Menezismos

A falta de sensibilidade de Luis Filipe Menezes na gestão do dinheiro dos outros sempre foi notória. Basta ir a Vila Nova de Gaia para tropeçar com facilidade numa obra camarária aqui e além. Com a mesma facilidade descobre-se um novo estádio de futebol, um novo polidesportivo ou uma nova rotunda. É por isso que o facto de Menezes querer construir mais pontes – sim, plural – entre Porto e Gaia não é nada que surpreenda (até um túnel a unir as margens do Douro ele quer). O que surpreende – e, vá, assusta – é constatar que ele ainda não percebeu que neste momento o país tenta desesperadamente mudar de vida. Mudança de vida essa que é precisamente a mensagem que se lê no memorando assinado com a troika e no resultado das últimas eleições legislativas.

Falar em construir pontes num momento em que as famílias portugueses vêm cada vez menos dinheiro nos bolsos só pode ser encarado como gozo descarado aos portugueses num acto de “chafurdice política” tão corrente na sua gestão autárquica.

Há muito que Luís Filipe Menezes representa muito do que está mal na política portuguesa, desde o despesismo sustentado no desrespeito pelos impostos dos outros até ao populismo da obra feita e de utilidade questionável, passando pela incoerência entre a crítica que se faz aos outros e aquilo que é feito no próprio feudo. Enfim… menezismos.

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