começa mal

“Luís Menezes, vice-presidente do PSD, não aceitou alargar [inquéritos] às PPP da Saúde”, hoje no Diário Económico (página 44).

Ora, parece que, afinal, a comissão parlamentar de inquérito às PPP incidirá apenas sobre as PPP ferroviárias e rodoviárias, deixando de fora aquelas que se encontram no domínio da saúde. No que diz respeito a estas últimas, afirma o deputado do PSD, citado no mesmo artigo, que incluir a saúde no âmbito do inquérito “faria com que a investigação fosse menos consequente”.

Bom, começo primeiro por dizer o seguinte: não tendo grandes expectativas quanto às consequências práticas desta comissão parlamentar, aplaudo a iniciativa pois esta enquadra-se na necessidade que tenho vindo a defender de renegociar – e no limite, se essa renegociação não resultar, de revogar – todos os contratos que, abusivamente, assegurem procura garantida aos concessionários privados. São, em suma, os tais contratos de Lesa-Pátria que tanto tenho criticado. Segundo, dado que os abusos nos últimos anos foram de tal forma generalizados – até riscos fiscais se garantiram! – é evidente que, numa fase inicial de inquérito, todos os contratos terão de ser vistos, a fim de filtrar aqueles que enfermam dos problemas anteriores e diferenciando-os daqueles que são razoáveis. E, por isso, também a saúde teria de ser incluída nessa análise já que os encargos líquidos do Estado nas PPP da saúde representarão, por ano, cerca de 30% de todos os encargos até 2019.

Quanto à natureza “consequente da investigação” alegada por Luís Menezes, enfim, não gostando eu de fulanizar estas questões, pareceu-me de muito mau tom que o PSD tivesse nomeado Menezes para seu porta-voz nesta matéria, nomeadamente para anunciar que nas PPP da saúde as coisas são diferentes (porque não hão-de ser), quando é público que este mesmo deputado é director-geral de uma das maiores redes de análises clínicas privadas do País. Ora, para defesa do Governo, do Grupo Parlamentar do PSD e do próprio senhor deputado, teria sido preferível nomear outro porta-voz…

2 pensamentos sobre “começa mal

  1. Dervich

    Muito antes do pai deste artista ter jurado (sonhado) para si próprio ser 1º ministro deste país, já todos tinhamos topado à légua a sua total ausência de conteúdo, condizente com a sua formação de ex-playboy folgazão que se alinhou sempre na direcção para a qual soprava o vento…

    Temos agora de levar com a versão 2.0 deste produto, tem um aspeto final bem mais polido, vem com um update tecnocrático e com novas funcionalidades…mas os erros de concepção são os mesmos da primeira versão!

    Abranhos será perto de V.Nova de Gaia?!…

  2. Manuel Costa Guimarães

    O departamento de comunicação do Governo é um cancro. Como é que é possível ser tão fraco?
    Não há um único gajo com dois dedos de testa para não se cometer este género de erros de palmatória?

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