Absoluta Idiotice

O João José Cardoso insurge-se – não no bom sentido – contra o lucro, esse pecado capitalista que tira homens da miséria e transforma pedaços de terra isolados em mega-metrópoles, como é o caso de Hong Kong. Pelo meio, aproveita para acusar o Miguel de Absolutista. O que me parece interessante e pertinente, sendo que o fáxista passou do prazo e neo-liberais são o Vitor Gaspar e o Governo de “Direita”. A diversidade da nomenclatura utilizada pela esquerda para “insultar” os seus opositores merece não só o meu elogio como o meu desejo de continuídade, para que nunca nos aborreçamos nem nos tenhamos que acorrentar à honestidade intelectual do significado das palavras em questão. O JJC é um visionário da semântica, o que muito me aprás, mas duvido que agrade ao senhor da foto.

13 pensamentos sobre “Absoluta Idiotice

  1. Onde é que eu me insurgi contra o lucro? O problema não está em que se lucre, está na divisão desigual de lucros entre o agricultor e o distribuidor, e no caso em apreço que os lucros tenham sido omitidos, como se o consumidor não os pagasse.
    Quanto ao absolutismo dos mercados, podem chamar-lhe o que quiserem mas meter o Holmes ao barulho parece-me desenquadrado. O rei Miguel I chega perfeitamente.

  2. Ricardo Lima

    E isso é uma insurreição contra o lucro (grande) dos super e hipermercados, ou não é ?

    O Holmes é o tipo das histórias do Conan Doyle. Esse é o Hobbes. Deixa lá sua majestade, D. Miguel, descansada.

  3. lucklucky

    “está na divisão desigual de lucros entre o agricultor e o distribuidor”

    E entre o enfermeiro e o médico?

    E entre professor e o contínuo?

    E entre o director do jornal e o jornalista?

    E entre o Cristiano Ronaldo e o guarda redes?

  4. Não, é uma reclamação contra a destruição da agricultura portuguesa, cujos empresários também têm direito ao lucro. O problema é esse: duas cadeias de hipermercados impõe margens de lucro aos produtores que os levam à falência.
    Quanto a ter escrito Holmes por Hobbes, pensando num outro Holmes, Freud explica…

  5. Ricardo Lima

    Há um ponto em que eu concordo consigo, que é o facto de alguns contratos estarem muito mal negociados e existirem abusos. No entanto vai sempre haver uma diferença considerável entre o lucro das cadeiras de distribuíção e dos agricultores, simplesmente pelo facto das primeiras estarem melhor organizadas e terem maior poder negocial. É a vida, coisas do mercado livre.. Quanto à agricultura portuguesa, por mais que simpatize com a causa, não creio que deva ter peso na política dos hipers ou no que quer que seja. Até porque alguns deles beneficiariam bastante em importar de fora – se não fossem as barreiras – assim como nós, consumidores.

  6. António Machado

    “coisas do mercado livre!”

    Mas desde quando temos mercado livre em portugal? Esta república socialista estatizada! Se fosse mercado livre essa corja subsidio-dependente dos agricultores portugueses já tinham desaparecido há muito tempo. Se importássemos todos os produtos agrícolas da china ficava tudo muito mais barato. Mas depois vêm os outros cretinos do ambiente com a converseta habitual: ” ah e tal, esse tipo de economia é muito prejudicial para o ambiente”. Cambada de inúteis, é o que todos são.

  7. tric

    “It should be made possible for countries that are the victims of the European Monetary Union to leave it and return to their own monetary arrangements. And we should forget such plans as a European fiscal union, not to mention anti-democratic ambitions to politically unify Europe. We should return to democracy, which can exist only at the level of nation-states, not at the level of the whole continent.” Vaclav Klaus (03/05/2012)
    .
    Hollande! , a esperança da esquerda europeia …

  8. jmc

    O Hollande é a esperança da esquerda e talvez de alguma direita. Pode ser que com o forcing que ele vai fazer para unificar ainda mais o continente, e a sua tentativa de por o BCE a imprimir papel, alguns países comecem a considerar seriamente sair da UME, Holanda, Finlândia, etc…

  9. lucklucky

    “Não, é uma reclamação contra a destruição da agricultura portuguesa, cujos empresários também têm direito ao lucro. O problema é esse: duas cadeias de hipermercados impõe margens de lucro aos produtores que os levam à falência.”

    Não entendo a frase. Como é que alguém com lucro vai à falência?
    Segundo, Portugal produz mais agricultura hoje que há 20 anos atrás.

  10. gh

    Qual é o interesse por parte do Pingo Doce em meter os agricultores na falência?

    Sim, é uma pergunta retórica.

  11. Filipe Silva

    Os produtores agrícolas não são obrigados a vender aos hipermercados, se o fazem é porque é do seu interesse.

    Porque é que os produtores não apostam em lojas próprias e assim poderiam vender os seus produtos ao preço que mais lhes interessasse.
    Como já aqui foi dito, o lucro não é Vendas-custo de aquisição, temos também de colocar todos os seu custos, que são imensos, desde funcionários, energia, transporte, instalações etc… por isso custa 50 vende por 150, não podemos afirmar que o lucro foi de 100.

    O problema principal na sociedade portuguesa é que as pessoas não entendem o conceito de liberdade, o PD é livre de cobrar o preço que muito bem entender, como eu sou livre de não comprar.

    Porque é que existe tanta defesa do dito pequeno comercio? Se este fecha é porque o mercado assim o dita, a liberdade de escolha das pessoas leva a que estas façam as suas escolhas, se retiram mais utilidade de determinado estabelecimento qual o mal?

    Infelizmente vivemos numa sociedade socialista, em que se vai a reboque do que uns iluminados e anti liberdade dizem, a ministra Cristas vai agora legislar sobre o que o PD fez, mais regulamentações logo mais desemprego.

    Ontem na sic noticias vi um pouco do expresso para a meia noite, do pouco que vi, retira-se o seguinte Einstein esta completamente certo “a definição de insanidade é fazer a mesma coisa varias vezes, esperando um resultado diferente” , porque o que aqueles ilustres estavam para lá a vomitar é mais divida, mais investimento e acabar com a austeridade.

    Portugal na sua década perdida o que fez foi mais divida mais investimento do estado e no que deu?? em 143º o 142º do crescimento.
    Como num artigo do zerohedge give austerity a change.

  12. Pinto

    Vou deixar aqui um excerto de um debate parlamentar:

    A doutrina do Estado-espectador da vida económica, deixando que esta se desenvolva conforme as solicitações dos egoísmos individuais, e espera que assistia aos chamados «equilíbrios automáticos», para afinal não ver senão sacrifícios constantes e crises trágicas no desenlace dos dramas que continuamente recomeçam, está ultrapassada. Hoje já se não discute se o Estado deve ou não intervir na vida económica. Ninguém lhe recusa, pelo menos quando o problema é posto no terreno das soluções práticas, o direito de intervir. Vai-se até ao ponto de querer regular a economia mundial, quanto mais a economia nacional.
    O Mundo e as nações estão muito pobres para poder continuar a consentir-se na concorrência desenfreada, que conduz à destruição de riquezas e que é alimentada por elementos antieconómicos, estranhos à, própria vida das empresas. A luta contra os subsídios atribuídos a empresas que, dada a saturação do sector que exploram, já não teriam, sem eles, condições económicas de vida, a fixação de tarifas harmónicas com o condicionamento económico da exploração, a tendência para se regular em termos equitativos a participação de todos nos mercados, etc., são uma clara demonstração do que afirmamos.

    De onde saiu esta riqueza de ideias?

    Da bancada do PCP na apresentação de uma proposta de regulação da concorrência?
    Do discurso de um deputado bloquista para criticar a “concorrência desenfreada” dos hipermercados?
    Um devaneio ideológico de um deputado socialista?
    Um excerto do preâmbulo de uma proposta de lei da Assunção Cristas?

    Não, nada disso.

    Diário número 96S, página: 10, da Assembleia Nacional
    Data da sessão: 05-03-1947

  13. F

    Aquele liberal absolutista parecia alguém que soltou uma frase do género, sou republicano mas apoio totalmente a monarquia.

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