Cassete Americana

Já tinhamos a Cassete Soviética, agora temos também a Cassete Americana:

Alguns apontamentos:
1. Isto não significa que eu endorse o mainstream GOP, como os leitores regulares já terão reparado.
2. O Obama tem jeito para parecer, como dizia Hillary Clinton, angélico e mágico. Interrogo-me até quando.
3. Agora, que Obama já podia ter escrito um novo discurso e não repetir sempre a sua versão de “Alice no País das Maravilhas” de há uns anos atrás, isso mesmo os Obamaniacs terão de aceitar.

29 pensamentos sobre “Cassete Americana

  1. Paulo Pereira

    Tambem acho . O Obama devia ter proposto trocar parte do orçamento de defesa por cortes na Tsu e no Irc e em apoios as energias renováveis, para minizar a dependência do petróleo Islãmico.

  2. Paulo Pereira

    Subsidios à instalação de produção de electricidade eólica , solar, reciclagem de oleos alimentares, utilização de NatGas em camiões, pesquisa em baterias e células de combustivel, pesquisa em solar , energia das ondas, etc.

    Por acaso tem ideia dos subsidios que levaram à existencia da Internet ?

    Bastaria passar o Dep. de Energia para a Defesa como fez o D. Eisenhower com as auto-estradas para ser aprovado pelos Neotontos ?

  3. Luís Lavoura

    Já quando eu vivia na América, há quinze anos, se falava de pontes a cair e estradas cheias de buracos. Parece que é mesmo uma cassete, por lá.

  4. Luís Lavoura

    O Ricardo não “endorsa”, pois não. Eu “endorso” e vós “endorsais”, mas o Ricardo não “endorsa”.

  5. Paulo Pereira

    A fraude das renováveis são trocos em comparação à fraude na Defesa !

    Acho que um maior equilibrio de gastos entre essas duas fraudes acabaria por beneficiar os EUA e o resto do mundo.

  6. Paulo Pereira

    Não pode ser, os EUA passavam a ter uma nova grande recessão.

    Nunca se esqueça de que Spending = Income.

    A questão não está em gastar menos mas gastar melhor.

  7. A propósito, ou despropósito, se preferir, Ricardo: em que idioma está o Ricardo a escrever?
    «Endorsar»? «Regular» no sentido de habitual?
    Faça como o Pedro Arroja aqui há uns tempos e escreva em inglês, homem: sempre é melhor do que nesta barbarolexia que é usar palavras inglesas aportuguesadas ou portuguesas com um significado que corresponde ao da língua inglesa.

  8. Miguel Noronha

    “A questão não está em gastar menos mas gastar melhor.”
    Mesmo não lhe perturbando a fábula keynesiana onde gosta de se recrear fale-me da sobre a rentabilidade dos “energias alternativas”. Descontados os subsídios, é claro.

  9. Paulo Pereira

    As energias alternativas com produção essencialmente local podem ser vistas numa perspectiva de “Defesa Nacional”, ou como forma de aumentar o PIB e o emprego por subsituição das importações.

    Para o Estado o calculo de rentabilidade pode ser visto apenas do ponto de vista do deficit comercial.

    Qual é a rentabilidade de cada despesa publica ?

  10. Miguel Noronha

    Agradeço-lhe este momento de boa disposição. Um grande bem-haja para si.
    Agora regressemos à economia.
    ,

  11. Miguel Noronha

    Verifico que prefere desconversar e continuar na palhaçada. Boas brincadeiras na caixa de areia.

  12. PedroS

    Acho interessante a expressão “Nunca se esqueça de que Spending = Income. A questão não está em gastar menos mas gastar melhor.”

    Então se “spending=income”, não seria de esperar que nenhum gasto fosse “melhor” do que outro? Por muito “disparatado” que seja um gasto, alguém ganha com sempre com isso, gasta e dinamiza a economia 😉 O ideal segundo a perspectiva de Paulo Pereira parece-me ser pôr toda a gente a gastar sempre à fartazana em inutilidades: esse é o caminho para a prosperidade 😉

    PS: Lá fui eu alimentar os trolls, mas não resisti 😉

  13. Ricardo Campelo de Magalhães

    “Spending = Income”?!?
    Então se todos destruirmos o que compramos e ninguém produzir, de onde vem o “Income”?

    Sobre o verbo “endorsar”,
    1. Se bem me lembro, posso usar neologismos e tratar a raiz da palavra para fazer um verbo.
    2. Os ingleses até têm o hábito de usar substantivos como verbos “Google it!”
    3. Vocês entenderam perfeitamente o significado 😉
    4. Podia escrever em Inglês, mas deixo isso para outros blogs. Aqui o público é Português.
    5. Que verbo sugeriam? Recomendar? Sugerir?

  14. Alexandre

    Já descobrimos o código do Noronha para “não tenho argumentos e retiro-me com o rabo entre as pernas.”

    Obrigado pela diversão. Espero que este semestre lhe corra bem.

  15. Paulo Pereira

    Pedro S e RCM,

    Vou repetir : a questão está em gastar melhor e não gastar menos, e acima de tudo gastar “dentro” sem prejudicar o deficit comercial .

    Não é dificil encontrar formas de gastar melhor : sistemas de poupança de energia importada, caminho de ferro convencional, apoio a idosos, recuperação de monumentos e centros históricos, melhoria do ensino básico e pré-escolar, sistemas de irrigação , limpeza de matas, replantação de zonas ardidas, limpeza de rios e ribeiras, etc, etc.

    Num sistema capitalista o acto de comprar dá origem ao acto de produzir, quanto mais se compra mais as empresas produzem e procuram inovar como novos produtos e serviços.

    O capitalista tem esta ideia fixa de querer ganhar cada vez mais dinheiro, de querer levar a economia e a sociedade aos ombros.
    Para ajudar o capitalista temos de comprar senão ele vai à falência.

  16. PedroS

    “Para ajudar o capitalista temos de comprar senão ele vai à falência.”

    Para ajudar o capitalista temos de querer poupar (i.e. procurar obter produtos úteis de forma barata e sem ajuda ao crédito). Só assim o capitalista tem incentivo suficiente para melhorar a sua eficiência e permitir a libertação de recursos para outras actividades. Quando a injecção de liquidez artificial na economia (por diminuição excessiva da taxa de juro determinada pelo banco central, ou por impressão de moeda) permite a aquisição a um preço X de um determinado produto que normalmente só teria mercado se o preço fosse X-Y cria-se uma dinâmica que necessariamente retira incentivo para que o custo desse produto passe a ser X-Y. O resultado final é a diminuição da velocidade da inovação., e a alocação de recursos para actividades que ainda não são sustentáveis.

  17. Paulo Pereira

    Você acaba de inventar um capitalismo novo.

    Eu prefiro o capitalismo actual, onde se inova para vender mais e não menos. São gostos.

  18. PedroS

    “Eu prefiro o capitalismo actual, onde se inova para vender mais e não menos. São gostos.”

    Está claramente a deturpar as minhas palavras, Paulo. Onde é que eu escrevi isso, ou algo que implicasse isso?

    Diga-me apenasqual das seguintes situações leva a uma mais eficiente utilização de recursos: se tivesse clientes certos à porta (quase) independentemente do preço (devido a crédito barato) ou se soubesse que perderia os clientes se não conseguisse baixar a utilização de recursos (i.e o preço)?

  19. Paulo Pereira

    Pedro S,

    Para uma sociedade capitalista enriquecer em geral é necessário que as vendas cresçam em geral (em agregado).

    Só assim poderão aparecer sistemáticamente novos produtos e serviços , e novas empresas e empreendedores em grande numero.

    Mesmo numa expansão económica existem sempre empresas a falir, pois a concorrencia é intensa e quem não produz o que os consumidores querem fecha.

    Verifica-se na historia da economia que numa recessão o numero de falências aumenta muito e o numero de novas empresas reduz-se muito.

    Inventar o capitalismo pobre por teimosia é um absurdo.

  20. PedroS

    reparei que não respondeu à minha questão. Agora se acha que optimizar a utilização de recursos é “capitalismo pobre”, acho que nunca irá ficar rico…

  21. Paulo Pereira

    Pedro S,

    Estamos a falar de macroeconomia , não de uma empresa em particular.

    Numa economia em recessão existem recursos disponiveis como mão-de-obra, capacidade industrial, infraestruturas, etc.
    Não faz sentido manter esses recursos desperdiçados, ou seja não optimizados.

    A historia demonstra que em geral quando a economia está a crescer existe mais inovação e aparecimento de novas empresas. É lógico que isso aconteça, porque o risco é menor . Já é dificil ser empreendedor numa economia em expansão quanto mais em recessão.

    Sobre ficar rico ou mais rico não vale a pena falar sobre essa questão, acho eu.

  22. Alexandre

    (..)perderia os clientes se não conseguisse baixar a utilização de recursos(..)

    Numa economia saudável a concorrência se encarrega dessa optimização.
    O que parece que está a dizer é que é necessário que uma grande parte da população pobre para incentivar as empresas a produzir produtos mais baratos.

  23. PedroS

    “O que parece que está a dizer é que é necessário que uma grande parte da população pobre para incentivar as empresas a produzir produtos mais baratos.”

    Não , o que quero dizer é que me parece necessário uma população suficientemente racional para não viver acima das suas possibilidades. Injecções massivas de liquidez por emissão de moeda ou juros artificialmente baixos tornam mais difícil evitar a tentação de viver acima das suas possibilidades.

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