“(…) Paulo Campos negou ter dado qualquer orientação ao instituto nessa matéria, afirmando que “mesmo que tenha dado orientação, o instituto tem autonomia financeira”. Questionado sobre a possibilidade de processar o InIR, afirmou “com certeza”. Sobre os pagamentos contingentes de 705 milhões de euros previstos em acordos entre EP, bancos e concessionárias, referidos pelo TC no relatório de auditoria ao modelo do sector rodoviário, Paulo Campos acabou por afirmar na entrevista que “não houve nenhuma negociação”. O ex-secretário de Estado acabou por não responder à questão das compensações contingentes, que o TC diz só ter descoberto durante a auditoria. “Essa não é a informação que tenho, que me foi prestada pela EP”, afirmou, sublinhando a confiança no trabalho de Almerindo Marques, que liderou a concessionária (…) Sobre os custos para o contribuinte com as PPP, Paulo Campos afirmou que “o contribuinte vai pagar aquilo que neste momento está no Orçamento do Estado”. “Não tenho dúvidas sobre os números do Orçamento de Estado de 2012 de Vítor Gaspar”, que inclui “todos esses valores”, afirmou, acrescentando que “dizer agora que há novo buraco não é verdade” e que “também o TC se engana”, no Jornal de Negócios.
Quem decide jogar ao ataque como Paulo Campos fez esta noite na RTP1, assumindo ser essa a sua melhor defesa, mais do que responder a todos, tem de responder a tudo sob risco de se remeter ainda mais à defesa. E na surpreendente entrevista de hoje ao Telejornal, perante um José Rodrigues dos Santos agressivo como nunca, o ex-governante esquivou-se várias vezes à pergunta directa que o jornalista lhe colocou repetidamente: houve, ou não, a negociação de compensações contingentes à revelia do Tribunal de Contas como esta instituição afirma? Enfim, o ex-governante lá foi engolindo em seco e chutando para canto.
Quanto ao mais, ficámos a saber que os responsáveis do InIR não dizem a verdade, que Almerindo Marques é que tratou das negociações, que Vítor Gaspar concordou com os números e que, por lo tanto, é o Tribunal de Contas que está equivocado…

A Receita Fiscal Consolidada será este ano de 71 859 Milhões.