O horror, a tragédia, ou a simples ignorância

(…)irão ser pagos dividendos à China e a Omã por lucros na EDP e da REN referentes a um ano, 2011, em que ainda não detinham participações nestas empresas(…)

Sérgio Lavoura Lavos, no Arrastão

Mercados financeiros 101: salvo raras excepções, os dividendos de uma empresa de um determinado ano são sempre distribuidos no ano seguinte. Como as acções das empresas são trocadas frequentemente, ficou estabelecido que é quem detém as acções num determinado dia do ano seguinte que recebe os dividendos. Esse dia é normalmente algures entre Abril e Maio do ano seguinte ao do exercício cujos dividendos dizem respeito. Seja a China ou o Zé manel, quem detiver as acções nesse dia de Maio de 2012 será quem receberá os dividendos de 2011. Claro que tudo isto é indiferente, porque tendencialmente o preço das acções cai no dia seguinte num montante igual ao do dividendo distribuido.

5 pensamentos sobre “O horror, a tragédia, ou a simples ignorância

  1. António Pimpão

    Efetivamente, os dividendos são pagos no mês seguinte ao da aprovação das contas. Estas deverão ser aprovadas no 3.º mês após o termo doexercício (normalmente Março) ou, no caso de empresas que consolidem, a aprovação pode ir até Maio. Os dividendos são pagos a quem detiver as ações no 2.º ou 3.º dia anterior à data em que os dividendos começarem a ser pagos.

  2. TLD

    Mas no caderno de encargos o que é que estava escrito?

    Essa situação devia estar clarament explícita para evitar este tipo de confusões.

    É que o valor a oferecer para aquisição dos títulos representativos do capital é influenciado pelo facto de os dividendos serem pagos ao Estado ou a quem detém as acções na sua carteira.

  3. Joaquim Amado Lopes

    TLD (3),
    Só faz confusão para quem não sabe ou não quer saber (para poder criar confusão?).

    Os dividendos são distribuídos por quem detenha acções no momento dessa distribuição e não por quem teve acções durante o período considerado para cálculo dos dividendos. Até porque tal seria completamente impossível.
    Se acha que não, pergunto-lhe: que dividendos receberia alguém que deteve acções de uma empresa durante metade de um mês, se a empresa tiver tido deficit de exploração nesse mês e superavit durante os outros onze meses do ano?

    Se acompanhar a evolução da cotação das acções de empresas, verificará que sobe nas últimas semanas antes da distribuição de dividendos e desde logo a seguir. E isso acontece porque os dividendos que houver a distribuir aumentam o valor das acções.

    A questão da Lusoponte parece ser realmente uma trapalhada e alguém devia (e será certamente) chamado a dar explicações mas uma coisa é haver uma trapalhada outra completamente diferente é, como Francisco Louçã quer fazer passar, haver a intenção de “pagar a dobrar” à Lusoponte.
    A resposta do Primeiro-Ministro foi a adequada, ao assumir não ter todos os detalhes e aceitar como válida a informação que lhe foi transmitida durante o debate.

    Na contra-resposta e sobre o pagamento de dividendos da EDP, é o Francisco Louçã a ser o hipócrita do costume. Ainda pior por, pela sua formação, ter a obrigação de saber como são distribuídos os dividendos das empresas pelos seus accionistas.
    Quem fôr na conversa, ou é ignorante e preguiçoso ou quer alinhar com a hipocrisia do Francisco Louçã.

  4. Pingback: Ainda a falsa polémica dos dividendos « O Insurgente

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