Diz-me com quem andas…

O Sérgio Lavos manifestou uma imensa alegria eleitoral a propósito dos resultados que se verificaram em França e na Grécia (ai, as saudades dos festejos a que o definhamento do Bloco de Esquerda o condenou!). Diz ele, certamente no pico do arrebatamento, que “na Grécia a troika leva um belíssimo pontapé no cu! Hoje, todos os democratas podem dizer: eu sou ateniense!”

Fico sem saber, no entanto, se na equação que tem como resultado a sua imensa felicidade entram os quase 7% de votos que estes senhores conseguiram e os 21 deputados que elegeram. E digo-o porque muito do pensamento deste partido foi resumido nas palavras do seu líder: “a resistência contra a ‘troika’ continua, tanto dentro como fora do Parlamento”. Tendo em conta a semelhança na linguagem, pergunto-me se é destes “democratas” que o Sérgio Lavos fala  e se, também a eles, lhes dá o direito de dizer “eu sou ateninense!”, depois de os reconhecer como um legítimo lutador nessa batalha tão digna como a do pontapé no cu da troika.

É também por estas e por outras que o Ricardo tem muita razão

9 pensamentos sobre “Diz-me com quem andas…

  1. hcl

    O facto de pessoas que pensam que o dinheiro cresce nas árvores serem ouvidas , é verdadeiramente extraordinário.

    Se este Sérgio Lavos aparecer a fazer a dança do sol (está a chover que se farta), não me admirava. O grau de ilusão/superstição necessário é idêntico.

    Aposto que este é a favor das “políticas de crescimento” em oposição das “políticas de austeridade”.
    Não há pachorra.

  2. Zuruspa

    Afinal os neoliberais näo gostam do crescimento (ver #1). Que horror, o crescimento económico! Ainda acabam os pobres, e depois, quem precisará da nossa caridadezinha?

  3. Ricardo Campelo de Magalhães

    Zuruspa,
    O que os neoliberais não gostam é de “políticas de crescimento” de falsos profetas, que na verdade nada percebem disso. Julga que essas “políticas de crescimento” provocam algum crescimento?!?

    “quem precisará da nossa caridadezinha?” – Exactamente a crítica que faço à esquerda, que gosta de manter o povo pobre para dela precisar e nela votar…

  4. Paulo Pereira

    é cada vez mais óbvio que os pseudo-liberais austriacos não gostam de crescimento económico nem de baixo desemprego, porque isso invalida a ideia revolucionária de acabar com o estado social.

    Toda a filosofia austriaca anti-capitalista tem esse objectivo , eliminar o estado social, e para isso é preciso eliminar o capitalismo moderno.

  5. Miguel Noronha

    È verdade. Descobriu-nos.
    Só faltou descobrir que somos financiados pela Grupo de Bildberg e que somos um franchise dos Iluminati.

  6. Pingback: Dívida pública, bailouts e asfixia fiscal « O Insurgente

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