A palavra ao Público

Já expus aqui a minha opinião de que, a ser verdade que Miguel Relvas ameaçou revelar aspectos da vida privada de uma jornalista, este deveria demitir-se ou ser demitido. A grande condição desta opinião é exactamente perceber se é ou não verdade que essa ameaça aconteceu, uma vez que apenas foi confirmada pela jornalista e não há, que se saiba, testemunhas. Não havendo testemunhas resta-nos tentar entender se haveria ou não motivo para uma ameaça tão drástica. Até agora, o Público não revelou nenhum facto novo que pudesse ter despoletado tal ameaça por parte de Miguel Relvas. Assumindo que Miguel Relvas, um político com muitos anos de experiência, não reagiu de forma desproporcionada, restam duas possibilidades: ou o Público continua a esconder factos sobre a questão das secretas ou a jornalista mentiu em relação ao teor da ameaça.

8 pensamentos sobre “A palavra ao Público

  1. Eduardo

    Assumindo que Miguel Relvas, um político com muitos anos de experiência, não reagiu de forma desproporcionada….

    …Coeteris paribus… chegamos à conclusão que queremos, já vi isto em algum lado

  2. Assumindo que Miguel Relvas, um político com muitos anos de experiência, não reagiu de forma desproporcionada
    &
    Miguel Relvas lida com jornais e jornalistas há mais de uma década. Se fosse pessoa para fazer o que acusam já todos teríamos dado por isso.

  3. Carlos Guimarães Pinto

    Zé, não tire essa frase do contexto. Eu não disse que o Miguel Relvas não fez a ameaça. O que eu disse é que teria que haver algo mais grave a ser noticiado para o levar a fazer essa ameaça. E esse algo mais grave não foi noticiado.

  4. JP

    A presente situação é de facto mais ou menos esta:
    1º Relvas é culpado até prova em contrário e será culpado no caso de não haver gravação das chamadas ou de quem as detém não as querer revelar.
    2º A jornalista do público fala verdade, em princípio.
    3º O ex-director do Público já fez ver no twitter que, anteriormente, um caso destes não seria revelado, como não foram outros do passado recente.

    Para ponto de partida, é muito mau, até porque uma tal ameaça assume um carácter de tal modo animalesco e ordinário que até custa a acreditar ser possível, mesmo que de Sócrates se tratasse.

  5. JP

    Vamos ver se o Público vai eclipsar o que acaba de se passar no caso Freeport com o caso Relvas, ou não.
    Depois, quem quiser que tire as suas conclusões.

  6. Eduardo

    Acho piada às referências a Sócrates. Há alguma comparação entre os casos?? Que mal vos fez o Sócrates?

    Espero pela manhã de nevoeiro em Sócrates nos venha tirar do pântano em que estamos.

  7. Carlos Duarte

    Caro CGP,

    Desculpe, mas o Zé tem razão.

    O seu argumento é falacioso. Por esse mesmo argumento, um director-nacional da PJ (por exemplo) nunca poderia cometer um crime, pois teria muita experiência na área para fazer uma coisa dessas…

    Não sei se o Ministro ameaçou ou não ameaçou e concordo que o ónus da prova está em quem acusa. Mas, como acusado, é o dever do Ministro (mais ainda com o cargo que ocupa) rebater a acusação. Ou arrisca-se a perder a “causa” por não comparência!

  8. Carlos Guimarães Pinto

    Eu não disse que o Miguel Relvas não o faria, o que disse foi que não encontro um motivo para o fazer. Até agora nenhuma das notícias que veio a público sobre as secretas me parece justificar a reacção do Miguel Relvas.
    É interessante que se estejam a focar tanto nessa parte do texto. Se quiserem excluam o trecho “um político com muitos anos de experiência” do texto, que ele continua a passar a mesma mensagem.

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