disparidades regionais

“Most of Portugal’s manufacturing exports – garments, footwear, textiles, ceramics, wood products, metal goods and electronic components – are produced by thousands of small and medium-sized companies in the north (…) Businessman say investment in the north is natural and risk based, not decreed investment such as the $2.6bn channelled in a Ford-Volkwagen car plant near Lisbon. The output of this single project is roughly equivalent to that of the whole northern footwear industry (…) Prof. Pedro Arroja, an Oporto-based economics expert, calculates that the north makes an annual net transfer to the south of more than $3bn as result of relatively higher tax contributions and a lower level of public services in relation to the size of the population. This helps to explain why gross domestic product per capita in the north, about 87 per cent of the national average trails behind that of the Lisbon area, where it is about 129 per cent of the Portuguese average”, no Financial Times de 11/02/1997.

Ora, hoje em dia, o PIB per capita na região Norte é de 80% da média nacional e em Lisboa é de 141%. Quanto à transferência líquida do Norte para Lisboa, e para esse efeito de todas as regiões (com excepção do Algarve) para Lisboa, vou ainda estimá-la, mas dos números anteriores tudo indica que, a preços constantes, aquela transferência líquida deverá ser hoje superior aos 3 B’s de dólares de então.

5 pensamentos sobre “disparidades regionais

  1. Andre

    Pois, só que desde 1997 as exportações portuguesas sofreram uma transformação muito relevante. A nossa maior exportação passou a ser máquinas e veículos e a segunda maior produtos refinados. Essa visão do norte produtor e de Lisboa gastadora é um completo anacronismo. Máquinas e veículos produzidos na região de Setúbal e produtos refinados produzidos em Sines e Famalicão. O têxtil, calçado, e componentes electrónicos (aka Quimonda) desapareceram, pelo menos em termos relativos.
    Quanto aos subsídios, transferências, etc… Como as sedes dos ministérios estão em Lisboa, é natural que haja transferência líquida para a capital.
    Enfim, atirar para o ar números com 15 anos sem qualquer espécie de análise…

  2. Paulo Pereira

    Exacto os numeros não enganam : Região Norte fortemente exportadora e Região de Lisboa fortemente importadora .

    Ver INE .

  3. Manuel Costa Guimarães

    Caro André,

    “O têxtil, calçado, e componentes electrónicos (aka Quimonda) desapareceram, pelo menos em termos relativos”.
    Por favor actualize-se.

    Como diz o Paulo Pereira, está tudo no INE.

  4. Carlos Novais

    Ricardo

    Essa estimativa devia tentar estimar por Região:

    PIB Privado = PIB – (Salários e Pensões do OE), como este rubrica são cerca de 2/3 do OE, o restante 1/3 do OE e é uma questão menor (idealmente deveria ser estimada também).

    Depois era comparar por Região:

    “PIB Privado” versus “Salários OE + Pensões OE”

    Não esquecer que os “Salário OE e Pensões OE” são Impostos pagos pelo PIB Privado (e esses salários e pensões pagos pelo OE não originam impostos, isso é uma falácia contabilística). Só assim se consegue ter uma ideia da contribuição líquida de cada região, e quanto beneficia na parte do OE.

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