estava à espera de um ainda mais simples !

  16. Quem ficou agora baralhada fui eu : em relação ao q refere em b), se o Estado cobra impostos é para gastar logo a seguir logo, não retira dinheiro da circulação e só qdo recorre aos emprestimos no sistema bancário é q pressiona a taxa de juro pra cima, porq aumenta a procura no mercado de capitais. O B central compra ´BTs dos bancos qdo pretende aumentar a liquidez (operações de open market). Actualmente não é o Inst de Gestao da Div Pub e não o BCentral que compra parte dos BTs que emitiu para aumentar a procura por BTs e logo, fazer descer a tx de juro de mercado pra esses BTs e não pra atingir um nível determinado? No último leilão internacional da nossa dívida noticiaram esse facto ……mas pode estar a escapar-me parte da explicação…

  17. Joaquim Amado Lopes

    Paulo Pereira,
    A função do dinheiro é explicada numa frase, repetida muitas vezes (até neste thread pelo vivendipt): “A função do dinheiro é apenas facilitar a troca.”

    O dinheiro é uma reserva de valor, criado para facilitar as trocas de bens e serviços e a poupança. Mas o dinheiro não tem valor inerente porque se não fôr aceite em troca de bens e serviços não serve para nada. Principalmente quando não é mais do que “bits num computador”.
    Na realidade, as crises financeiras derivam de se ter perdido essa ligação e “monetaristas” (como o Paulo) pretenderem fazer do dinheiro o alfa e o omega da economia.

    As pessoas não comem dinheiro, não bebem dinheiro, não vestem dinheiro e não viajam em dinheiro. Não se pode transformar o dinheiro em nada útil a menos que se deixe de o ver como tal (p.e. as moedas podem ser usadas como meros discos de metal e as notas como papel).
    “Imprimir dinheiro” (no sentido lato, em que se inclui alterar “uns bits” no computador) não cria riqueza e não resolve problemas de baixa produtividade. A moeda-fiat não é solução para nada, é antes a origem dos problemas do sistema financeiro.

    Eu sei que isto é demasiado simples para o Paulo entender, da mesma forma que os seus clichés são demasiado “complexos” para eu entender.
    Nunca vou entender como é que dívida crescente não é um problema, talvez porque o Paulo nunca explicou por que razão nenhuma economia com moeda própria simplesmente imprime o dinheiro para pagar a sua dívida e deficit.

    Assim, o Paulo vai continuar a achar-me um ignorante (e idiota?) que não quer aprender/entender/aceitar os fundamentos da macroeconomia e do sistema financeiro moderno. E eu vou continuar a achar que o Paulo tem severas limitações de ligação à realidade, não tem a mínima noção das implicações do que defende no contexto global e é incapaz de apreender alguns dos conceitos mais básicos da economia ou de ir além da meia dúzia de clichés que decorou e que não entende.

  18. Paulo Pereira

    Anabrav,

    A sequência temporal de operações monetárias num sistema de “open market operations ” é como a descrevi, e por lógica :

    a) despesa com emissão de moeda – > emissão de divida em simultâneo para manter uma escala de taxas de juros – > cobrança de impostos

    b) no final do dia podemos consolidar o processo em : despesa – receita fiscal = emissão de moeda-> emissão de divida

    c) repare que no final do dia os juros de curto prazo poderão estar mais altos que a referencia porque o pagamento de impostos é em moeda, o que leva a venda de BT’s por parte dos particulares ou bancos , subindo os juros.

    d) O banco central intervem e compra BT’s o que faz baixar os juros ou vende BT’s e faz subir os juros.

    Num sistema “overdraft” o Banco Central não se dá sequer ao trabalho de fazer isso e simplesmente fornece reservas ao juro predeterminado, acho que o Banco do Canadá funciona assim e o Banco de França funcionava assim.

    No caso português também ouvi falar que o IGCP tem intervindo no mercado comprando e vendendo titulos mas é um comportamento atipico, excepto quando em superavit fiscal.

  19. Paulo Pereira

    JAL,

    O problema dos candidatos a liberais é a confusão que fazem entre a realidade monetária e um certo moralismo monetário esquisito que não consigo entender.

    Numa economia capitalista industrial o processo economico capitalista é simples (o que levou ao seu sucesso esmagador) :

    a) todos os bens e serviços são pagos em “dinheiro” e não por troca directa ou indirecta

    b) os trabalhadores trabalham para ganhar dinheiro, para depois gastarem grande parte do dinheiro que ganham (85 a 95% do que ganham tipicamente) em bens e serviços

    c) os capitalistas e/ou empreendedores fazem empresas que vendem produtos e serviços para ganharem dinheiro para depois gastarem dinheiro

    d) o estado emite dinheiro e divida e cobra impostos em dinheiro. A divida é convertida em dinheiro pelo Banco Central a pedido dos privados ou para manter os juros no nivel predeterminado.

    Conclusão : tudo gira á volta do dinheiro, porque o processo capitalista resolve o problema dos bens e serviços. A tal mão invisivel.

    Agora, porque é que os estados emitem divida em vez de só emitirem moeda ?

    a) para permitirem aos aforradores manterem o poder de compra da poupança porque pagam juros

    b) porque o controle da inflação é feito pela afinação das taxas de juro pelo banco central, o que exige titulos de divida nas operações Open Market , ou por arbitragem no caso dos sistemas overdraft.

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