Primárias no PSD (para as Autárquicas)

Pedro Passos Coelho também surpreende pela positiva. Agora foi a vez de propor a introdução de uma boa-prática Americana:

Primárias nas Autárquicas

Ganham…
… os candidatos que não têm medo de ir a votos
… a transparência do processo e, assim, a qualidade dos candidatos
… as populações que beneficiarão da qualidade dos candidatos

Perdem…
… as elites caciques que até agora tinham maior peso na escolha dos nomes
… os partidos que não sigam o exemplo (algo me diz que o PC não vai mudar…)
… os candidatos que apostam simplesmente em “conhecimentos” para serem candidatos

Outras propostas incluem;
– Reforço dos poderes das distritais na escolha dos deputados
– Quotas para as mulheres nos Órgãos Internos
– Criação de uma Comunidade Virtual (fórum político através da internet para discussão de vários temas, entre militantes e simpatizantes)
– Criação do estatuto de simpatizante

O Congresso do PSD está marcado para 23 a 25 de Março.

13 pensamentos sobre “Primárias no PSD (para as Autárquicas)

  1. Modéstia à parte, eu e mais uns quantos andamos há muito tempo a clamar por isso:

    “(…) O PSD deve ambicionar ter os melhores candidatos. E os melhores candidatos serão aqueles que, assumindo livremente a opção individual de se candidatarem a um determinado cargo político electivo de qualquer âmbito, passem previamente pelo crivo dos eleitores. O PSD deve portanto abdicar de escolher os candidatos através das suas oligarquias e optar pela selecção através de eleições primárias, abertas a todo o cidadão eleitor. As primárias têm a enorme vantagem de potenciar o debate prévio entre projectos alternativos que serão discutidos principalmente para fora do Partido; permitem uma maior e mais fácil renovação dos protagonistas políticos; têm finalmente a enorme virtude de demonstrar à sociedade civil que o PSD é um Partido aberto e que transfere um poder, hoje considerado vital em qualquer organização partidária, para onde ele deve sempre residir, no eleitorado.(…)”

    http://www.portolaranja.blogspot.com/2009/04/os-desafios-do-psd.html

  2. parvoices amaricanas…é o que aconteceu com no PSD Nacional…o antigo lider da JSD Passos Coelho, ter chegado a lider do PSD, tal como aconteceu com o antigo lider da JS que chegou á liderança do PS…os Jotitas de ontem, dominam actualmente os aparelhos partidários, o carreirismo politico…este regime está podre…por mais “plasticas” que façam…então no PSD, este é dominado pelo Banco BES…

  3. que estupidez…daquela cabeça de Passos Coelho só saem tretas…agora percebe-se que ele não tem ideias para o país…o Congresso do PSD se não for para discutir a tragédia económica em que se encontra Portugal…17% de desemprego ou mais…uma recessão que vai ultrapassar claramente os 5 %…e vão centrar o Congresso a discutir o modelo de chegar a ser candidato a camaras falidas…tomem juizo!! ainda se fosse para discutir um referendo à permanencia do Euro e a consequente saida da PAC e coisas parecidas…que desfazamento da realidade do sistema partidario! o

  4. Ricardo Campelo de Magalhães

    tric,
    Por essa ordem de ideias, como morrem pessoas em África e com 10€ podíamos impedir essas mortes, então pára tudo e vamos resolver esse problema primeiro.
    Essa mentalidade mono-tarefa…
    O Congresso discute assuntos internos (estes) e externos (economia, diplomacia). Sempre foi assim e não é desta vez que vai ser diferente.

  5. H.

    Eu temperaria tamanha fé na democracia. Há alguma razão para acreditar que insuflar mais democracia no processo aumenta a qualidade dos candidatos? Que mais transparência aumentará a qualidade dos candidatos? Isso é verificável – empiricamente, no mundo real, não no papel – em algum lado?

    É só aplicável aos dirigentes locais? Os candidatos a nível nacional continuam a ser escolhidos por um processo partidário?

  6. “Por essa ordem de ideias, como morrem pessoas em África e com 10€ podíamos impedir essas mortes, então pára tudo e vamos resolver esse problema primeiro.
    Essa mentalidade mono-tarefa…”

    é uma mentalidade de mono-tarefa sim senhor…com a pobreza a avançar em Portugal a ritmo alucinante, não percebo como se pode perder tempo com … ainda para mais, recordo-me perfeitamente das primeiras directas do PSD em que a Drª Manuela Ferreira Leite ganhou e Passos Coelho que não soube perder, de seguida passou o tempo a minar o caminho à então lider do PSD…por isso, na actual conjuctura económica, isso só vai trazer mais divisõess e conflitos…e mais ruido na treta da nossa comunicação social ! é uma mono-tarefa, sim senhor…mas estou convencido, que o futuro Congresso do PSD, vai ser como o Orçamento de 2012, um completo desfazamento da realidade…e os primeiros sinais já estão à vista…Portugal tem uma ecónomia em que não circula dinheiro e a curtissimo prazo, e cujos efeitos já se começam a fazer sentir, será arrazador…e isso explica que os numeros do desemprego começem a ter um comportamento exponêncial…

  7. H.

    Ganham…
    … os candidatos que não têm medo de ir a votos
    … a transparência do processo e, assim, a qualidade dos candidatos
    … as populações que beneficiarão da qualidade dos candidatos

    Perdem…
    … as elites caciques que até agora tinham maior peso na escolha dos nomes
    … os partidos que não sigam o exemplo (algo me diz que o PC não vai mudar…)
    … os candidatos que apostam simplesmente em “conhecimentos” para serem candidatos

    Nos EUA, isto poderia ler-se, mais ou menos ipsis verbis, num qualquer manifesto da autoria dos progressistas do início do século XX ou dos radicais de esquerda nos anos 60. No que toca a esta batalha, os primeiros falharam; os segundos, venceram-na e em toda a linha.

    Algumas décadas depois, há resultados mais ou menos consensuais:

    – políticos e candidatos nunca foram tão medíocres como hoje e não há sinais que um persistente sintoma de degradação se abrande – pelo menos da perspectiva de populaça. Eu não estou tão certo – embora seja de convir que passar da leitura de uma ligeira e divertida biografia presidencial do Grover Cleveland (The President is a sick man por Mathew Algeo) para imergir nos disparates da colecção de oportunistas, tontinhos e egélatras a competirem pela nomeação republicana é um exercício mais que deprimente – mas rapidamente concedo que melhorias também não houve.
    – o processo deliberativo tornou-se mais disfuncional, corrompido e idiota que nunca; a influência de grupos de interesse especiais nunca foi tão generalizada e profunda. A última vez que o Senado aprovou um orçamento foi há 3 anos. E a situação tende a ser pior nos estados onde o grau de democracia é ainda mais elevado (e.g. California e a Prop 13).
    – o prestigio das instituições políticas e da classe política está mais raso que nunca. Os eleitores têm hoje menos confiança e respeito por quem os lidera que, por exemplo, no pós-Watergate. Não se trata de outlier: a degeneração tem sido progredido com consistência. E atacado essencialmente as instituições mais democráticas: as forças armadas ou o Supremo continuam à tona.

    É também por isto que o establishment partidário de que falávamos há dias não tem qualquer poder real. As “elites caciques” perderam a influência na escolha dos nomes e é nisso que reside a raison d’etre dos partidos. Eu concordo que o processo é mais transparente e democrático. Mas não é melhor.

  8. H.

    Há alguma razão para acreditar que um processo mais “transparente” resultará em candidatos com “mais qualidade”? Conhecem-se dados empíricos que sugiram isso?

  9. H.

    Ganham…
    … os candidatos que não têm medo de ir a votos
    … a transparência do processo e, assim, a qualidade dos candidatos
    … as populações que beneficiarão da qualidade dos candidatos

    Perdem…
    … as elites caciques que até agora tinham maior peso na escolha dos nomes
    … os partidos que não sigam o exemplo (algo me diz que o PC não vai mudar…)
    … os candidatos que apostam simplesmente em “conhecimentos” para serem candidatos

    Nos EUA, isto poderia ler-se, mais ou menos ipsis verbis, num qualquer manifesto da autoria dos progressistas do início do século XX ou dos radicais de esquerda nos anos 60. No que toca a esta batalha, os primeiros falharam; os segundos, venceram-na e em toda a linha. “Parvoíces amaricanas”, como escreveu um comentador acima: para lá das primárias, a terapêutica prescrita incluía a injecção massiva de transparência e escrutínio popular no processo político.

    Algumas décadas depois, há resultados vagamente consensuais:

    – políticos e candidatos nunca foram tão medíocres como hoje e não há sinais que um persistente sintoma de degradação se abrande – pelo menos da perspectiva de populaça e da classe que a informa. Eu não estou tão certo, embora seja de convir que, digamos, passar da leitura de uma biografia de Eisenhower para imergir nos disparates da colecção de oportunistas, tontinhos, aborrecidos e ególatras a competirem pela nomeação republicana é um exercício mais que deprimente. Concedo que melhorias, se houve, não se notam.

    – o processo deliberativo tornou-se mais disfuncional, corrompido e idiota que nunca; a influência de grupos de interesse especiais nunca foi tão generalizada e profunda. A última vez que o Senado aprovou um orçamento foi há 3 anos; chegará, pelo menos, aos 4. A nível estadual, a situação tende a ser pior nos estados onde o grau de democracia é ainda mais elevado (e.g. California e a Prop 13 ou o Wisconsin com os recalls).

    – o prestigio das instituições políticas e da classe política está mais raso que nunca. Os eleitores têm hoje menos confiança e respeito por quem os lidera que, por exemplo, no período pós-Watergate. Esta degeneração da confiança pública na maquinaria institucional tem progredido com consistência e atacado essencialmente as instituições mais democráticas: as forças armadas ou o Supremo continuam à tona.

    É também por isto que o establishment partidário que discutíamos há dias não tem qualquer poder real. As “elites caciques” perderam a influência na escolha dos nomes: é nisso que reside a raison d’etre dos partidos (menos mal que o poder das distritais do PSD será, aparentemente, reforçado. Até quando?).

    Eu concordo que o processo é mais transparente e democrático. Não vejo razões para acreditar que seja melhor.

  10. Pingback: Primárias no PSD – Redux | O Insurgente

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