O porquê da falta de empreendedores em Portugal

Porquê é que tantos Portugueses emigram e tornam-se empreendedores em outros países de um momento para o outro. Ser-se empreendedor em um país diferente, longe da família e amigos, longe de relações pessoais se convertem tantas vezes em relações profissionais, deveria ser mais difícil. Porquê é que Portugueses ganham assim de repente um espírito empreendedor com a mudança da país.  Será a mudança de ares ou a descida do Espírito Santo que os faz esquecer anos de educação e cultura anti-empreendorismo?

Existirão vários factores que contribuem para a resposta. Mais oportunidades de investimento associadas ao crescimento da economia como um todo será um factor. A verdade é que em qualquer economia estagnada existem sectores a crescer. É aí que estão os tais empreendedores encontram oportunidades. E é por isto que se podem encontrar imigrantes Portugueses empreendedores em qualquer país do mundo onde se encontrem Portugueses. Porque é que não nos sectores em crescimento em Portugal?

Precisamos de encontrar mais e melhores razões para a falta de empreendedorimo,

Como empreendedor dou algumas das razões para recomendar a amigos que não o sejam em Portugal. Em Portugal uma pequena empresa é esmagada por um lado por regulações fiscais, de trabalho, ambientais, sanitárias e demais e por outro lado por concorrentes que beneficiam dos subsídios estatais ao alcance de apenas das empresas já estabelecidas. Tudo isto temperado com uma Justiça que continua a ser lenta e cara. A falta de financiamento disponível para novas empresas é apenas uma consequência destes factores.

O problema de fundo é o Corporativismo em Portugal, que permite que as regras de mercado sejam discutidas entre políticos, representantes de associações empresariais que defendem o interesse de umas poucas empresas e representantes sindicais que representam os interesses de uns poucos trabalhadores. Só dessa forma se entende que pequenas empresas de serviços no sector das tecnologias tenham as mesmas obrigações que grandes empresas industriais. Só assim se entendem as regras de acesso aos subsídios estatais que colocam barreiras intransponíveis a novas empresas.

O Corporativismo em Portugal conseguiu que a palavra “concorrência” seja entendida como “controlo à concorrência”. Uma nova empresa em Portugal sabe que a sua capacidade para concorrer em qualidade/preço é fundamental para capturar mercado. Na maior parte dos mercados o estado regula preço e/ou obriga a requisitos de qualidade. Mecanismos que facilitam a continuidade do modelo de negócio dos incumbentes.

A facilidade de contratação/despedimento penaliza mais empresas que não têm uma dimensão estabilizada. Uma nova empresa, por definição, tem um potencial de crescimento e decrescimento muito maior que uma empresa incumbente. Não será por acaso que o enfoque dos “representantes das empresas” nas corporativas “consertações sociais” nunca seja a flexibilização da contratação e a desburocratização das relações laborais.

Se Passos Coelho quer de facto criar “oportunidades” de empreendedorismo pode dar menos conselhos aos outros, e começar a fazer o que lhe compete que e desregulamentar e destruir o sistema corporativo que atrofia a economia Portuguesa.

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31 pensamentos sobre “O porquê da falta de empreendedores em Portugal

  1. Luís Lavoura

    Este post parte da premissa de que os portugueses em Portugal são pouco empreendedores.
    Ora, essa premissa é, demonstravelmente, falsa.
    Portugal é um país com imensos empreendedores. Basta ver a enorme quantidade de pequenas empresas (restaurantes, oficinas de reparação automóvel, lavandarias, mercearias, etc) que há em Portugal, número de facto muito superior ao de outros países.
    Eu já vivi na Alemanha e nos EUA, e posso garantir que tanto num país como no outro há muito menos pequenas empresas do que cá. Vêem-se muito menos lojas e pequenos negócios em geral.
    Portanto, Portugal tem de facto muito empreendedorismo, muito mais do que países mais avançados. O problema não é falta de empreendedorismo. O problema é falta de outras coisas (de capital para investir, de confiança nos outros, de capacidade de organização, etc).

  2. Ricardo C.

    Ora viva! alguém que diz que a concertação social não faz sentido (pelo menos nos moldes em que está montada).

    Os desempregados são párias sem representação, os micro e pequenos empresários são sempre esquecidos, tal como os Trabalhadores Independentes que são “representados” por sindicatos que não os respeitam, não os conhecem e (pasme-se) nem sequer os aceitam como membros de pleno direito!

    Algo deveria ser mudado, para o sistema ser mais justo e eficaz. Assim, pouco mais é do que um local para defender interesses dos que já estão instalados e menos precisariam de ser defendidos. (o que, provavelmente, é mesmo o que se pretende)

  3. Ricardo G. Francisco

    Manuel Guimarães,

    Obrigado.

    Luís Lavoura,

    Até os empreendedores de café e restaurantes estão a acabar. A regulamentação e fiscalização hoje não tem nada a ver com o que era há 20 anos atrás.

    Ricardo C.

    Portugal padece de Estatismo. O socialismo é apenas uma manifestação do mesmo mal.

  4. Pedro Gomes

    Falta de empreendedores em Portugal? Os números não confirmam esta tese:

    “Consultando as estatísticas, constata-se que temos já uma brutalidade de gente a trabalhar por conta própria ou em empresas familiares – nada menos que 42% de activos empregados em empresas com 9 ou menos trabalhadores. Por comparação, apenas 19% dos trabalhadores alemães e 11% dos americanos laboram em empresas dessa dimensão. Aparentemente, atitude empreendedora é coisa que não falta por cá.

    Nada há de estranho, note-se, neste fenómeno, dado que, ao contrário do que se diz, os níveis mais elevados de iniciativa empresarial são registados nos países mais atrasados. O auto-emprego abrange 67% dos activos no Gana e 75% no Bangladesh, mas apenas 7% na Noruega, 8% nos EUA e 9% na França. Mesmo excluindo os camponeses, a probabilidade de alguém ser empresário é duas vezes maior nos países atrasados do que nos desenvolvidos.

    A esmagadora maioria das pessoas dos países ricos emprega-se em organizações que agrupam centenas ou milhares de trabalhadores e jamais sonha criar a sua própria empresa. Isso é excelente, porque pouquíssimos dispõem de vocação ou competência para fazê-lo. Em contrapartida, nos países pobres muitos são forçados a criar o seu próprio negócio para fugirem ao desemprego.”

    http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=555265&pn=1

  5. Paulo Pereira

    Com um IRC e TSU dos mais altos do mundo é muito dificil manter e fazer crescer empresas.

    A solução para o crescimento económico passa por ajudar as PME’s de bens transacionaveis a crescer e muito menos pela criação de novas empresas em sectores saturados.

  6. Ricardo G. Francisco

    Pedro Gomes,

    Então para si (já nem falo de J. Pinto e Castro) classifica-se como empreendedor alguém que trabalha em empresas com menos de 9 empregados. Não temos a mesma definição do que é um empreendedor e sem acerto de definições não vale a pena discutir o resto.

    Paulo Pereira,

    A sua sugestão reflecte o problema base de Portugal. Temos tantas pessoas que acham que sabem o que os outros deviam fazer que os outros que querem ter iniciativa própria não ficam por cá.

  7. Pedro Gomes

    Caro Ricardo Francisco,

    Por menos de 9 pressupõe-se que inclua efectivamente empresas onde trabalha uma só pessoa (unipessoais) ou boa parte daquelas empresas onde trabalha o pai, a mãe e um ou outro filho. Para mim isto é tudo auto-emprego, sim. Desculpe não dispor de dados mais recentes, mas este Estudo do BP apresenta taxas de auto-emprego para diversos países europeus (Quadro 1, página 28) e de facto, as maiores taxas de auto-emprego estava em países como Espanha, Portugal, Itália e Grécia. Alemanha, Suíça, EUA e Noruega, pelo contrário, apresentam as mais baixas. Pelo que tenho alguma dificuldade em associar empreendedorismo (medido pela taxa de auto-emprego) e desenvolvimento económico.

    http://www.bportugal.pt/pt-PT/BdP%20Publicaes%20de%20Investigao/AB200008_p.pdf

  8. Ricardo G. Francisco

    Pedro Gomes,

    A falácia está aí, por incluir não quer dizer que seja equivalente. Existem estatísticas de criação de novas empresas, o que também não é correcto porque incluem subsidiárias e outras semelhantes incluídas nesse número.

    Pode dizer com razão que eu não apresento suporte para dizer que existe falta de empreendedorismo em Portugal.

  9. Andre

    Encontrando-me em exílio numa terra onde os obstáculos abundam, os tenebrosos interesses capitalistas labutam incessantemente contra os trabalhadores, as forças do mal se concentram, em misteriosas reuniões… enfim, abreviando, Cambridge, Massachussetts, posso tentar dar a minha versão. Existe mais capital de risco sob gestão profissional na região de Boston do que na Europa ocidental toda. Por isso é que nos EUA as pequenas empresas de sucesso se tornam rapidamente grandes empresas com centenas de trabalhadores e as outras ou ficam pequenas ou desaparecem, também com alguma rapidez.
    Em Portugal, a falta de acesso a capital de risco ou a gestão profissional condena mesmo aquelas empresas com bons produtos e potencial para crescer a serem eternas pequenas empresas.
    Tenho tido várias experiências interessantes neste capítulo. Por exemplo: um estudante interessou-se por desalinização de água. Google, search “MIT Desalination”, foi ter com dois investigadores que inventaram um novo sistema, que tem de diferente sobre os demais ser mais eficiente em termos de energia, e conseguiu que eles o autorizassem a ir comercializar a tecnologia. Participou num concurso de planos de negócio, que não ganhou, mas foi o suficiente para interessar um gestor de capital de risco que estava no público. Agora tem algum dinheiro para desenvolver a ideia.
    Enquanto não existir verdadeira responsabilidade limitada em Portugal que permita que o falhanço de uma empresa não leve a casa do empreendedor (ver responsabilidade dos administradores por dívidas fiscais e à segurança social), enquanto não existir disponibilidade de capital de risco, e enquanto as universidades em Portugal não promoverem a investigação a sério, esses empreendedores todos não passarão de pequenos pasteleiros, restauradores, donos de lavandarias e auto lavagens.
    Já agora, conheci um dos homens mais ricos dos EUA que começou o seu negócio de gestão de activos desde o apartamento onde vivia em Brooklyn. Os primeiros consultores técnicos que teve foram professores da universidade de chicago, onde tinha estudado. Todos aceitaram colaborar com a empresa dele em troca de “equity”, ou seja sócios de indústria. Desafio quem quer que seja a tentar cntactar um dos seus antigos professores e propôr o mesmo negócio aí em Portugal. Depois, contem a experiência.

  10. Ricardo G. Francisco

    O auto-emprego inclui trabalhadores por conta de outrem sem contrato de trabalho, correcto?

    De qualquer forma pode simplesmente ser uma consequência da dificuldade de se ser empresário. Auto-emprego não é equivalente a criador de empregos.

    A minha interpretação de empreendedor é de criador de uma empresa, em linha com o que aparece na Wikipedia http://pt.wikipedia.org/wiki/Empreendedorismo . Um auto-empregado pode ser ou não um empreendedor neste sentido.

  11. Ricardo G. Francisco

    André,

    É muito complicado ser capitalista em uma país cuja maioria dos cidadãos odeia capitalistas.

  12. Portanto, um empreendedor será um trabalhador por conta própria que, além disso, tem empregados. Suspeito que mesmo por essa métrica Portugal será dos maiores do mundo desenvolvido (e, para falar a verdade, não percebo muita lógica nessa métrica – porque razão é que um trabalhador por conta própria com empregados há de contar como “empreendedor” e um trabalhador por conta própria sem empregados não? Se assumirmos que “empreendedorismo” tem a ver com “inovação”, “risco” e conceitos afins, há alguma razão para supor que os trabalhadores por conta própria com empregados são mais propensos a isso do que os sem empregados?)

  13. ricardo saramago

    Caro R.G.Francisco
    Os portugueses sobretudo odeiam o sucesso dos outros.
    Em Portugal simpatiza-se com o pequeno empreendedor que não consegue levantar voo. Assim que alguém, por milagre, contra tudo e contra todos, consegue algum sucesso passa a ser um odiado capitalista.

  14. Ricardo G. Francisco

    Miguel Madeira,
    “porque razão é que um trabalhador por conta própria com empregados há de contar como “empreendedor” e um trabalhador por conta própria sem empregados não?” – Nenhuma a não ser nos casos em que os trabalhadores por conta própria, de acordo com as estatísticas, o sejam apenas para terem um regime fiscal diferente do dos trabalhadores por conta de outrem ou por não terem um contrato de trabalho.
    Posso estar enganado pela experiência pessoal mas todos os “trabalhadores por conta própria” individuais que conheço encaixam-se nas duas categorias que indiquei acima.

  15. Ricardo G. Francisco

    Ricardo Saramago,

    Se têm uma empresa lucrativa com empregados é porque estão a explorar os trabalhadores….
    As únicas boas empresas lucrativas são as que têm apenas o próprio trabalhador (parece que há muitas destas) ou então as cooperativas.

    E depois admiram-se que quem pensa 2 vezes não queira investir em Portugal e quem queira ser empreendedor se mude…

  16. Paulo Pereira

    Eu não me admiro nada que não se queira investir em Portugal.

    Como os impostos actuais não faz muito sentido mesmo.

  17. Lucas Galuxo

    “Em Portugal uma pequena empresa é esmagada por um lado por regulações fiscais, de trabalho, ambientais, sanitárias e demais e por outro lado por concorrentes que beneficiam dos subsídios estatais ao alcance de apenas das empresas já estabelecidas”
    Na pedra. Apenas acrescentaria que nas muito grandes empresas o financiamento bancário não se sujeita ao aval pessoal dos investidores. Para mim, não há outras razões para a paralisia económica em Portugal. Só um tonto lá pode investir.

  18. Podemos chamar os nomes pomposos que quisermos: corporativismo, estatismo, socialismos, etc. Mas a verdade é que tudo se resume à tão lusitana “Cunha”.
    Começa na base da pirâmide e vai ficando cada vez mais requintada à medida que sobre os degraus até ao topo. É um colete de forças que prende todo aquele que não se submete à ordem vigente do beija-mão aos poderes instalados.

  19. APC

    Estou a abrir uma empresa em Portugal que infelizmente recai no âmbito de actuação de um dos nossos maravilhosos reguladores. Desde Janeiro que dei inicio ao processo de registo, a entidade em questão não tem atendimento ao público no Norte do país, o pessoal que me atende o telefone parece mentecapto ou com sérias e profundas deficiências mentais, estou constantemente a receber pedidos de documentação, para isto e para aquilo, depois umas coisas não serviam e outras não estavam bem, agora já estão, demoraram 3 semanas para me dar a autorização e estou há 2 à espera da documentação.

    Entretanto, entre finanças e segurança social já paguei mais de 5000€, pago ordenados a funcionários, avença de contabilista, advogado e técnico de informática, pago para uma empresa me “certificar” o local de trabalho no que respeita a higiene e segurança, pago luz, água, telemóveis, internet e renda. Provavelmente pago bastante mais que nem me estou a recordar agora.

    Até este momento, facturei 0.

    Bem vindo a Portugal.

  20. Paulo Pereira

    Estatistas e Neotontos aliados para empobrecer Portugal .

    Impostos altos, regulamentos absurdos, burocracia inutil, tudo na mesma como a lesma.

  21. “esses empreendedores todos não passarão de pequenos pasteleiros, restauradores, donos de lavandarias e auto lavagens.
    Já agora, conheci um dos homens mais ricos dos EUA que começou o seu negócio de gestão de activos ”

    Uma coisa que me ocorre – pasteleiros, restaurados e donos de lavandaria e auto lavagens não terão uma actividade mais produtiva do que um negócio de gestão de activos?

  22. Mais outro ponto – no último censo, o INE contou os falsos recibos verdes como trabalhadores por conta de outrém; as estatístricas que tem sido apresentadas nesta discussão são de estudos anteriores, mas é possivel que também nesses tenha havido o cuidado de contrar só os verdadeiros trabalhadores por conta própria.

  23. E mais outro ponto – de qualquer maneira, as pessoas que dizem que há muitos empreendedores em Portugal têm pelo menos alguns dados a que se agarrar, por mais imperfeitos que sejam (percentagem de gente a trabalhar por conta própria, existência de muitas PMEs, etc.); os que dizem que há poucos não têm base nenhuma para sustentar a sua tese (como aliás o Ricardo admite algures), apenas uma espécie profissão de fé (“o dinamismo económico é fruto dos empreendedores; Portugal tem pouco dinamismo; logo os portugueses são pouco empreendedores”).

  24. ricardo saramago

    Há uns países (como o Luxemburgo) que se podiam ter dedicado à padaria e às autolavagens mas como a gestão de activos não é produtiva, nem útil a ninguém fazem a caridade de ter o PIB per capita mais alto do mundo.

  25. Jaques Towaki

    Gostaria de vos dizer o que tenho dito aos meus alunos sobre isto.

    Os líderes políticos vêm dizer que é preciso mais empreendedores e mais empreendedorismo para o nosso país. Contudo, isto é apenas metade da história. A metade que não contam é que precisamos realmente de mais empreendedorismo e mais empreendedores PARA LHES PODERMOS ARRANCAR OS OLHOS com taxas e impostos e encargos e mais taxas! E AI DELES que sejam bem sucedidos, porque aí sim, passam para o campo do inimigo…afinal NINGUÉM GOSTA DE PATRÕES!!!

    Enquanto for assim, será pouco motivador ser-se empreendedor no nosso país e tenho que concordar tão veementemente com o Ricardo G. Francisco (#12)!!!

  26. lucklucky

    É simples. Quando o Pingo Doce fez um mero desconto de 50% caiu o carmo e a trindade, agora imagine-se que um tal Bezos tinha nascido por acaso em Portugal e queria fundar a Amazon. A gritaria seria tanto que a Amazon nunca sairia do papel. Por outras palavras, fazer diferente, ter uma escala que ameace o status squo e é se destruído logo à partida.
    Pode-se aplicar o mesmo à Ryanair,ás apostas etc etc.
    E ainda mais à internet.
    Olhe-se para Macau antes e depois da chegada dos Chineses e veja-se as diferentes taxas de crescimento.
    Em Portugal o objectivo é a castração da diferença.

    Como Jaques Towaki diz os empreendedores só interessam ao Estatismo do PS,PSD e CDS pela quantidade de impostos que pagam.

  27. Miguel Noronha

    Se não estou em erro em França proibiram a Amazon de oferecer os portes das encomendas.

  28. “O planeta não precisa de mais ‘pessoas de sucesso’. O planeta precisa desesperadamente de mais pacificadores, curadores, restauradores, contadores de histórias e amantes de todo tipo.
    Precisa de pessoas que vivam bem nos seus lugares. Precisa de pessoas com coragem moral, dispostas a aderir à luta para tornar o mundo habitável e humano, e essas qualidades têm pouco a ver com o sucesso tal como a nossa cultura o tem definido.”

    Dalai Lama

  29. Jaques Towakí

    Curiosamente Daniel Martins, acabaste de delinear todas as qualidades e atributos que podem fazer de um empreendor, um enorme sucesso…bem quem as dilneou, pelos vistos, foi o Dalai Lama.

    Mas, de qualquer forma, tens toda a razão. É isto mesmo o que o mundo precisa!

    Segue-se um vídeo de David Henderson autor de “Joy of Freedom”: http://www.youtube.com/watch?v=OiM3Go6ty_0

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