Descaramento

 

Os sindicatos e os partidos de esquerda que propuseram um boicote ao Pingo Doce, prejudicando o negócio e o trabalho de terceiros, são os que se indignam porque uma promoção lhes estragou a festa do 1.º de Maio. O descaramento não tem limites. Enfim, amor com amor se paga.

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12 thoughts on “Descaramento

  1. APC

    Foi a mesma história aquando da mudança para a Holanda, vira o disco e toca o mesmo…

  2. Tiago

    Dois meses e dois flops para o Arménio Carlos: A greve geral e o boicote ao Pingo Doce.

  3. Ricciardi

    Com este tipo de clima, quem é que coloca o seu dinheiro em portugal?
    .
    Só se for estupido, ou tiver rendas e monopólios garantidos.

    Eu já vi, há uns bons anos atrás, aonde é que este tipo de condutas vão desembocar. De um lado e do outro. A um alegado ataque, seguir-se-á um contra-ataque.

    Os sindicatos são de esquerda, como sabemos, e nem sempre o que defendem é o melhor para os próprios trabalhadores, bem sabemos. Mas quem tentar negligenciar o poder dos sindicatos, ou até hostilizar, ridicularizando-os, não vai ter a vida nada fácil. Os sindicatos, bem ou mal, às vezes bem, outras vezes mal, desgastam os poderes politicos. É uma questão de tempo. De forma que é preciso ter prudencia e paciencia com eles. Apesar de tudo, destas guerras nunca advem nada de bom. Pelo contrario.

    Os mais ricos, e inteligentes, aqueles com história longa de sucesso empresarial, tem tudo a ganhar em manter a paz com os sindicatos. Abdicando de algumas coisitas, porque não, em troca de outras. Nunca criar conflitos simbólicos de caracter politico. Isto não pode dar coisa boa.

    Os novos ricos, aqueles que ganharam dinheiro rápido, só vão perceber isto quando ficarem sem nada.

    Investir em Portugal, neste momento de sobrançeria e hostilização das forças, é correr sérios riscos de o ver na sargeta.

    Eu, pessoalmente, nem um tostão nos bancos, nem um tostão em património passivel de saque. Nem um PPR sequer. Então se o governo é capaz de expropriar os fundos de pensões dos bancários, quem me garante que não fará o mesmo com um PPR particular?

    .
    Rb

  4. Bruno D.

    A sério que já não há paciência. Não se trata do direito a abrir a loja no 1º de Maio ou de vender produtos abaixo do preço de custo: não tenho opinião muito assente sobre estes dois assuntos e, sinceramente, nem estou interessado em ter. O que me irrita é a posição fundamentalista da administração do Pingo Doce, disposta a ter um prejuízo de milhões de euros – ou talvez não… – só para fazer valer uma posição ostensivamente de confronto com os próprios trabalhadores. Estes últimos não só estarão nas lojas no 1º de Maio, como também trabalharão como nunca antes o fizeram, com milhares de pessoas a atropelar-se para entrar em cada supermercado do grupo. Os senhores da Jerónimo Martins podem ter todo o direito do mundo de fazer esta palhaçada, mas com esta atitude descem ao nível moral de um piquete de greve. Caramba: um pouco de razoabilidade e de bom-senso é o que se pede nestes tempos difíceis.

  5. lucklucky

    “só para fazer valer uma posição ostensivamente de confronto com os próprios trabalhadores.”

    Vejo que para si trabalhadores = CGTP, UGT. Belo…
    Quais foram os trabalhadores prejudicados? Os Sindicatos não são trabalhadores. São estruturas de Poder.

  6. Manuel Costa Guimarães

    Caro Bruno D.,

    Quem são esses trabalhadores? Os que foram fazer compras ou os do Pingo Doce que receberam a dobrar e tiveram mais um dia de férias?
    Adorei o que o Pingo Doce fez, tanto a nível económico (ajudaram muita famílias!) assim como pelas repercussões políticas sobre os sindicatos e gentalha que tal.

  7. Bruno D.

    “Vejo que para si trabalhadores = CGTP, UGT. Belo…”

    Trabalhadores que, sejam quais forem as suas razões pessoais, não estão dispostos a abdicar do seu feriado do primeiro de Maio = CGTP, UGT, para si. Belíssimo…

    Quem não foi certamente prejudicado foram os sindicatos, que arranjaram um novo inimigo comum para a sua “luta” e que desta forma conseguiram esconder o natural definhamento e irrelevância a que têm sido sujeitos nos últimos anos. Arranjaram um carregamento de munições novinho em folha, cortesia do Pingo Doce, e com 50% de desconto…

  8. Bruno D.

    Caro Manuel Costa Guimarães,

    São umas joias de moços, os do Pingo Doce, por terem ajudado tantas famílias de forma tão abnegada: ouvi dizer que já se preparam para o fazer novamente no início do ano escolar e no mês do Natal, veja lá! E a única repercussão política que eu observo é um aumento do confronto e crispação social. Quem fica a ganhar? Claramente os sindicatos e a extrema-esquerda, infelizmente.

  9. JSP

    E que tal se, nestes tempos ominosos de crise ( ou nestes tempos de crise ominosa..) o “governo”, para lhe chamar alguma coisa, acabasse com os subsídios a essas beneméritas associações , de forma a que as ramalhudas entidades vivessem das suas quotizações?
    Aqui ao lado estão a enveredar por esse caminho – ah! aquela luciferina Aguirre…

  10. Ricciardi

    Noticia de ultima hora

    Modelo e continente prepara desconto supresa. Especula se que sera de 80% e que ira ser enfiado no proprio dia de natal, a meia noite.

    A Igreja esta contra. O dia do nascimento de Cristo eh sagrado. Sindicatos tambem estao contra, o pais natal pode ficar entalado na chamine sem vivalma que o acuda.

    Liberais portugueses dizem que se trata de uma medida economica acertada e que o pais natal e o menino jesus mudem os seus habitos antigos e passem a estar presente na Modelo distribuicao.

    Entretanto, antonio guterres fica encavacado na ONU. O video que supostamente deveria mostrar o exito da distribuico de arroz no Darfour foi trocado por um outro relativo ao hipermercado de alverca do Pingo doce. apesar de tudo, a plateia nao deu conta da troca.

    Rb

  11. lucklucky

    “Trabalhadores que, sejam quais forem as suas razões pessoais, não estão dispostos a abdicar do seu feriado do primeiro de Maio”

    Quem quer não abdicar está no seu direito quem quer abdicar também está no seu direito. Mas você quer manter/instituir uma vontade única nos trabalhadores.
    Todos devem obedecer à santinha e não trabalhar no feriado religioso.

  12. Pingback: Promoção 1º de Maio (2012) | O Insurgente

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