A história do Soldado que matou 16 no Afeganistão

Na MSNBC.

Triste.

Para quando o fim deste erro Americano?

13 pensamentos sobre “A história do Soldado que matou 16 no Afeganistão

  1. Ricardo Campelo de Magalhães

    Não que eu tivesse visto.
    Só as palavras do Presidente do Afeganistão sobre as mesmas (e mesmo assim, seguido do spin habitual).

  2. Ricardo Campelo de Magalhães

    Luís Cardoso:
    Enquanto for soldado mata soldado…
    Notícia é matar civis. E então se fossem civis americanos no seu próprio país!!!
    Da última vez que isso aconteceu, meio mundo estava disposto a entrar em guerra!

  3. Uma notícia «soldado mata soldado inimigo», pode não ser grande notícia.
    Agora «soldado mata à traição, um soldado aliado» – acontecimento que, ao contrário do que menciona (deplorável, aliás), tem sido bastante frequente (vitimando franceses, australianos e muitos norte-americanos) – parece-me notícia, e não há spin que dê a volta a isso, do Karzai ou seu.
    Por falar em spin, há-de convir que numa guerra de insurgência, como a que se combate actualmente no Afeganistão, a diferença entre um civil e um militar não é assim tão grande; basta lembrar-se que os taliban deitam mão a mulheres, crianças, deficientes mentais, em suma, ao que conseguem para levar a cabo os seus atentados. Na verdade, nós damos mais valor à vida das mulheres, crianças e deficientes mentais afegãos, cuja morte lamentamos (seja obra de soldados ocidentais ou não), do que eles, cuja morte instrumental diligenciam.

  4. Aladin

    O “erro americano”, no Afeganistão é simplesmente deixar-se aprisionar nos seus próprios tabus éticos.
    Um exército que não usa a força necessária para ganhar, que encara a guerra como uma questão policial, não tem qualquer hipotese de prevalecer face a inimigos dispostos a ir aos extremos.

    Aprende-se isto no recreio da escola primária. O matulão ganha porque o seu tamanho mete medo. Mas se não for capaz de usar esse tamanho, perde face a um minorca que demonstrar ser “maluco”.

    Nenhum exército constrangido pode prevalecer face a um inimigo sem qualquer constrangimento.

    E sim, estar num ringue de boxe com as duas mãos presas atrás das costas, não vale a pena.
    Por isso, ou se usa a “massa” e os principios da guerra, ou é melhor nem a tentar fazer.

    Quanto ao militar que se passou, é normal. Acontece no trânsito e nas nossas aldeias e cidades, por razões bem menos relevantes.
    E só quem não viu morrer um amigo em combate, pode falar destas coisas lá do alto.
    Acontece e está previsto nos códigos de justiça militar.
    Para esses casos há o tribunal ou o tratamento psiquiátrico.

  5. CN_

    O Aladin também deve ser dos tais que acha que os americanos no Vietname só perderam a guerra porque não estiveram dispostos. a matar 2 ou 3 milhões de vietnamitas em vez de apenas 1 milhão (cerca de metade militares e metade civis). O erro americano dá-se quando deixam de estar dispostos a matá-los a todos para os salvar deles mesmos (afinal funcionou incinerar velhos, mulheres e crianças com 2 bombas atómicas). Aladin, quase que apostaria que deve ser um pro-life puritano convicto. Costuma bater certo.

  6. “Aladin, quase que apostaria que deve ser um pro-life puritano convicto. Costuma bater certo.”

    CN

    Você quase que aposta, eu no entanto aposto mesmo que você é um “americano fóbico”.
    Deve ter um “radar” a funcionar tipo Echelon da NSA.
    Mal “localiza” um comentário na Blogoesfera, que possa ser infinitesimamente pró-americano, ataca de imediato com um “argumentum magister dixit” do alto da sua cátedra.
    Tenha calma que já enjoa.
    Pelo menos a mim.
    .

  7. “O “erro americano”, no Afeganistão é simplesmente deixar-se aprisionar nos seus próprios tabus éticos.
    Um exército que não usa a força necessária para ganhar, que encara a guerra como uma questão policial, não tem qualquer hipótese de prevalecer face a inimigos dispostos a ir aos extremos.”

    Caro Aladino

    Um exército proveniente duma Nação Ocidental, ou seja de cultura de origem “Greco-Romana, Judaico-Cristão”, deve-se comportar com os padrões éticos correspondentes.
    Por isso não há nenhum “erro americano” desse tipo.

    O que há, na minha opinião, é um “esquecimento ou uma ignorância da História”.
    Há mais de 2000 anos que se sabe, que o Afeganistão pode ser conquistado, mas não ocupado.
    Depois de se “vingarem” do 11/9, os Americanos deviam tê-lo abandonado de imediato, deixando apenas o “recado” aos Afegãos, que se voltassem a dar alojamento a terroristas, eles tornar-se-iam a vingar.
    E não se deviam ter metido no processo político Afegão.
    Parece que houve a hipótese de restauro da Monarquia Afegã, e que foram os americanos que a impediram.

    Como o Aladino diz e bem, um Exercito serve para fazer Guerra, não para fazer de Polícia.
    Por isso, os Americanos fizeram muito bem em invadir o Iraque.
    Escusavam era de arranjar justificações mal-amanhadas.
    Atraíram os terroristas para um campo de batalha onde os Americanos eram e são infinitamente superiores, e liquidaram muitos.
    Além disso libertaram os Curdos do Iraque
    Não fosse a “traição” europeia, deviam ter acabado o trabalho e liquidado a Síria.
    Depois de instalarem democracias ocidentais, no Iraque, na Síria, e na Jordânia, o Irão iria por contaminação.
    Depois saíam lá o mais depressa possível e levavam até ao fim o que começaram em Africa e impediam, à força se preciso, o que está a acontecer na Nigéria, no Zaire, etc.

    Ao contrário de muitas teorias “inteligentíssimas”, que por aqui se leem, na minha opinião só pode existir uma sociedade livre, em todos os seus sentidos, se esta estiver disponível para se defender, custe o que custar, incluindo fazer a Guerra.
    Porque senão, a única paz a que terá direito é dos cemitérios.

    E quanto maior for a nossa “propriedade” que queremos defender, maior é o raio de acção que tem de ter as nossa forças.
    Num apartamento basta ter uma boa porta de entrada.
    Numa moradia em banda ou geminada já temos alargar a segurança ao logradouro.
    Numa moradia totalmente isolada temos de ter uma vigilância exterior ao próprio terreno.

    E é isso que os Americanos têm de fazer.
    Tem de policiar o Planeta ameaçando com Guerra os inimigos, e ajudando os amigos.
    E os seus Soldados têm de ser tratados como Heróis que são.
    Se se passarem de vez em quando, tem de ser ajudados, nos termos previstos na nossa cultura.
    .

  8. Aladin

    “Um exército proveniente duma Nação Ocidental, ou seja de cultura de origem “Greco-Romana, Judaico-Cristão”, deve-se comportar com os padrões éticos correspondentes.”

    Mentat,, o problema da assimetria nos conflitos que opõem o Ocidente aos seus inimigos é que aquele se autolimita nos objectivos, nos meios, nas estratégias e no próprio uso da força face a inimigos que, sabendo não ter hardware para vencer, transferem o esforço para o campo das vontades e dos interditos (morais, legais, etc.) fazendo deliberadamente a guerra com instrumentos, tácticas e estratégias que aos países ocidentais repugnam e assumindo riscos que o Ocidente recusa. Por exemplo, a NATO, no Afeganistão, combate sob múltiplas restrições sumarizadas pelo antigo SACEUR, General Jones no conceito de “cancro operacional”.

    A assimetria dos objectivos não é facto novo na História, e um conflito limitado para o forte mas ilimitado para o fraco, quase sempre implicou que este tendesse a subir aos extremos usando, sem quaisquer restrições, todos os meios e estratégias ao seu alcance. É a racionalidade do gato encurralado que ataca para reter algumas hipóteses de se manter vivo, o que lhe confere uma vantagem psicológica sobre o cão, o qual arrisca apenas o focinho. Quem luta por objectivos limitados pondera sempre vantagens e inconvenientes.
    Há, todavia, algo novo: o fraco determinado recusa as regras, como sempre fez, mas a conduta do forte (Ocidente) é já menos ditada pelo objectivo e pela ponderação racional de vantagens e inconvenientes, do que por uma deliberada abdicação ética de prosseguir certos fins e usar determinados meios e estratégias, mesmo que isso possa implicar o risco de derrota.
    Os meios ditam agora os fins de um modo inédito na História. O jogador de poker abdica de combinar as mãos ganhadoras por razões que são apenas da sua consciência, e subordina o objectivo do jogo (ganhar), aos meios que, circunstancial e unilateralmente, considera legítimos. Isto tem consequências: a recusa ética de certos fins e do uso de determinados meios torna difícil combater actores que não sentem esse escrúpulo, o que pode implicar a escalada, a abdicação dos fins, ou a tentativa de os prosseguir com maiores riscos.

    “Quando um Estado ou umas Forças Armadas (que seguem determinadas regras e usam apenas força limitada para alcançarem objectivos limitados), enfrentam organizaçõesque não respeitam quaisquer regras e não temem combater uma guerra ilimitada usando meios ilimitados, será muito difícil a esse Estado ou Força Armada, prevalecer” [Unrestricted War, livro doutrinário do Exército chinês).

    Voltando a Clausewitz, “O facto de a batalha ser um espectáculo horrível, obriga-nos a encarar a guerra com seriedade, mas não serve de desculpa para gradualmente embotarmos a nossa espada, em nome do humanitarismo. Mais tarde ou mais cedo alguém virá com uma espada mais afiada e cortar-nos-á os braços.” [Da Guerra]

  9. Aladin

    E sim, concordo. Bastava usar a velha politica da canhoneira, em vez de nation building. Mas, mais uma vez, esta ideia do “nation building”, brota directamente do excessivo humanitarismo que embota as espadas.
    Todavia, uma vez no terreno, nada há a fazer senão ganhar.

    O CN fala do Vietname que foi um claro exemplo do que acabei de dizer. Não se usou a força toda, as considerações politicas e éticas manietaram a força, e impediram-na de derrotar o Norte.
    Kurtz, em Apocalipse Now, é a metáfora da necessidade de descer ao coração das trevas, quando elas nos envolvem.

    De resto, CN, os americanos, no Vietname, não perderam nenhuma batalha. Quem perdeu a guerra foram pessoas parecidas consigo.
    Os vietcong ganharam porque usaram tudo, sem tabus. E,de resto, quando isso aconteceu, já lá não havia americanos há dois anos.

  10. Mentat

    “E quanto maior for a nossa “propriedade” que queremos defender, maior é o raio de acção que tem de ter as nossa forças.”
    “se esta estiver disponível para se defender, custe o que custar,”
    “E é isso que os Americanos têm de fazer.
    Tem de policiar o Planeta ameaçando com Guerra os inimigos, e ajudando os amigos.
    E os seus Soldados têm de ser tratados como Heróis que são.
    Se se passarem de vez em quando, tem de ser ajudados, nos termos previstos na nossa cultura.”

    Policiar o planeta? por alma de quem? quem lhe deu o mandato?
    custe o custar? vale tudo, matar inocentes também?
    Se matarem 14 inocentes tem de ser ajudados? e as vítimas?
    Tratados como heróis, por entrarem em guerra com um país pobre a matar inocentes?

    “liquidado a Síria” bela escolha de palavras. A ideia não é liquidar a Síria, a ideia é derrubar o governo que mata inocentes. A ideia não é matar inocentes.

    Se adora assim tanto os EUA, emigre homem.

    “Tenha calma que já enjoa.
    Pelo menos a mim.”

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