Paixão comunista explicada aos pequeninos

Fonte: theaustralian.com.au

Fontes: The Australian e SII (Serviço de Informações Insurgente)

Uma prova mais do espírito igualitário do glorioso sistema político norte-coreano, que não descrimina em função da altura das pessoas. Todos os esfomeados são iguais…

Vale a pena ler na íntegra A Grim Reminder of the Pervasive Evil of Communism, de Dan Mitchell.

Like its evil twin of Nazism, communism is an utterly despicable ideology that explicitly elevates the state over the individual.

That’s actually the nicest thing that can be said about this barbaric system. If you want to begin to understand the human cost of communism, watch this short Reason TV video featuring Lee Edwards.

Sometimes, it’s helpful to mock this disgusting philosophy with humor, as Reagan did so effectively (see the fourth video at this link and the first video at this link). Or we can use jokes like this doctored image.

And we can point out that communism is so inefficient that you wind up with rationing of everything from food to toilet paper.

But let’s not forget that communism isn’t just a sad page from history. Some people are still suffering under the yoke of Bolshevik tyranny.

Here are some excerpts from a report in the Australian.

35 pensamentos sobre “Paixão comunista explicada aos pequeninos

  1. É claro que há imagens que valem mil palavras. Mas não se esqueçam também de procurar imagens dos habitantes dos cortiços de Seul, de Nova Deli, do Rio de Janeiro, dos musseques de Luanda, enfim, da Skid Row de Los Angeles, e da pobreza e fome que também grassa nos países onde o capitalismo liberal impera. Não tenham vistas curtas. E por que não? Procurem também imagens actuais de pobres portugueses a esgravatar nos caixotes do lixo (e criancinhas preferencialmente, já que estão numa de propaganda). Eles andam por aí. Tenho-os visto à noite, da minha janela.

    Se o comunismo igualitário não responde às aspirações humanas, em particular, a liberdade individual, de modo a que os indivíduos possam perseguir livremente os seus interesses egoístas, o capitalismo liberal também tem o seu Livro Negro e as suas vítimas. Ou não o sabem?

  2. Ramone

    “Se o comunismo igualitário não responde às aspirações humanas, em particular, a liberdade individual, de modo a que os indivíduos possam perseguir livremente os seus interesses egoístas, o capitalismo liberal também tem o seu Livro Negro e as suas vítimas. Ou não o sabem?”

    É evidente que não sabem. Basta escutá-los, quando algo corre mal é porque não é o verdadeiro capitalismo, que se for o verdadeiro capitalismo nada nunca corre mal.

    O capitalismo é para os liberais como o divino, está em toda a parte e em parte alguma [dependendo das conveniências].

  3. Ramone

    Se o comunismo é como o nazismo então Passos Coelho tem no mínimo de demitir-se uma vez que negociou a venda de ativos do Estado português com o PC chinês, que para vocês é quivalente ao nazismo. Se não se demitir tem de ser demitido por Cavaco Silva. Se Cavaco Silva não o demitir deveria então ser deposto. E quem da direita não vier para a rua, para os blogs, para os jornais lutar pela demissão imediata de Passos e Cavaco é também imputável, ou seja, o insurgente e outros blogs de direita que continuam a apoiar o actual governo, que negociou com comunistas – que, dizem vocês, são como os nazis – são portanto complacentes com aquilo mesmo que dizem ser equivalente ao nazismo.

    Ah, esqueci, vocês são escribas do capitalismo e portanto, em última análise, estão bem a cag@r-se para aquilo que vocês mesmo dizem, porque o que conta são os negócios.

    Que palhaçada!

  4. Ramone

    É por causa desta palhaçada completa que é a contradição ambulante do pensamento e prática da direita em relação ao comunismo que eu digo e volto a dizer – equivaler o comunismo ao nazismo é favorecer o nazismo, é dar-lhe espaço para avançar.

  5. A. R

    O comunismo é apenas o lado dos vencedores de uma ideologia comum que partilhou ideias, massacres, treino de soldados, invasões, repartição da Europa e champanhe francês: nazismo-comunismo. O nazismo apenas massificou a repressão comunista com rigor germânico.

  6. Aladin

    “equivaler o comunismo ao nazismo é favorecer o nazismo”

    1- Hitler: “não sou apenas o vencedor do marxismo…sou o seu realizador. Aprendi muito com o marxismo e não tenciono escondê-lo. O que me interessou no marxismo foram os seus métodos….todo o nacional-socialismo está lá contido”
    (Hermann Rauschning, “Conversas com Hitler”)

    Hitler (Chefe do Partido Nacional SOCIALISTA dos Trabalhadores Alemães): os “meus desacordos com os comunistas são menos ideológicos que tácticos” e “agora que a idade do individualismo terminou, a nossa tarefa é encontrar o caminho que conduza ao socialismo”.

    Hitler: “o problema dos políticos de Weimar foi nunca terem lido Marx”.

    De resto é sabido que Hitler foi eleito com os votos dos comunistas.

    Paul Eltzbacker (ilustre teórico nazi) : “o bolchevismo é o Estado forte … totalmente liberto do respeito excessivo pela liberdade individual e da lassidão sentimental que sofre a democracia”

    Mussolini ( fascista e oriundo da ala esquerda do Partido Socialista Italiano) : Fascismo é “Tudo para o Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado”

    Em síntese: são doutrinas com a mesma génese, partilham o mesmo ADN totalitário, não são opostas e têm uma visão do homem como mera engrenagem de um colectivo.

    O inimigo jurado de todas elas é o liberalismo, hoje associado a globalização, mercados, capitalismo, americanos, etc. O Ramone confirma esta tese.

    Segundo Ludwig von Mises (O Estado Omnipotente), o programa económico de Hitler pôs em execução 8 das 10 medidas urgentes preconizadas por Marx no Manifesto Comunista de 1847.
    No 10º ponto do Programa Nazi, de 1920, Hitler anunciava a “abolição dos lucros obtidos sem trabalho e sem esforço”, o que nos soa muito próximo das modernas diatribes de Jerónimo de Sousa ou Francisco Louça.

    Mais exemplos, entre muitos outros, que não deixam qualquer dúvida sobre o inimigo comum dos nossos “compagnons de route”:

    “…estamos a combater o capitalismo. Estamos a tornar as pessoas completamente livres”
    (Adolf Hitler)

    “ Nós queremos destruir o estado burguês”
    (Salvador Allende)

    “Se o século XIX foi o do indivíduo (liberalismo) o séc actual é o século colectivo”
    (Benito Mussolini)

    “A crise pré-revolucionária legou-nos um outro problema: o do combate e da constituição de uma alternativa dentro e contra o regime da democracia burguesa.“
    (Francisco Louça)

  7. Ramone

    Este post não está a aceitar os meus comentários.

    Enfim, é evidente que o Nazismo e o Fascismo são anti-comunistas e que, portanto, já aí, eles são uma formação capitalista.

    Citações há para todos os gostos. E nem é preciso montá-las, manipulá-las, como algumas estão.

  8. Ramone

    O que este post e alguns comentários não levam em conta é uma diferença que não é entre nazismo e capitalismo mas entre capitalismo nazi ( e capitalismo fascista) e capitalismo liberal – aqui há sem dúvida uma distinção importante, ou seja, o capitalismo liberal é diferente do capitalismo nazi (e fascista) sendo que a semelhança que partilham é a do anti-comunismo. Em último recurso o capitalismo prefere o fascismo ao comunismo – precisamente porque o fascismo é ainda capitalismo. Não é por acaso que os EUA pressionaram a queda de Allende para por lá Pinochet – mesmo tendo Allende sido eleito pelo povo.

    O capitalismo portanto aproveita a sua posição dominante para negar a sua própria história, a história das suas formações ao longo do seu processo, também ela com um enorme lastro de sangue e repressão.

    Já os comunistas, a meu ver, não devem fazer o mesmo que os capitalistas, ou seja, devem assumir os estalinismo, os passados e os presentes,por exemplo na sua variante Norte-Coreana, como formações que pertencem à história do comunismo. Só assim pode o comunismo realmente aprender com a história – como é seu dever, aliás.

  9. Aladin

    “Só assim pode o comunismo realmente aprender com a história ”

    Nota-se que não sabe do que fala. O comunismo não aprende com a História. Baseia-se no determinismo histórico, a história está escrita ( como em qualquer religião) e nada há que os indivíduos possam fazer. O triunfo da comunismo e o fim do capitalismo é o final escrito em pedra, para os crentes.
    Nada do que aconteça pode, aos olhos deles, colocar em causa este final.

    A única coisa que se pode fazer é, (e entra o leninismo), apressar a coisa, fazendo com que os operários ganhem consciência de classe e cumpram a sua missão histórica. É para isso que serve o Partido.
    Aprender com a História? Que paradoxo! Como aprende com a História quem sabe o seu final?

    Quanto à diferença entre comunismo e nacional-socialismo, é apenas uma: onde está “classe operária” coloca-se “raça ariana” e os textos são intercambiáveis. Ora experimente. Vá aos textos fundacionais e faça este exercício. Verá que fica deslumbrado.

    O resto é igual, folclore incluido.

    O capitalismo nacional-socialista em nada se distinguiu do capitalismo de estado existente na URSS.

  10. Ramone

    Aladin, essa é a sua versão do comunismo. Eu duvido muito que você tenha investido minimamente na compreensão da matriz teórica do comunismo e portanto de minha parte mantenho apenas o que disse. Acho virtualmente impossível qualquer acordo entre o pensamento capitalista e o pensamento comunista, portanto, uma vez que estão minimamente expostas a sua e a minha posição de minha parte deixo este tema como esgotado aqui.

  11. Ramone

    Basta ver o programa actual do PCP para ver já que é diferente do que era há 35 ou 40 anos atrás, ou seja, que houve da parte do PCP uma recolha crítica do modelo soviético.

  12. lucklucky

    O Comunismo assassina porque quer controlar tudo.
    Tal como o Islão. Outro movimento político totalitário que se arroga de controlar os infímos pormenores da vida humana. Têm de matar está nos genes políticos da coisa.

    Se deixam de defender o totalitarismo transformam-se numa ditadura autoritária como o Salazarismo, Fascismo…

  13. Paulo Pereira

    Uma perspectiva evolutiva :

    – os sistemas comunistas e fascistas são muito minoritários apesar de já terem sido bastante menos minoritários

    – os sistemas capitalistas/sociais democratas são muito maioritários apesar de já terem sido muito menos maioritários

    conclusão :

    os sistemas capitalistas/socais democratas são muito mais aptos no mundo actual, quer porque produzem muito mais bens e serviços quer porque proporcionam muito maior bem estar .

  14. Ramone

    Paulo,

    “os sistemas capitalistas/socais democratas são muito mais aptos no mundo actual, quer porque produzem muito mais bens e serviços quer porque proporcionam muito maior bem estar .”

    Na Europa e na América isto é verdade e aplica-se por agora, no entanto, mesmo na Europa e na América a percepção parece-me é que o capitalismo já proporcionou maior bem estar do que o que proporciona hoje – hoje gera muito mais ansiedade do que gerava há 10 ou 20 anos atrás.

    A meu ver o que Marx substimou em relação ao capitalismo foi a capacidade deste transformar as suas contradições em produtos, em mercado; o que o capitalismo está a substimar é que esta permanente transformação em mercado de suas contradições está a gerar mercados cada vez mais abstractos e indiferentes ao dia-a-dia das democracias e dos povos – ao seu bem estar para usar a sua pedra-de-toque.

  15. Paulo Pereira

    O que acontece é que os capitalistas práticos (os empreendedores) são “enganados” ou querem ser enganados (ainda não percebi bem isto , pode ser um Stockholm Syndrome ) por certos ideologos , que os tentam convencer que o Estado Social é contra os interesses dos capitalistas.

    O deveria ser óbvio para os capitalistas práticos, que o que querem é ganhar cada vez mais dinheiro com o minimo de esforço e risco, o Estado Social é uma benção porque fornece a mão-de-obra mais qualificada e saudavel, e o mais importantes os consumidores que compram os bens e serviços produzidos pelos capitalistas.

    Mais, como o lucro capitalista é proporcional ao investimento privado + deficit publico + balança corrente, mas como o investimento privado é pro-ciclico o capitalista deveria ser o primeiro a pressionar os governos a manter o PIB sempre crescente, de forma a maximizar os lucros.

    Felizmente a estupidez deste Euro vai demonstrar estes factos e assim os capitalismo vão acabar rejeitar os ideologos que estão a destruir os seus lucros e o seu modo de vida.

  16. Paulo Pereira

    errata ;

    Felizmente a estupidez deste Euro vai demonstrar estes factos e assim os “capitalistas” vão acabar rejeitar os ideologos que estão a destruir os seus lucros e o seu modo de vida.

  17. Ramone

    A meu ver os ideólogos capitalistas laboram sob o pressuposto que a cada dia se renova a tão famosa competição entre indivíduos despidos de qualquer pressuposto além daquele de suas qualidades individuais. A meu ver, isto não é assim, ou seja, cada vez mais se formam massas de pessoas que simplesmente não têm acesso ao princípio da competitividade tal como os ideólogos do capitalismo o tomam, ou seja, que estão formadas elites restritas que de facto usam todo o seu poder acumulado para restringir a livre competitividade de modo que, a meu ver, esta livre competitividade é hoje uma caricatura de si mesma. Esperar que haja uma abdicação deste poder acumulado por elites cada vez mais restritas e separadas dos povos sem medidas revolucionárias e igualitárias é a uma espera em vão – é o capitalismo que hoje canta os amanhãs que cantam, quer dizer, o verdadeiro capitalismo vai ser sempre para amanhã.

  18. Paulo Pereira

    O capitalismo precisa, além de capitalistas, de :

    a) Trabalhadores saudáveis e educados (serviços do estado social) para que sejam produtivos e criativos

    b) Consumidores com salários que cresçam com a produtividade (baixo desemprego) e que poupem pouco (pensões do estado social)

    c) Bancos que forneçam crédito

    d) Leis e regulamentos que mantenham a concorrência e os contratos

    e) Estado que mantenha o PIB a crescer continuadamente através de medidas anti-ciclicas (baixar taxas de juro e impostos nas recessões e fazer o inverso nas expansões gradualmente)

    Mas ser capitalista não interessa a toda a gente.

    Muitas pessoas preferem ser empregados de outros ou funcionários públicos, ou artistas, ou profissionais liberais.

    Por exemplo, os artistas em geral beneficiam dos lucros dos capitalistas.

    O capitalismo com Estado Social é o sistema que melhor dá resposta aos vários tipos (fenotipos ?) de pessoas que existem numa sociedade.

    O capitalismo sem Estado Social é instável e normalmente evolui para o capitalismo-social a bem ou a mal.

  19. Ramone

    “Por exemplo, os artistas em geral beneficiam dos lucros dos capitalistas.”

    Bom, até certo ponto podemos dizer isso. Mas o capitalismo beneficia muito mais dos artistas. O que seria de uma sociedade sem arte? “Um cadaver adiado que procria”, atrevo-me a dizer, que parece ser o que mais se parece com Portugal, embora já nem propriamente se procrie dado o envelhecimento da população.

  20. Ramone

    Por falar no envelhecimento da população na Europa e em Portugal é incrível que os ideólogos do capitalismo não coloquem a simples hipótese de esta estar intimamente associada à crescente precarização da mão-de-obra, ou seja, a de que as necessidades contemporâneas do capitalismo – a de ter uma mão-de-obra sempre disposta a correr de um lado para o outro – esteja intimamente ligada ao decrescimento da natalidade. É que o estar disponível a correr de um lado para o outro não me parece muito compatível com as perspectivas de estabilidade que hoje em dia as pessoas precisam para gerar e criar filhos. Mas como a estabilidade da mão-de-obra passou a ser quase uma ideia parasítica – os tais piegas de Passos Coelho – não me parece que o quadro se reverta.

  21. lucklucky

    O que seria de uma sociedade sem arte? “Um cadaver adiado que procria”

    Excelente definição do Comunismo. Uma civilização sem nada.

    ——-
    Ramone afinal os países pobres devido à precarização de tudo deixaram de ter filhos. Quando é que você começa a pensar?

    Não há filhos porque

    -Os velhos(e os novos acreditaram nos velhos) votaram para que cada vez mais impostos atinjam o custo do trabalho.
    -Complexo de zero falhas, Sem uma data de requisitos preenchidos não se deve ser pai e mãe. Isto levou a uma explosão do custo de ter um filho a todos os níveis.
    -Nobreza estatista- Educação cada vez mais cara, quando deveria ser cada vez mais barata.
    -Esquerda, Contra-Cultura.

  22. Ramone

    “Ramone afinal os países pobres devido à precarização de tudo deixaram de ter filhos. Quando é que você começa a pensar?”

    Nos países pobres, a meu ver, há mais filhos porque há também menos acesso ao controlo da natalidade e há também ainda o facto de muitas mães não trabalharem e até a disponibilidade de deixar os filhos na rua ao cuidado de alguém da comunidade, uma outra ou outras mães que não trabalhem digamos assim.

    À medida que um país se educa melhor as famílias deixam menos de aceitar que os filhos andem à solta na rua e portanto passam a necessitar de mais segurança para os filhos, de maior estabilidade. A partir daqui não há volta atrás, ou seja, a diminuição do sentimento de segurança vai gerar uma diminuição da natalidade.

    Aliás o próprio facto de você [parecer] admitir que nos países pobres há tanto ou mais natalidade do que nos países ricos parece indicar uma disfunção não nos países pobres mas nos países mais ricos.

  23. Ramone

    Além disso você não explica porque é que na Alemanha a taxa de natalidade também é das menores do mundo, concerteza que as razões que voce invoca para a baixa da taxa de natalidade não são transferíveis facilmente para a Alemanha que é dos países com maior rendimento per capita na Europa.

  24. Aladin

    “Eu duvido muito que você tenha investido minimamente na compreensão da matriz teórica do comunismo ”

    Tenho a impressão que investi algo mais do que o Ramone.

    Se for capaz de contestar a minha mensagem sem tentar descredibiizar o mensageiro ( boa aprendizagem da técnica leninista), gostaria que o fizesse.

    Para começar, talvez explicar aqui a este seu amigo, porque razão acredita que a classe operária está vocacionada para acabar com as classes. Não me diga que não acredita nisso, porque então não leu Marx e não sabe que essa profecia milenarista é o seu core .

    Depois pode continuar pelo determinismo histórico e explicar porque razão acredita que o futuro está inscrito em pedra ( Marx dixit).

    Se não acreditar nestes dois dogmas, então é comunista de ritual, como aqueles cristãos que nunca leram a Bíblia, nem sequer a entendem, mas vão à missa porque sim, porque acham que é bonito e isso.

    A propósito do “cadáver adiado”, sabia que Fernando Pessoa abominava o socialismo?

  25. Ramone

    Se Portugal hoje partilha alguma coisa com a Alemanha em termos económicos não é certamente o pib per capita que é bem menor entre nós, nem a taxa desemprego, mas, talvez, a ideia de uma mão-de-obra flexível. Ora, isto não compensa de todo os bons ordenados já que pode persistir a instabilidade de a qualquer momento a pessoa ter de ser “flexibilizada”. Embora, admito, que isto é uma hipótese a verificar, ou seja, se na Alemanha também vingou a ideia da flexibilidade da mão-de-obra. Se sim, julgo que a minha hipótese sai fortalecida, se não, se na Alemanha o pensamento dominante quanto a esta questão é o contrário, então a minha hipótese sai enfraquecida.

  26. Ramone

    Aladin, você esquece uma coisa muito simples em Marx – que o seu apelo à luta (leia o fim do Manifesto Comunista) significa precisamente que não há determinismo. Onde há determinismo é contraditório apelar à luta. Este simples facto já o deveria advertir para a fragilidade da sua tese.

    Quanto a Fernando Pessoa, sim, é verdade, mas eu perdoo-o :))

  27. A. R

    O Marxismo sempre foi um ópio dos intelectuais. Os intelectuais muitos são-o apenas porque habitam o círculo de elogio recíproco da esquerda. Pablo Neruda cantava Estaline e ele já levava 20 milhões de mortos

  28. Aladin

    Bem, Ramone, quem leu a obra de Marx sabe imediatamente que você, ou não leu, ou não percebeu.
    Não é de admirar. 90% daqueles que se dizem comunistas, jamais leram algo mais do que os slogans.
    Se lessem e entendessem, não seriam comunistas.

    Reparo que não respondeu às minhas questões. E ao negar o determinismo histórico faz como Pedro, na véspera da morte de Cristo.

  29. Aladin

    A pergunta a que não responde:

    Porque razão acredita que a classe operária está vocacionada para acabar com as classes? Que é que a classe operária tem de diferente das outras classes de tal modo que operará a última síntese? Que Deus a investiu nessa “missão histórica” ( Marx dixit)?

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