Sobre os Limites das Reformas

1 a 1, as Reformas Douradas vão sendo expostas neste país. Agora foi Emídio Rangel. É o modo errado de lidar com o assunto, mas de quem será a culpa: de quem expõe, ou de quem se coloca a jeito?

Para quando legislação que limite as Reformas ao que as pessoas contribuíram até aos 65 anos?

(Ou seja, somam-se todas as contribuições até aos 65, calcula-se a Esperança Média de Vida e divide-se o valor em falta pelos meses correspondentes, ganhando quem viver acima da EMV e perdendo quem viver menos).

Até quando durará esta injustiça inter-geracional?

(Sim, porque para a minha geração certamente não irão existir estas benesses…)

8 pensamentos sobre “Sobre os Limites das Reformas

  1. Esmeralda Antas

    Este senhor “babava-se” todo nos comentários de um programa de TV, principalmente a defender Sócrates! Era insuportável! Quanto recebia por esse programa semanal?! José Lello e aquela esfarrapada justificação para o injustificável, já que estava no Parlamento aquando da feitura da lei que diz desconhecer! Ou então está no parlamento a olhar para…as cochias!!!!! Mário Soares vendendo um livro e mandando bocas. Está morto por ver isto a ferro e fogo! O dinheiro do livro é para a sua (nossa) fundação??????

  2. Monti

    “Um Polvo lusitano”
    Substituído o regime do “Canto do Fantoche Lusitano” pelo “Canto do Fantoche Democrático” nos ministérios, parlamento & autarquias, um misto de Ali Babá-Al Capone-Al BPN- Al Belém S. Bento, invadiu e tomou conta do país
    A bem da oligarquia político empresarial do Regime.
    (Enviado JF)

  3. J.Pinto

    Muito bom artigo. Concordo com a proposta feita pelo Ricardo. O problema da insustentabilidade do sistema de segurança social é algo que nos deve preocupar.

    Tenho escrito alguns artigos sobre o assunto em: fiscalidadenoblog.wordpress.com

    Quem tem medo da limitação do valor das reformas?

  4. Euro2cent

    > Quem tem medo da limitação do valor das reformas?

    Ninguém. Não se surpreendam é se os salários (com desconto para S.S.), estranhamente, ficarem no limiar do valor crítico para o desconto.

    Sistemas adaptativos, etc.

  5. Seguranca Social – O esquema piramidal

    A capitalização da segurança social, pago mediante contribuição, o que é um eufemismo, pois contribuição é um termo que pressupõe voluntariedade, ou seja, a pessoa contribui para alguma coisa, em tese, apenas se ela quiser, o que não é o caso. Portanto, a melhor palavra para esse pagamento seria imposto, pois é uma imposição do estado o seu pagamento.

    Analisando friamente poderemos a comparar a um esquema de pirâmide. A ideia deste sistema é a seguinte: o trabalhador de hoje paga pela reforma do aposentado atual para que, quando ele se reforme, o trabalhador do futuro pague pela sua reforma.

    Agora vejam a semelhança entre esse sistema e a pirâmide fraudulenta: na pirâmide, um grupo originário, que não desembolsou absolutamente nada ou pouco, recebe uma certa quantia de outro grupo (necessariamente maior), e esse grupo fica na expectativa de que outro grupo, ainda maior, pague a mesma quantia ao grupo intermediário, e assim sucessivamente.

    Seguindo esta lógica piramidal o ultimo grupo, como visto, precisa ser muito grande para poder suportar esse pagamento, seja através da demografia (pessoas) ou de numerário.

    Ora, sem que haja essa “progressão” entre uma geração e outra, esse sistema irá quebrar numa questão de tempo e não já muito longínquo, visto que temos um inverno demográfico e a desindustralização europeia.

    Além de ser um esquema de fraude de pirâmide, ou seja, imoral e ineficaz, a segurança social possui outras distorções flagrantes que são ignoradas pelo grande público ( transferências de fundos privados, subvenções vitalícias, acumulação de reformas, artifícios vários, tratamento diferenciado …)

    No fundo o lema é: dinheiro que é de todos, é dinheiro de ninguém… Não há qualquer critério equilibrado e responsável.
    Solução:

    O principal entrave são os políticos e algumas elites miseráveis, basta olhar para reformas como a do Presidente da República, dinossauros da política e demais usurpadores do bem público.

    Para além do aumento gradual da idade da reforma que já está a ser aplicado, como já foi referido em diversos posts neste blog, tem de haver um plafonamento máximo estatal, creio que o melhor exemplo a seguir será o modelo suíço, que tem como limite máximo 1700 €, observe-se bem, a diferença de rendimentos entre Portugal e a Suíça.

    Para os leitores mais interessados fica aqui o link onde se pode perceber o modelo de reformas suíço, baseado em 3 pilares:

    Click to access Altersvorsorge-p.pdf

    http://vivendi-pt.blogspot.com/2011/12/seguranca-social-o-esquema-piramidal.html

  6. Mais importante, para quando legislação que ACABE com as reformas, suprimindo os impostos que as sustentam?

    É que a soluçãozinha de calcular as reformas de forma diferente, calculando-as em função do que as pessoas pagaram ao longo da vida, não acaba com a injustiça da extorsão inter-geracional. Quem promove esses calculzitos parece acreditar que de alguma forma “o dinheiro está lá, nas caixas do Estado”, e que basta simplesmente devolvê-lo a quem o pagou. O que óbviamente é absurdo, num sistema de reformas por repartição.

  7. Ricardo Campelo de Magalhães

    O que me irrita mais é que, no futuro, todos nós iremos ter “reformas de subsistência” – e se quisermos mais teremos de ter bons PPRs privados – mas o sistema até esta hora tardia em que já é óbvio o seu futuro, mantém-se a pagar este tipo de “reformas” a pessoas em idade activa e que, se ouvissem o que dizem em prole do “socialismo”, eram coerentes e auferiam reformas menos abusivas…

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