Sinais de uma Crise Económica

Sinais de que uma Economia está doente:

Encerramento de Comércio. Fecham lojas tradicionais e… hipermercados! Nos centros comerciais, lojas médias são substituídas por “baratuchas” ou por simplesmente publicidade ao centro.

Economia mais Dual. Fecham lojas para classe média, abrem para alta e baixa (Humor de Maria José Nogueira Pinto) (Humor em Beja) (Humor em Setúbal) – O problema é grave e de nada adiantam esses “regulamentos” se a Economia não melhorar…

Injustiça Inter-geracional. Desemprego jovem próximo dos 40%! – Ministro Alemão diz o óbvioCidade Alemã que ofereceu oportunidades de emprego foi inundada.

Desemprego Recorde. Taxa atinge 14,8% – a mais alta desde que há registos! E é a 3ª na Europa (ES-23,3%; GR-19,9%)

Dívida Recorde. Dívida é de 371.000 Milhões. PIB de 2011: 228.538 Milhões. Recorde de dívida externa foi de pouco mais de 400.000 e ainda não estamos muito longe.

Emigração Recorde. Maior vaga desde a guerra colonial. Veremos como serão os próximos anos.

O Governo ques estava a deteriorar a situação caiu. O sector exportador está a reagir. Mas isto não passa amanhã…

PS: Sobre a capa do jornal e a carga nele mencionada, recomendo o artigo do Tiago Loureiro “Há bufos na extrema esquerda portuguesa

8 pensamentos sobre “Sinais de uma Crise Económica

  1. Na década de sessenta, no auge da guerra emigraram anualmente, no máximo, 100.000 portugueses, grosso modo, 1,2% da população. Dizia-se que as pessoas votavam com os pés.
    Agora parece que vamos nos 150.000, isto é, 1,5% da população. E a este número devíamos somar os imigrantes que foram embora.
    Conclusão, os cidadãos continuam a votar com os pés.
    Só este número devia ser suficiente para o governo ver que está a seguir uma política errada e que, a continuar, não tarda muito que não temos, sequer, país.
    De notar que quem emigra é, na grande maioria, a população activa, isto é, num único ano mais de 3% da população activa abandonou o país. Somando os tais 150.000 aos imigrantes que nos abandonaram.

  2. Luís Lavoura

    O facto de a emigração ser alta não quer dizer que a economia está doente – bem pelo contrário. É que a economia de um país, quase sempre, desenvolve-se quando há emigração.
    Por exemplo, na década de 1960, Portugal teve uma das maiores taxas de crescimento económico do mundo (foi a época do chamado “milagre económico português”), em simultâneo com uma emigração maciça.
    Outro exemplo, nos séculos 18 e 19 a Inglaterra desenvolvia-se rapidamente ao mesmo tempo que os ingleses emigravam às dezenas de milhares para a América.

  3. Luís Lavoura

    Se é verdade que fecham lojas tradicionais, muitas outras abrem. Na minha rua ainda há pouco tempo abriu uma frutaria de uma chinesa (sempre impecavelmente limpa, e com uma decoração muito agradável), uma mercearia enorme de uns nepaleses (que substituiu o supermercado ACSantos que faliu), e uma mercearia gourmet de umas senhoras portuguesas. Tudo lojas novas que vieram substituir outras que desapareceram.
    E, de qualquer forma, dado o estado anquilosado e não competitivo do comércio tradicional, é desejável que muito dele desapareça.

  4. Luís Lavoura

    É normal que desapareçam hipermercados à medida que aumenta o preço da gasolina. Muitos dos hipermercados localizam-se em periferias e vivem à custa da disponibilidade das pessoas para irem às compras de carro. Quando essa disponibilidade desaparece, vai-se a rentabilidade desse modelo de negócio.

  5. Ricardo Campelo de Magalhães

    Claro Luís Lavoura, isto no fundo são tudo sinais de uma economia a crescer como as dos BRIC.
    Há até quem ache que se a dimensão demográfica não fosse importante até deveríamos falar dos PRIC!

  6. F. David Cruz

    Em relação aos dados sobre o fluxo emigratório, a fonte não é segura. Foi um número atirado para o ar pelo Secretário de Estado dos Transporte: “O anterior Governo escondeu as estatísticas da emigração. Sempre dissemos que estavam a sair de Portugal uma média de cem mil pessoas por ano. Não escondemos que os portugueses continuam a sair do País e esse número terá aumentado no ano passado, admito que terá atingido os 150 mil”.

    Na verdade, nenhuma entidade detém o número exacto ou aproximado de emigrantes, pois, na actualidade, os movimentos de saída de Portugal não são sujeitos a qualquer controlo e/ou registo, nomeadamente no espaço comunitário onde a circulação de pessoas é livre. Eventualmente é possível determinar um número com base nos vistos de trabalho/autorizações de residência concedidos por países extracomunitários. De qualquer maneira, a realidade emigratória dentro das fronteiras europeias acaba por ser desconhecida.

    O INE efectua estimativas de fluxos de saída com base na equação de concordância (balanço entre nados vivos e óbitos, imigrantes e emigrantes) e num antigo inquérito (Inquérito aos Movimentos Migratórios de Saída). Deste modo, estimou-se, entre 2008 e 2010, uma média anual de 20 mil saídas, contrastando com a média de 100 mil por ano apontada pelo governo. Embora se admita que os dados do INE estejam a subvalorizar o fenómeno, os números desembuchados pelo Secretário de Estado são claramente irrealistas. Basta considerar que 150 mil indivíduos perfazem 2% da população em idade activa residente em Portugal e 500 mil correspondem a 7 pontos percentuais. Não estamos perante tamanha sangria populacional.

  7. Paulo Pereira

    Bastaria o indicador do desemprego para perceber que a nossa economia é insustentável !

    Só um choque fiscal com redução em pelo menos 50% do IRC e da TSU nos sectores transacionáveis poderá ter alguma hipotese de sucesso.

    Precisamos de um crescimento anual do PIB de pelo menos 2,5% , sem isso vamos há falência gradualmente.

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