Serviço púbico

Li o post da Helena de Matos no Blasfémias e não acreditei. Cliquei no link e esperei que a referência fosse metafórica. Mas não, a televisão de serviço público que é paga por todos os clientes de electricidade, tem mesmo uma sondagem no seu website com a seguinte pergunta “Acha que, se a situação se degradar, as Forças Armadas deveriam levar a cabo uma operação militar para derrubar o Governo, como sugere Otelo Saraiva de Carvalho?”. Um conhecido assassino fala umas baboseiras perigosas, a esquerda sedenta de sangue aplaude, e o serviço público de televisão trata não só de as noticiar como de as tornar assunto de discussão.
Mas o pior, do ponto de vista pessoal, veio depois. Com a seta do rato sobre a sondagem, lembrei-me disto, disto e disto e hesitei na resposta. Mas não, é certo que o país se tornou num lugar difícil de viver, mas sondagens destas lembram-me de que ainda há muito caminho a fazer para baixo.

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14 pensamentos sobre “Serviço púbico

  1. HRamos

    Bom… A tensão (social e não só) está aí, só não vê quem não quer… Portanto já não falta tudo…

  2. António José

    O senhor deve pertencer aos amigos que estão no poder e nos partidos, pois eu acho que deviam haver alguém simplesmente que elimina-se do mapa da terra todos os actuais politicos e anteriopres politicos que estiveram nos vários governos que curromperam e destruiram este pais, começando pelo passos coelho, que tem um curriculo invejável, já que estudou tanto economia que só acabou o curso aos 37 anos e começou a trabalhar no padrinho de muitos corruptos da politica como é o angelo correia aos 40 anos.
    Eu acho que devia haver um 25 de Abril para acabar com as regalias que os politicos criaram para eles próprios e não para servir o país e as pessoas que nele vivem,

  3. Sebastien De Vries

    C.G.P.: …estes trolhas de factos deveriam cavar batatas, duvidando que, mesmo com os subsídios, os nossos experientes agricultores os quisessem dados;

    Há uma mania que me vira o miolo: construír realidades só com intenções prévias!
    Quem é o tiririca da TV Pública que pretende que seja realidade?
    É que não há o mínimo indício dessa imaginativa realidade…a não ser que é o “ele disse” que serve de critério para a existência de uma realidade.
    Ora, independentemente de quem seja Otelo, o certo é que essa ideia nem passa pela cabeça de ninguém.

    Imagine-se que o resultado era de 60% ao sim da intervenção pretoriana. E? A noticia seria “puôbo “acha” que exército deve intervir como considera Otelo”. E? E?

    Cuidemos dos factos, dos indícios e deixemos as literaturas de desejos para o deleite poético…não precisamos de noias nesta fase do campeonato. Trabalhar e pagar, ok?

  4. Luís Lavoura

    O Carlos fala neste post por duas vezes de “serviço público”.
    Considera o Carlos que, se isto se passasse numa televisão privada, haveria menos a criticar?
    Considera o Carlos, pois, que o serviço público deve ser submetido a padrões mais altos do que o serviço privado?
    E, se isto fôr assim, considera o Carlos que se deve privatizar a RTP? É que, nesse caso, a privatização corresponderia a um abaixamento dos padrões.

  5. PT

    Luís Lavoura: O que se considera aqui é que uma empresa pública, paga com o dinheiro dos contribuintes está a contribuir para dar voz às opiniões de um ASSASSINO condenado em sede de Justiça e, quiçá, a ter um papel activo numa incitação a uma insurreição armada. Ora, receber dinheiros públicos para fomentar revoltas não me parece propriamente “serviço público” e é uma razão de peso para se privatizar uma (mais uma) empresa estatal que só dá prejuízos e ainda por cima presta-se a estes serviços de megafone à pior escumalha que ainda gasta o oxigénio dos Portugueses a sério.
    Obviamente que se o caso se passasse num grupo privado seria na ,mesma altamente condenável mas pelo menos não seria patrocinado com dinheiro dos contribuintes.

  6. “Obviamente que se o caso se passasse num grupo privado seria na ,mesma altamente condenável mas pelo menos não seria patrocinado com dinheiro dos contribuintes.”

    E podiam ser multados!
    .

  7. Ricardo Campelo de Magalhães

    Instala-te aí para uma estadia longa e vai vendo se há lugares para mais uns Insurgentes por aí…

  8. “Mas não, é certo que o país se tornou num lugar difícil de viver, mas sondagens destas lembram-me de que ainda há muito caminho a fazer para baixo.”

    Caro CGP

    A escassa vantagem, de se já ter mais de meio século de vida, é recordar muita coisa que vimos passar.
    Especialmente quando isso corresponde, a ter vivido a adolescência no PREC.

    Caso não saiba bem, foi um processo revolucionário decorrente dum golpe de estado, causado pelo atropelo de Marcelo Caetano, aos “direitos adquiridos” dos Capitães do quadro permanente, quando tentou dar as mesmas regalias aos Capitães Milicianos.
    Este golpe de estado foi mascarado na bela democracia em que vivemos, que não é mais do que o mesmo estado corporativo, mas sem assembleia corporativa.

    Essa besta de que fala, já nos ameaçou fuzilar no Campo Pequeno.
    Tive amigos, em que toda a sua família foi presa, apenas porque eram netos ou filhos dum latifundiário alentejano, ao abrigo daqueles mandatos de captura assinados em branco.
    Entrei um dia em casa debaixo de rajadas de G3, que depois disseram que tinham balas de borracha, disparadas pelo gang dessa besta, conhecido por COPCON.

    Mas pelo que me contaram alguns antepassados, tudo isso foi uma brincadeira comparado, com o período 1910-1926.

    Conclusão:
    Não se preocupe Carlos.
    Como disse acima o Sebastien De Vries, isto não é nada, é só trabalhar e pagar.
    Se tiver a ganhar bem, não siga os meus conselhos anteriores, compre uma casinha e pague aquele IMI todo, para ajudar os conterrâneos. ;
    😉
    .

  9. “Se tiver a ganhar bem…”

    Eu não gosto do acordo ortográfico, mas mesmo que gostasse, isso não me dava o direito de escrever a calinada acima.

    Por isso devia ter escrito:
    “Se estiver a ganhar bem….”
    .

  10. Alguém me explica como podem ser possíveis resultados de 49 e 47% em Sim e Não respectivamente?

    Numa questão com apenas duas respostas possíveis, o que se passa com os 3% que faltam.

    Consultem os resultados da “sondagem”…

  11. Pingback: Brincar com o fogo… « O Insurgente

  12. Nuno B. M. Lumbrales

    Não basta a pergunta dizer que a ideia foi do Otelo para se perceber que não pode ser levada a sério?

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