Parlamento rejeita beber água da torneira porque sai 30 vezes mais cara.
Como se consegue isto?
Num documento enviado aos deputados, o Conselho de Administração do Parlamento sustenta que a água engarrafada servida nas reuniões da comissão custa 259,20 euros por mês. Para a água da torneira, o valor a que se chegou foi muito maior. O cálculo incluiu os custos de pessoal “para o enchimento, limpeza, colocação e arrumo dos vasilhames” e chegou à cifra de 2730 euros – cerca de dez vezes o valor para a água mineral. O Conselho de Administração também considerou o custo dos jarros em si, avaliados em 4680 euros – o equivalente a 18 meses de água mineral.
Ou seja: basta na água engarrafada não considerar custo nenhum a não ser a garrafa e na água da torneira considerar os custos com o pessoal (10x o preço das garafinhas) e dos jarros em si (18x o custo das garrafinhas, TODOS OS MESES).
Face a isto:
“Face aos encargos evidenciados, o Conselho de Administração pronunciou-se favoravelmente à utilização de água engarrafada, considerando que o respectivo uso, enquanto recurso geológico nacional distribuído por empresas portuguesas, assegura as melhores condições aos utilizadores internos e aos convidados da Assembleia da República, a um custo sem significado financeiro”, conclui o documento.
Os Senhores Deputados da Comissão de Ambiente elevam a arte de forjar Controles de Custos a uma Arte!

Pormenor de classe: Nunca garrafas médias ou grandes, mas sempre das pequeninas. Sempre em duplicado. Assim se poupa dinheiro em São Bento.
E se fossem eles a encher a água? Ou são filhos de algum doutor? (era assim que dizia a minha avozinha)
Não sei o que é pior: a forma como as contas foram feitas ou o Conselho de Administração da Assembleia da República as subscrever…
Estamos a falar de comparar água da torneira, com água engarrafada e a água da torneia sai mais cara numa razão de 30 para 1…
Gostava de saber como é justificada a imputação do custo de pessoal com o enchimento nestas contas só para começar…
Gostava de saber como é justificada a imputação do custo de pessoal com o enchimento nestas contas só para começar…
Secundado.
Até era respeitável se tivessem dito apenas que é um custo pequeno e que seria demagogia barata passar a usar água da torneira.
Agora tentar fazer dos portugueses parvos é que não fica nada bem aos Srs. Deputados…
Acabo de ler o texto de Ferreira Fernandes no DN acerca do mesmo assunto!
Para este senhor a reacção do PSD tem implícita uma defesa do “liberalismo”!
E eu a pensar que o estava explicito era apenas uma xico-espertice nacional típica. Daquelas que todas somadas nos levaram à insolvência… Quantos buracos nos foram vendidos nos últimos anos como sendo altamente lucrativos para Portugal, recorrendo a estas argumentações?
“basta na água engarrafada não considerar custo nenhum a não ser a garrafa e na água da torneira considerar os custos com o pessoal ”
Que ilação se pode tirar daqui? O manutenção da compra das garrafas de água vai permitir dispensar uma serie de funcionários da AR uma vez que a sua única função (encher os jarros, presumo) deixa de existir.
” dos jarros em si (18x o custo das garrafinhas, TODOS OS MESES”
Aí discordo de ti. Os jarros de vidro teriam uma vida útil muito curta. Não é difícil perceber que iriam frequentemente servir de arma de arremesso durante as reuniões. E pensa nas contas do hospital à conta das cabeças partidas.
“Agora tentar fazer dos portugueses parvos é que não fica nada bem aos Srs. Deputados…”
Se o fazem com o resto, porque não com a àgua?
Votaram neles … aturem-nos.
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Lindo!
Bruno,
Liberal sou eu e não me passa pela cabeça subscrever o relatório ridículo do Conselho de Administração do Parlamento.
Liberal, isto? É preciso não saber nada sobre o Liberalismo para associar esta análise ao Liberalismo.
Tal ligação aliás só pode ser inventada por quem queira ligar Liberalismo a tudo o que de mau acontece neste cantinho Europeu…
Manuel Costa Guimarães,
Podiam fazê-lo relativamente à água… só não desta forma tão abusiva!