Privatizar sem destatizar

O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, defendeu hoje em Singapura que o essencial no processo de privatização da TAP é manter a empresa como companhia de bandeira em Portugal, sem manifestar preferência por um parceiro europeu ou asiático

Pelos vistos o governo pretende continuar a interferir na gestão da TAP mesmo após a sua privatização. Pelos vistos a prática do governo actual não difere assim tanto da do governo anterior. Quando é que nos livramos da praga do “nacionalismo económico”?

22 pensamentos sobre “Privatizar sem destatizar

  1. Luís Lavoura

    O governo não pretende necessariamente continuar a interferir na gestão da TAP. Pode é impôr, aquando da privatização, algumas condições (por exemplo: que a TAP continue a usar o aeroporto de Lisboa como seu hub). As companhias que concorrerem à privatização já saberão, à partida, quais as condições impostas.
    (Não estou a defender que o governo deva fazer isso, só estou a dizer que o pode fazer sem que necessariamente isso constitua uma interferância na gestão.)

  2. Fernando S

    Efectivamente … não se percebe a conversa do ministro …
    Se percebi bem trata-se de privatizar a totalidade do capital da TAP. O Estado não conservaria nenhuma posição de blocagem ou golden share.
    No processo de privatização podem-se priviligiar os investidores que parecem ter um plano estratégico que mantenha a TAP como companhia de bandeira portuguesa baseada em Lisboa. Investidores portugueses ? Se é que existem, mas, muito provavelmente, associados a operadores estrangeiros.
    Mas nada mais do que isto.
    Mas, havendo uma privatização total, não ha maneira nenhuma de ter uma garantia absoluta e indefinida de que os novos donos da empresa não possam no futuro decidir algo de diferente : deslocar activos importantes, desmantelar a empresa, mudar a base logistica para fora de Portugal, mudar o nome (a “bandeira”), etc. Nem sequer a circunstancia de serem investidores portugueses ou europeus.
    Dito isto, é pouco provavel que tal venha a acontecer. Ninguém vai comprar a TAP pelos activos ou para recaracterizar completamente a empresa. O unico interesse da TAP, para nacionais ou estrangeiros, pouco importa, é precisamente o facto de ser uma companhia de bandeira portuguesa, baseada em Lisboa e com uma rede cobrindo sobretudo destinos ligados a paises e comunidades lusofonas. Quem queira simplesmente ter uma empresa de aviação tem certamente outras opções mais baratas e mais operacionais.
    Mas, mesmo admitindo que tal viesse a acontecer, por razões agora dificeis de antecipar, continuando a existir um mercado com as caracteristicas actuais, isto é, lusofono e centrado em Lisboa, haveria então um vazio de oferta potencial pelo que apareceriam muito provavelmente um ou mais investidores interessados na constituição de uma nova transportadora aerea com uma imagem de marca equivalente à da actual TAP. Uma ou mais companhias. Com nomes e caracteristicas diferentes. Mas com imagens de marca e estruturas logisticas de cariz “luso”.
    E se porventura não fosse o caso, então é porque não existiriam verdadeiramente condições de mercado para a existencia de uma ou mais transportadoras aereas com caracteristicas “nacionais” e voltar-se-ia uma pagina na historia.
    Uma empresa, por mais importante e simbolica que tenha sido na historia de um pais, não tem que existir para sempre, sobretudo se não corresponder a necessidades reais e não for economicamente viavel.
    Uma das principais vantagens de privatização, para além de ser uma receita imediata para o Estado e libertar finalmente os contribuintes da obrigação de sustentar os prejuizos de uma gestão não economica de uma empresa comercial, é precisamente a de permitir que o mercado, que confronta as necessidades sociais com as possibilidades produtivas, indique em cada momento quais são as configurações empresariais economicamente mais apropriadas para o sector do transporte aereo em Portugal.

  3. sdfsdf

    O senhor defendeu isso em Singapura, que tem actualmente o modelo mais próspero do mundo, capitalismo autoritário onde o Estado tem uma palavra a dizer em tudo. Notem bem.

  4. Fernando S

    Singapura ?
    Segundo o index de liberdade economica da Heritage Foundation, Singapura é o 2° pais no mundo com mais liberdade economica, logo a seguir a Hong Kong.
    O “autoritarismo” diz respeito a outros aspectos, politicos e civicos.

  5. Paulo Pereira

    Os compradores sujeitam-se a um caderno de encargos, se não concordarem não compram !

    Em Singapura e em Hong Kong é assim.

  6. Fernando S

    O caderno de encargos não deve incluir condições restritivas contrarias à liberdade economica.
    Deve ser assim em Singapura e Hong Kong.

  7. sdfsdf

    Em Singapura a educação é maioritariamente pública e o Estado tem uma golden share na singapore airlines. Apesar de ser o 2º país com mais liberdade económica do mundo.

  8. Pingback: Privatizar sem destatizar (2) « O Insurgente

  9. jsp

    Para um eventual comprador , os “assets” valiosos da Tap são, neste momento, as rotas para o Brasil e para Angola.
    Tudo o resto é puro prejuízo.

  10. Paulo Pereira

    Hong Kong e Singapura tem muita liberdade económica para sectores considerados “liberalizados”.

    Nos outros não há liberdade económica, nem politica.

  11. Fernando S

    sdfsdf 10.: “Em Singapura a educação é maioritariamente pública e o Estado tem uma golden share na singapore airlines. Apesar de ser o 2º país com mais liberdade económica do mundo.”

    A diferença é que no caso de Portugal não há lugar para o “apesar” !..

    A educação ainda é maioritariamente publica em todo o lado. Incluindo Portugal. O que não significa que é o melhor sistema em absoluto e que tenha de o ser para sempre. Mesmo em Singapura.

    O Estado de Singapura tem efectivamente uma posição de bloqueio na Singapore Airlines. Que é privada desde há muito. Terá as suas razões próprias. E terá os meios necessarios. E terá uma tradição de tutela pública que garante que o governo não intervém na gestão corrente e que permite que a empresa seja próspera e rentável. E terá margem para fazer evoluir a sua política relativamente ao transporte aéreo em função das necessidades e das possibilidades do país (não sendo sequer de excluir que, seguindo uma tendencia mundial no sector, o Estado se venha um dia a desengajar totalmente).
    Não é o caso de Portugal. Que tem ainda uma companhia aérea completamente pública, que não tem razões evidentes para considerar a TAP e o transporte aéreo como um trunfo estratégico nacional, que não tem os meios financeiros necessários para conservar uma empresa cara e pouco eficiente, que tem uma péssima tradição de interferência do Estado em empresas privadas e públicas com ineficências e desperdícios, que precisa com urgência de reduzir drásticamente todo o sector empresarial do Estado. Portugal precisa de mudar radicalmente o estatuto e a situação da TAP.

    De um modo geral, Portugal não é Singapura. Infelizmente (pelo menos de alguns pontos de vista).
    Tem uma eficiência económica global muito inferior.
    Tem muito menos liberdade económica.
    Portugal tem de liberalizar e privatizar muito mais. Globalmente. Em práticamente todas as áreas.
    Portugal não se pode dar ao luxo de começar por imitar Singapura naquilo em que o Estado ainda conserva de intervenção na economia. Tem antes de a imitar no que é a principal chave do seu sucesso, isto é, procurando aumentar significativamente o seu nivel geral de liberdade económica.
    A privatização da TAP é um bom teste.

  12. Fernando S

    “Hong Kong e Singapura tem muita liberdade económica para sectores considerados “liberalizados”.”

    O Paulo Pereira no seu melhor !… 🙂

  13. Paulo Pereira

    Pois é Fernando S, afinal Singapura e Hong Kong não são tão liberais quando não querem serem tão liberais.

  14. Fernando S

    Paulo Pereira,

    Por sinal, quanto a Hong Kong, a principal companhia aerea, a Cathay Pacific, é completamente privada.
    Mas não é o mais importante.

    O mais importante é que Hong Kong e Singapura são economias properas e devem esta prosperidade ao facto de serem das economias mais livres do mundo.
    Essa é a principal lição a tirar. Independentemente da circunstancia de, certamente por razões especificas e historicas, existirem também nestes paises areas economicas onde o Estado possa ter alguma intervenção, se bem que minima e muito indirecta (se não fosse assim não seriam classificadas como sendo em absoluto as economias mais livres do mundo). O que não significa que é tudo perfeito e não ha nada que não deva ou possa ser alterado.

    O mais importante é que Portugal deve também apostar na liberdade economica. E, até pelo atraso que tem, deve fazer tão bem ou melhor que os melhores.
    Como referi anteriormente, num pais como o nosso, na situação em que nos encontramos, a privatização da TAP deve ser total e sem os velhos vicios da interferencia do Estado nas empresas privadas, que tanto mal fizeram e fazem ao nosso pais.

    Claro que voce é contra. Não é de espantar. Singapura e Hong Kong ou não Singapura e Hong Kong,… de qualquer modo, voce é SEMPRE contra TODA E QUALQUER medida de liberalização economica !… Para si é sempre mais moeda em circulação, mais despesas e investimentos publicos, mais Estado Social, menos impostos (são inuteis !), mais déficit …. e sempre mais intervenção do Estado na economia !!
    Para quem se diz liberal é uma verdadeira performance !

  15. Paulo Pereira

    Fernando S,

    Você imagina um mundo da economia utópico que não existe.

    O facto de Hong Kong e Singapura terem certas limitações à liberalização económica não impediu que tivessem sucesso.

    É exactamente o oposto do que você diz!

    Um país como o nosso tem de ter em conta que em certos sectores da economia, as empresas internacionais têm forte influência estatal e não seguem regras de mercado totalmente livre, o que implica que no nosso país teremos de ter isso em conta, e assim ao privatizar teremos de ter cadernos de encargos especificios e /ou golden shares.

    Eu sou a favor da redução da despesa não social do estado, eliminando por fusão dezenas de entidades do sector publico, inuteis e puramente burocraticas.

    Sou a favor da redução de impostos, começando pelo IRC e pela TSU, proposta que muitos pseudo-liberais não apoiam e até combatem ferozmente.

    O Fernando S é um crente militante na redução do deficit por aumento de impostos, o que é totalmente anti-liberal, não parece entender que o que importa não é o deficit mas a despesa pública burocratica, essa deve ser reduzida através da redução da complexidade do estado, não é ser reduzida temporariamente mas mantendo toda a tralha inutil de entidades publicas que os pseudo-liberais parecem não se importar que continuem.

    Sou a favor do alargamento da ADSE a todos os contribuintes gradualmente, de forma a que o sector privado possa prestar em concorrência com o sector público o serviço nacional de saude, e o mesmo em relação ao ensino.

    As fantasias macroeconomicas que o Fernando S advoga, alé de não terem qualquer base historica , são ilógicas porque , apesar dos candidatos a liberais tudo fazerem para esconder a verdade, a moeda é fiat , não vem das minas !

  16. Fernando S

    Paulo Pereira : “O facto de Hong Kong e Singapura terem certas limitações à liberalização económica não impediu que tivessem sucesso.”

    As “certas limitações” das duas economias mais livres do mundo não se comparam com as “certas limitações” de um pais como Portugal. O que explica o sucesso de paises como Hong Kong e Singapura não são as “certas limitações” mas sim a liberdade economica.
    O Paulo defende SEMPRE as “certas liberalizações”, NUNCA a liberdade economica.

    Paulo Pereira : “… em certos sectores da economia, as empresas internacionais têm forte influência estatal e não seguem regras de mercado totalmente livre,…”

    Isto acontece sobretudo em paises com economias excessivamente entravadas. As mais das vezes são heranças de uma história economica e industrial que viu o Estado crescer em peso e intervencionismo. Mas, desde os anos 80, que a tendencia internacional é para o desengajamento do Estado em grande parte destes sectores. Não existe nenhuma razão estratégica e economica que justifique a intervenção directa do Estado em sectores produtivos fortemente internacionalizados e concurrenciais. O do transporte aereo é claramente um deles. Neste particular, o bom exemplo a seguir é o de Hong Kong.

    Paulo Pereira : “Eu sou a favor da redução da despesa não social do estado, eliminando por fusão dezenas de entidades do sector publico, inuteis e puramente burocraticas.”

    Conversa … O Paulo é a favor de reduzir despesa no que é marginal. As tais “dezenas de entidades do sector publico” são sobretudo uma consequencia do Estado social e intervencionista que o Paulo sempre defende. Supostamente para estimular a economia, acima de tudo o Paulo defende o aumento das despesas que mais pesam no orçamento. As suas “reduções de despesas inuteis e burocraticas” são uma brincadeira. De resto, em contradição lógica com a sua defesa do aumento do déficit.

    Paulo Pereira : “Sou a favor da redução de impostos, começando pelo IRC e pela TSU, proposta que muitos pseudo-liberais não apoiam e até combatem ferozmente.”

    Claro … O Paulo é favor do aumento do déficit e da divida … Mesmo quando o déficit e a divida estão a niveis criticos, como é actualmente o caso de Portugal. Todos os meios são bons : aumento de despesa publica e baixa de impostos. Haja alegria !…Trata-se de uma ideia suicidaria e que afundaria de vez o pais. Ninguém no seu perfeito juizo, liberal ou não, defende algo do género.

    Paulo Pereira : “O Fernando S é um crente militante na redução do deficit por aumento de impostos, o que é totalmente anti-liberal, não parece entender que o que importa não é o deficit mas a despesa pública burocratica, essa deve ser reduzida através da redução da complexidade do estado, não é ser reduzida temporariamente mas mantendo toda a tralha inutil de entidades publicas que os pseudo-liberais parecem não se importar que continuem.”

    Sou efectivamente a favor da redução do déficit. Mais, sou a favor de um rápido retorno ao equilibrio e à obtenção de excedentes que permitam começar um dia a reduzir a dívida pública.
    Para tal, é indispensável uma redução estrutural do peso do Estado. Ao contrário do que diz, também sou a favor de uma redução de impostos. Mas que seja possível e sustentável. Isto é, com um Estado menos pesado e com as contas públicas em ordem.
    O Paulo defende exactamente o contrário. A sua conversa sobre a “redução da complexidade do estado” está em contradição com tudo o resto do que diz e defende. O seu “Estado-mete-se-em-tudo-e-gasta-muito” é forçosamente “complexo”. Para o financiar é que a carga fiscal foi aumentada até aos níveis incomportáveis em que estamos. A sua receita acabaria forçosamente em mais aumentos de impostos.
    É verdade que eu reconheço que, face à situação de emergência nas contas públicas, e face à impossibilidade de a resolver rápidamente únicamente através de reduções imediatas das despesas públicas, o governo português é obrigado a aumentar alguns impostos no curto prazo. De resto, é uma imposição de quem nos empresta dinheiro para não entrarmos em ruptura financeira. E é um dos indicadores que os mercados e as agências de notação consideram quando avaliam o grau de seriedade e empenho do governo na resolução do problema financeiro. Não o fazer comprometeria de vez a possibilidade de ultrapassar a emergência e de levar a cabo um programa de redução progressiva do peso estrutural do Estado, que é uma condição indispensável para que, entre outras coisas, se possa a prazo ter margem financeira suficiente para uma efectiva redução da carga fiscal.
    O Paulo é contra esta subida de impostos a curto prazo porque é contra o equilíbrio nas contas públicas. No contexto actual, a sua ideia de a curto prazo baixar impostos e aumentar as despesas públicas levaria a um colapso imediato e total. É um absurdo !

  17. Paulo Pereira

    Fernando S,

    Manter o rumo actual da politica macroeconomica em Portugal e na Zona Euro é o caminho para o desastre.

    O sector bancário vai sendo destruido, o investimento privado desaparece e não voltará tão cedo, a pobreza e o desemprego alastram, os cuidados de saude pioram, o desânimo instala-se permanentemente.

    Sem um choque fiscal ao nivel do IRC e TSU nos sectores transacionáveis e sem uma grande simplificação do sector publico através da fusão de dezenas ou centenas de entidades, o país definhará.

    Não existe nenhuma contradição em querer uma grande simplificação do estado e querer manter os deficits em valores que permitam pelo menos a manutenção do PIB , que será há volta dos 5,5%.

    A minha escolha seria por exemplo alargar a ADSE ao todos os contribuintes começando pelos mais velhos, mitigando assim os magros rendimentos dessa população.

    Quanto ao financiamento do deficit, ninguem acredita que a U.E. deixaria cair Portugal se em vez de 4,5% tivessemos 5,5% de deficit, mas esse valor é fácilmente financiado internamene, aumentando os juros dos certificados de aforro de 1% para 5% por exemplo, com a vantagem que os juros seriam pagos a residentes em Portugal, e assim os Euros permaneceriam cá dentro.

    O fundamentalismo austeritário não tem qualquer base lógica nem histórica, é apenas uma ideologia não racional, com origem num moralismo com muito séculos, que condena a riqueza como um pecado e que prefere a pobreza como uma virtude .

  18. Fernando S

    Paulo Pereira,

    O “desastre” ja chegou.
    Não é o resultado da “actual da politica macroeconomica em Portugal e na Zona Euro”.
    Mas sim o resultado de décadas das politicas despesistas e intervencionistas que o Paulo defende.

    A “simplificação do Estado” de que fala, é certamente desejavel e deve ser feita, mas não vai ao essencial da pesada estrutura do Estado. As economias na despesa que pode tirar são marginais e insuficientes.
    De qualquer modo, sejam quais forem, para si não se trata sequer de utilizar essas economias par reduzir o déficit orçamental. Apenas para repartir de modo diferente o conjunto da despesa publica, que tenderia a aumentar por outras vias.
    Antes pelo contrario, para si o que é preciso é aumentar o déficit. Ou, quando fala agora de 5,5%, mante-lo elevado nos niveis elevados dos ultimos anos.
    No plano das intenções quanto ao nivel do déficit, noto que até esta a melhorar : antes dizia que não havia limites por causa da moeda-fiat, depois passour a falar de 10%, agora fala de 5,5% (não de 5% ou 6%, mas de 5,5% exactos !…).
    Mas a verdade é que, com a sua receita, de cortes apenas em despesas não sociais, com o aumento de outras despesas sociais e de apoio financeiro à economia, com a redução imediata de impostos, o déficit nunca ficaria pelos meros 5,5% mas aumentaria certamente para niveis inclusivamente superiores aos maximos dos ultimos anos.
    Como é evidente, com esta receita e com estes déficits, a divida aumentaria ainda mais, os investidores e os mercados internacionais desistiriam do pais, e ninguém, nem a UE, nem o BCE, nem o FMI, nem nenhum outro pais ou conjunto de paises, aceitaria ajudar financeiramente Portugal.
    A sua ideia de que, nestas condições, a poupança nacional poderia substituir o financiamento externo, é simplesmente espantosa. Nenhum investidor nacional, a não ser alguém mal informado e inconsciente, estaria disponivel para comprar divida publica a 5% ou mesmo a taxas superiores mas inferiores às que existiriam virtualmente no mercado internacional (virtual porque, nestas condições, não seria sequer cotada). Mas mesmo que, por absurdo, se admitisse que sim, nunca a poupança nacional disponivel seria em montantes suficientes para fazer face à falta de financiamento externo.

    A sua proclamação final sobre o “fundamentalismo austeritario … que condena a riqueza como um pecado e que prefere a pobreza como uma virtude”, é simplesmente delirante e hilariante !! 🙂

  19. Pingback: TAP: privatização ou liquidação ? « O Insurgente

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.