Dica aos jornalistas que escrevem sobre a indignação com a queima acidental do Corão no Afeganistão

Se se derem ao trabalho de investigar, ainda descobrem que em Lisboa ocorreu uma queima do Corão, há poucas décadas, organizada pela comunidade muçulmana, da quase totalidade de uma tradução do Corão para português, que parece que era heresia. Ou bem que um Corão pode ser queimado por toda a gente ou bem que não pode ser queimado por ninguém.

42 pensamentos sobre “Dica aos jornalistas que escrevem sobre a indignação com a queima acidental do Corão no Afeganistão

  1. Luís Lavoura

    Não conheço o caso mas, se a tradução era má, então aquilo que se estava a queimar não era, de facto, o Corão, e sim uma adulteração dele.
    Não tenho a certeza, mas creio que, para os muçulmanos, o Corão é o texto árabe original (tal como para os judeus a Tóra é o texto hebraico original); uma qualquer tradução dele não tem o mesmo valor religioso.

  2. Luís Lavoura

    De notar que, ao contrário dos católicos, que se satisfazem com uma tradução da Bíblia e acreditam (algo ingenuamente) que o que está nessa tradução é fiel ao texto original, os muçulmanos só se contentam com o Corão no árabe original – mesmo que não percebam patavina do que aquilo quer dizer. Há muitos muçulmanos que sabem recitar o Corão de fio a pavio mas que não percebem uma palavra daquilo que recitam…

  3. Tenho um amigo, indiano de Moçambique que sabe de cor uma boa parte do Corão em árabe mas não sabe uma palavra de árabe!
    Para os muçulmanos o Corão não pode ser traduzido. É uma heresia traduzi-lo.

  4. A. R

    Todos os Corões deviam ser queimados: é um livro que apela à violência, é um culto à morte, inspira a matança cruel dos animais, é inspirado num pedófilo brutal que sofria de um tumor cerebral, é uma legitimação à opressão da mulher é um livro que apoia a escravatura que ainda existe sob a ideologia Islamo-nazi

  5. Joaquim Amado Lopes

    A.R. (4),
    Pelas suas palavras, suponho que já tenha lido o Corão mas não a Bíblia. É que, na Bíblia, também existem passagens absolutamente execráveis (segundo os padrões actuais).

    A questão que lhe coloco é: quem é que decide que livros devem ser queimados? O A.R. quer assumir essa responsabilidade?
    Eu não quero, assim como não quero que o A.R. me diga que livros posso ou não ler. Como homem livre, quero poder ler o Corão, a Bíblia, Das Kapital, Mein Kampf e todos os livros que sejam escritos, mesmo que não tenha intenção de os vir a ler.
    Estes livros não devem ser queimados mas sim lidos e discutidos. Para que quando alguém os cita para sustentar uma ideia ou acção esse argumento poder ser refutado.

    Não vejo qualquer problema em haver quem interprete o Corão literalmente e afirme acreditar que todos os “infiéis” devem ser mortos. Tenho é um enorme problema com que essas pessoas passem das palavras aos actos.
    O sistema de crenças de cada um é pessoal e só diz respeito ao próprio. Não pode, de forma alguma, ser imposto a terceiros.

    Os muçulmanos acreditam que a queima do Corão uma blasfémia? Estão no seu direito. Consequência? Não o queimem.
    Os muçulmanos acreditam que a representação de Maomé na forma de imagens é uma blasfémia? Estão no seu direito. Consequência? Não as produzam.
    O que não podem é pretender impôr pela força que quem não partilha dessa crença a siga.

    Proíbir determinados livros é um passo num caminho muito escorregadio. Desde já, impõe a proibição da discussão de determinados temas e tem como consequência inevitável a proibição de determinadas ideias.
    Quem é que decide que livros, temas e ideias devem ser proíbidos? Com que critérios e respondendo perante quem? E proíbir livros, temas e ideias não é precisamente o que os radicais islâmicos fazem?

  6. A. R

    “absolutamente execráveis” ai é? Quantas? Em que parte da Bíblia. No Corão por cada 8 passagens 7 são de apelo à morte.

    “Não o queimem” Pois quero ter a liberdade de o queimar. Se não tenho a liberdade de o queimar não sou livre.

    “Não as produzam.” Então são eles que ditam a minha liberdade. Na Europa fazem o que entendem à Bíblias, não é?

    “Não pode, de forma alguma, ser imposto a terceiros.” Não pode mas a ideologia islâmica fá-lo. Varre e esmaga tudo numa terra queimada sem fim: hindus, animistas, cristãos, ateus é tudo cilindrado. Decapitações, apedrejamentos, incesto, inbreeding sistémico, matança de cães, matança de animais dos cristãos egípcios

    “que os radicais islâmicos fazem” onde estão os não radicais islâmicos a combater os radicais islâmicos? Diga-me onde? Aprova o enforcamento de homossexuais? Aprova a escravatura? 30 milhões de escravos sob o Islão!

  7. Para quem quiser conferir a conta do A.R., está aqui uma versão portuguesa (heresia…) do Corão:

    Click to access alcorao.pdf

    Eu ainda pensei em fazer uma estatistica por amostragem ou coisa assim para ver a percentagem de passagens apelando à morte, mas achei aquilo tudo uma seca

    [De qualquer forma, no caso do adultério, o Corão parece um bocado menos mortal que o Antigo Testamento – 100 chicotadas ou fechada em casa para o resto da vida, vs. a condenação à morte recomendado na Bíblia; por outro lado, é provável que 100 chicotadas conduzam também à morte, e ainda mais dolorosa…]

  8. A. R

    “a condenação à morte recomendado na Bíblia”. Já ouviu falar dos 10 mandamentos? Sabe da passagem do apedrejamento da adúltera? Da mulher que teve 5 maridos? Triste e bruta ignorância!

  9. “Já ouviu falar dos 10 mandamentos?”

    Já; e já ouviu falar do Levítico (“Se um homem cometer adultério com uma mulher casada, com a mulher de seu próximo, o homem e a mulher adúltera serão punidos de morte.”)?

    “Sabe da passagem do apedrejamento da adúltera?”

    Já, mas creio que pertence ao Novo Testamento (ok, é verdade que eu comecei por falar no “Antigo Testamento”, mas no final já estava a falar em “Biblia”)

    “Da mulher que teve 5 maridos?”

    Não.

  10. Luís Lavoura

    O Raio,

    traduzir o Corão não é herético, aliás há uns anos falei com David Munir, líder da comunidade islâmica de Lisboa, que me disse que estava ele próprio a fazer uma tradução do Corão para português, uma vez que considerava insatisfatórias as traduções à data existentes. (Não sei se ele chegou a concluir a tradução nem se ela se encontra à venda.)

    Mas creio que uma tradução não tem o valor religioso do original. (Nem o valor literário – parece que o Corão é uma obra de literatura e poesia de primeira qualidade.)

  11. Lidador

    Quando alguém sublinha o óbvio, ou seja a íntima relação entre as exortações do Corão e carácter violento do Islão, há quem se afadigue a comparar livros sagrados, pescando frases “gore”, para demonstrar que a religião cristã, vista como “nossa”, não é melhor que o islamismo.

    Todavia a simples comparação de frases é uma argumentação falaciosa.
    Há milhares de livros com frases ainda mais arrepiantes, desde os Lusíadas a Stephen King, já para não falar das tiradas vernáculas do velho Sven Hassel, e ninguém se lembra de os comparar ao Corão, para relativizar o conteúdo deste.
    Porquê?
    Porque têm estatutos diferentes.
    A Bíblia não é um livro qualquer, é verdade, é importante para mta gente, mas não é fonte de direito em sociedades politicamente organizadas e muito menos é impenetrável à interpretação humana, como o Corão.
    Claro que há pessoas que a usam como norma de conduta, mas fazem-no no espirito do tempo, e nos limites morais e legais das normas das sociedades em que vivem.
    Olhar para o Corão a partir do edifício mental ocidental, como “mais um livro como os outros”, é tentar equiparar coisas que não são iguais, à revelia de uma realidade que todos os dias nos mostra que há ALGO que não é igual.
    Na verdade a Bíblia, repositório de várias Revelações, é lida, interpretada, raramente aceite como literal e até pode ser utilizada, sem que isso seja crime ou pecado, para endireitar a perna da mesa da cozinha, ou para dar com ela na mona do vendedor de aspiradores.
    O Corão, para os muçulmanos, é muito diferente.
    É a “Revelação”, tem estatuto divino, é “incriado”, fonte de direito, compulsivo e literal. É a voz do próprio Alá e por isso existe com ele desde sempre.
    É como é, e não é susceptível de melhorias ou alterações (as “portas do Ijtihad” foram solenemente fechadas há vários séculos) e essa é a razão pela qual os muçulmanos o decoram, o consideram a única fonte da lei (aqida wa sharia) e o devem seguir literalmente, considerando-se crime capital a sua dessacralização. Daí a revolta dos muçulmanos. No fundo, com a violência, fazem com que nós, os infiéis, nos acomodemos à sua lei. É disso que trata, afinal, o estatuto de dhimmitude.

    Avicena e Averróis, dois dos maiores expoentes intelectuais do Islão, tentaram conciliar o dogma corânico com o racionalismo aristotélico e acabaram mal.
    É por isso que se na Bíblia vem escrito que “Matai agora todos os rapazes e toda a mulher que coabitou com um homem”, isso não é lei, e só é regra de conduta para alguém se assim o escolher, ou seja, para alguns tontos.
    Mas quando o Corão exige a morte para os apóstatas e idólatras, e convoca todos ao “combate contra aqueles que não crêem em Deus (…) até (….) prevalecer totalmente a religião de Deus”, não se trata de mera curiosidade datada, mas sim de uma ordem divina, válida até que não exista “dar al harb”.
    É por isso que jihadistas se fazem explodir em todo o mundo, massacram deliberadamente civis, pais e irmãos matam filhas por elas se desviarem da religião.
    Não o fazem porque gostam, mas porque é Deus que lho ordena pela sua voz, o Corão.
    Levam à letra as palavras do Profeta, como é seu dever:
    “Eu levarei o terror ao coração dos infiéis” (Corão, 8:12)

    Quem ler o Corão (bem, as traduções “autorizadas”), facilmente entenderá que se trata de uma contínua exortação à intolerância para com o “outro”, o que não pertence ao Dar-al-islam. Os judeus são o alvo principal ( são dezenas os versículos que os nomeiam, devidamente completados pelos hadiths), mas mulheres, beduínos, idólatras e ateus, não perdem por muito.

  12. Lidador

    Ah, e só alguém que nunca o leu pode dizer que “é uma obra literária de grande qualidade”.
    Pelo contrário, trata-se de um conjunto de exortações ordens, histórias confusamente copiadas dos livros judeu e cristão e tudo isto sem qualquer ligação, com versiculos que se repetem, versículos que se anulam, e que surgem nas suras, como que de paraquedas.
    É mais ou menos como o Rui Reininho a falar: num momento está a falar de nabos, na frase seguinte já está a divagar sobre carrinhos de linha.

    Mas por favor: leiam!
    Leiam, perceba o estatuto do Corão para os muçulmanos e e depois não se arrepiarem, voltem a ler e a perceber.

  13. Deixe-me ver se eu percebi, um livro deve ser julgado pela forma como as pessoas o leem?
    Se lá alguém apedreja uma mulher adultera, a culpa é do corão, aqui, se alguém mata a mulher adultera e os seus companheiros, a culpa não é da bíblia.
    Posso dizer-lhe que que já estive em países muçulmanos, já bebi alcool com muçulmanos durante o ramadão, já vi mulheres adulteras e ninguém lhes atirou pedras.
    Não gosto do corão nem da bíblia, mas tentar defender um livro atacando outro, é um perfeito disparate. Leia o corão, leia a bíblia, leia o mein kampf, leia o capital, leia muito porque precisa.
    Mas ainda o desafio mais, viaje, conheça outras culturas, outros povos, pode ser que um dia aprenda alguma coisa.

  14. Lidador

    “um livro deve ser julgado pela forma como as pessoas o leem”

    Meu caro, se não fui bem explicito, usarei uma imagem simples, para tentar que você entenda:

    Um homem pega fogo a uma mata.
    Num artigo do jornal da terra, um jornalista acha que o crime merecia que o homem fosse queimado vivo, por exemplo.
    No Código Penal, entende-se que o homem deve ser, no máximo condenado a pena de prisão de X anos.

    Ambos os textos estão escritos. Logo, segundo a sua ilustrada opinião, são coisas equivalentes.

    Como decerto nota, o seu argumento é absurdo, porque só o Código Penal é para levar a sério, porque É A LEI!

    Percebeu a diferença?

    Bem, então veja se aplica a imagem ao assunto em discussão.

  15. Lidador

    “Se lá alguém apedreja uma mulher adultera, a culpa é do corão, ”

    Exacto. Porque é a Lei.
    Tal como cá, se um traficante ficar preso, a culpa é do Código Penal.
    Ora a situação com a qual fez paralelo, não tem nada a ver com isto.
    Se alguém , em Alguidares de Cima, matar uma “adúltera”, até pode invocar a Biblia, ou os Lusíadas, ou o Catálogo do Ikea. Mas isso não lhe serve de nada, porque nenhum desses textos é lei.
    Se perceber isto, perceberá tb porque razão não será capaz de referir, NENHUM crime desse tipo, no qual o homicida tenha invocado razões religiosas.
    Normalmente trata-se de dor de corno, mas isso tem tanto a ver com a religião como o seu texto com a mais básica racionalidade, ou seja, nada.

    Este, por outro lado, tem tudo a ver com uma certa e determinada religião e se ler, verificará que os criminosos usaram, de facto, o argumento religioso.

    http://www.abc.net.au/news/2012-02-22/murder-persian-convention-centre/3845078

  16. “É A LEI!”
    Há muitos países muçulmanos que não aplicam a lei da sharia, logo o corão não “É A LEI!”.
    Nos países em em que se aplica a lei da sharia, a culpa não é do corão, é de quem decide usa-lo como lei.

    “usarei uma imagem simples, para tentar que você entenda:”
    Se por cá se usasse a bíblia como lei, a culpa não era da bíblia, era nossa que tínhamos decidido usa-la como lei.

  17. Lidador

    “Há muitos países muçulmanos que não aplicam a lei da sharia”

    Diga-me um, no qual a sharia não seja a fonte principal da lei ou que não esteja a dar passos nesse sentido.
    Basta um! Esclareço-o que até a Turquia, laicizada à força pelo Tio Kemal, está nos últimos dez anos numa caminhada imparável. Já há centenas de jornalistas na pildra…

    “Se por cá se usasse a bíblia como lei”
    Se a sua avó tivesse rodas, era uma camioneta.

  18. “Se alguém , em Alguidares de Cima…”
    “Se a sua avó tivesse rodas, era uma camioneta.”

    “Diga-me um, no qual a sharia não seja a fonte principal da lei ou que não esteja a dar passos nesse sentido.”
    “Mas ainda o desafio mais, viaje, conheça outras culturas, outros povos, pode ser que um dia aprenda alguma coisa.”

  19. “Ah, já agora, sobre a aplicação da sharia em países não muçulmanos, veja-se esta pérola, fresquíssima, em terras do Tio Sam.”
    Vai-me dizer que os EUA também aplicam a sharia? Se assim for é impossível argumentar consigo.
    Simplesmente o juiz deveria ser exonerado.

    “Esclareço-o que até a Turquia, laicizada à força pelo Tio Kemal, está nos últimos dez anos numa caminhada imparável. Já há centenas de jornalistas na pildra…”
    Não concordado com a medida, os jornalistas estão presos por questões políticas e não religiosas.

    “Diga-me um, no qual a sharia não seja a fonte principal da lei…”
    Você já enumerou um, a lei da Turquia é de base secular.

    “…ou que não esteja a dar passos nesse sentido.”
    Isso é a sua opinião e “A sua opinião …, não me interessa.”

    “Porque razão o seu radar de ódio só lhe dá…” muçulmanos?

  20. Alexandre

    Mas até uma sumidade como o Lidador, entre todos os livros que leu (isto se não se limitar a andar por sites de citações) também deve saber que o Levítico já foi lei. E se se der ao trabalho de ver o programa e as propostas de um senhor chamado Rick Santorum que, apesar de não ter grandes hipóteses, é influente o suficiente para estar na corrida à nomeação republicana. Depois continue a falar sobre o islão. O que a bem dizer por mim está à vontade que de todas as maneiras nunca gostei de pessoas que aceitam acriticamente aquilo que um padre/rabino/iman/guru lhes dizem…

  21. Lidador

    “deve saber que o Levítico já foi lei”

    Meu caro, ao tempo que isso lá vai. Na verdade até a simples vontade do Conan, o Bárbaro , já foi lei. Ou o juche.

    A questão aqui, é que o Corão foi, É, e SERÁ, a principal fonte da lei nas comunidades muçulmanas. A Bíblia não é, e não será. O Levítico tb não. Os Vedas tb não.
    E, vá lá, 80 % dos problemas no mundo dão-se hoje nas fronteiras do Islão.
    E o Islão tem a ver com o Corão. E o Corão manda fazer o que manda fazer. E contra isto, bolotas, meu caro.

    Não adianta lançar poeira para ver se se escapa a esta evidência. Leiam o Corão, percebem o seu estatuto para os muçulmanos e só então perceberão do que estamos a falar.
    O Mein Kampf tb era um livrozeco. Até ao momento em que passou a ditar a politica interna e externa do país mais civilizado da época.

    Pergunta aí um comentarista, porque razão o Islão me tira do sério. A resposta é simples: porque aquilo que sou, aquilo a que pertenço, aquilo com que me identifico, está sob ataque do Islão, foi declarada uma guerra santa, há uma jihad em marcha.
    A cultura a que pertenço e de que me orgulho foi nomeada como inimiga existencial pelos líderes islamistas. Eu não meto a cabeça na areia, nem faço de conta que não se passa nada. Liguem a televisão, caraças. De onde pensam que surgem as bandeiras para queimar? Têm-nas lá no armazém? Que pensam dos milhões de cristãos sob ataque nos países muçulmanos?
    Há gente que está na hora da avestruz, quando a história já entrou na hora do falcão. Um belo dia, a história bate-nos à porta.

    P.S. Até sempre.

  22. Pedro C.

    Lidador, fico espantado com tanta hipocrisia. Você é exactamente aquilo que critica nos outros: tendencioso, fanático, agressivo. E ignorante.

    Até eu, cristão, sei que “Sharia” é genérico para “lei”. A Sharia pode ser a do Corão, ou não. E a do Corão pode ser uma de infinitas interpretações. Por exemplo, na Arábia Saudita é uma interpretação do Islão mais radical (e repressivo para a mulher) que existe na Terra. Já no Irão, é dos mais permissivos. Em Marrocos a Sharia Coranica é pouco mais do que tradição, como cá a moral católica, já na Nigéria está a ganhar força uma versão cada vez mais literal e violenta da lei, inspirada no Corão. Infelizmente está a piorar em quase todo lado, e piora mais onde há pobreza e violência, como seria de esperar. Porque o mundo está numa espiral de violência alimentada por fanáticos inseguros em todo lado. Como você aqui, que acha que para defender as suas ideias tem de destruir as dos outros.

    Os lideres islamicos radicais , que fomentam o ódio, não odeiam a cultura cristã, sobretudo a tradicional. Odeiam o liberalismo, odeiam o relativismo, odeiam a liberdade da mulher, odeiam os homosexuais (apesar de muitos o serem), etc. Odeiam não por serem islâmicos, mas sim por serem radicais e inseguros. Como cá , se mandasse a Opus Dei (directamente ou por influência) também não havia mini saias, mulheres no trabalho, etc.

    Pare de promover o ódio entre religiões. Se há radicais e fanáticos no mundo, no Islão, no mundo Cristão (há imensos, sobretudo nos evangélicos americanos), nos hindus, etc, cabe-nos, enquanto liberais, lutar contra isso.

  23. “Pergunta aí um comentarista, porque razão o Islão me tira do sério.”
    Era uma pergunta retórica meu caro.

    “A resposta é simples:… ”
    Porque vive num estado permanente de paranoia, porque vai beber a todas as fontes instigadoras de medo e ódio, porque acredita em mentiras, em manipulações e porque confunde a parte pelo todo.

  24. Lidador

    Pedro C, é espantoso como você não se dá conta do modo agressivo, fanático, tendencioso e ignorante como ataca quem se limita a colocar à frente dos seus olhos aquilo que não lhe apetece ver. E chama aos outros aquilo que demonstra ser.

    Cabe-lhe a si lutar com o quê?
    Denunciar o islamismo, é como denunciar o fascismo, o comunismo, o nazismo e qualquer totalitarismo. É um imperativo de homens de bem. Não temos de “respeitar” ideias supremacistas. Não temos de nos calar perante elas, mas sim denunciá-las, expô-las e combatê-las. Um liberal é um homem livre que diz o que pensa e não se cala, sobretudo quando tem pela frente um sistema de ideias que está nas antípodas da sua visão do mundo.

    Veja se entende uma coisa. Os líderes islâmicos limitam-se a seguir as injunções do Corão. Foram essas injunções que trouxeram a espada flamejante desde as areias do Rub-al Khali até ao sul da França e às portas de Viena. FOram as injunções do Corão que levaram as torres de Nova York ao chão. São as injunções do Corão que estão na base da violência que grassa nas fronteiras do Islão e em qq lugar onde uma comunidade muçulmana alcança uma massa crítica.

    Pobreza, diz um. Se a pobreza causasse terrorismo e jihad, então os terroristas viriam da Africa subsaariana, da matas de Bornéu, do Monte Ramelau.
    Mas os combatentes da jihad são gente rica. Bin Laden era milionário, o seu sucessor é médico, Ata era engenheiro. Um nigeriano condenado há dias nos EUA, por tentativa de atentado, é filho de um milionário. As mesquitas, que Erdogan chamou as “nossas bases” e os minaretes , as “nossas sentinelas”, que proliferam na Europa, e nas quais se ensina o ódio ao Ocidente, são pagas por infindáveis petrodólares, vindos da Arábia Saudita.

    Leia o Corão, meu caro. E, já agora, se acha que sou eu que vejo mal o assunto, releia Huntington.

    Quem não conhece a História está condenado a repeti-la.

  25. Pedro C.

    Lidador,

    Se ser livre é ” dizer o que pensa e não calar” então os radicais islâmicos, os comunistas, nazistas, os evangélicos radicais, etc são todos…”livres”!

    Para mim, ser livre é viver e deixar viver.

    Como o Ron Paul: vive e deixa viver. Não te meta sonde não és chamado. Se se outro não sabe tolerar e ser livre eu não em vou tornar igual e alimentar espirais de violência. Ao contrário: ser cristão é ajudar, tolerar, dar amor, educar…

    Existe uma lei antiga, ética, igual a quase todas as religiões, que diz: não faças aos outros o que não queres que te façam a ti. E vice-versa. Se tolerares toleram-te. Individuo a individuo, grupo a grupo, país a país, religião a religião.

    Ideias supermacistas , para mim, incluem a ingerência em países, “preventivamente”, causando milhões de mortos, muitos deles civis, mulheres e crianças, que se estão pouco a importar com o Corão! Ingerências com desculpas de depor ditadores e andar atrás de ADM, que depois se vê, não existiam. Mas os milhões de mortos e feridos só se podem salvar no além…

    E infelizmente já tive o desprazer de ver in loco: os piores actos de terrorismo, os mais mortíferos, são em AFRICA, e tanto são em países islamicos como em não islamicos. Devem-se, sobretudo a pobreza e ignorância. E aos diamantes e petróleo. Mas se não há petróleo envolvido ninguém faz nada! Só alguns missionários em ONGs. Se o senhor, em vez de só falar, fosse numa missão, ou pelo menos viajasse , talvez soubesse do que estou a falar.

    Se o senhor visse uma pessoa a morrer nos seus braços decerteza que não estaria aqui a incitar ao ódio e à guerra. A não ser que seja mesmo um sádico.

  26. A respeito do Corão ser “lei” – a pena prevista no Corão para uma mulher adúltera são 100 chicotadas e/ou ficar fechada em casa até morrer (há duas passagens no Corão sobre isso, cada qual com a sua pena). No entanto, o que normalmente acontece às mulheres adúlteras nos países islâmicos fundamentalistas é serem apedrejadas até à morte, o que parece indicar que o Corão não é tão “Lei” como tudo isso (sendo na prática misturado com precedentes não directamente derivados do Corão, tradições tribais, etc.).

  27. Lidador

    ” Se se outro não sabe tolerar e ser livre eu não em vou tornar igual”

    Meu caro, há uma ética da tolerância. Deve-se ser tolerante com os intolerantes até ao ponto em que a sua (deles) intolerância ponha objectivamente em causa a sua própria capacidade de exercer tolerância. Quer isto dizer, em linguagem mais simples, que se um sistema islâmico não lhe permite a si ser tolerante. Essa é a linha vermelha que tem de traçar. Se não o fizer, está condenado, ou alguém terá de lutar por si.

    “, igual a quase todas as religiões, que diz: não faças aos outros o que não queres que te façam a ti.”

    Quase, diz bem. No Islão essa ética não existe relativamente aos infiéis.

    “Ideias supermacistas , para mim, incluem a ingerência em países,”
    Está a misturar alhos com bugalhos. Se para si um sabonete é um autocarro, isso só é válido na sua cabeça.

    “ser cristão é …, dar amor, educar…”

    Não diga asneiras. Ser cristão é essencialmente perdoar. O perdão é um acto de vontade. O amor não. Não se ama por decisão.

    ” ou pelo menos viajasse , talvez soubesse do que estou a falar.”

    Talvez o meu caro amigo devesse evitar pontificar. Não me conhece e provavelmente tenho mais viagens ( de trabalho) em zonas dessas, num dedo, do que você no corpo todo. Aliás, o interesse pelo islamismo, vei-me exactamente no decorrer de uma estadia de 1 ano num país muçulmano, e no qual tive de lidar com gente que a si o tragaria inteiro.

    “Não temos de “respeitar” ideias supremacistas”
    Concordo consigo, é acabar já com essa raça.

    Caro, provavelmente ignora que uma ideia não é uma raça.

    MIguel Madeira, há o Corão e os Hadiths. Onde o Corão é omisso ou pouco claro, recorre-se, na tradição sunita, à tradição do profeta, e há escolas que compilaram centenas de hadiths.
    Neste caso, a pena é instrumental. O que importa é o imperativo divino, e por isso eterno e imutável, de punir.

    Quando diz que o Corão não é “tão lei”, está a errar. O Corão é como a Constituição. É a lei geral. As leis que dele decorrem não podem contrariar o seu espirito e a sua letra..
    Um exemplo:
    Os países muçulmanos adoptaram, de um modo geral, a declaração universal dos direitos do homem. Lei humana, portanto.
    Todavia, se for ver a versão muçulmana ( tenho para aqui um link, algures), verá que todos os artigos contém uma ressalva que os condiciona aos limites da Lei ( da sharia)

  28. Se tivessem enviado para lá o lidador já tinham encontrado a dita bomba.
    Ele é como o bush, vê tão bem que até vê coisas que não existem.

  29. “Não diga asneiras. Ser cristão é essencialmente perdoar. O perdão é um acto de vontade. O amor não. Não se ama por decisão.”
    A religião católica dia “amar ao próximo como a sí mesmo” não diz: amar ao próximo se conseguir.
    Disparates diz você, de cada vez que abre a a boca.

    “Caro, provavelmente ignora que uma ideia não é uma raça.”
    Provavelmente ignora que uma ideia não se combate com armas.

    “…uma estadia de 1 ano num país muçulmano…”
    Se durante um ano não conheceu nenhum muçulmano diferente da forma como você os concebe, a culpa é sua e não deles.
    Você é que não tem capacidade para conviver com outras culturas.

    Um recado para os liberais que aqui andam, se querem ser levados a sério afastem-se deste tipo de gente.

  30. “Caro, provavelmente ignora que uma ideia não é uma raça.”
    E uma último apontamento, uma dos tiques dos “supremacistas” é acreditar que a sua cultura é superior à do outro.

  31. «(…) The facts are that the Korans were seized at a jail because jihadists imprisoned there were using them not for prayer but to communicate incendiary messages. The soldiers dispatched to burn refuse from the jail were not the officials who had seized the books, had no idea they were burning Korans, and tried desperately to retrieve the books when the situation was brought to their attention.

    Of course, these facts may not become widely known, because no one is supposed to mention the main significance of what has happened here. First, as usual, Muslims — not al-Qaeda terrorists, but ordinary, mainstream Muslims — are rioting and murdering over the burning (indeed, the inadvertent burning) of a book. Yes, it’s the Koran, but it’s a book all the same — and one that, moderate Muslims never tire of telling us, doesn’t really mean everything it says anyhow. (…)»
    http://www.nationalreview.com/blogs/print/291925

  32. «Then there’s the second not-to-be-uttered truth: Defiling the Koran becomes an issue for Muslims only when it has been done by non-Muslims. Observe that the unintentional burning would not have occurred if these “fiercely protective of their Islamic faith” Afghans had not defiled the Korans in the first place. They were Muslim prisoners who annotated the “holy” pages with what a U.S. military official described as “extremist inscriptions” in covert messages sent back and forth, just as the jihadists held at Gitmo have been known to do (notwithstanding that Muslim prisoners get their Korans courtesy of the American taxpayers they construe the book to justify killing).

    Do you know why you are supposed to stay mum about the intentional Muslim sacrilege but plead to be forgiven for the accidental American offense? Because you would otherwise have to observe that the Koran and other Islamic scriptures instruct Muslims that they are in a civilizational jihad against non-Muslims, and that it is therefore permissible for them to do whatever is necessary — including scrawl militant graffiti on their holy book — if it advances the cause. Abdul Sattar Khawasi — not a member of al-Qaeda but a member in good standing of the Afghan government for which our troops are inexplicably fighting and dying — put it this way: “Americans are invaders, and jihad against the Americans is an obligation.”

    Because exploiting America’s hyper-sensitivity to things Islamic advances the jihad, the ostensible abuse of the Koran by using it for secret communiqués is to be overlooked. Actionable abuse occurs only when the book is touched by the bare hands of, or otherwise maltreated by, an infidel.

    As our great Iraqi ally Ayatollah Ali Sistani teaches, touching a kafir (“one who does not believe in Allah and His Oneness”) is to be avoided, because Islamic scripture categorizes infidels as equivalent to “urine, feces, semen, dead bodies, blood, dogs, pigs, alcoholic liquors,” and “the sweat of an animal who persistently eats filth.” That is what influential clerics — not al-Qaeda but revered scholars of Islamic law — inculcate in rank-and-file Muslims.»

    http://www.nationalreview.com/blogs/print/291925

  33. Luís Cardoso
    Eu quando estou na casa do outros, se e pedirem para limpar os pés no tapete, limpo os pés. Já na minha casa, só limpo se me apetecer.
    Agora fazer choradinho porque é difícil pacificar o país que invadiram, convenhamos que é um bocado maricas.

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