Deixem-me rir… (Versão: Vitor Gaspar é ultraliberal e culpado pelo estado de Portugal)

“Cavaquistas” querem Vitor Gaspar fora por seu um ultraliberal.

Antes de mais, quem são esses Cavaquistas? Por onde andam? O artigo não refere um único nome. Se têm opiniões tão fortes, que venham a público assumi-las!

Depois, querem-no fora por ser um “ultraliberal”. O que é um “ultraliberal”. Na concepção deste liberal, há liberais soft (como Vitor Gaspar), clássicos (como eu) e ultraliberais (como alguns anarquistas que eu conheço pessoalmente). É risível que Gaspar seja um “ULTRA”.

“Eles” (quem, onde , quando, não se sabe portanto…) querem o “ultraliberal” fora, portanto. Porquê? Porque “está a “dar cabo” do modelo social e económico construído após o 25 de Abril“. Este curioso comentário merece-me os seguintes reparos:
1. Quem destruiu o modelo social foi quem deixou as contas públicas profundamente no vermelho, como creio ser do conhecimento dos “Cavaquistas” sondados pelo jornalista;
2. Portugal vive claramente acima das possibilidades dadas pela sua produtividade. O elevado desemprego num contexto de salário mínimo muito abaixo dos restantes parceiros Europeus;
3. O Modelo Social a que se referem é insustentável e nem os ricos países nórdicos o aguentaram e dele já se estão a afastar há algum tempo;
4. O povo tem dificuldade em perceber quem são os responsáveis e como ultrapassar a actual crise e estes senhores, que deveriam ajudar, só prejudicam com a sua busca de protagonismo para o seu “líder” numa altura em que este ainda se está a tentar recompor da sua gafe;
5. O que me lembra de dizer que se ele e “eles” aceitarem reduzir o seu peso para os cofres públicos, sobrará mais dinheiro para ajudar o próximo.

10 pensamentos sobre “Deixem-me rir… (Versão: Vitor Gaspar é ultraliberal e culpado pelo estado de Portugal)

  1. O Ministro Vitor Gaspar deve ser demitido porque o seu orçamento para 2012 é uma pura fantasia, numa altura em que o Orçamento devia ser o mais próximo da Realidade…só os números do desemprego e da recessão inscritas no OE deviam levar à demissão do Gaspar…mas tambem, quando uma Assembleia da Republica perde tempo a discutir um OE que antes de o ser já o era…mostra bem o estado a que este regime da fantasia, vulgo III-Republica, chegou…

  2. e ainda para mais devia ter feito um orçamento em que já espelha-se a saida do Euro, mas enfim, este Governo deve imaginar que controla o tempo e o espaço…é apenas mais uma continuação do Reinado do Socretino I

  3. Noticias que começam com ” o Público sabe” valem o que valem.

    Aliás, 2 comentários podem ser feitos.
    1.º se o cavaquismo teve nenhuma coerência ideológica e não era apenas caudilhismo puro e duro?
    2.º que Cavaco ainda indica os lideres.

  4. hajapachorra

    Não percais tempo com isto. O artiguelho saiu do bestunto da dona Sãozinha do Púbico, uma militante de causas fracturadas, com saudades das criadas de servir. Os fornicoques e as saudades do emigrante filósofo passam-lhe, com águas fria e mimos de panteras pansexuais.

  5. JS

    “É absoluta a discordância de algumas das mais proeminentes personalidades do cavaquismo e **do próprio Presidente da República** …”

    Seria interessante um desmentido -ou uma confirmação- desta “discordância” na página oficial da Presidência da República …

  6. Paulo Pereira

    O problema português não é o custo do Estado Social, que está abaixo da média da OCDE em termos de PIB.

    O problema é o Estado Não Social, burocratico e despesista e a falta de competitividade das nossas empresas de bens transacionaveis, que se revela num defict corrente cronicamente deficitário desde que foi estabelecida em 1993 uma politica de moeda forte.

    É necessário reduzir drasticamente e rapidamente os impostos sobre as empresas, especialmente as de bens transacionaveis, para que possam crescer e assim reduzir o deficit corrente.

  7. Vitor Gaspar depois do ter feito um grande negócio para a Banca Portuguesa, com os Fundos de Pensões, mais parece um boy da Banca…o homem do BES…o adiamento ou a recusa de renegociar as desastrosas parcerias publico-privadas, mostra que é um fraco ministro de Portugal e um alto quadro da associação de bancos portugueses…

  8. Pingback: 1 Ano « O Insurgente

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