O caos e a bancarrota da Grécia não são responsabilidade de Israel (2)

Rui, o teu post evidencia uma extrapolação (“O caos e a bancarrota da Grécia não são responsabilidade de Israel”) que nada tem a ver com o que eu escrevi. Eu limitei-me a constatar que um eventual conflito no Irão será negativo para a Grécia que, importando um terço das suas necessidades de petróleo do Irão, veria a sua crise agravada em resultado de uma crise iraniana. Parece-me pacífico e irrefutável. Quanto à retórica de Ahmadinejad, concordo contigo, é fanática. Mas na minha (subjectiva) opinião, a retórica de Netanyahu, sendo diplomática, revela um fanatismo afim, contudo, com duas diferenças que me parecem substanciais: primeiro, Israel tem, objectivamente, capacidade nuclear (e o Irão não) e, segundo, Israel, através das suas incursões clandestinas no Irão, anda, admito que subjectivamente, numa de “picking a fight”.

Em todo o caso, e muito mais importante do que estar aqui a discutir se este é bom e aquele é mau, a verdadeira questão subjacente ao meu post, e essa incomoda-me mesmo, reside na aceitação, que hoje em dia parece normal, das “pre-emptive wars” enquanto guerras justas, legítimas e moralmente aceitáveis. Não são! (and I rest my case)

53 pensamentos sobre “O caos e a bancarrota da Grécia não são responsabilidade de Israel (2)

  1. ruicarmo

    Ricardo, os títulos tendem a ser apelativos. 🙂 O título pretendeu abarcar a questão grega com a de Israel
    Acrescentaria que um eventual conflito no Irão irá ser negativo não só para a Grécia mas para muitos mais países e regiões.
    Os poderes e interesses que estão envolvidos no eventual conflito armado no Irão, ultrapassam em muito a existência e as políticas de Israel.A diferença entre este PM israelita (e todos os outros anteriores a ele) a quem chamas extremista e que nas negociações políticas é capaz de negociar, é que tendo Israel capacidade nuclear, nunca a usou sequer como argumento numa disputa política ou a anunciou como trunfo político interno (quanto mais externo). Da minha parte, that’s it.
    Abraço.

  2. tric

    tendo Israel um Estado mais monstruoso que o Português e um Endividamento muito superior ao de Portugal…aonde que estes gajos vão roubar dinheiro, aonde ? o Portugueses e os Gregos entraram numa escalada de miséria e depois ainda à loucos que defenda estratégias que levaram a um aprofundar mais da miséria em Portugal tudo em nomne de Israel…Primeiro Portugal e só depois os interesses de Israel…ou os Interesses de Israel já se sobrepoem ao interesses de Portugal !!? o que é capaz de ser bem verdade…FMI e Banco Mundial e …para emprestar dinheiro a Portugal impõe logo condições que implicam intervencionismo e perda de soberania e um juros…os Israelitas necessitam de dinheiro o FMI e Banco Mundial até lhes ofeece e lhes diz para não se preocuparem com o assunto, que eles vão buscar esse dinheiro aos juros dos Gregos e Portugueses…que esquema mafioso existe para financiar o Mega EStado e Endividado de Israel!!??

  3. Prezado Ricardo,
    A guerra preventiva pode ser a única possível se o putativo adversário tiver capacidade e estiver na disposição de lançar um ataque aniquilador.
    Tendo o Irão capacidade (não é certo que a tenha já) e esteja na disposição de o fazer (isso é certo, os seus dirigentes dizem-no, alto e bom som, amiúde), a questão é mais: por que razão Israel ainda não lançou um ataque, chama-lhe preventivo, eu chamar-lhe-ia desesperado?
    A resposta tem um nome: Barack Obama e a sua entourage progressista, Samantha Powers i.a.
    Bem haja,
    ps: aquilo que chama em português moderno «picking a fight» talvez se trate apenas de tentar lidar por outros meios que não os bélicos – hipótese que a todos preocupa, (presumo que em primeiro lugar aos próprios israelitas, também aos iranianos não-fanáticos) -, com a tal ameaça aniquiladora; ao que consta, Israel tem apoiado a oposição iraniana ao regime.

  4. tric

    “(…)por que razão Israel ainda não lançou um ataque, chama-lhe preventivo, eu chamar-lhe-ia desesperado?”
    .
    desesperado vão ficar os portugueses…com as consequencias trágicas que isso vai trazer para a ecónomia portuguesa! essa é que é essa, mas a Judearia Portuguesa se for necessário até vai ao ouro de salazar para financiar as guerras judaicas…ataca-se o Irão e as consequencias é uma guerra total na região…Iraque, na Siria, Libano, Afeganistão, Egipto…e Portugal, que já anda a pão e agua…é só loucos! a Europa já está numa recessão profundissima e ainda se metem com ideias idiotas…mas enfim…já não bastou a porcaria que fizeram com o sistema financeiro…

  5. “Há uma diferença substancial nesta questão. Israel é uma democracia e o Irão não.”
    E o quê, Israel tem então o direito de “democratizar” o Irão?

  6. JS

    R. Arroja. Se calhar e começando pelo princípio:
    “Primeiro, Israel tem, objectivamente o -internacionalmente reconhecido- direito a existir…”.
    O Irão tem uma área de 1.648.195 de Kms quadrados
    Israel tem 20.000 Kms quadrados.
    Não parece que seja, para o Irão, um problema de área vital.
    As demagógicas teimosias pagaram-se, e pagam-se, caras.

  7. ruicarmo

    “Rui, uns copos na AGI e todos os problemas do Mundo, subitamente, resolver-se-ão!”
    De certeza. 🙂 Desta vez, o monopólio da amêndoa amarga gelada ficará por vossa conta…

  8. Ricciardi

    Caro Ricardo,

    «Eu, quando conseguir comprar uma basuka vou aí à foz e pimbas mando-lhe um balásio». Das duas uma, ou v.exa. me considera um retórico ou v.exa me leva a sério. Se me considera um retórico, mesmo depois de saber que eu financio uma série de terrosristas, eu fico a pensar que v.exa. é, digamos, ingénuo. Se me leva a sério a única coisa que tem a fazer é denunciar às autoridades esta minha intenção. Ora, se eu proibo as autoridades de entrar na minha casa, v.exa. muito provavelmente começa a fazer planos que me impeçam de adquirir a basuka. Digo eu.

    Rb

  9. António Ferreira

    As guerras nunca resolveram nada na história e só deixaram rastos de destruição que demoraram dezenas de anos a limpar. Não se esqueçam disto: Ahmadinejad é considerado um moderado, ou seja, há pelo menos uma facção mais extremista que ele. Se ele diz isto, imaginem o que diriam os extremistas. Se houver guerra com Irão, quem vai tomar conta daquilo no pós-guerra? Acham que vão ser os pró-democracia ou os extremistas? Os resultados obtidos das guerras no Iraque e no Afeganistão, não chegam para percebemos, que não se impõe a democracia? Democracia e islão não são compatíveis…E como vocês todos se sentiriam se Espanha pusesse bases militares à volta das fronteiras de Portugal inteiro e fizessem atentados cá dentro? Ninguém ficava indignado e ninguém ameaçava os espanhois? Pois sim… Então nos podemos ter a BOMBA e eles não? Tou farto da superioridade moral do Ocidente. Allah Snack-bar.

  10. Lidador

    Ricardo Arroja, reparo que tenta estabelecer uma simetria entre Israel e o Irão e nessa tarefa tem de ignorar coisas óbvias:

    1- Israel não tem qq interesse ou vontade em conflituar com o Irão; o Irão tem como objectivo destruir Israel, por motivos essencialmente religiosos.
    2.Israel está rodeado por centenas de milhares de mísseis e foguetes, fornecidos e operados por iranianos, dos quais já milhares foram usados e não passa uma semana que não seja alvejado com vários. O Irão não.
    3. Israel já foi atacado várias vezes, desde que existe, por inimigos que usaram exactamente as mesmas razões que o Irão.

    Se encontra simetria nisto, se para si é tudo igual, então encontre-se consigo na viela iluminada da sua consciência, onde ninguém se pode esconder de si mesmo.

  11. Lidador

    “Tou farto da superioridade moral do Ocidente”

    O ódio a si mesmo, tão típico da mentalidade esquerdista…

  12. Toino

    Lidador,

    “O ódio a si mesmo, tão típico da mentalidade esquerdista…”

    Nisso (e em muito mais) os liberais de plantão são igualzinhos aos esquerdistas.

    Gostar de quem/como se é, (pequeno, aberto, dependente, estatizado, endividado, corporativizado, europeizado, americanizado, globalizado, pouco produtivo, melancólico…), em Portugal, é defensável?

  13. Toino

    Ricardo Arroja,

    Dizer que Israel é um país pacifico, e ainda por cima vitima (coitadinos…) inocente…e o Irão são os mauzões….É sinal que consigo não há discussão. Isto para si já é bons e maus…Benfica x Porto…e você já escolheu um lado. A discussão que se pode esperar enche A bola e o Record.

  14. António Ferreira

    Lidador,
    Não sou de esquerda, nem tenho ódio a ninguém. Você é que deve ser de esquerda com essa desonestidade intelectual toda. Vá plantar batatas. Que personagem desagradável que você é. A sua frase “O ódio a si mesmo, tão típico da mentalidade esquerdista…” é típica de quem acha que tem superioridade moral ou intelectual sobre os outros…

  15. Lidador

    “nem tenho ódio a ninguém”

    O seu discurso desmente-o. Para começar, odeia-me a mim, a avaliar pelos frases enraivecidas que me dirigiu.

    E, reiterando o que disse, o seu discurso moralista, todo feito de infinita tolerância e compreensão para com o “outro”, está na proporção inversa do azedume para com a civilização e cultura a que pertence.
    Ataca os seus e sabuja-se aos outros.

    É um Miguel de Vasconcelos em potência, um Alvaro Cunhal em ponto pequeno, ou, no mínimo, aquele especimen que Lenine muito bem cunhou de “idiota útil”.

    Com um pouco de psicologa de cordel, diria que o meu caro inimigo defende os islamistas iranianos porque os admira. E admira-os porque eles são capazes de fazer aquilo que você desejaria fazer, mas não consegue: suicidar-se.
    E como não consegue suicidar-se, fá-lo ritualmente, atacando os seus, Ao atacar a sua pertença está a atacar-se a si, e é isso que define o ódio a si mesmo.

    Quod erat demosntrandum.

    E agora vou mas é beber uns canecos, que eu prezo bastante a cultura a que pertenço.

    P.S. E acalme esse ânimo, antes que apanhe uma úlcera nervosa.

  16. jorge

    Ó defensores dos povos e regimes anti-ocidente não se incomodem. A justiça tarda mas chega sempre. Vejam o que aconteceu ao Kadhafi que financiou o terrorismo internacional, deitou abaixo um avião de passageiros sobre a Escócia, visitava Itália com desprezo total pelos italianos e ameaçava a europa com vagas de muçulmanos se não lhe dessem milhões em troca. Por muitos posts que os que o consideravam inócuo escreveram, ele já teve o fim que tinha que ter. O Irão por mais posts arrojados que escrevam terá tb o destino consequente das suas politicas e dos seus actos.

  17. Toino

    Jorge,

    O Gadafi era o melhor amigo do Blair e seus conselheiros, e do Berlusconi, e tinha negócios com meia Europa. Ele foi abaixo, não pelo terrorismo que financiou nos anos 70, mas porque denunciou a corrupção francesa (ex- ELF) em África nos últimos anos.

    E o pior é que, a França e GB fomentaram uma guerra civil (terrorismo) para o derrubar, assassinaram o gajo, e agora vamos-nos ver a braços com irmandades islamicas mesmo á porta de Europa…ganhamos ocntrolo do petroleo (por mais algum tempo) mas não sei se compensa.

    O Irão é uma democracia (péssima), que em termos de Islão, é muito mais moderada que a oligarquia Saudita…mas enfim,nada disso importa não é?

  18. Alexandre

    Lidador,

    Acho que a única pessoa que destila ódio é você. E tem sempre o “esquerdista” no bolso para usar ao mínimo sinal de desacordo. Toda e qualquer coisa que o Lidador não gosta é: esquerdista, comunista, self-hating e outras coisas giras que retira dos livros e autores que por vezes desfia em catadupa para mostrar que lê.

    De resto o seu comentário e o do António Ferreira estão ambos escritos e não há a minima duvida qual deles é o mais agressivo e odioso. Cure-se!

    Já agora, se me responder, por favor use imensas citações e name-dropping (sem esquecer o name-calling) tão típico de quem tem baixa auto-estima.

  19. Toino

    Alexandre,

    Sabes, é a “coerência intlectual”. Se for do nosso sectarismo (britânico, estado-unidense, de direita, republicano, liberal – por ordem decrescente de importância) é bom. Se não, é mau (ou seja, “esquerdista”). Bom e mau. Bastam 2 neurónios.

    A isso associa-se o “amor próprio”, que se nota no uso do inglês, no amor aos EUA, no ódio a UE…

  20. Toino

    Os “esquerdistas anti ocidentais” só vêm os nossos facínoras, e desculpam sempre os do 3º mundo, os arabes, etc.

    Os “liberais pro ocidentais” (na realidade anti UE, e pró GB e EUA) só vêm os facínoras do 3º mundo, dos árabes (só os não alinhados com os EUA, mesmo que sejam do Islão fanático e anti liberal), e desculpam sempres os nossos…

    São quase iguais. Sectarismos, emocionais, estéticos.

    Coerência intelectual pouca ou nenhuma.

  21. H.

    A tese de que as guerras preemptivas são necessariamente injustas é que, sendo popular nos dias de hoje, nunca antes foi tida como aceitável por qualquer doutrina da guerra justa com alguma respeitabilidade. St. Agostinho – “a iniquidade da parte adversa é que impõe ao homem sábio que empreenda a guerra justa” – e St. Tomás ficariam estarrecidos com a ideia de que iniciar a guerra é moralmente reprovável; ditto para Vitória ou Suarez e mesmo Grotius.

    Mesmo admitindo uma “presunção contra a guerra” como ponto de partida, iniciar uma agressão militar pode ser tão moralmente justo ou injusto como não o fazer.

  22. “O ódio a si mesmo, tão típico da mentalidade esquerdista…”
    “…azedume para com a civilização e cultura a que pertence.”
    “… atacando os seus, Ao atacar a sua pertença está a atacar-se a si, e é isso que define o ódio a si mesmo…”
    Caro lidador, a arma da “oikophobia”, já os israelitas usam esse argumento “self-hating jew”.
    Vocês acusam o discurso da esquerda de ser “cassete”, mas parece que quem usa a “cassete” são vocês mesmos.

    Caro Lidador, as grandes evoluções civilizacionais são sempre feitas por quem “pensa fora da caixa”. Com mentalidades como as suas (defender sempre os nossos e a nossa cultura), ainda vivíamos nas cavernas.

    Eu aconselharia a pensar por sí próprio, em vez de usar chavões, mas como aprendi aqui neste blog, a direita tem um Qi inferior à esquerda, assim compreendo que não consiga.

  23. António Ferreira

    Eu, segundo o lidador, sou de esquerda, por achar que as guerras não resolvem nada e só trazem mais problemas. Não o odeio, porque é impossível odiar uma pessoa que não conheço. Agora que os seus comentários me tiram do sério, tiram. São destrutivos e não trazem nada de novo e de bom à discussão. Eu gosto muito da cultura ocidental e não gosto nada do islamismo, mas não isso que está em questão. O que está em questão é o direito do irão ter uma arma nuclear. Se até o Paquistão tem, por que razão o irão não a pode ter? A nós portugueses, faria alguma diferença se o irão tivesse uma arma nuclear?
    Para não falar que morrem milhares e milhares de pessoas nas guerras para uns quantos gatos pardos brincarem aos jogos de poder….
    Sobre o Sr. Lidador só tenho isto a dizer depois do seu último comentário: Idiota útil é a tua tia, pá!

  24. Ricardo Campelo de Magalhães

    por,

    Os Veteranos por Ron Paul terão um vídeo aqui mais tarde ou mais cedo. Mas estou a tentar não fazer tantos posts sobre o Ron =)

  25. Lidador

    “O que está em questão é o direito do irão ter uma arma nuclear. ”

    1. Não tem direito porque assinou um tratado de não proliferação.
    2.Quanto à inocuidade da a vir a ter, do ponto de vista deles deve ser óptimo. Do meu ponto de vista é mau.

    Porquê?

    Porque o Irão é um estado revolucionário, não hesita em projectar terror para fora das suas fronteiras e toda a gente treme só de pensar no dia em que o Irão esteja em condições, não só de lançar um míssil com uma cabeça nuclear, como também de municiar os seus proxies e as suas células adormecidas, com alguns quilogramas de urânio enriquecido.
    Basta saber que uma bomba convencional normal, junto a alguns quilogramas de bolo amarelo, são suficientes para tornar inabitável, durante anos a fio, largas porções de cidades. Imaginar uma bomba “suja” em Jerusalem, Riad, Londres ou Nova York, é um cenário aterrador para os dirigentes políticos que não terão agido preventivamente face a indícios inescapáveis.

    Com o Irão é necessário não mostrar o mesmo tipo de complacência que permitiu a Hitler tornar a Alemanha numa formidável potência militar em 3 ou 4 anos.
    O que podia ter sido resolvido com umas centenas de mortes, acabou solucionado depois de 60 milhões de pessoas terem perdido a vida.

    E já agora, por isto:
    http://o-lidador.blogspot.com/2006/11/o-lugar-tenente-do-mhadi.html

  26. Toino

    Lidador,

    Não se esqueça que eles são humanos e inteligentes como nós. E sentem como nós. E são burros e inseguros como nós.

    Se o Irão pensar como você (em relação aos EUA, ou Israel, ou Arábia Saudita) arma-se a ataca o quanto antes…

    Já nem é olho por olho…é olho antes do dedo…

    Num mundo nuclear seria melhor a ONU ter alguma relevância, ou não?

  27. “1. Não tem direito porque assinou um tratado de não proliferação.”
    Logo Israel tem direito porque não assinou o tratado de não proliferação?
    Parece-me que há alguma falta de lógica nesse pensamento.

  28. Lidador

    ” eles são humanos e inteligentes como nós”

    Claro. Mas isso nada importa à discussão. Um bandido tb é humano e inteligente. E contudo, se vocẽ for o se alvo, isso não resolve o seu problema.

    “Se o Irão pensar como você (em relação aos EUA, ou Israel, ou Arábia Saudita) arma-se a ataca o quanto antes…”

    Provavelmente já o teria feito, se tivesse poder para isso. Foi o que a Alemanha fez, quando achou que estavam reunidas as condições. De resto, no que toca a Israel, vários países muçulmanos fizeram isso mesmo.

    “Num mundo nuclear seria melhor a ONU ter alguma relevância, ou não?”

    A ONU é um concerto de nações. O mínimo denominador comum. É como na vida real. Sa a bandidagem tiver armas, é mau.

    ” Israel tem direito porque não assinou o tratado de não proliferação?”

    POnto1: Israel jamais declarou que tem armas nucleares. É provável que as tenha, mas ninguém as viu.
    POnto 2: A lei internacional é sobretudo derivada de tratados. Só está vinculado quem assina os tratados. Os estados são soberanos . Se um estado não adere a um tratado, não está vinculado a ele. E por isso tem os direitos todos que esse tratado inibe para os seus signatários.

    O Irão pode ( irá fazê-lo mais dia menos dia) abandonar o NPT. Tal como fez a Coreia do Norte, quando detonou a bomba. Aí sofrerá outro tipo de consequências.
    Mas, até lá, está em contravenção com a lei internacional e por isso NÃO TEM O DIREITO de proliferar.
    Israel, India, etc, não assinaram esse tratado e por isso têm os direitos que ele limita.

  29. Lidador

    Já agora, sobre um eventual ataque iraniano a Israel, os aiatolas não escondem que é isso mesmo que farão, quando se sentirem com capacidade para tal.
    De resto, um dos estategas do Khamenei viu divulgado recentemente um seu estudo estratégico sobre um ataque a Israel.
    Aparentemente, vê como possível a destruição de Israel em menos de 9 minutos.

    http://www.dailymail.co.uk/news/article-2097252/Kill-Jews-annihilate-Israel-Irans-supreme-leader-lays-legal-religious-justification-attack.html

  30. Pingback: The ethics of war and cosmopolitan war « O Insurgente

  31. Toino

    Lidador,

    Percebo o sue ponto de vista:

    O Direito é só para quem se quiser sujeitar a ele. Tudo se baseia na Lei do mais forte, que impõe a sua vontade soberana. Por isso é melhor aniquilar os concorrentes que estejam a tornar-se fortes.

    Tudo bem. Se calhar isso é realismo, e tem feito história. Mas não me venha falar em liberalismo, paz e prosperidade, porque aí é pura incoerência intelectual.

    E reze para que os seus amados EUA e o seu 49º Estado (Israel) sejam os fortes eternos, porque se deixam de o ser, os outros aplicar-lhe-ão a mesma lei, com as mesmas consequências. Olho por olho, dente por dente…

  32. Lidador

    “O Direito é só para quem se quiser sujeitar a ele. Tudo se baseia na Lei do mais forte, que impõe a sua vontade soberana”

    Muita gente confunde Direito Internacional com o Direito no interior de uma comunidade políticamente organizada e é por isso que produz análises como a sua.

    Os Estados são soberanos, meu caro. E só alienam a soberania que entendem.
    O Direito Internacional resulta basicamente dos tratados e do costume.
    E sim, o Sistema Internacional é, no limite, essencialmente hobbesiano. Pode-se achar mal, discordar, achar que devia ser de outra forma.
    Mas não se pode ignorar que é assim.
    E é por isso que os estados mantêm exércitos. Porque, no limite, é neles que repousa a sua ultima hipotese de sobrevivência.

    O problema de muitos europeus, é que acreditam sinceramente que já estão fora da História e que deixaram de estar sujeitos à sua incerteza.

  33. Lidador

    Agora, Toino, o que eu não entendo e provavelmente você não será capaz de explicar, é a razão da sua animosidade para com Israel e os EUA, dois países democráticos, de direito, onde pessoas como você viveriam com segurança, liberdade e confiança, países que fazem parte da cultura a que você pertence.
    Sobretudo se comparada com a tolerância, compreensão e simpatia que simultaneamente revela para com países agressivos, intolerantes, repressivos, e nos quais você jamais aceitaria viver.

    É como se num jogo de futebol você, sócio do FCP, estiver a torcer para que o FCP perca.
    Não é normal e quem assim procede tem de questionar as suas razões.

  34. Toino

    Lidador,

    Sou formado em Direito, no tempo em que os cursos ainda eram de 5 anos, e tive boa nota a Direito Internacional.

    E escusa de me querer fazer entrar nos seus discursos sectários e odiosos. Não sou de esquerda nem de direita. Não sou comunista, nem liberal. Sou pelo bom senso. Aquela coisa chata, o medianismo, a realidade, complexa…

    Gosto muito de muita gente e muita coisa nos EUA. O povo judeu respeito, projecto sionistas parecidos com nazismo, que podem levar o mundo ocidental a sua derrocada (quiças o mundo inteiro) não aprecio. Ainda assim prefiro os EUA-ISrael ao Irão, sim. Mas não estou num jogo de futebol, e não estou deserto para começar a briga…que aliás pode ser evitada, se não fosse essa sua mentalidade.

    A minha cultura é a Portuguesa, para bem e ou mal. E depois Europeia. E só depois americana e Israelita. Para si a ordem está nitidamente invertida, respeito.

  35. “POnto1: Israel jamais declarou que tem armas nucleares. É provável que as tenha, mas ninguém as viu.”
    Curiosamente as Iranianas também ninguém as viu, onde está a diferença?

    “…Israel e os EUA, dois países democráticos, de direito, onde pessoas como você viveriam com segurança, liberdade e confiança, países que fazem parte da cultura a que você pertence.”
    Há certas pessoas no estado de Israel que não sentem isso, até tem um nome, chamam-se Palestinos.

    São Tomás de Aquino, desconfio que teria dificuldade em considerar a invasão do Iraque de “guerra justa”.

    Você gosta muito de usar argumentos demagógicos, para tentar impor a sua “razão”.

    É verdade que me identifico mais com o modo de vida dos EUA, mas isso não me leva a justificar, nem a compreender as posições que tem tomado no quadro internacional.

    Realpolitik, funciona sim senhor, se estiveres disposto a ter sempre uma atitude beligerante.
    Se estivesse na linha da frente das guerras que defende, talvez tomasse uma atitude diferente.

  36. Lidador

    “Sou pelo bom senso”

    Ah, o bom senso. A coisa mais bem distribuida do mundo. Nunca vi ninguém queixar-se de ter pouco.

    O problema, meu caro, é quando alguém acredita que o seu senso é o bom senso

    “projecto sionistas parecidos com nazismo”
    Uma frase que dá conta do seu “bom- senso”.

    Sionismo: criação de um estado para a nação judaica, nas suas terras ancestrais.
    Para quê: para acabar com as perseguições milenares sofridas pelos bodes expiatórios de todos os loucos com poder.

    Nazismo: Socialismo nacional, fazer da Alemanha um país autosuficiente, conquistando o espaço vital necessário.

    O que uma coisa tem a ver com a outra, você me dirá, um dia que pense naquilo que diz, em vez de repetir os enlatados do ódio contra os judeus.

    Já agora, para o ajudar a digerir a informação, os árabes da Palestina ajudaram activamente os nazis na “solução do problema judaico”. O mufti de Jerusalém tinha escritório em Berlim e assessorava Hitler. Foi, de resto, condenado em Nuremberga. As próprias SS tinham duas divisões muçulmanas que bm ajudaram a “solucionar” os judeus dos Balcãs.

    E quanto aos “palestinos”, Palestina é a região. Os judeus e os árabes são tanto palestinos como nós e os espanhóis somos ibéricos.
    Com uma diferença; é que aquilo que o seu “bom- senso” considera “palestinos”, sao árabes vindos da Arábia, com as invasões muçulmanas.
    Os judeus já lá estavam uns milhares de anos antes.

    Mas isso, é claro, o seu “bom- senso”, não alcança.

  37. Lidador

    “São Tomás de Aquino, desconfio que teria dificuldade em considerar a invasão do Iraque de “guerra justa”

    Porquê?

  38. Lidador

    “Sou formado em Direito, no tempo em que os cursos ainda eram de 5 anos, e tive boa nota a Direito Internacional.”

    Parece que se esqueceu da matéria.
    E sendo assim, devia evitar argumentos de autoridade. Se alguém diz que 2+2 =5, justifcando que é assim, porque é licenciado em aritmética, temos de lamentar a falta de sentido do ridículo.

  39. Toino

    Acalme-se, isto é só uma discussão de ideias. Você até já confunde os vários post e seus autores.

    Fique descansado que eu não sou anti-semita. O meu pai, desde o berço, sempre me lembrou que tenho costela judia na familia. Nunca persegui judeus, nem o faria, antes pelo contrário. Por uma questão de nacionalidade também devo ter genes de sarraceno, como a maioria dos portugueses… E outros. Tanto em termos étnicos como culturais somos uma bela misturada. Dispenso os racismos.

    Além disso, como português que sou, tenho genes culturais cristãos e greco-romanos, que são os pilares da “nossa” civilização (e não o liberalismo britanico e americanizado).

    Entre os grego-romanos lembro aquela frase atribuída a Socrates: não sou ateniense nem grego, mas sim um cidadão do mundo. E já lá vão mais de 2000 anos da “nossa” civilização. Entretanto o mundo ficou bastante mais pequeno, até já lhe chamam aldeia global, e fala-se em globalização…

    Se você é sionista e ou amante do sionismo-israelita tudo bem. O seu lado está definido e o seu sectarismo explicado. Mas então esqueça o liberalismo, porque Israel de liberal tem pouco disso. Quando escolhes e assumes um lado, a racionalidade vai-se, esquece a coerencia intlectual. Passas a ser apenas mais um adepto de futebol. E eu tenho mais que fazer do que dar para esse peditório.

  40. “Os judeus já lá estavam uns milhares de anos antes.”
    E também estavam o filisteus, e em maior número, até o livro fala disso.

  41. ““São Tomás de Aquino, desconfio que teria dificuldade em considerar a invasão do Iraque de “guerra justa”

    Porquê?”
    tem razão não deveria ter a presunção de saber o que uma figura histórica faria num cenário actual, mas, na minha opinião, invadir um país que não estava em situação beligerante com nenhum outro, com o pretexto de que tinha armas de destruição massiva, falso ( nós sabemos que anteriormente já as teve, até foram vendidas pelos EUA), matando milhares de inocentes, para obtenção de acesso a recursos energéticos, posso dizer-lhe que não é lá muito santo.

    Passe bem, espero que a sua miopia não lhe afecte muito o seu dia-a-dia.

  42. Lidador

    “O meu pai, desde o berço,”

    Tem necessidade de dar aqui conta da sua vida?
    Por favor, evite. É constrangedor.

    “Dispenso os racismos”
    A que propósito vem este bordão? Tem necessidade de contrariar por palavras aquilo que é notório: que odeia profundamente o povo judeu?

    “Se você é sionista ”
    Você não é? Advoga a destruição de Israel?
    Ou reconhece que Israel existe e é como qualquer outro país do mundo? ( neste caso é sionista)

    “mas, na minha opinião, invadir um país ”
    A sua opinião sobre a guerra do Iraque, não me interessa. Pelo que leio, é apenas um repositório de bordões e slogans do costumeiro vademecum.
    Interessa-me é que explique porque razão escreveu que a guerra do Iraque não se enquadra no conceito de guerra justa, na definição de Aquino.
    É capaz de o fazer, ou limita-se a atirar para o ar coisas que mal compreende?

  43. Lidador

    “filisteus”

    1-Os fillisteus eram árabes? Que têm os fillisteus a ver com os árabes? Quantos eram os filisteus?
    2- E antes dos filisteus?
    3-Em que livro leu as histórias dos filisteus?
    4-Onde fica a Judeia?
    5-Sabia que já havia judeus em Medina antes de Maomé?
    6- Porque razão acha que aquela terra é dos árabes, quando já outros povos, antes e depois deles, lá habitaram?
    7. Porque razão o seu radar de ódio só lhe dá Israel e judeus, quando existem quase 200 países na terra e povos bem mais sofredores? Que acha do problema dos sudaneses? Dos tutsis? Dos curdos? Dos cingaleses? Não acha estranha a sua fixação odienta num pequeno país, do tamanho do distrito de Lisboa, rodeado por centenas de milhões de muçulmanos enfurecidos, atacado constamente, nos 70 anos de existência e que só permanece porque derrotou todos os ataques? Não admira um povo assim?

  44. Lidador, está a falar com duas pessoas diferentes, por favor acorde lá os neurónios.
    Se não sabe o que é “o livro” é mais inculto do que eu pensava.
    Gosta muito de misturar a coisas, os outros “200” países não estão aqui em discussão.
    A fixação é que é vossa, neste caso por atacar o Irão.
    Não tenho nenhum ódio em relação ao judeus, aparentemente você é que tem ódio aos árabes.
    Eduque-se.

  45. Pedro C.

    Lidador, o senhor está a dar um péssimo exemplo na defesa do povo judeu. Já basta o que o povo judeu sofre dos seus atacantes, não precisa de “defesas” como a sua, que dão mau aspecto, dão razão aos adversários. Não fale em nome do que não é seu.

  46. anti-sayan

    “Rui, o teu post evidencia uma extrapolação (“O caos e a bancarrota da Grécia não são responsabilidade de Israel”) que nada tem a ver com o que eu escrevi.”

    Pois não. É a típica “lógica” judaica deste “sayan” pseudo-português.

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