o pecado original

“Faz três anos que a Caixa assinou o que titulámos então de escandaloso negócio com Manuel Fino, um acordo para as dívidas do empresário com acções da Cimpor. Foi um cobertor para o estertor. Ei-lo de novo, em dose tripla: de Fino, da Caixa e da Cimpor. José de Matos devia pendurar as contas de 2011 à frente da mesa onde atende os telefonemas do Governo: para se lembrar do que custa dizer ‘sim’.”, Pedro Santos Guerreiro, hoje no Negócios (editorial).

Pois aí está…três anos depois daquele negócio, que eu também critiquei, e a Investifino, segundo avança a imprensa de hoje, continua pendurada na generosidade da CGD….mesmo que as acções da Cimpor, quase que milagrosamente, estejam acima do preço de recompra definido em 2009! Ora, foram negócios como aquele e outros (nomeadamente, os pecados originais) que resultaram agora em mais de 800 milhões para o reforço de provisões de crédito (leia-se, protecção contra os calotes) na CGD.

Enfim, talvez não fosse má ideia privatizar a CGD…em Portugal, parece que não estamos preparados para ter um banco público.

6 pensamentos sobre “o pecado original

  1. TLD

    Só demonstra que a CIMPOR é uma grande empresa e que a CGD fez um bom negócio. Ao contrário de outras empresas que viram as suas acções cair brutalmente.

  2. Privatizar ou não privatizar Bancos é tudo igual.
    No ocidente da divida e do “estímulo” socialistas, os Bancos têm sempre os prejuízos pagos pelos impostos dos contribuintes.

  3. Paulo Pereira

    Não vale a pena ter um banco publico para financiar a especulação .

    A CGD para permanecer no sector publico deveria apenas financiar investimentos produtivos e nunca o mercado secundário ou especulativo.

    Mesmo os restantes bancos comerciais com depósitos deviam ter fortes limitações ao financiamento de operações especulativas, ou caso quisessem continuar com essas actividades deviam perder a possibilidade de ter depósitos de particulares.

  4. Tiro ao Alvo

    Também não entendo por que é que a Caixa Geral de Depósitos (CGD) não é privatizada. Parece-me que ao Estado bastar-lhe-ia um Banco de Investimento e, talvez, uma caixa de aforro. Agora, uma instituição que se diz ser um Banco, e que se comporta no mercado como tal, e que até sonha com mercados estrangeiros, não faz hoje qualquer sentido que seja estatal. Um monstro desta natureza só serve para tentar governantes, como se tem visto nos últimos anos, a fazerem disparates – Fino, BCP, BPN, etc..
    Em conclusão, para nosso bem, abra-se a Caixa e vendam-se as tralhas que ela comporta.

  5. Pingback: Portugal Imprensa - o pecado original

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