Atestado de neoliberalismo

Apesar de haver quem continue a inventar descobrir no discurso de Krugman coisas espantosas, artista economista continua a desiludir o seu clube de fans:

[Paul Krugman] diz ter pouco para aconselhar a Pedro Passos Coelho e Vítor Gaspar: “Eu realmente tenho dificuldade em dar conselho ao Governo português. Aliás, detesto dizê-lo, mas não faria as coisas de forma muito diferente daquilo que está a ser feito agora.”

Se já antes se desaconselhava a concessão de honrarias a um dos ideologos intervencionismo e do despesismo, agora mesmo os seus admiradores começam a duvidar da oportunidade de lhe darem tanto tempo de antena nos media nacionais.

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12 pensamentos sobre “Atestado de neoliberalismo

  1. Paulo Pereira

    O objectivo do Krugman era por a nú a irracionalidade desta pseudo-moeda única.

    Pelos vistos conseguiu, porque ninguém acredita em reduções de salários nominais de 20 a 30% , mas toda a gente discute o tema do desiquilibrio da balança corrente portuguesa desde a adesão ao Euro.

  2. neotonto

    Alegrese homem,
    O Nobel simplemente traz a comentario algo que tudo o mundo vei e ja tem reconsiderado…
    Quem e que quer (pelo menos agora) fazer parte do grupo dos porquitos?.
    Eu nao, obrigado.

  3. Marco

    Espanta-me como é que conseguiu um nobel. Mostra total desconhecimento pelos reais problemas Portugueses. O problema de Portugal é que há gente a gastar dinheiros públicos sem responder por isso. Veja-se o caso do Alberto. Se houvesse criminalização de certas decisões danosas … já havia muita gente a piar fininho. Mas em Portugal a burrocracia e a justiça andam uma para a outra.

    Salários 20 a 30% inferiores à Alemanha … alguém lhe diga que já temos salários 200% a 300% inferiores … no mínimo.

    Tem é de se cortar no maceiro onde se alimenta o porco. Aí ainda não se viu nada. Zero.

    Estes especialistas falam, falam, falam … e nem sabem do que falam ao certo …

    Por outro lado também sou ignorante … do que falo eu ? … sei lá …

  4. A respeito do Krugman, o que me parece é que muitos dos seus leitores (talvez sobretudo os defensores, mas por vezes também os críticos) esquecem-se que por norma ele não escreve sobre que política New Jersey ou Portugal deveriam seguir (mas sim sobre os EUA ou a UE).

  5. Eduardo Gago

    Concordando com o imenso ridículo da situação (o que quererá ele dizer com “detesto dizê-lo”?) acho que não se deve continuar a dar tempo de antena a este homem.
    A capacidade de análise/previsão dele é igual à de um relógio parado, destacar as duaz vezes por dia em que ele não erra grosseiramente é inútil e até contraproducente.
    Arrisca-se a ouvir “…falavam dele quando disse bem do Passos, mas agora que recomenda mais despesa pública (ou outra alarvidade qualquer) já dizem que não percebe nada disto…”

  6. Miguel Noronha

    Bem escolhido mas diga-me se quando o Krugman propôs uma bolha imobiliária para substituir a dot.com falhou na solução proposta ou na previsão que a coisa iria correr pelo melhor?

  7. Onde é que ele previu que a coisa ia correr pelo melhor? O tom geral da coluna em que ele propõe isso não parece nada otimista (parece-me muito com os artigos dele a defender a baixa de salários, muito no tom “O mundo está condenado e pouco há que se possa fazer!”).

    Além de que temos que ver em comparação – se o compararmos com os “austríacos”, dá-me a ideia (pelo pouco que tenho lido sobre as posições deles na altura) que estes foram mais perspicazes que ele na análise da questão das bolhas; mas se o compararmos com a “ala direita” da economia “convencional”, penso que o PK até foi mais rápido que eles a prever que a bolha estava à beira de rebentar.

  8. Miguel Noronha

    “Além de que temos que ver em comparação”

    Quero apenas fazer notar que já está a alterar os parâmetros da discussão.

  9. Paulo Pereira

    O P. Krugman está a afastar-se gradualmente da corrente New Keynesian e a abraçar o Old ou Pós Keynesian .

    Em 2002 ainda estava na onda de que a politica monetária é suficiente para combater uma recessão.

    Agora já percebeu que não e que a fabricação ou estimulo às bolhas não é um politica macroeconomica aconselhavel.

    O Krugman até já percebeu a diferença entre ter e não ter moeda propria no que respeita ao risco de incumprimento na divida publica !!!

  10. 9 – Talvez não, se considerarmos que um “erro que quase toda a gente cometeu” (e no caso dele nem é claro que tenha sido um erro; afinal, o uso da expressão “bolha” – em vez de, simplesmente, “estimular o imobiliário” – parece indicar um reconhecimento que tal seria insustentável a prazo) deixa de ser “grosseiro” (que era a questão original).

    Por outro lado, os artigos dele dos anos 90 a defender entusiasticamente a liberalização do comércio parecem-me contraditórios com alguns recentes a defender uma espécie de protecionismo, logo é possível que pelo menos uma das duas fases seja um “erro grosseiro” (mas talvez isto conte como “soluções propostas”…).

  11. PedroS

    “O Krugman até já percebeu a diferença entre ter e não ter moeda propria no que respeita ao risco de incumprimento na divida publica !!!”

    Se calhar daqui a pouco o Krugman começa a saber quase tanto de economia como o Paulo Pereira 🙂 (Ducks for cover….)

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