Retrato no feminino das ditaduras árabes

Verdadeiras donas de casa desesperadas. Artigo de Nick Gillespie, na Reason. Por certo, Asma Assad terá lido com algum interesse a entrevista do presidente tunisino, Moncef Marzouki.

Esquerdas Coerentes: Aborto Pós-Natal

Na reputada revista científica Journal of Medical Ethicsespecialistas na área defendem o Aborto Pós-Natal, ou seja, após o nascimento do feto, como noticiado aqui no Telegraph.

Se bem que não é um assunto económico ou habitual para mim, deixo aqui algumas notas sobre o tema:
1. Discordo em absoluto do Aborto, Pré-Natal ou Pós-Natal.
Na verdade acho mesmo execrável a ideia. E não tenho como humanista quem a defenda…
2. Aceito que uma certa esquerda defenda também esta opção, em coerência com o que disse anteriormente.
Obviamente, a minha opinião sobre esta esquerda que concorde com esta medida não vai melhorar…
3. Aceito que alguns se comovam e achem isto demais, havendo uma cisão no movimento pró-infanticídio.
Neste caso, estarão a ser incoerentes, mas ao menos terão um mínimo de dignidade…
4. Como Minarquista, acho que uma das poucas atribuições do Estado é defender a vida dos cidadãos. Todos.
E sim, a vida começa na concepção pelo que, como Ron Paul, sou a favor da intervenção do Estado aqui!
5. Acho deplorável que “cientistas” escrevam o que aqui foi escrito. É de facto uma profissão em crise.
O relativismo instalado está a atingir um ponto que eu penso que terá consequências num futuro próximo.

Post Script: O Público noticiou este assunto aqui.

Digno de um “breakin’ news”

UE lá acerta uma.

The EU announced the withdrawal late Tuesday, hours after Belarus asked the head of the EU’s delegation in Minsk and the Polish ambassador to leave and said it was withdrawing its own from Brussels and Warsaw. The tit-for-tat followed EU sanctions passed Monday on Belarus over repression of the political opposition.

There are 14 EU countries with diplomatic representation in Belarus, plus one envoy for the bloc as a whole.

Draghing the can down the road

Quem diz que o Banco Central Europeu, ao contrário do que se passa na América, não “sustenta a economia” com liquidez praticamente ilimitada?

Ver aqui: O Banco Central Europeu (BCE) concedeu 529,5 mil milhões de euros de liquidez à banca da Zona Euro, um valor que superou as estimativas e o montante total do último leilão. Foram 800 os bancos que recorreram a esta linha de financiamento do BCE a três anos.

Face ao último leilão que a autoridade monetária fez a três anos (21 de Dezembro), houve um aumento de 277 entidades a recorrer a esta medida do BCE, ou seja, mais 52,9%, de acordo com os dados que foram divulgados esta manhã.

No que respeita ao valor total financiado, houve um acréscimo de 8,24%, ou 40,3 mil milhões de euros. Foram concedidos 529,5 mil milhões de euros, o que compara com os 489 mil milhões de euros observados na operação de Dezembro. Este montante é um novo recorde e compara com os 470 mil milhões de euros estimados pelos economistas consultados pela Bloomberg.

Este é a segunda operação de financiamento a três anos realizada pelo BCE desde Dezembro. O objectivo é dotar a banca de liquidez suficiente para conseguir superar a actual situação, que congelou praticamente todo o sistema financeiro, com os bancos a não conseguirem financiar-se e, como consequência, têm vindo a reduzir o financiamento da economia.

Mais qualquer coisinha aqui.

Porque hoje é 29 de Fevereiro

  • Está de parabéns o Blasfémias pelo seu oitavo segundo aniversário.
  • Uma questão interessante para este dia, infelizmente pouco tratada, mas que vem também muito a propósito da discussão sobre o efeito da eliminação dos feriados na economia, é a diferença entre crescimento económico nos anos bissextos vs anos regulares. O único dado que encontrei foi relativo à Holanda que, supostamente, terá um crescimento económico durante os anos bissextos 0.4pp acima dos anos normais. 0.4% é, mais coisa menos coisa, o contributo de cada dia de trabalho para o produto total de um país.

a quem serviu?

“Esta semana, Portugal recebeu Paul Krugman. Num gesto inédito, as três principais universidades de Lisboa juntaram-se na atribuição do grau de Doutor “Honoris Causa” àquele que, em 2008, havia sido laureado com o Nobel da Economia (…) De resto, à tacanhez da ocasião somou-se o ridículo dos factos em face de o convidado, por entre as generalidades do seu discurso, ter reiterado aquilo que, em Portugal, nenhum partido do ‘mainstream’ político ousa defender”, no meu artigo de hoje no Diário Económico.

Portanto, a minha dúvida mantém-se: a quem serviu a vinda de Krugman (seguramente, paga a peso de euro…perdão, a peso de ouro) a Portugal?!? Francamente, não entendo…

Multa: a continuação da política fiscal por outros meios

O pacato cidadão que circule de carro numa cidade portuguesa por estes dias depara-se com um espectáculo notável: récuas de agentes da autoridade, em cada esquina (normalmente vias de grande circulação), incomodam uma multidão de pacatos cidadãos pacatamente dirigindo-se de carro para o emprego. É provável que quanto mais caiam as receitas fiscais mais se multipliquem estas operações stop, na esperança de umas migalhas para o saco roto do Orçamento.

A balbúrdia no trânsito que provocam, o tempo que fazem perder devem colocá-las na mesma política de estímulo à produtividade em que se incluíram a supressão de feriados e da tolerância de ponto do carnaval. Deve ser isto a opção estratégica de apoio ao sector dos bens transaccionáveis.

Atestado de neoliberalismo

Apesar de haver quem continue a inventar descobrir no discurso de Krugman coisas espantosas, artista economista continua a desiludir o seu clube de fans:

[Paul Krugman] diz ter pouco para aconselhar a Pedro Passos Coelho e Vítor Gaspar: “Eu realmente tenho dificuldade em dar conselho ao Governo português. Aliás, detesto dizê-lo, mas não faria as coisas de forma muito diferente daquilo que está a ser feito agora.”

Se já antes se desaconselhava a concessão de honrarias a um dos ideologos intervencionismo e do despesismo, agora mesmo os seus admiradores começam a duvidar da oportunidade de lhe darem tanto tempo de antena nos media nacionais.