Desincentivos fiscais à mobilidade

O João tem casa própria no Porto e o António em Lisboa. Se morarem cada um na sua cidade apenas pagam IMI sobre o valor das suas propriedades. Se por motivos profissionais o João mudar-se para Lisboa a arrendar a casa do António, e o António fizer o mesmo com a casa do João, ambos passarão a pagar mais IRS.

7 pensamentos sobre “Desincentivos fiscais à mobilidade

  1. Luís Lavoura

    Isto não é bem assim, creio, porque uma pessoa pode descontar no seu IRS quantias pagas como rendas. Ou seja, tanto o João como o António podem abater ao seu rendimento o dinheiro gasto a pagar a renda.
    Mas não sei em detalhe se é assim.

  2. Luís Lavoura

    Isto é assim, em rigor, em toda a economia baseada em transações monetárias. Se eu pintar a casa do João e o João em troca reparar o meu automóvel, nenhum de nós paga imposto por isso. Se ambos fizermos isso no quadro de um negócio monetário registado, pagamos ambos imposto.

  3. Luís Lavoura

    Este post não é muito atual em Portugal, porque, como é sabido, em Portugal a maior parte dos arrendamentos de casas são feitos no mercado negro, precisamente para não pagar IRS.

  4. Miguel Noronha

    Bravo. Acho que percebeu a perversidade do estado exigir o seu “quinhão” em todo o tipo de rendiemntos. E que a extorsão fiscal empurra as pessoas para a chamamda “economia paralela”

  5. Luís Lavoura

    Miguel Noronha, toda a gente percebe isso. Até a velhota analfabeta que subaluga (no mercado negro) um quarto da sua casa a um estudante percebe isso.
    O facto de isso ser verdadeiro não impede, porém, que o Estado tenha que cobrar impostos. Apesar de todos os impostos, sem exceções, serem de alguma forma perversos.

  6. Luís Lavoura

    Entretanto, o meu comentário 3 tem um corolário: dado que a maior parte dos arrendamentos em Portugal é feita, por motivos puramente fiscais, no mercado negro, uma qualquer “liberalização” da lei do arrendamento dificilmente terá quaisquer efeitos práticos, pois que a maior parte dos arrendamentos é feita, seja como fôr, à margem da lei.

  7. Miguel Noronha

    “Miguel Noronha, toda a gente percebe isso”
    Toda a gente? Pelas propostas que circulam sobre o tema diria o contário.

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