O euro e a UE

“(…) citing a fundamental breach of the euro’s basic criteria like debt and deficit levels, the euro zone could engineer a “reversed entry” into the currency union, turning Greece into a “member state with a derogation,” says Alexander Türk, a law professor at King’s College London. That would group Greece with countries like Sweden, which legally are required to adopt the euro but put off that process by deliberately failing to fulfill core requirements.”, no Wall Street Journal.

Como há tempos alguém notava, fazer parte do euro e da União Europeu são coisas independentes (por mais areia que nos tentem atirar aos olhos). E quando a Grécia sair do euro, não terá nada que sair da UE.

Ps: Contudo, depois de sair do euro, é provável que a Grécia caia nos braços da Rússia…

9 pensamentos sobre “O euro e a UE

  1. JS

    Talvez os Gregos -não os governos que têm governado aquela Nação- até tenham razão.

    É verdade que estas “Europas”, a da classe política e a do €uro, têm sido óptima para alguns.
    Por exemplo para uma infindável “classe política”, local e central, auto-intitulando-se de indispensável(?!), e governando-se como se não existisse amanhã. Enfaticamente a defender o seu emprego, com argumentação assaz patética, diga-se, servondo o seu Senhor. Mas está mesmo mal vista. Tem caído mal isso de despudoradamente estender a mãozinha prestimosa -cheia de impostos gemifrados a tudo e a todos- á compincha Finança, quando certos marabalismos são expostos, em ineptos exercícios de contabilidade criativa. … á que salvar os Bancos e as grandes Empresas.., já não pega. Enfim esta Europas das “elites”. E os gregos fartaram-se.

    Aparentemente a grande massa da população Grega percebeu que as migalhas do festim socialista/político, de que beneficiava, estiolou. Acabaram os perdões. Óbviamente anda a tentar recompor a vidinha. No meio do salve-se quem puder, tudo pode acontecer. E tem que acontecer. E vai acontecer.

    Falando de apostas. R. Arroja não leve a mal, mas é mais provável que apareça no meio da Praça Sintagma um cavalo de pau com a barriga cheia dos -tão facilmente impressos- papeis verdes, do que um urso de papel pardo, que aliás não engana ninguém, nem mesmo os seus (pouco ditos) súbditos.
    Afinal a D. Cristina, FMI, já deu a deixa.
    Quanto às Europas … até poderá aparecer, milagrosamente, um novo Marco, muito bem controlado, por quem de direito. “Faites vous jeux, Messieurs!” Meus Senhores, façam as V/ apostas.

  2. Paulo Pereira

    Concordo com o JS.

    A Grécia poderia a aderir a Estado Associado Livre dos EUA :

    The Federated States of Micronesia (since 1986), the Marshall Islands (since 1986), and Palau (since 1994), are associated with the United States under what is known as the Compact of Free Association, giving the states international sovereignty and ultimate control over their territory. However, the governments of those areas have agreed to allow the United States to provide defense; the federal government fund grants and access to U.S. social services for citizens of these areas. The United States benefits from its ability to use the islands as strategic military bases.

  3. A Grécia devia associar-se de novo à goldman sachs. Afinal eles estão com os bolsos cheios de “valiosos” dólares, só não os podem gastar na economia real americana para a inflação não upa upa. E a golds ainda fazia melhor figura que a J P Morgan.

  4. Luís Lavoura

    quando a Grécia sair do euro, não terá nada que sair da UE

    Porém, não faria mal nenhum que saísse. Isso seria, possivelmente, bom tanto para a Grécia como para a UE. A Grécia poderia sair da UE mas permanecer com liberdade comercial com ela, com o mesmo estatuto que a Noruega e a Suíça.

  5. Ricciardi

    Vamos ver. A saída da Grécia da zona Euro colocará a Grécia somente a par de países que fazem parte da UE mas que não aderiram ou não quiseram aderir ao Euro. A Suécia, a Noruega e os de Leste. Não vejo que isso seja um problema para a comunidade. Se o processo for efectuado com calma e sustentado no sistema Target do BCE que gere os pagamentos de divisas, o Dracma não desvalorizará assim tanto como oiço falar. As regras são claras. Desvalorizações competitivas são na ordem dos 15% à partida e desvalorizações adicionais são acompanhadas e dependentes de autorização do sistema.
    .
    É pois um não problema. A vantagem da Grecia sair não tem a ver com desvalorizações competitivas, mas sim com desvalorizações derivadas das intereções normais de mercado da moeda, que tem a ver com a balança de transações. A par desta vantagem, a de colocar a cotação da moeda em linha com a REALIDADE economica do país, tem a vantagem de, desse modo, controlar os fluxos de dinheiro no que a importações diz respeito.
    .
    Rb

  6. Ricardo Arroja

    Rb,

    A minha estimativa é de que o dracma acabará por estabilizar em redor de uma desvalorização de 30%.

  7. Paulo Pereira

    Concordo com o Ricciardi, mas existe uma mecanismo mais simples que é a criação de uma segunda moeda emitida no valor do deficit publico.

    Todos os activos e passivos seriam mantidos. O Estado pagaria aos seus fornecedores e trabalhadores 90% em euros e 10% em Dracmas.

    O Dracma seria apenas interbancário, não existiria sobe a forma de notas ou moedas.

  8. JS

    #2.P Pereira. Sim. É uma hipótese que até parece razoável. E será assim longínqua?.
    A- Ou teremos a retoma das moedas nacionais, mesmo que em sub-grupos.
    B- Ou na Grecia (re)começará a expanção do Dolar. Tudo pode acontecer.
    Com este decrescer do poder económico dos Estados Unidos da America e da Europa, é bem possível que estas enfraquecidas economias eventualmente se unam num bloco e numa mesma moeda, o Dolar, como forma natural de reagir ao “perigo amarelo”. Dias difíceis para ambos os blocos.
    Por sua vez, em contra-ponto, o mesmo acontecerá com a China e nas suas áreas de influência.
    A prazo, assim como o -infelizmente mal organizado- €Euro tentou criar uma mais sólida Europa, unindo as moedas nacionais, caberá ao Dolar o passo, óbvio, seguinte. Veremos.

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