Any given friday

Há quem comece a preparar as impressoras para uma encomenda urgente.

23 pensamentos sobre “Any given friday

  1. tric

    o acordo com a Troika já devia ter tido como principal objectivo a ligação da impressora portuguesa !!

  2. tric

    A Grécia vai sair do Euro e Portugal vai continuar !!?? é por demais evidente que a estratégia de austeridade não vai a lado nenhum se Portugal não recuperar o controlo da sua própria moeda…e implementar medidas de protecionismo económico !! mas enfim, a realidade ha-de se impôr…

  3. Jaques Towakí

    Ai que SAUDADES do querido escudo! Se ainda aí estivesse, nem era preciso troika nem coisa nenhuma! Bem…seria preciso…papel, tinta, luz e uma pinga de óleo para manter a máquina bem lubrificada! Desta forma, resolviam-se TODOS OS PROBLEMAS! Davam-se 15% de juros à malta e estavamos todos contentes. E as gerações do futuro, perguntais? Elas que se tramassem, também nunca fizeram nada por nós! Eles que pagassem a fatura ou se quisessem que imprimissem mais papel.

  4. ricardo saramago

    As “gerações do futuro” somos nós e os nossos filhos.
    A música parou de tocar e já não há cadeiras livres.

  5. tric

    como não há dinheiro para resgastar a Espanha, tambem não deve faltar muito para que a Espanha ligue as suas impressoras…

  6. tric

    “.Ai que SAUDADES do querido escudo! “- Jaques Towakí
    .
    ó estrangeiro, não é SAUDADES do querido escudo! é SAUDADES do genial modelo económico de Salazar…

  7. Jaques Towakí

    Ricardo, tens 100% de razão. Keynes disse que no longo prazo estavamos todos mortos…o que até calhou bem para ele, porque agora que o longo prazo chegou, ele, de facto, está morto…mas nós…não. E as políticas que ele nos deu de herança, parece-me que também não!

    O meu comentário era irónico querendo parafrasear Walter Williams dizendo “Elas que se tramassem, também nunca fizeram nada por nós!” Seria bom se pelo menos não legassemos aos nossos filhos, netos, bisnetos, etc. uma ENORME dívida mesmo que não lhes deixassemos uma ENORME herança…porque apesar de a longo prazo eles também estarem mortos, eles terão que VIVER antes de morrerem!

    Que raio de perspetiva para o futuro (a de Keynes) para um homem tão admirado por tantos!

  8. tric

    A continuar no Euro só vamos legar ás futuras gerações miséria total e fome…porque a ecónomia essa, será toda queimada!

  9. Paulo Pereira

    Lá vem a conversa da divida !

    Num sistema de moeda-fiat a divida publica é somente moeda que paga juros.

    Os indicadores macroeconomicos relevantes são : inflação, desemprego e balança comercial / corrente

    A Grécia pode ser salva mediante uma politica fiscal que encareça as importações e embarateça a produção local.

  10. tric,

    esta malta é tão oca que Salazar e o seu modelo económico é abordado na universidade de Havard como um bom case study.
    por cá é tabu.
    basta ver a lista internacioal dos rankings da universidades para ver o papelão das U portuguesas.
    cá anda-se a fazer seminários marxistas e a laurear krugmans.

  11. Miguel Noronha

    “Num sistema de moeda-fiat a divida publica é somente moeda que paga juros.”
    Ou não. A Grécia tem uma longa história de bancarrotas, por exemplos.
    Não sei onde lhe vem essa noção que o stock de dívida pública não é relevante.

  12. Paulo Pereira

    Miguel Noronha,

    Salvar a Grécia é simples técnicamente :

    a) Acabar com a brincadeira de que a divida publica pode ser perdoada.
    Só gente incompetente poderia ter tido a ideia de perdoar 50% da divida publica Grega.
    Foi um favor dos alemães à Grécia pago pelo mercado, que vai ser pago por todos os paises mais fracos, com o aumento dos juros.

    b) emitir nova divida publica com crédito fiscal a 100% , de forma a eliminar de vez o risco de incumprimento.

    c) baixar o IRC e a TSU nos sectores transacionáveis e aumentar o IVA sobre artigos não essenciais ou criar um imposto especial sobre certas importações de bens não essenciais

    d ) Poupança forçada com estado a pagar 10 a 20% dos bens e serviços e salários com titulos de divida a 5 anos
    Ver “How to Pay for the War “.

  13. PedroS

    “Salvar a Grécia é simples técnicamente ”

    Já sabemos que o Paulo Pereira sabe tudo, e todos os economistas são umas bestas. Paulo Pereira ao poder já!

    P

  14. Paulo Pereira

    Pedro S,

    Estas ideias não são minhas , são de economistas não ignorantes, nem dogmáticos, nem irresponsáveis.

  15. GriP

    Portanto a solução para o PP é aumentar ainda mais o peso do estado, porque o que temos ainda não é suficiente…

    Se não resultar pode sempre recorre-se a hipótese “e)”

    e) Aumentar o PIB per capita fuzilando uns quantos marmelos que não colaborem com o modelo escolhido.

    Podia ler barbaridades sem ter que ser sempre da mesma origem? Podia, mas não era a mesma coisa…

  16. PedroS

    “Estas ideias não são minhas , são de economistas não ignorantes, nem dogmáticos, nem irresponsáveis”

    Referências, por favor 🙂 E como se distingue um economista ignorante/dogmático de um economista competente?

    O Paulo está asempre a martelar na mesma tecla, e apresenta a sua opinião como uma “verdade revelada” sem possibilidade de discussão. Farta-se de acusar os outros de dogmatismo, mas nunca se digna a explicar o seu raciocíniom, contentando-se com repetir as emsmas coisas vezes sem conta. Acerdite que não é assim que convence quem quer que seja.

    Outras objecções que tenho quanto ao seu estilo de argumentação: o facto de mudar quase insensivelmente o tema da discussão, como quando numa discussão há pouco, alguém falou em aumento de moeda-> aumento de inflação , e veio logo o PP dizer que a hiperinflação não tem nada a ver com isso. Ninguém tinha falado em HIPERinflação, apenas em inflação pura e simples, que até o Krugman diz que é uma consequência do aumento de liquisdez que preconiza (e.g “uma descida real de salários de 20 % conseguida sem variação nominal dos mesmos salários”)

    O PP também está sempre a dizer que uma empresa só investe quando espera aumentar as vendas, esquecendo-se sempre de responder às objecções que lhe colocam (p.ex., uma empresa pode investir simplesmente para não perder quota de mercado).

    Nunca leva em conta que uma moeda fiat (da qual até sou partidário) só tem valor se houver confiança no emissor. A impressão desregrada de moeda implica necessariamente que um vendedor estrangeiro deixe de aceitar essa moeda, não. E de onde vêm então as divisas para o comércio externo?

    Diz repetidamente que numa recessão, a diminuição de investimento privado -> desemprego -> diminuição de compras -> diminuição de vendas das empresas -> falência -> desemprego , e que este ciclo vicioso só pode ser riompido por investimento público. Mas isso não é necessariamente verdade: depende naturalmente do sector da economia que se ressente primeiro, do mix de produtos que é exportado/importado, e da capacidade de recopnversão de trabalhadores de uns sectores para os outros. O aumento de desemprego, com a consequente diminuição de rendimentos, pode simplesmente aumentar a procura por produtos mais baratos, e provocar aumento de vendas das empresas especializadas nessa gama de preços, etc. etc. etc. Mas a tudo isto o PP responde com a ladainha: “numa recessão existe uma diminuição generalizada de investimento privado, e por isso o investimento público tem de aumentar” sem nunca escutar outros argumentos, referentes ao “porquê” de se opbservar uma diminuição GENERALIZADA, e não pontual, do investimento privado. Olha para a poupança como um factor anti-económico limitador da economia. Ora a presença de poupança permite exactamente continuar a consumir na eventualidade do desemprtego, o que ajuda a diminuir a “baixa generalizada de consumo” , etc. etc.

  17. Paulo Pereira

    Pedro S,

    O seu texto é demasiado longo, mas vou tentar responder mais uma vez.

    a) as recessões comprovam as teses expressas na TG Keynes, década após década, além da consistência lógica e contabilística que apresentam.
    A tese central para uma economia capitalista industrial é : numa recessão o investimento privado agregado desce rapidamente e o consumo privado agregado desce moderadamente o que provoca aumento do desemprego.
    Como o rendimento vem essencialmente de salários , o aumento do desemprego baixa o rendimento , o que baixa o consumo e aumenta o medo de ficar desempregado , o que baixa o investimento e o consumo , criando um ciclo vicioso.
    O facto de uma empresa poder tentar ganhar quota de mercado não invalida de que todas as empresas no conjunto não tenham de reduzir o investimento, porque as vendas baixam em agregado.

    b) infelizmente uma grande parte dos economistas não entende o que é moeda-fiat, daí a necessidade da repetição,
    Não entendo como se pode ser economista sem perceber de onde vem o dinheiro.

    c) Os casos reais dos EUA , Japão e R.Unido demonstram que os QE, como seria de esperar para quem entende como funciona um sistema monetário moderno, não têm efeitos duradouros na inflação, desacreditando totalmente as teorias monetaristas actuais e as relacionadas.

    d) o valor da moeda mede-se internamente pela inflação e externamente pela taxa de câmbio. A “impressão” de moeda não é uma medida de nada.

    e) a inflação ocorre quando a procura de bens e serviços é superior á oferta, não tem nada a ver com “impressões”

    f) a taxa de câmbio entre dois pares de moeda tem a ver com a oferta e procura dessas duas moedas.
    Um deficit corrente entre essas duas moedas aumenta a oferta dessa moeda e uma taxa de juro mais baixa aumenta a procura da outra moeda.
    Normalmente o diferencial de crescimento económico aumenta a procura dessa moeda, pelas oportunidades de investimento que gera.

    g) as medidas contra-ciclicas do estado podem ser por aumento da despesa automática, por aumento da despesa de investimento ou por redução de impostos.

    h) Como é óbvio , caso a poupança fosse zero, as empresas iriam continuar a investir porque existe crédito bancário.
    A taxa de poupança dos consumidores é um dado, mas não é necessária para nada.

  18. Joaquim Amado Lopes

    Paulo Pereira (15),
    “Estas ideias não são minhas , são de economistas não ignorantes, nem dogmáticos, nem irresponsáveis.”
    Pelo contrário. Quem defende essas ideias só pode ser ignorante, dogmático e irresponsável.

    .
    Paulo Pereira (18),
    “O facto de uma empresa poder tentar ganhar quota de mercado não invalida de que todas as empresas no conjunto não tenham de reduzir o investimento, porque as vendas baixam em agregado.”
    Só se se considerar a economia de um país como estanque. O consumo interno pode baixar e a produção aumentar por via das exportações.

    Promover o aumento do consumo interno para responder a uma crise é o equivalente a “tratar” quem partiu o braço direito torcendo-lhe o esquerdo. As dôres no braço esquerdo até podem distrair das dôres no braço direito mas não apenas não o tratam como reduzem a percepção da necessidade de o tratar e, ainda por cima, é criado mais um problema que será necessário resolver.

    “a inflação ocorre quando a procura de bens e serviços é superior á oferta, não tem nada a ver com “impressões””
    Mas o aumento da moeda disponível não viza precisamente aumentar o consumo interno para “estimular a produção” e diminuir o desemprego?

    “A taxa de poupança dos consumidores é um dado, mas não é necessária para nada.”
    Como o PedroS escreveu e muito bem, “a presença de poupança permite exactamente continuar a consumir na eventualidade do desemprtego, o que ajuda a diminuir a “baixa generalizada de consumo””.

    É a poupança que permite atenuar os efeitos de uma crise e a sua falta que os potencia.
    Com poupança, um desempregado pode continuar a consumir enquanto procura outro trabalho ou pode até considerar a hipótese de auto-emprego, uma empresa que veja as vendas caírem terá tempo para rever a sua estratégia sem necessidade de começar imediatamente a reduzir pessoal e até o Estado terá menos urgência em compensar a redução das receitas fiscais.

    Quanto mais poupança existir, menos necessidade haverá de apoio social, “incentivos” às empresas ou “investimento” público.
    O financiamento do Estado será mais regular e previsível, dispensando medidas avulsas e imediatistas que só provocam incerteza e “roubam” dinheiro às empresas, diminuindo a sua capacidade de investimento e tornando qualquer “soluço” numa crise.

    As economias são demasiado complexas para serem “geridas” a partir dos gabinetes ministeriais, normalmente ocupados precisamente por quem menos entende o mercado e segue critérios que pouco têm a ver com o interesse público.
    Das intenções políticas aos resultados das políticas existe um oceano de equívocos e contradições e qualquer economista que não seja ignorante, dogmático nem irresponsável só pode defender que o Estado intervenha o menos possível na economia, limitando-se a garantir a segurança dos trabalhadores e consumidores e a livre concorrência entre empresas.

  19. Paulo Pereira

    Joaquim Amado Lopes,

    Vou-lhe repetir o (13) sobre o problema Grego, que não são ideias minhas , mas de economistas não ignorantes, nem dogmáticos, nem irresponsáveis.
    Eu percebo que por razões tácticas /ideologicas do quanto pior melhor , algumas pessoas prefeririam que a Grécia mergulhe no caos economico e politico :

    a) Acabar com a brincadeira de que a divida publica pode ser perdoada.
    Só gente incompetente poderia ter tido a ideia de perdoar 50% da divida publica Grega.
    Foi um favor dos alemães à Grécia pago pelo mercado, que vai ser pago por todos os paises mais fracos, com o aumento dos juros.

    b) emitir nova divida publica com crédito fiscal a 100% , de forma a eliminar de vez o risco de incumprimento.

    c) baixar o IRC e a TSU nos sectores transacionáveis e aumentar o IVA sobre artigos não essenciais ou criar um imposto especial sobre certas importações de bens não essenciais

    d ) Poupança forçada com estado a pagar 10 a 20% dos bens e serviços e salários com titulos de divida a 5 anos
    Ver “How to Pay for the War “.

    Sobre o (19)

    1- “Só se se considerar a economia de um país como estanque. O consumo interno pode baixar e a produção aumentar por via das exportações.

    Pois sim em casos especiais, pode mas como conseguiria aumentar as exportações se toda a Europa entra em austeridade ?
    Veja que Portugal não consegue compensar com exportações a queda do consumo e investimento privado mesmo com um deficit publico de 5%, o que resulta num desemprego de 15 ou 18%.

    2 – Mas o aumento da moeda disponível não viza precisamente aumentar o consumo interno para “estimular a produção” e diminuir o desemprego?

    O dinheiro não é largado de helicopteros para os bolsos dos consumidores ! Num sistema de moeda-fiat o dinheiro é colocado a circular na economia através da despesa pública , salários, transferências e compras finais .
    Ou seja a injeção de “dinheiro ” é feita pelo aumento da procura causado pela despesa publica.
    O QE não tem grande impacto , como já lhe expliquei anteriormente, porque é apenas uma troca de divida por moeda.

    3 – “Com poupança, um desempregado pode continuar a consumir enquanto procura outro trabalho ou pode até considerar a hipótese de auto-emprego”

    Sim é verdade, mas a poupança é um dado, não uma variável. Depende de aspectos culturais que mudam lentamente.
    O estado pouco pode fazer quanto a isso, por isso se inventou a divida publica, para que a poupança possa ser aplicada com um risco baixo.

    4 – “qualquer economista que não seja ignorante, dogmático nem irresponsável só pode defender que o Estado intervenha o menos possível na economia, limitando-se a garantir a segurança dos trabalhadores e consumidores e a livre concorrência entre empresas.”

    Acrescentaria, que o Estado além disso deve intervir com medidas anti-ciclicas que reduzam a intensidade das recessões, especialmente no que respeita ao desemprego, à pobreza, à falta de educação, saúde e segurança social , que devem ser universais, mantendo um nivel de impostos reduzidos, de forma a que a iniciativa privada possa florescer.

    Um desemprego elevado é um mal social e económico desnecessário e que pode ser facilmente debelado com politicas fiscais adequadas, conforme se pode comprovar na maioria dos paises da OCDE entre 1946 e 2008.

    Conclusão : só economistas incompetentes, ignorantes, dogmáticos e irresponsáveis poderão apoiar politicas fiscais e monetárias que promovem o desemprego, a pobreza, a falta de educação, a falta de saude e a falta segurança social, quando a tecnologia e a produtividade actuais permitem obviar a grande parte desses maleficios,

  20. Joaquim Amado Lopes

    Paulo Pereira (20),
    PP: “Vou-lhe repetir o (13) sobre o problema Grego, que não são ideias minhas , mas de economistas não ignorantes, nem dogmáticos, nem irresponsáveis.”
    E eu vou-lhe repetir que são as ideias que os economistas apresentam que indicam se estes são ignorantes, dogmáticos ou irresponsáveis.

    PP: “b) emitir nova divida publica com crédito fiscal a 100% , de forma a eliminar de vez o risco de incumprimento.”
    Como é que isso funciona exactamente? O Estado grego emite nova dívida pública e quem a comprar desconta esse valor nos impostos que tenha a pagar?

    JAL: “Só se se considerar a economia de um país como estanque. O consumo interno pode baixar e a produção aumentar por via das exportações.”
    PP: “Pois sim em casos especiais, pode mas como conseguiria aumentar as exportações se toda a Europa entra em austeridade?”
    Exporta-se mais para a Ásia, África, América do Sul, …

    E não é em casos especiais, é senso comum e Economia 101 (algo que parece não estar ao seu alcance).
    O aumento do consumo interno tem como efeito imediato e automático o aumento das importações. Pretender compensar a redução das exportações com o aumento do consumo interno não faz qualquer sentido.

    JAL: “Mas o aumento da moeda disponível não viza precisamente aumentar o consumo interno para “estimular a produção” e diminuir o desemprego?
    PP: “O dinheiro não é largado de helicopteros para os bolsos dos consumidores ! Num sistema de moeda-fiat o dinheiro é colocado a circular na economia através da despesa pública , salários, transferências e compras finais. Ou seja a injeção de “dinheiro ” é feita pelo aumento da procura causado pela despesa publica.”
    Ou seja, o aumento da procura de bens e serviços só contribui para a inflação se fôr resultado de despesa privada e a despesa pública, apesar de resultar no aumento da procura dos mesmos bens e serviços e na transferência de dinheiro para o sector privado (apesar de não ser “largado de helicópteros” e acabar por ser gasto no consumo de mais bens e serviços), tem resultado nulo na inflação.

    É inevitável que o Paulo não entenda Economia 101. Nem sequer entende Economia 001.

    PP: “Acrescentaria, que o Estado além disso deve intervir com medidas anti-ciclicas que reduzam a intensidade das recessões (…)”
    Errado. Quanto mais o Estado tente responder com medidas imediatistas aos naturais ajustes da economia piores serão as crises e recessões.

    Uma crise económica resulta da correcção natural de um desiquilibrio. P.e., quando o custo das matérias-primas e/ou do trabalho se tornam demasiado elevados, a produção cai e o desemprego aumenta. A economia ajusta-se revendo os preços e/ou apostando em bens e serviços de maior valor acrescentado.
    Quanto mais o Estado tentar evitar essa correcção mais problemas cria para o futuro. Ainda mais porque (eu sei que me vou repetir mas este é um dos factos básicos que “escapam” ao Paulo) não existe apenas um estado e uma economia e a manutenção artificial do PIB numa economia (à custa de dívida pública) torna-a menos competitiva em relação às outras.

    PP: “Conclusão : só economistas incompetentes, ignorantes, dogmáticos e irresponsáveis poderão apoiar politicas fiscais e monetárias que promovem o desemprego, a pobreza, a falta de educação, a falta de saude e a falta segurança social, quando a tecnologia e a produtividade actuais permitem obviar a grande parte desses maleficios,”
    Subscrevo. Só não entendo por que razão o Paulo insiste em se apresentar como “incompetente, ignorante, dogmático e irresponsável”.

  21. Paulo Pereira

    JAL,

    1 – “Como é que isso funciona exactamente? O Estado grego emite nova dívida pública e quem a comprar desconta esse valor nos impostos que tenha a pagar?”

    Sim, é isso, ou então espera pela maturidade e se o estado não pagar no prazo paga os impostos com esses titulos.
    Deste modo os residentes podem aplicar as suas poupanças com um risco mais baixo, o que reduz os juros e mantêm os euros dentro da Grécia.

    O mesmo principio para pagar uma parte da despesa pode ser aplicado, pagando em titulos. Ver por exemplo o caso do R.U. na 2ª Guerra.

    2 – “Exporta-se mais para a Ásia, África, América do Sul, … O aumento do consumo interno tem como efeito imediato e automático o aumento das importações. Pretender compensar a redução das exportações com o aumento do consumo interno não faz qualquer sentido.”

    Como se verifica na pratica. num regime de cambios fixos, o aumento das exportações é muito dificil sem medidas de politica fiscal / industrial, por isso a necessidade de reduzir importações (“baixar o IRC e a TSU nos sectores transacionáveis e aumentar o IVA sobre artigos não essenciais ou criar um imposto especial sobre certas importações de bens não essenciais”)

    Além disso verifica-se que por exemplo em Portugal o aumento das exportações, incluindo Asia, Africa e Americas não é suficiente para evitar um desemprego de 15 a 18% que surge pela redução do investimento e do consumo privados.

    Mas se as fantasias austeritarias se espalharem por todo o planeta então é que o crescimento das exportações vai ser ainda mais dificil.

    3 -“Ou seja, o aumento da procura de bens e serviços só contribui para a inflação se fôr resultado de despesa privada e a despesa pública, apesar de resultar no aumento da procura dos mesmos bens e serviços e na transferência de dinheiro para o sector privado (apesar de não ser “largado de helicópteros” e acabar por ser gasto no consumo de mais bens e serviços), tem resultado nulo na inflação.”

    Frase confusa. O aumento da procura de bens e serviços causado por despesa publica ou privada aumenta a inflação num valor que depende da capacidade inversa em aumentar a oferta de bens e serviços,
    Numa situação de elevado desemprego e baixa utilização da capacidade instalada o aumento da inflação pode ser bastante reduzido, como podemos ver nos EUA e Japão, alé de ser lógica elementar.

    Ainda bem que concordamos que o dinheiro não vem dos helicopteros para os bolsos dos contribuintes.

    4 – “Quanto mais o Estado tentar evitar essa correcção mais problemas cria para o futuro. Ainda mais porque (eu sei que me vou repetir mas este é um dos factos básicos que “escapam” ao Paulo) não existe apenas um estado e uma economia e a manutenção artificial do PIB numa economia (à custa de dívida pública) torna-a menos competitiva em relação às outras.”

    A obrigação do Estado é minimizar as recessões, que são inevitáveis num sistema capitalista com crédito.

    A historia económico dos ultimos 80 anos comprova continuadamente as teses de Keynes, ou seja que face a uma redução continuada e profunda do investimento e do consumo privado, a intervenção do estado pode retornar o sistema capitalista privado ao crescimento economico suficiente para levar o desemprego para valores baixos.

    O desemprego elevado , a pobreza, a redução dos sistemas de saude, educação e s.social , são maleficios evitáveis que só prejudicam a economia e a sociedade.

    Num sistema monetário de moeda-fiat a divida publica é apenas despesa publica não retornada em impostos e é um activo do sector privado, que recebe juros para assim compensar a inflação.

    Economistas que insistem em politicas economicas que aumentam o desemprego, a pobreza, a redução da educação, saude e s.social universais são ignorantes, dogmáticos, irresponsáveis e incompetentes.

    A ciencia económica, tal como as outras ciencias e campos do conhecimento humano existem para resolver os problemas da sociedade e não para serem uma espécie de universo paralelo utópico.

    Quando teses são refutadas década após década pelos factos e não são abandonadas estamos então no dominio de uma especie de religião e não de ciencia,

  22. Joaquim Amado Lopes

    Paulo Pereira (22)

    PP: “b) emitir nova divida publica com crédito fiscal a 100% , de forma a eliminar de vez o risco de incumprimento.”
    JAL: “Como é que isso funciona exactamente? O Estado grego emite nova dívida pública e quem a comprar desconta esse valor nos impostos que tenha a pagar?”
    PP: “Sim, é isso, ou então espera pela maturidade e se o estado não pagar no prazo paga os impostos com esses titulos. Deste modo os residentes podem aplicar as suas poupanças com um risco mais baixo, o que reduz os juros e mantêm os euros dentro da Grécia.”
    E o valor que o Estado recebe pela dívida emitida é exactamente o mesmo de que abdica de receber em impostos, ainda por cima comprometendo-se a pagar juros.
    O “economista” (LOL) que propôs essa ideia “genial” (LOL) não é nada “incompetente” nem “irresponsável”.

    JAL: “Exporta-se mais para a Ásia, África, América do Sul, … O aumento do consumo interno tem como efeito imediato e automático o aumento das importações. Pretender compensar a redução das exportações com o aumento do consumo interno não faz qualquer sentido.”
    PP: “Como se verifica na pratica. num regime de cambios fixos, o aumento das exportações é muito dificil sem medidas de politica fiscal / industrial, por isso a necessidade de reduzir importações (“baixar o IRC e a TSU nos sectores transacionáveis e aumentar o IVA sobre artigos não essenciais ou criar um imposto especial sobre certas importações de bens não essenciais”)”
    Que “regime de cambios fixos” é esse que existe entre a Europa, Ásia, África e América do Sul?
    E por que razão há-de o Estado ter medidas de “política industrial”? Por acaso o Estado sabe melhor do que os industriais em que áreas investir e para onde vender?

    PP: “Além disso verifica-se que por exemplo em Portugal o aumento das exportações, incluindo Asia, Africa e Americas não é suficiente para evitar um desemprego de 15 a 18% que surge pela redução do investimento e do consumo privados.”
    E a sua solução é pedir mais dinheiro emprestado para sustentar o consumo interno e, dessa forma, baixar o desemprego com uma medida insustentável (e progressivamente mais cara), comprometendo cada vez mais o futuro?

    PP: “Mas se as fantasias austeritarias se espalharem por todo o planeta então é que o crescimento das exportações vai ser ainda mais dificil.”
    E, por isso, é melhor Portugal consumir mais para promover as exportações dos OUTROS países. Que ideia brilhante.

    PP: “Ainda bem que concordamos que o dinheiro não vem dos helicopteros para os bolsos dos contribuintes.”
    E alguém disse isso além do Paulo? Ou faz mesmo questão de repetir frases parvas?

    JAL: “Quanto mais o Estado tentar evitar essa correcção mais problemas cria para o futuro. Ainda mais porque (eu sei que me vou repetir mas este é um dos factos básicos que “escapam” ao Paulo) não existe apenas um estado e uma economia e a manutenção artificial do PIB numa economia (à custa de dívida pública) torna-a menos competitiva em relação às outras.”
    PP: “A obrigação do Estado é minimizar as recessões, que são inevitáveis num sistema capitalista com crédito.”
    A obrigação do Estado é pensar a longo prazo e não arruinar o futuro à custa de mascarar o presente.

    Não vale a pena responder ao resto. O seu desfasamento da realidade e incapacidade para entender os conceitos mais elementares da economia já deixaram de ter graça e são simplesmente confrangedores.

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