O Ministério da Igualdade 2.0

“A Comissária de Justiça vai anunciar hoje o início do processo para introduzir uma quota de 40% de mulheres na direcção de empresas”

Sobre a questão: http://www.youtube.com/watch?v=pKxCWheH5Vk

17 pensamentos sobre “O Ministério da Igualdade 2.0

  1. Rafael Ortega

    Portanto se isso for para a frente as mulheres passarão a ser promovidas nas empresas, quer estejam aptas ou não, pelo simples facto de serem mulheres. se isso é bom para a empresa ou não pouco importa, os governantes e burocratas só querem saber das empresas na altura de cobrar impostos.

  2. M.Almeida

    Portanto são estas as urgências de Bruxelas. Valha-nos Deus! Esta gentinha que se encontra nestes super estados só sabem criar artificialmente formas de pensar e de agir. Ora portanto da mesma forma que defendemos que se um homem não é competente para exercer o cargo deveremos achar o mesmo para as mulheres ou não será assim? Ou porque é mulher e há uma política de quotas, quer elas sejam ou não competentes o lugar está lá. Absurdo esta política de quotas. É tratar os seres humanos como mentecaptos. E as mulheres em geral não deveriam aceitar isto. É estúpido, é cretino, mas pronto… está dentro daquela ideologia do género que estas mentes nos querem impôr à força. E está dentro da ideologia de um super estado que tutela as nossas vidas. E um dia destes dias até vamos ver empresas serem multadas porque não cumpriram as quotas. Tanta estupidez, tanta gentinha com lavagem ao cérebro que não servem os cidadãos, apenas limitam-se a pôr em prática aquilo que um dia alguém idealizou: não haver distinção entre povos, pessoas e sexos. Cretinos. O que é triste é que eu ando a pagar a estes seres com os meus impostos. Deixem-nos em Paz!

  3. tric

    não admira que ese Regime esteja podre…quando Portugal se encaminha drasticamente para a fome, o que é que os liberais judeus discutem em Portugal…tretas..este Regime Maçónico, da III-Republica, actualmente na Governado pela variante liberal judaica, é mesmo uma podridão…mas tambem o que é que se pode esperar quando se tem um Rabi, como Ministro da Cultura!!! a fome a alastrar em Portugal que nem um praga e …palhaços! este Regime, descendente directo da ideologia que provocou o maior Genocidio do povo português, cujo famoso lema é a sanguinária frase ” Liberdade, Igualdade e Fraternidade” ! como é que uma ideologia que chacina o povo de Portugal, vingou em Portugal!!?? como foi possivel !!?? tudo graças ao Palhaço do D. Pedro IV, o cão da Maçonaria…eu não percebo porque é que depois da porcaria que este Imperador do Brasil, ainda é venerado em Portugal…a Familia Real foge para o Brasil por causa das Invasões Sanguinárias-Ideológicas Napoleónicas, depois vem o Palhaço do D. Pedro implementar a ideologia Napoleónicas em Portugal…chamar a este cão Rei de Portugal é mesmo que chamar a Napoleão Bonaparte, Inspirador Universal de Portugal…é mesmo que venerar, o idolo dos Judeus…Este Regime, da III-Republica é um regime podre…é um regime que venera os cães que entraram em Portugal sob o lema ” Liberdade, Igualdade e Fraternidade ” e provocaram o maior Genocidio do povo Lusitano…um Judeu, como Ministro da Cultura de Portugal…que podridão de Regime!

  4. Joaquim Amado Lopes

    Ou seja, o género, que é irrelevante em termos de competência e habilitações para se dirigir uma empresa, passa a ser determinante na escolha dos directores das empresas. E percebi mal ou aplicar-se-á a todas as empresas e não apenas às empresas públicas?

  5. Joaquim Amado Lopes

    Helena Ferro de Gouveia (7),
    Imagine que a Helena trabalha numa empresa há alguns anos e está a um passo de um cargo de direcção. Tem muita experiência, as habilitações adequadas, as suas avaliações são excelentes e é apreciada por todos na empresa.

    Abre uma posição de direcção e todos (incluíndo os directores e os donos da empresa) concordam que a Helena é a escolha natural para ocupar o cargo. Mas, como há 6 lugares de direcção e quem saiu foi um homem, a Lei obriga que seja um homem a ocupar o lugar deixado vago. Acha bem?

  6. Joaquim Amado Lopes,

    Compreendo o seu ponto e também advogo a meritocracia. Todavia a realidade empresarial e política ( há inúmeros <estudos a esse respeito) demonstra que mesmo possuindo iguais qualificações uma mulher é preterida em relação a um homem quando se trata de um cargo de chefia. Dou-lhe um exemplo cingindo-me à realidade germânica: um homem e uma mulher ocupando cargos idênticos de direcção têm em média uma disparidade salarial de 23 por cento. A norma legal poderá não ser perfeita e gerar eventuais momentos de desigualdade, mas é imprescindível porque com falinhas mansas ou "acordos de cavalheiros" ( lá está) não avançamos.

  7. Miguel C.

    “…um homem e uma mulher ocupando cargos idênticos de direcção têm em média uma disparidade salarial de 23 por cento. ”
    Então a ideia é baixar os custos…

  8. Nuno B. M. Lumbrales

    A questão das quotas é lamentável – permite que uma mulher, mesmo que promovida por mérito, possa ser «acusada» de só estar no lugar por causa da necessidade de preencher a quota – por mais falso que isso seja, é uma vulnerabilidade que nunca deixará de ter.

  9. FGCosta

    Diz a Helena: “…um homem e uma mulher ocupando cargos idênticos de direcção têm em média uma disparidade salarial de 23 por cento…” (na Alemanha).
    Não percebo como sendo isto francamente ilegal, acontece pelos vistos por todo o lado e todos os dias (ajugar pelas argumentações) e não há casos conhecidos em tribunal….
    Por outro lado, se acredito que numa filosofia estatal (estado social) é possível preterir uma mulher mais competente por um homem apenas por uma questão de género (porque quem gere está mais interessado em favores politicos e ideologias do que em rentabilizar dinheiro que não é dele ou dela), já num conceito capitalista, em que o lucro vem em primeiro lugar, acho que nenhuma empresa coloca a possibilidade de ter uma melhor gestão secundária a favorecer este ou aquele só por ser macho…O socialismo pode ser gerador de sexismo (basta ver o numero de mulheres em chefias ou primeiras ministras socialistas ou comunistas) mas o capitalismo não (basta ver o número de mulheres lideres partidárias, primeiras ministras, inclusive, pasme-se, nos paises islâmicos).
    Nada com ver para crer e evitar sempre crer para ver…

  10. Caro FGCosta,

    a) os números que cito são da OECD (veja link em baixo) .

    http://www.handelsblatt.com/politik/deutschland/deutschland-laut-oecd-schlusslicht-krasses-lohngefaelle-zwischen-maennern-und-frauen-/6288410.html

    b) o capitalismo ( e não é preciso ser-se de esquerda, que não sou, para o constatar) é sexista e misógeno. Desde sempre os regimes capitalistas convivem muito bem com o regime de patriarcado e lucram com a opressão/exploração das mulheres.
    Conto-lhe um episódio que se passou comigo: nos primeiros anos de vida profissional como jornalista trabalhei nesse regime profundamente injusto que é o da avença, quando tive a minha filha interrompi naturalmente a actividade profissional durante um determinado período de tempo. Periodo no qual não recebi um cêntimo, a resposta dos serviços administrativos ficou-me gravada a ferro quente até hoje: “não trabalha, não recebe” (a empresa era portuguesa).

    c) Por fim deixo-lhe uma citação do Público de hoje : “A auto-regulação não deu até agora grandes resultados”, considera Viviane Reding, que, embora não seja “muito apologista do sistema de quotas”, reconhece “os seus méritos em termos de resultados”. ”

    Pois… só com falinhas mansas não se chega a lado nenhum. A Noruega implementou em 2006 uma quota de quarenta por cento para mulheres. Um exemplo que tem sido apontado pelos seus bons resultados. Seria bom que fosse de outra forma? Seria. Mas só seria possível num mundo em que tudo se regesse pela moral kantiana. Infelizmente esse não é o caso.

  11. FGCosta

    Cara Helena: ainda não me explicou por que é que esses casos de trabalho e posto de trabalho igual e salário desigual não são levados a tribunal, nem se sabe do que acontece nesse domínio. Será incompetência dos sindicatos? dos movimentos feministas? das tantas juízas que hoje já são maioria na magistratura? Dos jornalistas (hoje maioritariamente mulheres como pode ver se analisar o Público ou DN) que não trazem para a praça pública casos concretos?….é muito, mas muito estranho….
    Aliás, os dados nesse aspeto variam desde os 16% na Europa e 12% em Portugal (Público de há 3 ou 4 dias) até uma variabilidade de dados que, quem sabe alguma coisa de estatisticas e de politica, sabe muito bem como se fazem…
    Se há assim tanta ilegalidade, se é facilmente demonstravel e a legislação é clara, não percebo porque não se incide nos tribunais ou quem deveria representar essas mulheres, em vez de vir regularmente fazer politica para os media.
    Uma sugestão: porque não avança a Helena com uma queixa (deve ter facilidade em encontrar casos)e depois vai publicando o andamento da mesma aqui na net?

  12. 6. PROBLEMS OF ENFORCEMENT OF EQUAL PAY RULES

    6.1. Court proceedings
    A considerable number of experts have reported that only very few (or even no)claims on gender pay discrimination make their way up to the competent (regular oradministrative) courts (e.g. Austria, Belgium, France, Croatia, Finland, Greece,
    Latvia, Liechtenstein, the FYR of Macedonia, Malta, the Netherlands, Norway,Poland, Romania, Slovakia and Slovenia).

    Case law on equal pay issues is indeed very scarce. Explanations for such scarcityare multiple, including the problematic scope of comparison, problems regarding time limits, limited compensation andsanction possibilities and also lack of trust in the judiciary.
    Some national experts also referred to the fact that victims of pay discriminationon the basis of sex are often advised to first try to come to an agreement with theiremployer (e.g. Bulgaria and the Czech Republic).

    in

    The Gender Pay Gap in Europe from a Legal Perspective ( o estudo da Universidade de Lund, data de 2010 e explica porque é que muitos caso não chegam à justiça)

  13. Fgcosta

    So we have a publicized big problem, lots of statistiscs, lots of high percentages and not a single evidence?
    Cada vez mais estranho, cara Helena…..
    Vou dizer-lhe qual o meu palpite, e já agora até aproveito para lhe dizer que conheço bastante bem o meio, já trabalhei com a CIG desde a altura da Maria de Belém até à Elza Pais que conheço pessoalmente. Estive e estou envolvido no inicio dos projectos conta a violência domestica, e não sou nenhum ingénuo.
    As estatísticas usadas sao diligente e impunemente manipuladas. O que se passa com as assimetrias salariais é que os números não sao produzidos comparando trabalho e postos de trabalho iguais, mas sim grupos profissionais iguais. Ou seja: quando dizem, por exemplo, que os médicos homens ganham mais do que as medicas mulheres, somam-se todos os vencimentos, por género e depois faz- se a percentagem. Ora o que acontece é que os médicos homens, por exemplo, fazem muito mais horas extra que as mulheres, e progridem mais na carreira ou assumem muitos mais lugares de chefia, e portanto mais bem pagos. Portanto, é natural que a media dos vencimentos seja superior, sem nenhuma ilegalidade. Alias, nem poderia haver, face ao regime do funcionalismo publico. A discussão de os homens terem ou não mais facilidade em aceder a lugares de chefia ou fazer mais horas extra, é outro tema. O problema é que o que se pretende passar, que há salários diferentes para trabalhos e postos iguais, é uma refinada mentira estatística, como a não existência de casos em tribunal revela. E mentir é um mau principio para se resolver um problema…..

  14. Joaquim Amado Lopes

    Helena Ferro de Gouveia (9),
    A Helena dizer que advoga a meritocracia quando se fala da percentagem de mulheres em cargos de direcção de empresas é o mesmo que dizer que advoga as eleições livres desde que não ganhe sempre o mesmo partido ou que advoga a imparcialidade dos árbitros nas competições desportivas desde que não ganhe sempre a mesma equipa.
    A meritocracia é incompatível com a igualdade. E o que a Helena advoga é a igualdade, imposta por via legal.

    Quanto à disparidade salarial, o FGCosta já lhe respondeu nos comentários 12, 14 e 16.

    Resta-me colocar-lhe três questões:
    1. A Helena advoga que, além de ao género, as quotas se apliquem também em relação a:
    – raça?
    – idade?
    – naturalidade?
    – orientação sexual?
    – orientação política?
    – preferências clubísticas?
    – outras?

    2. A Helena advoga que a sua ideia (muito peculiar) de “meritocracia” se aplique, além dos cargos de nos direcção das empresas PRIVADAS, em:
    – constituição do Governo?
    – deputados?
    – alternância em cargos políticos unipessoais, p.e. Presidente da República, Presidentes dos Governos Regionais, Presidente da Assembleia da República, Presidentes de Câmaras Municipais e Presidentes de Juntas de Freguesia?
    – professores, do ensino básico ao universitário?
    – médicos?
    – juízes?
    – oficiais superiores das Forças Armadas?
    – cargos superiores das forças de segurança?
    – apresentadores de televisão?
    – jornalistas?
    – outros?

    3. Exactamente, qual é a vantagem de haver mais mulheres (ou homens) em cargos de direcção de empresas?

    .
    Se acha que só deve haver quotas aplicadas ao género e apenas para cargos de direcção de empresas, agradeço que explique porquê. Mas, se tivesse que escolher, a questão a que gostaria mesmo que respondesse é à terceira.

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