Sem espinhas

Pedro Bráz Teixeira no Jornal de Negócios

Há uma década que andamos a tentar fazer consolidação orçamental e temos voltado sempre à estaca zero, porque nunca tomámos medidas de redução estrutural da despesa.Como os salários da Administração Pública e as prestações sociais representam cerca de quatro quintos do total da despesa é aqui que terá que haver reduções estruturais.

5 pensamentos sobre “Sem espinhas

  1. Carlos Novais

    Salários e prestações têm de se ajustar automaticamente à receita, por exemplo, a cada dois anos. Desta forma já se preocupariam com a contratação excessiva e a produtividade. Não existe qualquer alternativa, de uma forma ou outra é assim que acaba a ser feito, mas com tendência para adiar e piorar a situação.

    Se resultar de uma regra directa e muito mais transparente e educativo. Aumentos de salários e prestações poderiam resultar de alguma forma deste processo também.

  2. Ricardo Arroja

    Um excelente texto do Pedro Braz Teixeira. Estou totalmente de acordo: a simplificação administrativa e, já agora, também a simplificação legislativa são cruciais para aumentar o potencial de crescimento do País.

  3. Dervich

    “Do lado das remunerações, é preciso substituir as actuais tabelas salariais segundo dois princípios. Em primeiro lugar, é preciso que os aumentos por antiguidade (deixemo-nos de tretas, é isso que são as progressões) sejam claramente inferiores aos aumentos por promoção. Em segundo lugar, os aumentos da tabela devem deixar de ser fixos e passarem a estar indexados ao aumento da produtividade no sector privado numa média de, digamos, cinco anos.”

    Mas este iluminado está a falar de quê??!….Mas será que ele tem sequer noção do que está a falar?!…

    Para ser comentador ou opinador basta mandar uns bitaites como se estivesse na roulotte das bifanas?…

  4. vivendipt

    Eu acho que anda tudo a chegar atrasado à verdade. Basta ouvir o prof. Medina que já fala aos anos.

    E ele esta semana convidou um português do Dubai que falou que por lá não se paga impostos para nada.

    O caminho é:

    Querem estado social? Só com protecionismo.

    Não querem estado social? Fim dos impostos.

    Portugal parece não saber o que quer e quem tudo quer nada tem.

    vivendi-pt.blogspot.com

  5. Carlos Novais

    Sistemas de indexação a produtividade e o que mais valha são temas de micro-gestão individual, por quanto importante sejam não resolvem o problema estrutural.

    Se os salários e prestações “representam cerca de quatro quintos do total da despesa” só a indexação à receita pode reduzir o défice a zero. Se não num sistema anual que seja plurianual. Existe alternativa? não de todo. Não custa nada reconhecer. O que é preciso nestes momentos é não fugir da realidade criando distracções difusas para ficar tudo mais ou menos na mesma.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.