Mais uma prova da urgência em reduzir o peso do estado na economia

Pese embora a polémica que levou à demissão do secretário de estado, o governo português continua comprometido, pelo acordo com a troika, a reduzir os valores pagos aos produtores de energia. É estranho que sejam agentes externos a exigir a adopção de medidas em que seremos os maiores beneficiados. E é urgente reduzir estas rendas negociadas pelo governo anterior e que configuram um evidente caso de captura do regulador. Já descobriram porque é as empresas privadas cujo negócio depende do beneplácito estatal tendem a contratar políticos dos partidos no poder? E porque é que convém reduzir o peso e poder discricionário do estado na economia?

8 pensamentos sobre “Mais uma prova da urgência em reduzir o peso do estado na economia

  1. hcl

    Mude-se o nome de Ministério da Economia para Ministério das Corporações.

    Não há, objectivamente, nada que distinga o PSD do PS na prática, apenas no discurso e no modo de implementação.

    Foram pedidos enormes sacrifícios em nome duma mudança que não vai acontecer. É como diz o tal ditado “mudaram as moscas,..”

  2. Luís Lavoura

    (1) Portanto, o governo deve, por imposição externa, quebrar contratos que celebrou com uma empresa privada. (Acresce que esses contratos, eles próprios, eram já uma alteração a contratos anteriormente celebrados entre o Estado e essa empresa.)

    (2) Essa empresa privada foi recentemente privatizada parcialmente, pelo que a quebra desses contratos constituirá um prejuízo para o comprador (a China Three Gorges). Esta quebra servirá de precedente, que avisará futuros compradores de empresas portuguesas para não caírem nessa asneira.

  3. 2. Tal como os direitos adquiridos para os cidadãos são uma ilusão que urge alterar, também urge fazê-lo em relação a estes contratos altamente lesivos contra o interesse de toda a sociedade (pois prejudicam toda a actividade económica ao inflacionar os preços da energia para todos, através de decisões políticas erradas).

    Ou faria algum sentido quebrarmos o contrato social reduzindo pensões e apoios sociais que afectam milhões de portugueses, ao mesmo tempo que se mantinham contratos deste tipo, que beneficiam uns poucos do sector privado?

  4. Carlos Duarte

    Caro Luís Lavoura,

    E o não-pagamento do 13º/14º mês aos funcionários públicos é o quê?

    Pessoalmente não me parece que o Estado tenha de “quebrar” nada – baste re-taxar de volta (i.e. criar um imposto de 75% sobre as garantias de potência, por exemplo)

  5. Miguel Noronha

    Estou a ver que o Luís Lavoura continua a interpretar os posts de forma bastante original. A sua leitura constitui sempre um momento agradável que me alegra o dia.

  6. Miguel Noronha

    Não percebo o plural. De qualquer forma, não o conheço pelo que não faço qualquer tipo de consideração.

  7. Dervich

    A primeira (e única ?) das “reformas estruturais” deixou o motor ir abaixo e não arrancou da grelha de partida…que raio de azar este!

    O que vale é que já estamos a ser semi-governados do exterior porque se isto continuasse entregue a esta corja de gatunos é que não havia mesmo esperança…

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